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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Brasil 'perdeu' 36 mil milionários em 2018, diz relatório

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País foi o que mais perdeu riqueza, seguido pela Turquia e Argentina, segundo relatório do Credit Suisse.
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Por G1 

Postado em 19 de outubro de 2018 às 15h00m 

Gipope-Marketing
O número de brasileiros com mais de US$ 1 milhão recuou 19% em 2018, na comparação com o ano passado, segundo um relatório do banco Credit Suisse. Essa queda representa 36 mil milionários a menos: no ano passado, o banco havia contabilizado 190 mil milionários no país, número que caiu para 154 mil este ano.

O recuo, no entanto, está em grande parte ligado à desvalorização do real em relação ao dólar: desde outubro de 2017, o dólar acumula alta de cerca de 12,5% frente à moeda brasileira.

De acordo com o relatório, a "riqueza por adulto" no país em reais, em termos nominais, cresceu desde 2011, mas os ganhos foram principalmente por conta da inflação. Em dólares, houve queda de 36% no mesmo período.

O levantamento ressalta que, de 2000 a 2011, a riqueza por adulto havia mais que triplicado, passando de US$ 8.040 para US$ 26.200 por adulto. Este ano, a riqueza média por adulto foi estimada em US$ 16.664. No mundo, esse valor ficou em US$ 63.100.

"A história da economia brasileira e da riqueza de suas famílias tem sido uma de expansão rápida e estouro da bolha", diz o texto, que ressalta que a inflação está subindo, o desemprego estava em 12% em meados do ano e o Produto Interno Bruto deve crescer apenas 1,5% este ano.

O relatório aponta ainda que o Brasil tem cerca de 3 milhões de pessoas entre os 10% mais ricos do mundo, e 184 mil pessoas entre os 1% mais ricos do globo. Ainda assim, o Brasil tem uma parte maior de sua população com menos de US$ 10 mil do que o observado no mundo como um todo (74% contra 64%).

"Isso é resultado do alto nível de desigualdade do país", afirma o Credit Suisse, que estima que o 1% mais rico entre os brasileiros detenham 43% da riqueza das famílias do país.

Distribuição da riqueza das famílias
(% do total da população) 
747463,963,924,124,126,626,61,81,88,78,70,10,10,80,8Menos de US$ 10 mil(Brasil)Menos de US$ 10 mil(mundo)De US$ 10 mil aUS$ 100 mil (Brasil)De US$ 10 mil aUS$ 100 mil (mundo)De US$ 100 mil aUS$ 1 milhão (Brasil)De US$ 100 mil aUS$ 1 milhão (mundo)Mais de US$ 1 milhão(Brasil)Mais de US$ 1 milhão(mundo)020406080

Menos de US$ 10 mil
(mundo)

63,9

Fonte: Credit Suisse

Brasil foi o que mais perdeu riqueza
Entre os países analisados, o Brasil foi o que mais perdeu riqueza de 2017 para 2018, estimada em em US$ 380 bilhões (principalmente por conta da desvalorização cambial), seguido pela Turquia (US$ 130 bilhões) e Argentina (US$ 130 bilhões). O relatório ressalta, no entanto, que o resultado da Venezuela foi provavelmente pior, mas que não foram capazes de fazer uma estimativa confiável por conta do colapso cambial do país.

Com a desaceleração econômica do Brasil nos últimos três anos e a crise cambial da Argentina, o Credit Suisse afirma que espera que o crescimento da riqueza na América Latina perca força. "Nos próximos cinco anos, a América Latina deve crescer o equivalente a três 'anos dos Estados Unidos' desde 1944, alcançando quase US$ 9 trilhões em termos reais até 2023", diz o texto.

No mundo
Em relação ao relatório de 2017, o Credit Suisse aponta que a riqueza global agregada cresceu US$ 14 trilhões, alcançando US$ 317 trilhões - um crescimento aproximado de 4,6%. 

Embora tenha sido menor que o registrado no ano anterior, a riqueza cresceu mais que a população global, levando a riqueza por adulto a crescer cerca de 3,2%. Segundo o banco, as mulheres detêm cerca de 40% da riqueza global. 

Já o número de milionários cresceu em 2,3 milhões globalmente, alcançando 42,2 milhões. Os Estados Unidos registraram o maior crescimento, somando mais 878 mil milionários no ano, ou cerca de 40% de toda a expansão mundial. França, Alemanha e Reino Unido ganharam cada um cerca de 200 mil novos milionários. 

