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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Inflação oficial fica em 0,19% em julho, menor taxa para o mês em 5 anos

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Em 12 meses, IPCA acumulado recuou para 3,22%, permanecendo bem abaixo da meta de 4,25% para o ano. Segundo IBGE, baixa demanda em relação aos serviços segura a alta de preços.
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  

 Postado em 08 de agosto de 2019 às 13h15m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Energia elétrica pressiona inflação em julho, aponta IBGE
Energia elétrica pressiona inflação em julho, aponta IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,19% em julho, segundo divulgou nesta quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da aceleração em relação ao mês anterior (0,01%), trata-se da menor taxa para julho desde 2014, quando ficou em 0,01%.

Com o resultado, o índice acumula alta de 2,42% em 7 meses. Em 12 meses, recuou para 3,22%, ante os 3,37% registrados em junho, permanecendo bem abaixo da meta de 4,25% definida pelo governo para o ano, o que deve reforçar as apostas de novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 6% ao ano – o menor valor da série histórica.

IPCA - Inflação oficial mês a mês
Variação mensal dos preços, em %
Created with Highcharts 5.0.90,330,33-0,09-0,090,480,480,450,45-0,21-0,210,150,150,320,320,430,430,750,750,570,570,130,130,010,010,190,19jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez//8jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/190-0,5-0,250,250,50,751
Fonte: IBGE

Queda nos preços de vestuário e combustíveis
O grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do indicador, ficou praticamente estável na passagem de junho para julho. A alimentação no domicílio teve queda de 0,06%, enquanto a alimentação fora apresentou alta de 0,15%. Entre os produtos que ficaram mais barato, destaque para tomate (-11,28%), feijão-carioca (-8,86%), hortaliças (-4,98%) e batata-inglesa (-3,68%).

Segundo o IBGE, a queda dos preços de vestuário (-0,52%), transportes (-0,17%) e saúde e cuidados pessoais (-0,20%) ajudaram a segurar a inflação no mês.

"A queda [dos preços] em vestuário é explicada pelas promoções por conta das trocas de coleções. Já o transportes foi puxado pela queda nos preços dos combustíveis (-2,79%), principalmente da gasolina (-2,80%), que teve o maior impacto negativo na composição do índice, de -0,12 pontos percentuais", afirmou o gerente da pesquisa.

Segundo o IBGE, a gasolina recuou 2,80%, em média, em julho no país. Já os preços do etanol e do diesel caíram 3,13% e 1,76%, respectivamente.

Inflação em 12 meses
Variação acumulada do IPCA no período, em %
Created with Highcharts 5.0.94,484,484,194,194,534,534,564,564,054,053,753,753,783,783,893,894,584,584,944,944,664,663,373,373,223,22jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/190123456
Fonte: IBGE

Baixa demanda segura alta de preços
Segundo Gonçalves, há uma pressão negativa da baixa demanda em relação aos serviços, o que tem segurado a alta de preços. A inflação de serviço ficou em 0,46% em julho, ante 0,34% em junho.
"Ainda há muita informalidade no mercado de trabalho e um contingente muito grande de desempregados. Como a renda dessa informalidade é muito incerta, as famílias acabam, priorizando alimentação, habitação e transporte. Então, para os serviços acaba não sobrando nada", destacou.
Veja a inflação de junho por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:
  • Alimentação e Bebidas: 0,01% (0 ponto percentual)
  • Habitação: 1,20% (0,19 p.p.)
  • Artigos de Residência: 0,29% (0,1 p.p.)
  • Vestuário: -0,52% (-0,03 p.p.)
  • Transportes: -0,17% (-0,03 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: -0,20% (-0,02 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,44% (0,05 p.p.)
  • Educação: 0,04% (0 p.p.)
  • Comunicação: 0,57% (0,02 p.p.)

Alta no custo da energia elétrica representou praticamente toda a inflação do mês de julho, segundo o IBGE — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters 

Conta de luz foi a vilã da inflação de julho
Entre os itens que mais pesaram na inflação de julho, destaque para energia elétrica. Somente este item teve impacto de 0,17 ponto percentual no índice geral.

As contas de luz ficaram em média 4,48% mais caras para o consumidor em julho, impactadas pela mudança tarifária, já que passou a ser cobrada a Bandeira Amarela, que aumenta a conta em R$ 1,50 a cada 100 kWh.
"A energia representou praticamente toda a inflação do mês", destacou o gerente da pesquisa.
Segundo o IBGE, se não fosse a energia elétrica, o IPCA de julho ficaria muito próximo da estabilidade, uma vez outros grupamentos importantes, como alimentação, transportes e saúde e cuidados pessoais, tiveram estabilidade ou queda.

