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terça-feira, 18 de junho de 2019

Pessimismo entre gestores globais é o maior desde a crise de 2008

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Deterioração do sentimento em junho se deve aos receios com a guerra comercial entre EUA e China e a possível ineficácia das políticas monetárias de grandes bancos centrais.
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 Por Valor Online  

 Postado em 18 de junho de 2019 às 14h35m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013


A pesquisa mensal do Bank of America (BofA) com gestores globais mostra que o nível de pessimismo subiu para o maior patamar desde a crise financeira de 2008. Essa deterioração do sentimento em junho se deve aos receios com a guerra comercial entre EUA e China e a possível ineficácia das políticas monetárias de grandes bancos centrais.

Dentro da pesquisa, o indicador sobre as expectativas de crescimento global teve uma queda recorde de 46 pontos porcentuais de maio para junho. Agora, 50% dos gestores esperam que a expansão mundial desacelere nos próximos 12 meses. Esse nível é consistente com os patamares observados nas recessões de 2008/2009 e de 2000/2001.

Para 87% dos entrevistados,maior porcentual já registrado na série histórica da pesquisa,o atual ciclo de expansão global está no estágio final.

Esse pessimismo com o crescimento global também levou os gestores a rever suas projeções para as taxas de juros no mundo. Agora, um saldo líquido de 32% dos entrevistados esperam que as taxas de curto prazo caiam nos próximos 12 meses. Em novembro do ano passado, o saldo líquido era de 89% prevendo alta dos juros.

Os gestores acreditam que o Federal Reserve deve começar a cortar novamente os juros se o índice acionário S&P 500 cair abaixo de 2.430 pontos. Atualmente, o índice roda perto de 2.900 pontos. Já uma queda para 2.350 pontos levaria o presidente dos EUA, Donald Trump, a buscar um acordo comercial amplo com os principais parceiros do país.

Em termos de alocação das suas carteiras, em junho houve um enorme movimento defensivo, com os gestores indo para empresas dos setores de consumo, serviços públicos, bônus ou deixando o dinheiro em caixa. Ao mesmo tempo, saíram dos setores de tecnologia, bancos, ações em geral e de ativos da zona do euro.

Atualmente, um porcentual líquido de 21% dos gestores dizem que estão subalocados (underweight) em ações, o pior nível desde março de 2009. Ao mesmo tempo, um saldo líquido de 22% está sobrealocado (overweight) em bônus, o patamar mais elevado desde setembro de 2011.

Um nível recorde de 60% dos gestores diz que o dólar está sobrevalorizado, enquanto 29% afirmam que o euro está subvalorizado, nível que só foi observado em março de 2017 e 2002.

Questionados sobre quais seriam os principais riscos de cauda - aqueles com baixa probabilidade de acontecer, mas que, se concretizados, teriam forte impacto -, 56% dos gestores citaram a guerra comercial. Nos últimos 16 meses, esse tema foi citado como principal risco em 14 deles.

A pesquisa do BofA ouviu 2.309 gestores, com um total de US$ 645 bilhões em ativos sob administração, entre os dias 7 e 13 de junho.

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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Mercado passa a estimar, pela 1ª vez, alta do PIB abaixo de 1% em 2019 e vê queda de juros

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É a 16ª queda seguida na estimativa dos analistas para o crescimento da economia neste ano. Expectativa de inflação recua para 3,84% e mercado começa a prever corte de juros.
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 Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

 Postado em 17 de junho de 2019 às 13h45m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Os analistas das instituições financeiras baixaram a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1% para 0,93%. Foi a 16ª queda consecutiva do indicador e, pela primeira vez neste ano, abaixo de 1%.

A previsão consta no boletim de mercado também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

VEJA O HISTÓRICO DAS PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2019
ESTIMATIVAS CONTIDAS NO RELATÓRIO FOCUS
Created with Highcharts 5.0.9POR CENTRO06/04/201808/06/201821/06/201817/01/201901/03/201918/03/201929/03/201917/04/201926/04/201903/05/201910/05/201917/05/201931/05/201907/06/201914/06/20190,511,522,533,5
Fonte: BANCO CENTRAL

As revisões para baixo na expectativa de crescimento do mercado financeiro para o PIB deste ano começaram, com mais intensidade, após a divulgação do resultado do ano passado – quando a economia avançou 1,1% – e continuaram após a divulgação de uma contração no primeiro trimestre de 2019 (tombo de 0,2%).

No fim de março, o Banco Central estimou expansão de 2% para a economia brasileira neste ano (número pode ser revisto no fim de junho) e, na mais recentemente, o Ministério da Economia baixou a previsão de crescimento de 2,2% para 1,6% em 2019.

