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sábado, 10 de agosto de 2019

Caminhar libera 'superpoderes', diz neurocientista

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 “Precisamos nos manter mais ativos ao longo do dia todo”, afirma Shane O´Mara
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 Por Mariza Tavares  
  Jornalista, mestre em comunicação pela UFRJ e professora da PUC-RIO, Mariza escreve sobre como buscar uma maturidade prazerosa e cheia de vitalidade.
 Rio de Janeiro  

 Postado em 10 de agosto de 2019 às 19h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Caminhar nos deixa mais saudáveis, felizes e “afia” o cérebro. O neurocientista Shane O´Mara, que acabou de lançar o livro “In praise of walking” (em tradução livre, “Um elogio à caminhada”), garante que o hábito de perambular equivale a liberar superpoderes dentro de nosso corpo. Portanto, para quem se recusa a frequentar uma academia, ele sugere algo simples, mas, ao mesmo tempo, eficiente: calçar um par de tênis confortáveis e sair por aí.
O cerne da tese de O´Mara, professor do Trinity College Dublin, é que o cérebro precisa de movimento para funcionar bem.

“Nosso sistema sensorial funciona melhor quando nos movimentamos”, declarou à repórter Amy Fleming, do jornal “The Guardian” – a entrevista, claro, foi dada enquanto eles andavam pela cidade de Dublin. Para ele, é o que mantém ativo o que chama de nosso GPS interno, o “mapa cognitivo” que armazena e organiza as informações.
O neurocientista Shane O´Mara, autor do livro “In praise of walking”, enfatiza as vantagens de caminhar  — Foto: Wikimedia CommonsO neurocientista Shane O´Mara, autor do livro “In praise of walking”, enfatiza as vantagens de caminhar — Foto: Wikimedia Commons

O entusiasmo pelas caminhadas se relaciona com seus estudos na área de pesquisa experimental do cérebro. Ele ensina que os circuitos cerebrais associados à capacidade de aprendizado, memória e cognição são os mesmos afetados por estresse, depressão e ansiedade – e afirma que, quando estamos em movimento, ondas cerebrais neutralizam esses efeitos negativos. “Apesar de não termos ainda um volume de dados suficiente, é razoável supor que, em determinados casos de lesões no cérebro, haverá grandes benefícios se o paciente puder andar, devidamente supervisionado”, explica.

A atividade aeróbica também estimula os fatores neurotróficos, que são moléculas relacionadas ao crescimento e à sobrevivência dos neurônios. “Você pode pensar neles como fertilizantes moleculares, que aumentam a resiliência para fazer frente ao envelhecimento”, diz O´Mara, que considera um “erro terrível” que o simples ato de caminhar não seja encarado como exercício. “O que precisamos é ser mais ativos ao longo do dia todo”, enfatiza.
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    Rússia reconhece caráter nuclear de explosão em base militar perto do Ártico

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    Rosatom, a agência nuclear russa, emitiu um comunicado em que informa que cinco de seus funcionários morreram em uma explosão.
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     Por France Presse  

     Postado em 10 de agosto de 2019 às 16h00m  

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    Explosão em uma base militar na região de Krasnoiarsk no dia 5 de agosto — Foto: Liza Uskova/APExplosão em uma base militar na região de Krasnoiarsk no dia 5 de agosto — Foto: Liza Uskova/AP

    A Rússia reconheceu neste sábado (10), após dois dias de silêncio, que a explosão ocorrida na última quinta-feira (8) em uma base de lançamento de mísseis próxima do Ártico teve um caráter nuclear, com um saldo de cinco mortos.

    Em comunicado, a agência nuclear russa, Rosatom, anunciou que cinco membros do seu quadro morreram na explosão e outras três pessoas sofreram queimaduras.
    Autoridades militares não informaram sobre a possível presença de combustível nuclear no acidente, que ocorreu na região de Arcangel.
    Um comunicado da Rosatom citado pela imprensa russa posteriormente ofereceu novos detalhes da explosão, registrada em uma plataforma marítima, motivo pelo qual funcionários foram lançados na água.

    "Os trabalhos de busca continuaram enquanto havia esperança de encontrá-los com vida. Apenas depois disso, divulgamos a morte de cinco colaboradores da Rosatom", assinala o texto.

    Número de mortos aumentou
    Logo após o acidente, o Ministério da Defesa informou que o mesmo aconteceu no momento em que se testava um motor de foguete a ergol líquido (propulsor), e deu conta da morte de dois especialistas e de seis feridos.
    Não ficou claro se os cinco mortos citados pela Rosatom incluíam os especialistas mencionados pelo Exército.
    Autoridades forneceram pouca informação sobre este acidente, ocorrido em uma base militar que data de 1954 e é especializada nos testes de lançamento de mísseis da Marinha russa. 
    Breve aumento da radioatividade
    O Exército russo e um porta-voz do governador regional declararam que não houve contaminação radioativa, mas a prefeitura de Severodvinsk, cidade de 190 mil habitantes localizada a 30 quilômetros da base, afirmou em seu portal que seus detectores registraram "um breve aumento da radioatividade". A publicação foi retirada do ar pouco depois.