No grupo Transportes, os destaques foram as altas das passagens aéreas (18,63%) e das tarifas de ônibus interestadual (5,21%).
Já a alta do grupo "despesas pessoais" (0,44%) foi pressionada pelos itens excursão (4,43%) e empregado doméstico (0,24%).
Educação Financeira: por que nem todos sentem a inflação?
Educação Financeira: por que nem todos sentem a inflação?

O IBGE calcula a inflação oficial com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.

Perspectivas e meta de inflação
A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que foi reduzida na última reunião do Copom para 6% ao ano.

Os analistas das instituições financeiras continuam projetando para o ano uma inflação abaixo do centro da meta central do governo, com uma taxa de 3,80% em 2019.

Para 2020, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,90%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC indicou, por meio da ata da reunião realizada na semana passada, que a taxa Selic pode recuar novamente nos próximos meses. O mercado financeiro acredita que o BC continuará reduzindo os juros nos próximos meses. A expectativa dos analistas, ouvidos em pesquisa realizada pela instituição na semana passada, é de que a taxa Selic recue para 5,5% ao ano em setembro, e para 5,25% ao ano em dezembro.

Para agosto, o IBGE adiantou que a energia elétrica tende a voltar a pressionar a inflação, já que neste mês entrou em vigou a bandeira vermelha patamar 1, cuja tarifa é de R$ 4 a cada 100 kWh consumido. Por outro lado, o gás de botijão teve redução de 8,17% nas refinarias.

Todavia, o gerente da pesquisa ressalvou que ainda não se pode afirmar que haverá alta na inflação em agosto. “Os alimentos terão uma safra muito boa. Então, como eles têm um peso muito forte no índice, pode trazer uma contenção na taxa”, ponderou Gonçalves.

Inflação por capitais
Regionalmente, seis das 16 regiões pesquisadas pelo IBGE registraram deflação em junho. A região metropolitana de Porto Alegre (0,54%) apresentou a maior variação, seguida pelo Rio de Janeiro (0,30%) e São Paulo (0,28%). O menor índice foi em Goiânia (-0,22%) e em Rio Branco (-0,21%).

Veja todos os índices regionais:
  • Porto Alegre: 0,54%
  • Rio de Janeiro: 0,30%
  • São Paulo: 0,28%
  • Belo Horizonte: 0,23%
  • Brasília: 0,22%
  • Recife: 0,19%
  • Aracaju: 0,13%
  • Vitória: 0,04%
  • Curitiba: 0,04%
  • Belém: 0,03%
  • Campo Grande: -0,01%
  • Salvador:-0,14%
  • Fortaleza: -0,15%
  • São Luís: -0,16%
  • Rio Branco: -0,21%
  • Goiânia: -0,22%
INPC em julho foi de 0,10%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,10% em junho, acima da taxa de 0,01% de junho. O acumulado do ano está em 2,55% e o dos últimos doze meses foi para 3,16%, contra 3,31% nos 12 meses imediatamente anteriores.

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Vendas do comércio crescem 0,1% em junho, 1ª alta desde março

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No acumulado em 12 meses, porém, setor perdeu ritmo e permanece em trajetória descendente. No 2º trimestre, queda foi de 0,3% sobre os três meses anteriores.
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  

 Postado em 07 de agosto de 2019 às 12h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Vendas no varejo variam 0,1% em junho, diz IBGE
Vendas no varejo variam 0,1% em junho, diz IBGE

As vendas do comércio varejista cresceram 0,1% em junho, na comparação com o mês anterior - 1ª alta desde março –, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação a junho de 2018, houve queda de 0,3% nas vendas.

O resultado de maio foi revisado pelo IBGE para estável, ante queda de 0,1% na leitura inicial.

Vendas do comércio mês a mês
Em %
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Fonte: IBGE

Apesar da leve recuperação em junho, o setor fechou o trimestre no vermelho e continua mostrando perda de ritmo na análise do desempenho acumulado em 12 meses, evidenciando a fraqueza da economia e as dificuldades de uma retomada mais firme.
"No acumulado nos últimos doze meses ao passar de 1,3% em maio para 1,1% em junho, sinaliza perda de ritmo das vendas e permaneceu em trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2019 (2,4%"), destacou o IBGE.
No 2º trimestre, as vendas do comércio registraram queda de 0,3%, na comparação com o primeiro trimestre. Já na comparação com igual trimestre do ano passado, houve uma alta de 0,9%.