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Museu de História Natural de Londres anuncia fotos vencedoras em concurso de natureza

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A premiação teve mais de 45 mil inscritos e 18 vencedores em várias categorias. 
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Por G1 

Postado em 18 de outubro de 2018 às 10h00m 
Gipope-Marketing








'The Golden Couple', do fotógrafo Marsel van Oosten, vencedora do prêmio principal do concurso Wildlife Photographer of the Year 2018 — Foto: Marsel van Oosten'The Golden Couple', do fotógrafo Marsel van Oosten, vencedora do prêmio principal do concurso Wildlife Photographer of the Year 2018 — Foto: Marsel van Oosten

O Museu de História Natural de Londres anunciou os vencedores do concurso de fotos de natureza 'Wildlife Photographer of the Year'. A premiação teve mais de 45 mil inscritos e 18 vencedores em várias categorias.

O holandês Marsel van Oosten levou o prêmio na categoria principal com a foto entitulada 'The Golden Couple' ('O casal dourado', tem tradução livre), que retrata um casal de macacos-dourados nas montanhas Qinling, na China. Os animais, um macho e uma fêmea, observavam uma briga entre dois machos quando Oosten tirou a foto. O fotógrafo passou vários dias acompanhando a espécie durante a primavera.

Assim como vários primatas, esta espécie de macacos corre o risco de desaparecer. O número de indivíduos está em declínio constante nas últimas décadas e agora existem menos de 4 mil em todo o mundo. 
'Lounging Leopard', de Skye Meaker, foto vencedora na categoria Young Wildlife Photographer of the Year 2018 — Foto: Skye Meaker'Lounging Leopard', de Skye Meaker, foto vencedora na categoria Young Wildlife Photographer of the Year 2018 — Foto: Skye Meaker

O prêmio de jovem fotógrafo do ano, categoria entre 15 e 17 anos, foi para o sul-africano Skye Meaker pela foto 'Louging Leopard'. A foto retrata Mathoja, uma conhecida leopardo fêmea de uma reserva em Botswana.

"Nós esperamos algumas horas para tirar esta foto. Eu queria que os olhos de Mathoja estivessem abertos, e isso aconteceu por apenas alguns minutos. Ela olhou direto para nós", diz Meaker.

Outras fotos vencedoras do Wildlife Photographer of the Year 2018:
'Mud-rolling mud-dauber', de Georgina Steytler, vencedora na categoria 'Comportamento: Invertebrados' — Foto: Georgina Steytler'Mud-rolling mud-dauber', de Georgina Steytler, vencedora na categoria 'Comportamento: Invertebrados' — Foto: Georgina Steytler

'Hellbent', de David Herasimtschuk, premiada na categoria 'Comportamento: anfíbios e répteis'. Uma salamandra gigante segura uma cobra d'água pela mandíbula. David disse que a cobra eventualmente conseguiu escapar após lutar com a maior salamandra aquática da américa do norte — Foto: David Herasimtschuk'Hellbent', de David Herasimtschuk, premiada na categoria 'Comportamento: anfíbios e répteis'. Uma salamandra gigante segura uma cobra d'água pela mandíbula. David disse que a cobra eventualmente conseguiu escapar após lutar com a maior salamandra aquática da américa do norte — Foto: David Herasimtschuk

'Night flight', premiada na categoria 'Embaixo d'água'. Este é um paixe voador capturado pelo americano Michael Patrick O'Neill durante um mergulho noturno em Palm Beach, na Flórida. Esses animais são bastante tímidos durante o dia, mas de fácil contato durante a noite. Michael utilizou várias configurações de luz e câmera para chegar neste resultado  — Foto: Michael Patrick O'Neill'Night flight', premiada na categoria 'Embaixo d'água'. Este é um paixe voador capturado pelo americano Michael Patrick O'Neill durante um mergulho noturno em Palm Beach, na Flórida. Esses animais são bastante tímidos durante o dia, mas de fácil contato durante a noite. Michael utilizou várias configurações de luz e câmera para chegar neste resultado — Foto: Michael Patrick O'Neill

'Bed of seals', premiada na categoria 'Animais em seu ambiente'. O espanhol Cristobal Serrano tirou essa foto de focas marinhas descansando em uma placa de gelo na península da Antártida. As focas tem uma relação íntima com o gelo marinho por ser o habitat que fornece proteção e alimentos para os Krills, pequenos crustácios que são a base da alimentação das focas — Foto: Cristobal Serrano'Bed of seals', premiada na categoria 'Animais em seu ambiente'. O espanhol Cristobal Serrano tirou essa foto de focas marinhas descansando em uma placa de gelo na península da Antártida. As focas tem uma relação íntima com o gelo marinho por ser o habitat que fornece proteção e alimentos para os Krills, pequenos crustácios que são a base da alimentação das focas — Foto: Cristobal Serran

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    O frigorífico que produz carne de frango sem matar nenhuma ave

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    Há uma crise iminente diante do crescente apetite mundial por carne. E um nugget de frango pode ser a solução.
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    BBC
    Por BBC 


    Gipope-Marketing


    Bilhões de animais são abatidos anualmente para alimentar a população — Foto: PixabayBilhões de animais são abatidos anualmente para alimentar a população — Foto: Pixabay

    Há uma crise iminente diante do crescente apetite por carne no mundo. Será que um frango que cisca em uma fazenda em São Francisco pode ser a solução?