    O representante local da Defesa Civil, Valentin Magomedov, declarou à agência de notícias TASS que o nível de radiação subiu para 2,0 microsieverts por hora durante 30 minutos, acima do limite regulamentar de exposição, de 0,6 microsieverts por hora.

    O Greenpeace Rússia publicou neste sábado (10) uma carta de autoridades de um centro de pesquisas nuclear que dava conta da mesma cifra, mas afirmando que a radiação durou pelo menos uma hora, sem que isso representasse riscos à saúde, segundo estes especialistas.

    Habitantes de Severodvinsk correram na sexta (9) às farmácias para comprar iodo ou produtos com este elemento químico.

    "Os acontecimentos de quinta-feira (8) comoveram a cidade. As pessoas entraram em pânico. Em uma hora, vendemos todos os estoques", declarou a farmacêutica Elena Varinskaya, que distribuiu "fichas com as regras a serem seguidas em caso de contaminação radioativa".

    A imprensa russa divulgou um vídeo sem fonte identificada que mostrava filas de ambulâncias atravessando Moscou até um centro especializado no tratamento de vítimas de radiação. Segundo a Rosatom, os feridos foram atendidos em um centro médico especializado.

    O especialista do instituto para a pesquisa nuclear de Moscou Boris Zhukov declarou no portal do jornal "RBK" que as fontes de energia isotópica eram utilizadas principalmente na indústria espacial, e não costumavam representar um risco aos usuários.

    O pior acidente nuclear da história aconteceu em 1986, na União Soviética, na central ucraniana de Chernobil, e autoridades foram acusadas de terem ocultado durante semanas a dimensão do desastre.
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    sexta-feira, 9 de agosto de 2019

    Nasa faz racionamento de energia para manter sondas da década de 70 em funcionamento

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    Campeãs de resistência, Voyager 1 e 2 foram lançadas em direção ao Sistema Solar exterior para estudar os planetas gigantes e enviaram à Terra fotos históricas do espaço.
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     Por Cassio Barbosa  

     Postado em 09 de agosto de 2019 às 21h00m  

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    Modelo de engenharia da Voyager 1 em exposição — Foto:  JPL-NASAModelo de engenharia da Voyager 1 em exposição — Foto: JPL-NASA

    Há quase 45 anos em operação e campeãs de resistência e quilometragem, as sondas Voyager 1 e 2 entraram em sistema de racionamento de energia para continuarem em ação no espaço. Elas foram lançadas em 1977 pela Nasa, a agência especial americana, em direção ao Sistema Solar exterior para estudarem os planetas gigantes.

    O impacto causado pelas imagens das duas sondas marcou uma geração inteira – a minha por sinal – e foram parar em filmes, série e quadrinhos. As descobertas das Voyagers só foram equiparadas em importância na década de 1990 com o lançamento da sonda Galileo para Júpiter, e da Cassini para Saturno.

    Com o passar do tempo, pouca coisa ainda é mantida operacionalmente nas naves. Fazer isso requer eletricidade, que está ficando cada vez mais escassa. Além de energia para fazer os instrumentos funcionarem, é preciso usar aquecedores para mantê-los à temperatura operacional. No espaço profundo, muito distante do Sol, a temperatura chega a menos de 200 graus Celsius abaixo de zero. Nada funciona a essa temperatura.

    As duas naves tiram sua energia de um dispositivo radioativo, a partir do calor gerado pelo decaimento de plutônio, e justamente os aquecedores são as peças que mais consomem energia. Desde que as sondas foram lançadas, a produção de energia caiu 40% e, a cada ano, ela diminui em torno de 4W.
    Netuno, visto pela câmera da Voyager 2. A foto foi tirada a uma distância de 7,1 milhões de quilômetros e mostra a Grande Mancha Escura e ao seu lado um ponto brilhante — Foto: Nasa/JPLNetuno, visto pela câmera da Voyager 2. A foto foi tirada a uma distância de 7,1 milhões de quilômetros e mostra a Grande Mancha Escura e ao seu lado um ponto brilhante — Foto: Nasa/JPL

    Então, para manter a Voyager 2 em funcionamento, a Nasa decidiu desligar o aquecedor do seu detector de raios cósmicos, justamente o instrumento que revelou que ela tinha deixado o Sistema Solar. Com esse plano de racionamento, a agência americana pretende manter os aquecedores dos outros instrumentos, que estão estudando o plasma interestelar e a interação dele com o plasma emitido pelo Sol.

    Mais importante do que manter os instrumentos funcionais – mesmo porque o detector de raios cósmicos continua funcionando mesmo a temperaturas de -60 graus Celsius – é manter os propulsores operacionais. De vez em quando é preciso fazer disparos curtos dos foguetes com a finalidade de manter a antena das naves apontadas para a Terra. Sem isso, nada de comunicação.