No semestre, o volume do comércio varejista cresceu 0,6%, frente a igual período do ano anterior.

A gerente da pesquisa, Isabella Nunes, destacou que o baixo ritmo da atividade econômica no país faz com que o comércio venha perdendo dinamismo. “Este foi o quarto semestre seguido no campo positivo, mas o menos intenso deles”, apontou. No 1º e 2º semestres de 2018, houve avanço de o avanço de 2,9% e de 1,7%, respectivamente.

Vendas do comércio no acumulado em 12 meses
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Fonte: IBGE

Vendas recuam em 15 das 27 estados
De maio para junho de 2019, as vendas do comércio varejista caíram em 15 das 27 Unidades da Federação, sendo a mais intensa no Piauí (-10%). Já as maiores altas foram registradas em Roraima (3,4%), Minas Gerais (1,7%) e Goiás (1,6%).

Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o resultado do varejo reflete a conjuntura de baixo dinamismo econômico, o grande nível de pessoas desempregadas, e o elevado endividamento das famílias – o maior desde abril de 2016, segundo dados do Banco Central.

“As famílias estão fugindo das prestações na aquisição de bens duráveis como móveis e eletrodomésticos, e estão direcionando o consumo para alimentos. Então, a queda em hipermercados não significa que as famílias estejam deixando de comprar, mas estão optando por marcas mais baratas. Na farmácia, não dá para fazer isso”, explica Isabella.

Das 8 atividades principais, só 3 registraram alta
Segundo o IBGE, a leve alta em junho foi sustentada pela estabilidade nas vendas das duas atividades de maior peso do indicador: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%) – que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos.

Por outro lado, 4 atividades registraram queda em junho no volume de vendas: combustíveis e lubrificantes (-1,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,4%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,8%).

Já o indicador do comércio varejista ampliado, que inclui as as vendas de veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, ficou estável em relação a maio, após avançar por 3 meses seguidos. Na comparação com junho do ano passado, teve alta de 1,7%. No acumulado em 12 meses também perdeu ritmo, passando de 3,9% em maio para 3,7% em junho.

Veja o desempenho de cada segmento em junho:
  • Combustíveis e lubrificantes: -1,4%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,5%
  • Móveis e eletrodomésticos: -1%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -0,8%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2,4%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,1%
  • Veículos, motos, partes e peças: 3,6% (varejo ampliado)
  • Material de construção: -1,2% (varejo ampliado)
“Combustível está perdendo muito volume de vendas por causa de preço. A de livros por ser uma atividade que está alterando sua forma de venda. Já a de supermercado é uma atividade que se tem um grande poder de substituição de produtos, ou seja, o consumidor troca um produto por outro mais barato, o que acaba impactando na receita do comércio”, explicou a pesquisadora.

Vendas de livros, jornais, revistas e papelaria desabam 27% no ano
As vendas têm tido comportamentos diferentes entre as atividades do varejo. Enquanto hipermercados apresentam perda de ritmo, com queda de 0,3% no primeiro semestre, outros artigos mostram crescimento de 4,4% nesse período. Eletrodomésticos recuaram 2,7% nos 6 primeiros meses do ano, ao passo que as vendas de móveis cresceram 3,3%.

No acumulado no ano, a queda mais intensa é nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria teve forte recuo (-27%). Em 12 meses, a perda é de 24,6%, acentuando a trajetória descendente iniciada em março de 2018 (-5,1%). Segundo o IBGE, as novas formas de comercialização pela internet e o fechamento de lojas físicas contribuem para essa retração.

“Combustível está perdendo muito volume de vendas por causa de preço. A de livros por ser uma atividade que está alterando sua forma de venda. Já a de supermercado é uma atividade que se tem um grande poder de substituição de produtos, ou seja, o consumidor troca um produto por outro mais barato, o que acaba impactando na receita do comércio”, explicou a pesquisadora.

Economia fraca e perspectivas
Os indicadores já divulgados continuaram a mostrar uma fraqueza da economia em junho e no 2º trimestre, após uma queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre.
A indústria brasileira, por exemplo, registrou queda de 0,6% em junho e fechou o primeiro semestre com um recuo de 1,6% em sua produção. No período entre abril e junho, a indústria recuou 0,7%, na comparação com o primeiro trimestre – o terceiro trimestre seguido de contração.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,82%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2020, a previsão de crescimento é de 2,1%.
Renda estaciona e só deve voltar ao nível pré-crise em 2026, diz estudo
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