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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Produção industrial cai 0,6% em junho, no segundo mês negativo seguido

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Houve piora em 17 das 26 atividades e em todas as categorias econômicas de bens intermediários, de consumo e de capital. 
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 Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  

 Postado em 01 de agosto de 2019 às 14h10m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Com resultados negativos, indústria está longe de se recuperar, aponta IBGE
Com resultados negativos, indústria está longe de se recuperar, aponta IBGE

A produção industrial brasileira registrou em junho uma queda de 0,6% na comparação com maio, segundo divulgou nesta quinta-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo mês seguido de contração do setor – em maio, a indústria teve queda de 0,1%.

Com os resultados de junho, a indústria brasileira operou em um patamar 17,9% abaixo do ponto mais elevado da série histórica, alcançado em maio de 2011. "Isso remete ao patamar em que a indústria operava no começo de 2009", destacou o gerente da pesquisa, André Macedo.
Produção industrial cai 0,6% em junho, segundo o IBGE
Produção industrial cai 0,6% em junho, segundo o IBGE

Nos dois meses seguidos de perdas na produção, a indústria acumula queda de 0,7%. “Em comum para esses dois meses, além do resultado negativo, é o próprio perfil disseminado de quedas. Temos 17 dos 26 ramos industriais com quedas na produção. Por categorias econômicas, todas elas também acumulam queda na passagem de maio para junho”, enfatizou Macedo.

Bens de capital foi o ramo da indústria que mais perdeu em termos de patamar de produção, ficando 32,7% abaixo do seu pico de produção, registrado em setembro de 2013.

Produção industrial mensal
Comparação com o mês imediatamente anterior, em %
Created with Highcharts 5.0.912,812,8-0,2-0,2-0,7-0,7-2,1-2,10,30,3-0,1-0,10,20,2-0,7-0,70,60,6-1,4-1,40,30,3-0,1-0,1-0,6-0,6jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19-5-2,502,557,51012,515
Fonte: IBGE

Na comparação com junho do ano passado, a queda da indústria foi mais acentuada, de 5,9%. O Instituto aponta que, além da redução do ritmo, contribuiu para o resultado do mês o chamado 'efeito calendário', já que junho de 2019 teve dois dias úteis a menos que o mesmo mês do ano passado. Com isso, o setor acumula queda de 1,6% no primeiro semestre do ano.

“Ainda assim, mesmo que eliminado esse efeito calendário, o resultado viria negativo”, ressaltou Macedo.

Acumulado no semestre
A indústria fechou o primeiro semestre deste ano com queda de 1,6% em sua produção. No primeiro semestre do ano passado, o saldo havia sido de um crescimento de 2,2%, seguido por uma estabilidade (0,0%) no segundo semestre.
“Especialmente a partir do segundo semestre do ano passado, a gente vê claramente que a produção industrial vem perdendo fôlego. Está claramente em um momento de desaceleração, e isso a gente percebe também quando observa os resultados trimestrais”, apontou o gerente da pesquisa, André Macedo.
Segundo o pesquisador, na comparação com o primeiro trimestre do ano, a indústria recuou 0,7%. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a queda foi de 1%. Foi o terceiro trimestre seguido de quedas, já que na comparação do segundo trimestre de 2018 com o primeiro do mesmo ano, houve recuo de 0,6%.

Produção industrial em 12 meses
Variação acumulada em 1 ano, em %
Created with Highcharts 5.0.93,13,13,33,33,13,12,62,62,22,21,71,7110,40,40,50,5-0,1-0,1-1,1-1,100-0,8-0,8jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19-2-101234
Fonte: IBG

Atividades e setores
Entre as atividades, a piora na indústria na passagem de maio para junho foi puxada principalmente pelas quedas em produtos alimentícios (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%), que representam, juntas, cerca de um terço da produção total.
“São segmentos importantes que precisam de uma demanda doméstica mais fortalecida e que são diretamente afetados por um mercado de trabalho ainda longe de uma recuperação consistente”, explica Macedo.
Ainda em relação ao mês anterior, houve perdas em todas as grandes categorias econômicas, sendo a mais intensa de 1,2% em bens de consumo semi e não duráveis. As demais taxas negativas foram em bens de consumo duráveis (-0,6%), de capital (-0,4%) e intermediários (-0,3%).

Ainda os efeitos de Brumadinho
Acidente em Brumadinho ainda provoca efeitos negativos na indústria geral, diz IBGE
Acidente em Brumadinho ainda provoca efeitos negativos na indústria geral, diz IBGE

Na comparação com os dados de maio, a indústria extrativa teve alta de 1,4%, em sua segunda taxa positiva consecutiva, acumulando 11% de alta, ainda insuficiente para repor a perda acumulada de 25,6% entre janeiro e abril, quando registrou quatro quedas seguidas.

“Apesar destas duas últimas altas seguidas, a indústria extrativa ainda sofre uma relação direta com o acidente de Brumadinho, por causa do minério de ferro”, apontou Macedo. Segundo o pesquisador, a indústria extrativa representa cerca de 11% da indústria geral no país.

Na comparação com junho de 2018, o setor teve queda de 16,3%, também pressionado pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro deste ano, que fez com que algumas atividades extrativas deixassem de funcionar ou o fizessem em ritmo menor.

No semestre, a produção da indústria extrativa teve queda de 13,7% na comparação com o mesmo semestre do ano anterior. Já a indústria de transformação teve alta de 0,2% no mesmo período.

