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quarta-feira, 31 de julho de 2019

A luta contra a mina de carvão que dizimou uma floresta na Alemanha

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Uma das maiores minas de carvão da Europa está na floresta de Hambach, no oeste da Alemanha - país em que mais de um terço da eletricidade ainda é produzida pela queima desse combustível.
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 Por BBC  

 Postado em 31 de julho de 2019 às 11h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Ativistas ambientais lutam contra a mudança climática — Foto: BBC News BrasilAtivistas ambientais lutam contra a mudança climática — Foto: BBC News Brasil

Uma pequena área de floresta na Alemanha, próxima à fronteira com a Holanda, se tornou o centro da disputa em torno da exploração de carvão no país.

Um terço da eletricidade alemã ainda é produzida a partir da queima de carvão - principalmente o lignito (carvão marrom).
Para mudar esse cenário, ativistas ambientais concentram esforços na floresta de Hambach, no oeste da Alemanha, a 30 km da cidade de Colônia. Eles vivem em casas no alto das árvores e chamam a floresta de "Hambi".

Eles usam algo como um uniforme: botas pesadas, calças escuras, blusa com capuz e um lenço que cobre o nariz e a boca. Mona, Omo e Jim parecem ter 20 e poucos anos e dizem que querem mudar o mundo.

"Nós lutamos contra o capitalismo e as grandes empresas que governam o mundo e o destroem para o lucro", diz Jim.

Só sobraram 10%
Os ativistas estão no "Hambi" porque a floresta está ameaçada de destruição total.
Abaixo da floresta está uma das maiores jazidas de carvão da Europa. Desde que começou a extração, em 1978, as árvores foram arrancadas gradualmente para permitir que as escavadeiras conseguissem acessar a riqueza abaixo: milhões de toneladas de carvão - que mantêm a indústria funcionando nesta parte da Alemanha e é um modo de vida para milhares de pessoas.

Para piorar a situação, o carvão que é extraído nessa área é o carvão marrom, que emite níveis particularmente altos de dióxido de carbono.

Somente 10% da floresta ainda estão de pé. Esse percentual se tornou um símbolo poderoso do movimento contra as mudanças climáticas na Alemanha.

Mona, Omo e Jim - o núcleo duro, preparado para viver lá nas noites frias de inverno e defender suas árvores - receberam centenas de visitantes, que foram mostrar solidariedade aos ativistas e revolta contra a empresa RWE Power, de energia e mineração. "Hambi bleibt!", eles cantam ("deixe Hambi").
A 'linha vermelha' formada por manifestantes ao redor da floresta: eles não querem intervenção no que restou da floresta — Foto: BBC News Brasil A 'linha vermelha' formada por manifestantes ao redor da floresta: eles não querem intervenção no que restou da floresta — Foto: BBC News Brasil

Eles são de Colônia, Aachen e cidades próximas. Uma mulher é dos Países Baixos, do outro lado da fronteira.

"Eu vim aqui para protestar", diz Peter, que é originalmente do Quênia, mas agora trabalha em Bonn, na Alemanha. "Acho que a Alemanha deveria ter um papel mais ativo no combate aos combustíveis fósseis".

Eles se juntam nos arredores da aldeia de Morschenich e caminham algumas centenas de metros em direção à floresta, parando no caminho para contemplar a escala da mina, uma enorme ferida na paisagem, e o tamanho das máquinas de escavar, gigantes de metal.

Eles foram convidados a usar vermelho e formar uma linha ao longo de um banco de terra que separa a floresta da área da mina. A "linha vermelha" envia uma mensagem clara: até aqui e não além.

Despejos
No ano passado, o "Hambi" foi palco de um grande confronto. A empresa RWE queria voltar a derrubar árvores. A polícia chegou, aos milhares, para expulsar os ativistas, que moravam ali há vários anos, e desmontar suas casas nas árvores.

"É difícil ver como eles destroem a sua casa", diz Omo. "A casa da árvore que você construiu e onde você viveu e passou tanto tempo."