O mercado financeiro revisou, ainda, a projeção de crescimento para 2020 de 2,23% para 2,20%. Foi a segunda queda seguida no indicador. Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2021 e para 2022 – que continuou em 2,5% para os dois anos.

Inflação
Para 2019, os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação de 3,89% para 3,84%. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Recentemente, o IBGE informou que o IPCA ficou em 0,13% em maio, o que representa uma desaceleração ante a taxa de 0,57% de abril. Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%).

Para 2020, o mercado financeiro manteve em 4% a estimativa de inflação – em linha com a meta central de 4% para o próximo ano. No ano que vem, a meta terá sido oficialmente cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Corte na taxa Selic
Com a previsão de PIB em queda livre e a inflação bem comportada, o mercado financeiro começou a apostar em redução da taxa básica de juros da economia brasileira ainda neste ano.
Na semana passada, a expectativa para a taxa Selic, fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para controlar a inflação, passou de 6,5% para 5,75% ao ano no fim de 2019.

A taxa de juros básica da economia está estável em 6,5% ao ano (o menor nível da história) desde março de 2018. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros. Quando estão acima da trajetória esperada, a taxa Selic é elevada.

A previsão dos economistas do mercado financeiro é que a taxa Selic comece a cair em meados de setembro deste ano, quando passaria para 6,25% ao ano. A expectativa é de novo corte, para 6% ao ano, no fim de outubro e outra redução, para 5,75% ao ano, em dezembro.
Para o fim de 2020, a previsão do mercado para a taxa Selic caiu de 7% para 6,5% ao ano.

Desse modo, os analistas continuam prevendo alta nos juros no ano que vem – embora em menor intensidade.

Outras estimativas
  • Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 ficou estável em R$ 3,80 por dólar. Para o fechamento de 2020, permaneceu em R$ 3,80 por dólar.
  • Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 subiu de US$ 50,14 bilhões para US$ 50,50 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 45,55 bilhões para US$ 46 bilhões.
  • Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, cresceu de US$ 83,60 bilhões para US$ 84,30 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 84,36 bilhões.

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domingo, 16 de junho de 2019

G20 alcança primeiro acordo para reduzir lixo plástico no mar

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Membros do G20 se comprometeram a reduzir os dejetos plásticos, mas poucos detalhes foram dados sobre como farão isso.
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 Por France Presse  

 Postado em 16 de junho de 2019 às 17h20m  
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Pesquisadores medem o volume de lixo descartado nos rios e no mar — Foto: Reprodução/JNPesquisadores medem o volume de lixo descartado nos rios e no mar — Foto: Reprodução/JN


O grupo das 20 maiores economias mundiais alcançou, neste domingo (16), o primeiro acordo para reduzir o lixo plástico no mar, em uma reunião no Japão que também abordou a segurança energética após os ataques a petroleiros no Golfo de Omã.

Sob este acordo, os membros do G20 se comprometeram a reduzir os dejetos plásticos, mas poucos detalhes foram dados sobre como farão isso.

"É fantástico que tenhamos elaborado regras para todos, incluindo os países emergentes e em desenvolvimento", comemorou o ministro japonês do Meio Ambiente, Yoshiaki Harada, ao final da reunião dos ministros do G20 de sua área e da Energia.

As medidas seriam voluntárias e o progresso seria publicado anualmente, de acordo com a mídia local.

A poluição plástica tem se tornado uma preocupação internacional crescente, em particular após as proibições impostas pela China e outros países à importação de resíduos plásticos do exterior.

Muitos países, incluindo o Japão, viram o acúmulo de resíduos plásticos como resultado da proibição.

Entre as muitas preocupações, está a questão dos microplásticos, esses pequenos pedaços de resíduos degradados que são difíceis de coletar quando entram na água.

Os microplásticos tendem a absorver substâncias químicas nocivas e se acumulam dentro de peixes, pássaros e outros animais.
O acordo alcançado em Karuizawa (centro do Japão) é o primeiro a visar uma redução da poluição plástica no oceano.

"É um primeiro passo para resolver este problema", disse Hiroaki Odachi, do Greenpeace Japão, em um comunicado, observando, porém, que "é insuficiente contar com as ações voluntárias dos países" para responder a essa crise.

"São necessárias regras internacionais vinculantes com calendários e objetivos claros", como no caso do Acordo Climático de Paris, acrescentou.

Com a reciclagem de apenas 9% do plástico produzido, os ativistas afirmam que a única solução a longo prazo é que se fabrique e use menos.

No que diz respeito à segurança energética, o ministro japonês da Indústria, Hiroshige Seko, disse no sábado que Tóquio "observa com grande preocupação os ataques a petroleiros por parte de alguém".

"Do ponto de vista da segurança energética global, é necessário que a comunidade internacional aja em conjunto" contra os ataques, disse o ministro.

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