“Se a gente considerar apenas a indústria da transformação, excluindo o resultado da extrativa, no semestre a indústria teria acumulado alta de 0,2%, não a queda de 1,6%”, disse Macedo. “A despeito do -1,6% da queda no semestre e da alta de 0,2% da indústria de transformação, ainda assim tem razões para essa indústria estar longe de mostrar qualquer sinal de recuperação”, afirmou.

Ele apontou que a conjuntura econômica impede avanço do setor industrial. Dentre outros fatores, ele apontou o fato de ainda haver muita gente fora do mercado de trabalho, as pesquisas de intenção de consumo ainda mostrando um cenário de pessimismo, o aumento no nível de estoque da indústria e as perdas associadas à crise na Argentina.

“Quando a gente observa um segmento como o de bens intermediários, que é um grupamento com quase 50% do total da indústria, sendo o único negativo [no acumulado do ano] entre as categorias econômicas, a gente tem um pouco da dimensão dos impactos que a redução na extração do minério de ferro tem sobre o contexto da indústria como um todo”, enfatizou Macedo.

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Desastres naturais causaram prejuízos de US$ 42 bilhões no primeiro semestre, diz estudo

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Catástrofes naturais parcialmente vinculadas ao aquecimento global provocaram mais prejuízo no primeiro semestre de 2019 que no mesmo período do ano anterior, diz seguradora.
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 Por France Presse  

 Postado em 31 de julho de 2019 às 17h00m  
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Homens fazem buscas nesta quinta-feira (11) nos destroços deixados pela forte tempestade que atingiu a região de Halkidiki, no norte da Grécia  — Foto: Giannis Moisiadis / InTime News via APHomens fazem buscas nesta quinta-feira (11) nos destroços deixados pela forte tempestade que atingiu a região de Halkidiki, no norte da Grécia — Foto: Giannis Moisiadis / InTime News via AP

As catástrofes naturais causaram mais prejuízos no primeiro semestre de 2019 que no mesmo período do ano passado, e estão parcialmente vinculadas ao aquecimento global, segundo relatório publicado nesta terça-feira pela seguradora alemã Munich Re.

Entre janeiro e junho, os danos materiais a nível mundial chegaram a cerca de 42 bilhões de dólares em 370 grandes desastres naturais ocorridos no mundo todo.

O balanço é superior aos 33 bilhões de dólares dos primeiros seis meses do ano passado, mas muito menor que a média de 69 bilhões nos últimos 30 anos.
"Está cientificamente provado que as ondas de calor, bem como as tempestades de granizo, estão aumentando devido às mudanças climáticas", declarou Ernst Rauch, climatologista da Munich Re.
As perdas humanas provocadas por essas catástrofes naturais chegam a 4.200 mortos, cem a menos que entre janeiro e junho de 2018, e muito menos que a média dos últimos 30 anos, de 27.000 mortes.

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Cientistas descobrem três novos planetas fora do Sistema Solar com ajuda de satélite da Nasa

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Satélite Tess, lançado em abril de 2018, encontrou dois ‘sub-netunos’ e uma versão um pouco maior do que a Terra, com solo rochoso. 
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 Por G1  

 Postado em 31 de julho de 2019 às 16h00m  
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Satélite Tess, da Nasa, observa mais de 200 mil estrelas brilhantes em busca de planetas fora do sistema solar — Foto: NasaSatélite Tess, da Nasa, observa mais de 200 mil estrelas brilhantes em busca de planetas fora do sistema solar — Foto: Nasa

O satélite Tess, o "caçador de planetas" da agência espacial americana (Nasa), encontrou três novos planetas que estão entre os menores detectados fora do Sistema Solar. A descoberta foi publicada nesta segunda-feira (29) pela revista "Nature Astronomy".

O Tess (Transiting Exoplanet Survey Satellite, em inglês) foi desenvolvido pela Nasa em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele observará uma área 20 vezes maior que o seu antecessor, o satélite Kepler. Segundo estimativas da missão, 20 mil novos exoplanetas – termo usado para os que estão fora do Sistema Solar – serão conhecidos e acompanhados por telescópios da Terra.
As novas descobertas mostram mundos com características parecidas com os encontrados no Sistema Solar.

Um dos três exoplanetas é como a Terra, um pouco maior e com uma superfície rochosa, e foi chamado de planeta b. Os outros dois, os planetas c e d, são gasosos e parecidos com Netuno, mas com cerca de metade do tamanho. Eles estão localizados a 73 anos-luz de distância.
Satélite TESS foi lançado em uma parceria da Nasa com a SpaceX — Foto: Space X/TwitterSatélite TESS foi lançado em uma parceria da Nasa com a SpaceX — Foto: Space X/Twitter

Sistema 'TOI-2070'
O novo trio está no sistema que recebeu o nome "TOI-2070". Planetas b, c e d têm aproximadamente o mesmo tamanho e, de acordo com os astrônomos do estudo, podem ser um "elo perdido" na formação de planetas, já que têm características da Terra e de Netuno. Eles orbitam uma estrela com erupções frequentes e com tempestades como o Sol.

Inicialmente, a descoberta do TOI-270 pelos cientistas causou uma expectativa grande, já que os planetas estão em uma zona com temperatura habitável, com chance de suportar água.

A descoberta de uma atmosfera muito espessa, com a criação de um forte efeito estufa, acabou desanimando a equipe. Há, ainda, a esperança de fazer novas descobertas mais "habitáveis".

"O TOI-270 é uma verdadeira Disneylândia para a ciência de exoplanetas e um dos principais sistemas já descobertos pelo Tess", diz Maximilian Günther, do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT.

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