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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Vendas do comércio sobem 2,9% em novembro, puxadas pela Black Friday

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Resultado vem após duas quedas seguidas do setor; foi o melhor desempenho para um mês de novembro desde o início da série histórica, em 2000.
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Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1 Rio e SP 

Postado em 15 de janeiro de 2018 às 19h00m 
Gipope-Marketing

As vendas do comércio varejista brasileiro registraram alta de 2,9% em novembro, na comparação com outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado vem após duas quedas seguidas do setor.

Em relação a novembro de 2017, as vendas cresceram 4,4%. No acumulado até novembro, a alta é de 2,5%, enquanto nos últimos 12 meses é de 2,6%.

De acordo com a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, este foi o melhor resultado para um mês de novembro na comparação com outubro desde o início da série histórica do levantamento, em 2000. Além disso, considerando todos os resultados da série na comparação mês contra mês imediatamente anterior, foi o segundo maior resultado da série, ficando atrás apenas de janeiro de 2017, que na comparação com dezembro de 2016 teve alta de 4%.

"Isso serve para mostrar que não se trata de um resultado comum. É difícil vermos nos serviços um crescimento mensal superior a 2%", enfatizou.

Segundo a pesquisadora, a alta em novembro tem relação direta com a Black Friday. "Percebemos a influência desse evento quando observamos os resultados setorialmente. Os resultados mais fortes foram de atividades cujas receitas são estimuladas pelas vendas online, principal motor da Black Friday", analisou.

"Esse resultado converte a perda acumulada de 1,8% nos dois meses anteriores", destacou a gerente da pesquisa.

Vendas no comércio - mensal
Comparação com o mês imediatamente anterior, em %
Created with Highcharts 5.0.90,10,1-0,2-0,20,90,9-0,1-0,10,90,91,11,1-1,1-1,1-0,3-0,3-0,1-0,11,81,8-0,7-0,7-1,1-1,12,92,9Nov/2017Dez/2017Jan/2018Fev/2018Mar/2018Abr/2018Mai/2018Jun/2018Jul/2018Ago/2018Set/2018Out/2018Nov/2018-2-101234
Fonte: IBGE

Apesar da alta expressiva em novembro, no acumulado em 12 meses, o comércio manteve uma trajetória de declínio iniciada em abril do ano passado. Isabella Nunes ponderou, no entanto, que se trata de uma estabilidade, conforme mostra o gráfico abaixo:

Vendas no comércio - acumulado em 12 meses
Em %
Created with Highcharts 5.0.91,11,12,12,12,42,42,92,93,83,83,73,73,73,73,63,63,23,23,33,32,82,82,72,72,62,6Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abr/18Mai/18Jun/18Jul/18Ago/18Set/18Out/18Nov/1801234
Fonte: IBGE

Desempenho por segmento
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o avanço foi de 1,5% frente a outubro. O acumulado no ano ficou em 5,4%, enquanto que o acumulando nos últimos 12 meses foi de 5,5%. Frente a novembro de 2017, o volume de vendas subiu 5,8% – a 18ª taxa positiva seguida.

Entre as atividades pesquisadas, de outubro para novembro, o destaque foi para os segmentos de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%), Móveis e eletrodomésticos (5%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,8%), beneficiados por promoções anunciadas em novembro pela Black Friday, segundo o IBGE.

Veja o desempenho de cada segmento:
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 6,9%
  • Móveis e eletrodomésticos: 5%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 2,8%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,7%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,7%
  • Combustíveis e lubrificantes: 0,1%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,9%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -0,2%
  • Veículos, motos, partes e peças: -2,2%
  • Material de construção: -0,7%
O principal destaque, segundo a pesquisadora, partiu do setor de hipermercados, que responde por quase metade (48,4%) de todas as vendas do comércio. "É uma atividade de grande peso e também pode ter tido influência da Black Friday. Mas não podemos esquecer que houve deflação de alimentos naquele mês", salientou.

Isabella ressatou que, apesar de terem os maiores crescimentos no mês, os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico e móveis e eletrodomésticos não explicam sozinhos o resultado do mês, já que têm pouco peso no setor – respectivamente 12,5% e 9,3% de participação.
Comércio tem o melhor novembro da história puxado pela Black Friday, aponta IBGE
Comércio tem o melhor novembro da história puxado pela Black Friday, aponta IBGE

Livrarias e papelarias acumulam 7 meses seguidos de queda
O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou a 7ª queda mensal consecutiva. Em 12 meses, passou a acumular um recuo de 13,1% nas vendas. Em outubro, na comparação mensal, o recuo foi de 20,4%, o maior entre todos os segmentos, e em novembro a queda foi de 1,9%.