Os despejos foram temporariamente suspensos quando um jovem, que foi descrito como ativista e jornalista, caiu de um viaduto e morreu. Então, após um pedido da associação "Friends of the Earth", um tribunal impôs uma proibição temporária de derrubar árvores, em nome da conservação.
Duas centrais elétricas são abastecidas a partir do carvão marrom da Floresta de Hambach — Foto: Divulgação/UnsplashDuas centrais elétricas são abastecidas a partir do carvão marrom da Floresta de Hambach — Foto: Divulgação/Unsplash

A RWE disse que não tem planos de começar a cortar árvores novamente, pelo menos até o fim do verão de 2020 (23 de setembro, no Hemisfério Norte).

Há indícios de que a floresta ainda possa sobreviver. Um relatório encomendado pelo governo e publicado no início deste ano, que recomendou o fechamento de todas as usinas a carvão na Alemanha até 2038, também estabeleceu que a conservação do que restou da floresta Hambach seria "desejável".
Mas os ativistas desconfiam.

"Em outubro de 2020, eles poderiam ter permissão para entrar novamente", diz Jim. "Então, precisamos aumentar a pressão sobre o governo e a empresa, para que eles não tenham permissão."

Carvão marrom
  • A Alemanha é a maior fonte de lignito do mundo, seguida pela China e pela Turquia. Em 2016, a União Europeia foi responsável por 37,5% da produção mundial.
  • A mina de Belchatow, na Polônia, com 12 km de comprimento e 200 metros de profundidade, é a maior do mundo.
  • O carvão marrom é pior que o carvão comum, para a saúde e o clima, porque é necessário queimar uma quantidade maior para produzir a mesma quantidade de energia.
  • A poluição na Alemanha e na Polônia se estende por toda a Europa, inclusive para o Reino Unido, dependendo da direção do vento
Fonte: HEAL

Vilas fantasma
Além de "Hambi bleibt", outra música ecoa pelas árvores. "Alle Dörfer Bleiben" (deixe todas as vilas ficarem).

As minas de superfície, como a mina de Hambach, têm tão pouco respeito pelas vilas quanto pelas florestas. Estima-se que 300 vilas alemãs tenham sido demolidas desde 1945 para dar lugar à extração de carvão.

A preocupação dos ativistas chegou tarde para Manheim, a apenas alguns quilômetros.
Se você parar à tarde no cruzamento onde ficava a antiga padaria, você vai ouvir aves.
Mas você não vai ouvir mais nada. Nenhum cachorro latirá, nenhuma buzina de bicicleta tocará. Você não ouvirá nenhuma saudação amigável. Na verdade, você não verá ninguém.

Quando você passar pelo quartel dos bombeiros, você começará a entender o porquê. Existem espaços abertos onde ruas inteiras desapareceram. Algumas casas ainda estão de pé, abandonadas e em mau estado, esperando que as equipes de demolição cheguem e destruam os muros.

Manheim é um povoado fantasma, uma sombra da agitada comunidade agrícola que já foi. Dos 1.600 moradores, restaram apenas alguns, e todos partirão nos próximos anos. Morschenich aguarda o mesmo destino - são duas aldeias que desaparecerão.

No ano passado, depois de serem expulsos da floresta, ativistas ocuparam várias casas. A polícia chegou para retirá-los, e a RWE decidiu demolir parte da aldeia antes do prazo para desencorajar a ocupação.
"Eu vim para ver como a casa estava sendo demolida e não nego ter derramado algumas lágrimas", diz Claudia Jakobs, que agora mora com o marido Marco na nova aldeia, Manheim-Neu, que está lentamente tomando forma, a poucos quilômetros de distância. Mas ela diz que está mais feliz agora que sua antiga casa não está mais lá.
Antes de a casa ser derrubada, ela passava todos os dias para verificar se estava tudo bem com a casa e se nenhum ativista havia entrado.

Kurt e Cilly Rüttgers também estavam preocupados com a presença dos ativistas.
Eles administravam um dos bares da vila, o Zum Roten Hahn, que pertenceu à família há 150 anos. As fotografias adornam as paredes e os troféus estão alinhados na prateleira acima do bar. Mas uma cerveja não é servida aqui há quase dez anos. Os filhos de Kurt e Cilly não quiseram assumir o negócio em uma cidade que não tinha muito tempo de vida.

Eles receberam recentemente o que Cilly descreve como "convidados não convidados". Kurt me mostra a casa do jardim nos fundos do bar, uma pequena sala com equipamentos básicos de cozinha. "Eles quebraram as janelas e rasgaram as cortinas", diz.