    Em 1931, Winston Churchill previu que um dia a raça humana "escaparia do absurdo de criar uma galinha inteira para comer o peito ou a asa, produzindo essas partes separadamente".

    Oitenta e sete anos depois, esse dia chegou, como descobrimos na Just, empresa de alimentos em São Francisco, nos EUA, onde provamos nuggets de frango fabricados a partir das células de uma pena de galinha.

    O frango - que tinha gosto de frango - ainda estava vivo, supostamente ciscando em uma fazenda não muito longe do laboratório.
    Essa carne não deve ser confundida com os hambúrgueres vegetarianos à base de verduras e legumes e outros produtos substitutos de carne que estão ganhando popularidade nos supermercados.

    Não, trata-se de carne real fabricada a partir de células animais. Elas são chamadas de diversas formas: carne sintética, in vitro, cultivada em laboratório ou até mesmo "limpa".

    São necessários cerca de dois dias para produzir um nugget de frango em um pequeno biorreator, usando uma proteína para estimular as células a se multiplicarem, algum tipo de suporte para dar estrutura ao produto e um meio de cultura - ou desenvolvimento - para alimentar a carne conforme ela se desenvolve.

    O resultado ainda não está disponível comercialmente em nenhum lugar do planeta, mas o presidente-executivo da Just, Josh Tetrick, diz que estará no cardápio em alguns restaurantes até o fim deste ano.

    "Nós fazemos coisas como ovos, sorvete ou manteiga de plantas e fazemos carne apenas a partir de carne. Você simplesmente não precisa matar o animal", explica Tetrick.

    Nós provamos e os resultados foram impressionantes. A pele era crocante e a carne, saborosa, embora a textura interna fosse um pouco mais macia do que a de um nugget do McDonald's ou do KFC, por exemplo.

    Tetrick e outros empresários que trabalham com "carne celular" dizem que querem impedir o abate de animais e proteger o meio ambiente da degradação da pecuária intensiva industrial.

    Eles afirmam estar resolvendo o problema de como alimentar a crescente população sem destruir o planeta, ressaltando que sua carne não é geneticamente modificada e não requer antibióticos para crescer.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a criação de animais para a alimentação humana é uma das principais causas do aquecimento global e da poluição do ar e da água. Mesmo que a indústria pecuária convencional se esforce para se tornar mais eficiente e sustentável, muitos duvidam que será capaz de acompanhar o crescente apetite global por proteína.

    Abatemos 70 bilhões de animais por ano para alimentar sete bilhões de pessoas, destaca Uma Valeti, cardiologista que fundou a Memphis Meats, empresa de carnes fabricadas a partir de células, na Califórnia.

    Segundo ele, a demanda global por carne está dobrando, à medida que mais pessoas saem da pobreza. Nesse ritmo, acrescenta, a humanidade não conseguirá criar gado e frango suficientes para saciar o apetite de nove bilhões de pessoas até 2050.

    "Assim, podemos literalmente cultivar carne vermelha, aves ou frutos do mar diretamente dessas células animais", diz Valeti.

    Muitos americanos afirmam que estão comendo menos carne, mas dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sugerem que o consumidor médio ainda vai ingerir mais de 100 quilos de carne vermelha e frango neste ano - cerca de 20 quilos a mais do que consumiam nos anos 1970.
    A demanda por carne está crescendo em todo o mundo — Foto: BBC A demanda por carne está crescendo em todo o mundo — Foto: BBC

    O cientista holandês Mark Post é um dos pioneiros da agricultura celular - seu primeiro hambúrguer produzido em laboratório, em 2013, custou US$ 300 mil.

    Nenhuma empresa ampliou ainda a produção para servir comercialmente um hambúrguer feito a partir de células, mas Post estima que, se começasse a produzir seus hambúrgueres em massa, poderia reduzir o custo de produção para cerca de US$ 10 cada.

    "É claro que ainda é muito alto", avalia.
    Se a Just conseguir fabricar nuggets de frango suficientes para vender neste ano, é improvável que seja em um restaurante americano, pois o governo dos EUA ainda está decidindo como proceder.

    A maioria dos alimentos no país é regulada pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês). Mas alguns - principalmente a carne produzida convencionalmente - são controlados pelo Departamento de Agricultura (USDA, na sigla em inglês).

    Então, se você compra uma pizza congelada nos EUA, o USDA é responsável pela de pepperoni e o FDA, pela de queijo.