    Susto em 2017
    Em 2017 foi preciso fazer uma dessas correções dessas com a Voyager 1, e por pouco não foi possível reposicionar a antena, depois que os motores principais não responderam e foi necessário passar para um sistema auxiliar.
    Para evitar o mesmo problema com a Voyager 2, os engenheiros da Nasa também fizeram essa troca de sistema, já que os motores principais foram usados pela última vez em 1989, após o encontro com Netuno.

    O trabalho das duas, no entanto, começou antes: a Voyager 1 fez um sobrevoo de Júpiter e Saturno antes de começar sua jornada aos confins do Sistema Solar. A ideia era passar por Titã, uma vez que as imagens das sondas Pioneers tinham se mostrado muito interessantes. Esse desvio fez com que a Voyager 1 assumisse uma trajetória que a impediu de visitar os demais planetas. A honra de pesquisar os planetas Urano e Netuno ficou com a Voyager 2, depois de ela ter dado uma passadinha por Júpiter e Saturno também. Atualmente, ambas já deixaram o Sistema Solar e estão a uma distância de quase 22 bilhões de quilômetros.
    Para se ter uma ideia da imensidão dessa distância, as transmissões de rádio, que viajam na velocidade da luz, demoram quase 22 horas para alcançá-las. Para comparação, a luz do Sol leva apenas oito minutos para chegar à Terra e a luz de Plutão leva por volta de cinco horas e meia.
    Depois de completarem a missão, os instrumentos de ambas foram desligados pouco a pouco. Não fazia sentido manter as câmeras ativas, por exemplo, já que, depois de Netuno, não se esperava nenhum encontro com qualquer objeto. Mas, antes disso acontecer, em 1990, a Voyager 1 se virou para “trás” e tirou a icônica foto de família do Sistema Solar. No meio dela, a mais de 6 bilhões de quilômetros, a Terra aparece como um “pálido ponto azul”. Essa foto até hoje é usada para mostrar quão insignificantes a Terra, e nós mesmos, somos em relação à imensidão do universo.
    Retrato de família feito pela sonda Voyager 1 mostrando os planetas do Sistema Solar — Foto: JPL-NASARetrato de família feito pela sonda Voyager 1 mostrando os planetas do Sistema Solar — Foto: JPL-NASA
     
    Depois disso o controle da missão decidiu manter apenas poucos instrumentos, medindo o fluxo de raios cósmicos e plasma espacial. Foi com esses instrumentos que ficou determinado que ambas as naves tinham escapado do Sistema Solar – a Voyager 1 em agosto de 2012, e a Voyager 2 em novembro de 2018.

    Com esse plano de contingência, espera-se que as Voyagers permaneçam operacionais ainda por um bom tempo, talvez por mais de uma década. Como disse o gerente científico do projeto, ambas as naves estão em um lugar nunca antes visitado. Todos os dias chegam dados inéditos, então todo dia é dia de descoberta.

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    Produção de motos cai 4,8% em julho, diz Abraciclo

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    Foram produzidas o total de 91.713 motocicletas no período. Em relação a junho, houve aumento de 34,6% na fabricação. 
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     Por G1  

     Postado em 09 de agosto de 2019 às 19h00m  
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    Fábrica da Honda em Manaus (AM) — Foto: Rafael Miotto/G1Fábrica da Honda em Manaus (AM) — Foto: Rafael Miotto/G1


    A produção de motos em julho de 2019 foi de 91.713 unidades, informou a associação das fabricantes de motos, a Abraciclo, nesta sexta-feira. O volume representa uma queda de 4,8% em relação ao mesmo mês de 2018, quando 96.338 unidades saíram das linhas de montagens.
    Na comparação com junho de 2019, porém, houve crescimento de 34,6% sobre as 68.121 unidades produzidas no mês passado. De janeiro a julho, foram produzidas 628.818 unidades, volume 6,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, que alcançou 591.753 unidades.

    De acordo com a Abraciclo, o setor ainda está em recuperação e segue impulsionado pela renovação da frota.

    “Isso impacta diretamente a cadeia produtiva. Hoje cerca de 70% das vendas de motocicletas são financiadas via CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e pelo Consórcio”, afirmou Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, em comunicado.

    Emplacamentos
    O setor de motocicletas emplacou 90.048 motocicletas em julho, representando um aumento de 18,1% na comparação com o mesmo mês de 2018 (76.226 unidades) e de 12,5% em relação a junho (80.023 motocicletas).

    Nos sete primeiros meses de 2019 foram emplacadas 620.082 motocicletas, volume 16,3% superior às 532.955 unidades licenciadas no mesmo período do ano passado.

    Exportações em queda
    No mês de julho foram exportatas 2.788 unidades para o exterior. No acumulado do ano, as exportações somaram 23.180 unidades, o que representa queda de 49,9% em relação ao mesmo período de 2018 (46.258 motocicletas).

    Motos
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