"Kohlegegner", diz Cilly, bruscamente. O significado literal: "oponentes do carvão". Em outras palavras, "ativistas contra a mudança climática". Cilly afirma que nunca teve medo de viver em Manheim, mas a visão de manifestantes na aldeia com lenços sobre os rostos a assusta.

Essa descrição, "Kohlegegner", é reveladora. As pessoas em Manheim, ao que parece, são defensoras do carvão, apesar da perda iminente de seu povoado. O carvão proporciona empregos nesta região há décadas.

Kurt diz que já nos anos 50, quando era criança, sabia-se que algum dia a cidade desapareceria. Isso pode explicar por que alguns dos moradores estão incomodados com o fato de pessoas de fora irem para Manheim agora e lhes dizerem o que pensar e como se comportar.

Hubert Perschke é uma dessas pessoas de fora. Ele é um ativista e fotógrafo que mora em uma cidade próxima e documentou a destruição gradual de Manheim por vários anos.
"É verdade que a maioria das pessoas aqui não quer que as casas vazias sejam ocupadas", diz ele.

Mas ele acrescenta que também havia sinais de simpatia pelos ativistas.
"Algumas pessoas trouxeram comida e roupas", diz ele. "E alguns disseram a eles onde poderiam encontrar a chave para uma casa vazia."

Ele defende o direito dos ativistas de usar a floresta de Hambach para o protesto.
"O carvão tem uma tradição aqui. É um bem cultural", afirma ele. "E, como pessoas de fora, estamos desafiando isso. Estamos claramente dizendo que há coisas mais importantes, como o clima."

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terça-feira, 30 de julho de 2019

Os chimpanzés que caminham como humanos após anos de maus-tratos

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Antes de serem resgatados, esses animais ficavam presos em gaiolas minúsculas, onde só conseguiam ficar sentados ou em pé sobre duas pernas.
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 Por BBC  

 Postado em 30 de julho de 2019 às 22h30m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Os chimpanzés que caminham como humanos após anos de maus-tratos — Foto: Reprodução/BBCOs chimpanzés que caminham como humanos após anos de maus-tratos — Foto: Reprodução/BBC

Não é normal que chimpanzés andem como os humanos, apoiados sobre duas pernas.
Mas alguns animais que vivem no Santuário de Chimpanzés Sweetwaters, no Quênia, se acostumaram a andar assim após anos de maus-tratos. Veja o vídeo aqui.

O comércio ilegal de animais é um grande negócio na África – e muitos deles acabam indo morar em casas, como bichos de estimação.

Só que, quando eles ficam mais velhos, se tornam mais fortes e agressivos. Como donos não conseguem mais controlá-los, muitos acabam em jaulas minúsculas ou acorrentados.

Max é um desses chimpanzés que foram maltratados. “Se ele vê alguém vestindo uma roupa de caçador ou camuflada, ele fica agressivo, porque lembra como seus pais foram mortos”, diz o cuidador de animais Timothy Mwangim.

Alguns santuários espalhados pela África cuidam hoje de mais de 800 animais resgatados.
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    segunda-feira, 29 de julho de 2019

    Mais de 200 renas morrem de fome devido à mudança climática no Ártico

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    Número excepcionalmente alto de mortes durante o inverno ocorre por conta das mudanças climáticas na região, segundo cientistas. 
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     Por France Presse  

     Postado em 29 de julho de 2019 às 23h25m  

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    Pesquisadora norueguesa analisa o cadáver de uma rena no arquipélago de Svalbard, no Ártico.  — Foto: Siri Uldal/AFP/Norwegian Polar Institute Pesquisadora norueguesa analisa o cadáver de uma rena no arquipélago de Svalbard, no Ártico. — Foto: Siri Uldal/AFP/Norwegian Polar Institute

    Cerca de 200 renas morreram de fome no arquipélago de Svalbard, na Noruega, um número excepcionalmente alto explicado pelas mudanças climáticas na região, informou o Instituto Polar Norueguês nesta segunda-feira (29).

    Durante o mapeamento anual da população de renas selvagens neste grupo de ilhas, localizado a cerca de 1.200 km do Polo Norte, três pesquisadores do Instituto Polar registraram cerca de 200 corpos de renas que morreram de fome durante o inverno.