    "Há vários países na Ásia e na Europa com os quais estamos conversando", diz Tetrick.
    Segundo ele, "há uma falta de clareza" em relação à regulamentação nos EUA, enquanto o USDA e o FDA realizam audiências públicas sobre o tema.

    "Acho que os países querem assumir essa liderança. Seja pela escassez de alimentos, por questões de sustentabilidade ou apenas pelo desejo de construir uma economia inteiramente nova, eles querem assumir essa liderança", disse Tetrick.

    O objetivo final é levar a "carne celular" do laboratório para grandes fábricas.
    Existem atualmente dezenas de empresas que atuam nessa área e estão atraindo investidores de capital de risco do Vale do Silício e de outras regiões. Bilionários como Bill Gates e Richard Branson estão entre aqueles que investiram dinheiro na tecnologia.

    O produto também conta com um benfeitor mais surpreendente: a Tyson Foods, que investiu uma quantia não revelada na Memphis Meats.
    A Tyson é a maior processadora de carnes dos EUA - são cerca de 424 mil suínos, 130 mil vacas e 35 milhões de frangos processados por semana.

    Então, por que a companhia estaria investindo em "carne celular"?
    Ela decidiu "deixar de ser uma empresa de carne para ser uma empresa de proteína", diz Tom Mastrobuoni, diretor financeiro da Tyson Ventures, braço de capital de risco da Tyson.

    "Tomamos a decisão consciente de que seremos a maior empresa de proteínas", acrescentou.
    A tecnologia de ponta do Vale do Silício pode ser sinônimo de um espírito liberal e empreendedor, mas os EUA ainda são um país onde a tradição fala alto.

    A Associação dos Pecuaristas tem um lobby forte e não há nenhum símbolo mais venerado ou romantizado na história do país do que a figura do caubói.

    E, assim, os fazendeiros do Meio-Oeste estão entrando no debate sobre como este novo produto será comercializado - como carne limpa, carne celular, carne livre de abate, proteína ética ou apenas carne?

    Em seu rancho em Ozarks, região montanhosa que se estende do Missouri ao Arkansas, Kalena e Billy Bruce alimentam seu rebanho de gado Black Angus, com a ajuda da filha de quatro anos, Willa.
    Kalena e Billy Bruce, com a filha Willa, em seu rancho em Ozarks, nos EUA — Foto: BBCKalena e Billy Bruce, com a filha Willa, em seu rancho em Ozarks, nos EUA — Foto: BBC

    "Acho que precisa ser rotulado propriamente - como proteína produzida em laboratório", opina Billy Bruce.

    "Quando penso em carne, penso no que está atrás de nós, um animal vivo que respira."
    O estado do Missouri concorda. A pedido dos agricultores, os legisladores determinaram que o rótulo de carne só pode ser aplicado ao produto do gado. É um indicio de que o rompimento com a agricultura tradicional pode estar a caminho.

    "Do ponto de vista da transparência para os consumidores, para que saibam o que estão comprando e dando para suas famílias comerem, achamos que precisa ser chamado de algo diferente", diz Kalena Bruce.

    Lia Biondo, diretora de políticas de expansão da associação de pecuaristas dos EUA, com sede em Washington, diz que espera que a lei do Missouri possa ser reproduzida em outros Estados.

    "Vamos deixar que essas empresas decidam como chamar seus produtos, desde que não chamem de carne", diz Biondo.
    Mas, em todo caso, será que alguém vai realmente comer esses produtos?
    Frequentadores do Lamberts, restaurante tradicional do Meio-Oeste em Ozark, no Missouri, terão que ser convencidos.

    "A carne deve ser criada em uma fazenda, nos campos", declara Jerry Kimrey, trabalhador da construção civil de Lebanon, no Missouri.
    A professora Ashley Pospisil, também de Lebanon, diz que prefere não comer carne à base de células.

    "Eu gosto de saber de onde a carne veio, que é natural e não foi processada em laboratório", diz ela.
    Linda Hilburn, que está comendo um bife antes de ir para casa em Guthrie, em Oklahoma, concorda:
    "Tem algo na criação do homem que me assusta. Só causamos destruição aqui. Eu meio que gosto da ideia da criação de Deus."

    Enquanto Hilburn está longe de ser a única a ter um pé atrás com a "comida Frankenstein", como os críticos a rotularam, Josh Tetrick insiste que a carne feita a partir de células é totalmente livre das muitas doenças animais que afetam a produção tradicional de carne.
    E ele está apostando na experiência humana a favor do progresso.

    "No fim das contas, se você está falando do avanço do picador de gelo para a geladeira ou da matança de baleias para usar seu óleo em lamparinas até as lâmpadas incandescentes... mesmo que as pessoas associassem as lâmpadas ao diabo... a humanidade conseguiu abraçar algo novo."

    "Isso sempre acontece e, se eu tivesse que apostar, é o que vai acontecer em relação a isso também."
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