"A venda de livros despencaram com o fechamento de diversas lojas no país. A venda online de livros pode estar incluída também em outra atividades, como na de outros artigos de uso pessoal e doméstico. De toda forma, a atividade de livraria e papelaria tem um peso muito pequeno dentro do setor, de apenas 0,5%", ponderou a pesquisadora.
As vendas no comércio varejista avançaram em 25 das 27 unidades da Federação, com destaque para Bahia (8,7%), Rondônia (8,2%) e Maranhão (7,7%). Os recuos foram registados em Tocantins (-0,5%) e Roraima (-0,1%).

No comércio varejista ampliado, 26 estados mostraram aumento nas vendas, com destaque para Rondônia (7,4%), Sergipe (6,4%) e Pará (6,2%). O único com resultado negativo foi em Roraima (-1,5%).

‘Não foi tudo isso’
Para André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, o IBGE faz o ajuste sazonal nas pesquisas com uma “suavização estatística” para evitar leituras equivocadas e, assim, evitar que se ache que um mês foi muito ruim ou muito bom. “O problema é que a Black Friday é um evento relativamente novo no calendário varejista no Brasil e sendo assim não foi ainda capturada de maneira plena pelos estimadores do IBGE”, opina. Para ele, o resultado foi excepcional, mas não seria correto imaginar que "foi tudo isso".

Segundo Perfeito, apesar da alta expressiva em novembro, a variação trimestral com ajuste sazonal apresentou desaceleração. O trimestre terminado em novembro subiu 0,67%, ao passo que o terminado em agosto cresceu 0,79%.

“Se mantivermos a variação de 0,4% ao mês, que é o crescimento médio mensal desde janeiro de 2017, já no final de 2019 atingiremos o pico de outubro de 2014”, diz o economista.

Recuperação lenta e perspectivas
Com o desemprego ainda elevado, a economia brasileira tem mostrado um ritmo de recuperação ainda lento, mas nos últimos meses melhorou o otimismo de consumidores e empresários.

Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a confiança do comércio cresceu em dezembro e atingiu o maior patamar em mais de 5 anos. Já a confiança do consumidor avançou para o maior nível desde abril de 2014.

A economia brasileira avançou 0,8% no 3º trimestre. Para o ano de 2019, a expectativa é de uma alta de 2,57% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central.

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sábado, 12 de janeiro de 2019

CES 2019 tem carro 'réptil' e meios de mobilidade para deficientes

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Sistemas de inteligência artificial, assistentes virtuais e integração emocional da cabine com o condutor são destaques entre as fabricantes de automóveis na feira de tecnologia.
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Por G1 

Postado em 12 de janeiro de 2019 às 20h00m 
Gipope-Marketing




Hyundai Elevate — Foto: Divulgação/HyundaiHyundai Elevate — Foto: Divulgação/Hyundai

Não é só de aparatos tecnológicos e futuristas que vive a CES (Consumer Electronic Show) 2019. A maior feira de tecnologia do planeta entra para a efervescente discussão da mobilidade urbana, envolvendo não apenas o mundo automotivo, mas também abordando questões sociais.
Para este ano, a mostra tem como direcionamentos a introdução da inteligência artificial em carros e motos, além de soluções para a melhor locomoção de deficientes. O G1 listou os principais destaques.

Carro de quatro 'patas'
Hyundai Elevate — Foto: Divulgação/HyundaiHyundai Elevate — Foto: Divulgação/Hyundai

A Hyundai não quer saber de carros autônomos ou cheios de assistentes virtuais na CES. A coreana apresentou uma solução de veículo para trafegar em locais de difícil acesso - seu principal foco é o resgate de pessoas em desastres naturais.

O Elevate, feito sobre uma plataforma modular para carros elétricos, pode rodar como um automóvel comum em estradas ou andar como um mamífero (ou um réptil, como preferir), reproduzindo quatro pernas articuladas independentes.

Além do tráfego em terrenos altamente acidentados e escalada em paredes, ele pode ainda ajudar na mobilidade de deficientes, nivelando-se a alturas específicas para evitar escadas.
Hyundai Elevate — Foto: Divulgação/HyundaiHyundai Elevate — Foto: Divulgação/Hyundai

O capacete 'mais inteligente do mundo'
CrossHelmet X-1 — Foto: Thiago Lavado/G1CrossHelmet X-1 — Foto: Thiago Lavado/G1

A CrossHelmet apresentou o X-1. Dotado de câmeras e sensores, ele reproduz a realidade aumentada para mostrar ao piloto tudo o que acontece nas laterais da motocicleta, deixando a visão limitada do capacete convencional no passado. Com isso, acidentes são evitados pela exclusão dos pontos-cegos.