    Ashild Onvik Pedersen, a chefe do projeto de censo, vê nessa "alta taxa de mortalidade" uma consequência da mudança climática, duas vezes mais rápida no Ártico do que no resto do mundo, segundo os climatologistas.

    "A mudança climática faz chover muito mais. A chuva cai sobre a neve e forma uma camada de gelo na tundra, o que torna as condições da grama para os animais muito ruins", disse.
    Cientistas analisam cadáveres de renas na região de Svalbard, na Noruega, onde mais de 200 animais morreram de inanição.  — Foto: Siri Uldal/AFP/ Norwegian Polar InstituteCientistas analisam cadáveres de renas na região de Svalbard, na Noruega, onde mais de 200 animais morreram de inanição. — Foto: Siri Uldal/AFP/ Norwegian Polar Institute

    Renas geralmente se alimentam de líquen que extraem da neve graças a seus cascos.
    Geada e degelo alternados podem formar uma ou mais camadas de gelo impenetrável que as deixam sem comida.

    Segundo Onvik Pedersen, a taxa de mortalidade é comparável à do final do inverno de 2007-2008, desde que a população de renas de Svalbard começou passar por um censo há 40 anos.

    Essa alta mortalidade também se deve a um claro aumento no arquipélago norueguês do número de renas que disputa os mesmos campos, disse a pesquisadora.

    De acordo com o Instituto Polar Norueguês, o número de renas em Svalbard, um território duas vezes maior que a Bélgica, dobrou desde os anos 80, chegando atualmente a 22.000 exemplares.
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    Confiança da indústria registra menor nível desde outubro de 2018, diz FGV

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    Confiança diminuiu em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados em julho.
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     Por Valor Online  

     Postado em 29 de 2019 às 20h00m  

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    A confiança da indústria registrou o menor nível desde outubro de 2018, apontou nesta segunda-feira (29) a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,9 ponto entre junho e julho, para 94,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou pelo quarto mês consecutivo, desta vez em 1 ponto.

    Conforme o levantamento, a confiança diminuiu em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados em julho. O Índice de Situação Atual (ISA) teve baixa de 2,2 pontos, para 94,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE), no entanto, registrou alta de 0,5 ponto, para 95,3 pontos, o primeiro aumento desde janeiro.

    Índice de confiança da indústria
    Indicador atingiu menor patamar desde outubro
    Created with Highcharts 5.0.9PontosOut/18Nov/18Dez/18Jan/19Fev/19Mar/19Abr/19Mai/19Jun/19Jul/1993949596979899100
    Fonte: Ibre/FGV

    A piora da percepção sobre situação atual dos negócios foi o principal fator que influenciou na queda do ISA em julho. A parcela de empresas que avaliam a situação atual como boa saiu de 19,6% para 11,9% do total. Já a proporção das que a consideram ruim aumentou de 21,1% para 22,7%.

    Em relação às expectativas, após acumular quatro quedas seguidas, o indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes subiu 3,3 pontos em julho, atingindo o mesmo nível de maio passado (98,4 pontos).A parcela de empresas prevendo melhora aumentou de 34,9% para 38,4%, enquanto a das que projetam piora caiu de 13,2% para 10,3%.

    O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) no setor avançou 0,5 ponto percentual entre junho e julho, alcançando 75,5%, patamar idêntico ao de outubro de 2018. Em médias móveis trimestrais, o Nuci avançou pela quarta vez consecutiva, em 0,4 ponto, para 75,3%.
    “Após acelerar no segundo trimestre, quando foram registrados ganhos tanto no Índice de Situação atual quanto no Nível de Utilização da Capacidade, a indústria inicia o terceiro trimestre com sinais dúbios. A despeito da elevação do Nuci em julho, houve novo acúmulo de estoques e piora da percepção sobre a demanda. A boa notícia foi a primeira alta do Índice de Expectativas desde janeiro, por enquanto limitada ao quesito que mira o horizonte de seis meses. Nas perguntas direcionadas aos três meses seguintes, a tendência continua declinante”, comenta Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, em comentário no relatório.
    A pesquisa coletou informações de 1.142 empresas entre os dias 1º e 24 de julho.
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