O equipamento, tido pela marca como o "capacete mais inteligente do mundo", também tem conexão bluetooth para que o piloto possa ouvir os comandos do navegador GPS.

A era da direção 'pós-autônoma'
Para a Kia, sistemas de direção autônoma já não são mais novidade. Agora a marca busca aperfeiçoar o ambiente da cabine para melhorar tornar prazeirosa a experiência de "guiar" um veículo autônomo.

O R.E.A.D. ficará responsável por monitorar o estado emocional do condutor (ou passageiro, como preferir) através de sensores que reconhecerão sinais vitais como frequência cardíaca e expressões faciais.
Sem carros, estande da Kia demonstra tecnologias em cabines — Foto: Divulgação/KiaSem carros, estande da Kia demonstra tecnologias em cabines — Foto: Divulgação/Kia

Com base nas informações obtidas, o interior do veículo se transformará para atingir todos os sentidos possíveis do usuário. Tudo é monitorado em tempo real, criando uma espécie de vínculo entre o humano e o carro sem que nenhuma palavra precise ser dita.

Outra funcionalidade ligada ao R.E.A.D. é a vibração dos bancos de acordo com a música tocada no momento.

Assim como a Toyota já apresentou no Salão de Tóquio de 2017, a BMW também mostra um assistente virtual que "conversa" com o condutor e tenta agradá-lo com sugestões e tratamentos cordiais.

Harley elétrica
Primeira moto elétrica da Harley-Davidson, a LiveWire — Foto: Justin Sullivan/Getty Images/AFPPrimeira moto elétrica da Harley-Davidson, a LiveWire — Foto: Justin Sullivan/Getty Images/AFP

A Harley-Davidson revelou mais detalhes do seu primeiro modelo elétrico, a LiveWire, que começa a ser vendida nos Estados Unidos em agosto. O preço já está definido para a pré-venda, que já começou: US$ 29.799.

A LiveWire é capaz de acelerar de 0 a 96 km/h (60 milhas por hora) em apenas 3,5 segundos, e possui autonomia de 177 km.

Além do modelo, a Harley também revelou conceitos de scooter e bicicletas elétricos.
Scooter elétrico da Harley-Davidson — Foto: Harley-Davidson/DivulgaçãoScooter elétrico da Harley-Davidson — Foto: Harley-Davidson/Divulgação

Soluções para pessoas com deficiência
A Toyota escolheu a CES para apresentar os 5 finalistas do seu concurso de mobilidade promovido em 2017. A tarefa era criar dispositivos tecnológicos para auxiliar na mobilidade de pessoas com deficiência nos membros inferiores.

O primeiro, destinado a pessoas com grau leve de deficiência, é o Evowalk, uma espécie de braçadeira presa às pernas com sensores que rastreiam os movimentos da caminhada para enviarem estímulos aos músculos de acordo com a necessidade.
Evowalk, braçadeira que produz estímulos aos músculos  — Foto: ReproduçãoEvowalk, braçadeira que produz estímulos aos músculos — Foto: Reprodução

O Moby é dedicado aos cadeirantes. Projetada pela Italdesign, a cadeira movida a eletricidade é leve e promete conforto e facilidade para o tráfego em centros urbanos.

A proposta é que ela seja compartilhada por operação em aplicativos, como já é feito com bicicletas e patinetes.
Moby, cadeira elétrica idealizada pela Italdesign para compartilhamento — Foto: Reprodução/ItaldesignMoby, cadeira elétrica idealizada pela Italdesign para compartilhamento — Foto: Reprodução/Italdesign

Também pensando nos cadeirantes, a Phoenix Ai é ultraleve, feita de fibra de carbono e se adapta de acordo com a atividade realizada pelo usuário, tendo seu centro de gravidade constantemente ajustado para otimizar os movimentos. Ela busca o auto-equilíbrido para evitar vibrações que possam causar dor.

O Qolo é uma estrutura viva que mantém o usuário em suas atividades sem a necessidade de alternar entre aparelhos. Com o corpo totalmente apoiado, o deficiente pode sentar-se e levantar-se livremente, com a estrutura atuando como um exoesqueleto.
Qolo, dispositivo que reproduz um exoesqueleto para deficientes — Foto: Reprodução/Team Qolo 
Qolo, dispositivo que reproduz um exoesqueleto para deficientes — Foto: Reprodução/Team Qolo

De formato parecido, o Quix sustenta a pessoa das pernas ao tronco, com motores nos quadris herdados de carros autônomos, também como um esqueleto externo.
Quix, uma estrutura que mantém o deficiente em pé com tecnologia de carros autônomos — Foto: Reprodução/IHMC & MYOLYNQuix, uma estrutura que mantém o deficiente em pé com tecnologia de carros autônomos — Foto: Reprodução/IHMC & MYOLYN


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