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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Conheça Hyperion, a maior estrutura espacial já descoberta

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Superaglomerado ancestral de galáxias pode dar novas pistas sobre a origem do Universo.
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BBC
Por BBC 

Postado em 17 de outubro de 2018 às 18h45m 

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O Hyperion tem uma massa mais de um milhão de bilhões de vezes maior que a do Sol — Foto: Divulgação/ESO/BBCO Hyperion tem uma massa mais de um milhão de bilhões de vezes maior que a do Sol — Foto: Divulgação/ESO/BBC

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta quarta-feira a descoberta da maior estrutura já encontrada no espaço, um superaglomerado ancestral de galáxias com massa de mais de um milhão de bilhões de vezes a do Sol. Hyperion, como foi batizada, é a maior estrutura já vista nos primeiros 5 bilhões de anos do Universo.

Para compreender isto, precisamos lembrar que há um consenso no meio astronômico de que o Big Bang, ou seja, a explosão fundamental que deu origem ao Universo, ocorreu entre 13,3 bilhões e 13,9 bilhões de anos atrás.

Quando os cientistas miram telescópios para os confins do espaço, eles estão sempre observando o passado - afinal, a luz viaja a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo e, ao olhar para o céu, o que se vê é a luz emitida pelos astros, sempre com algum grau de "delay".

Por exemplo: a luz do nosso Sol, que está "perto" - em termos astronômicos -, chega a nós com um atraso de 8 minutos, que é o tempo que a luz demora para percorrer a distância.

No caso de Hyperion, ela está tão distante que a imagem obtida pelos cientistas é um retrato de mais de 11 bilhões de anos atrás - calcula-se que o superaglomerado ancestral de galáxias seja de quando o Universo era um jovem de 2,3 bilhões de anos.

Hyperion recebeu este nome por causa de suas dimensões colossoais em referência a um dos titãs da mitologia grega. Em português, é também chamado de Hiperião, Hipérion ou Hiperíon.

A descoberta
Catorze instituição científicas europeias, americanas e asiáticas fizeram parte da pesquisa que culminou na descoberta. Os trabalhos foram liderados pela astrônoma Olga Cucciati, do Instituto Nacional de Astrofísica de Bolonha, Itália, e pelo astrofísico Brian Lemaux, da Universidade da Califórnia.

Eles utilizaram um instrumento chamado VIMOS, do Very Large Telescope do Observatório de Paranal, localizado em uma montanha de 2.635 metros de altura em pleno deserto do Atacama, no norte do Chile.

O Very Large Telescope é o maior telescópio em funcionamento do mundo. Seu espelho principal tem 8,2 metros de diâmetro. Ele é operado pelo European Southern Observatory (ESO), de um centro técnico-científico que fica em Munique, na Alemanha.

"Nosso levantamento teve como alvo cerca de 10 mil galáxias do início do Universo, para observações com o VIMOS. Esse instrumento é capaz de observar a luz visível de várias centenas de galáxias simultaneamente e dispersar essa luz em suas diferentes cores como um prisma, de modo que possamos estudar a intensidade da luz em cada cor", explicou à BBC News Brasil o astrofísico Lemaux.

A descoberta empolga os estudiosos do espaço porque permite compreender melhor os primeiros bilhões de anos pós-Big Bang.

"Como estruturas tão grandes e complexas nunca haviam sido verificadas antes a tais distâncias, não estava claro se o Universo era capaz de criar estruturas assim tão cedo em sua história", diz Lemaux.

"Como é uma distância em que a gravidade teve pouco tempo para agir - afinal, estamos falando de apenas 2 bilhões de anos do início do Universo -, ver uma estrutura deste tipo com toda a sua complexidade é algo muito surpreendente."

"Normalmente, estruturas desse tipo são conhecidos a distâncias mais recentes, indicando que o Universo precisou de muito mais tempo para evoluir e construir coisas tão grandes", completa Cucciati. "Foi uma surpresa ver que algo evoluiu assim quando o Universo era relativamente jovem."

Lemaux ressaltou que a quantidade de massa do Hyperion também é algo impressionante. "Ao somar todas as galáxias e inferir a quantidade de matéria escura dentro de Hyperion - sendo esta última a matéria que não podemos ver e que apenas age gravitacionalmente - descobrimos que a sua massa já estava próxima da dos superaglomerados atuais de galáxias", compara.

"Um dos objetivos de nossa pesquisa é agora usar Hyperion e outras estruturas semelhantes para confrontar teorias de como a estrutura da teia cósmica, nome dado à estrutura de grande escala do universo, se forma e evolui", comenta o cientista.

Para entender a 'teia cósmica'
Sendo um conceito relativamente novo, a teia cósmica seria uma rede formada por todas as galáxias existentes, composta por invisíveis filamentos. De acordo com essa ideia, essas conexões formam a maior parte da matéria sideral.

Já os superaglomerados foram descobertos pela primeira vez em 1953. Trata-se de um conjunto gigantesco de galáxias - o que, segundo os cientistas, comprova que a distribuição delas no espaço não ocorre de forma uniforme.

A maior parte da comunidade astronômica hoje concorda que as galáxias estão agrupadas em conjuntos de cerca de 50 e aglomeradas em grupos de milhares.

Os superaglomerados são, portanto, conjuntos impressionantemente maiores.
O Very Large Telescope é o maior telescópio em funcionamento do mundo — Foto: ESO/BBC O Very Large Telescope é o maior telescópio em funcionamento do mundo — Foto: ESO/BBC

Como olhar para eles é olhar para o passado, os cientistas acreditam que Hyperion "é uma estrutura que provavelmente está destinada a se tornar das maiores e mais massivas do universo atualmente", define Lemaux.

"Em outras palavras, sistemas como ele semearam as maiores coleções de galáxias que podemos ver hoje nas proximidades da Terra, como o superaglomerado de Virgem, uma imensa estrutura que contém, entre muitos outros, o Grupo Local, o lar de nossa Via Láctea."

Mapeamento
Graças ao instrumento VIMOS, os cientistas conseguiram fazer uma mapeamento tridimensional de Hyperion. A equipe descobriu, por exemplo, que a estrutura tem pelo menos sete regiões de alta densidade, conectadas por filamentos de galáxias. E ele aparenta ser diferente dos superaglomerados mais próximos da Terra.

"Enquanto os mais próximos tendem a ter uma distribuição de massa mais concentrada, com características estruturais claras, Hyperion tem a massa distribuída de maneira muito mais uniforme, em uma série de bolhas conectadas, povoadas por associações de galáxias", afirma o astrofísico.

Os pesquisadores apontam que essa diferença se dá justamente porque os superaglomerados mais velhos tiveram bilhões e bilhões de anos para que a gravidade agisse, aproximando a matéria e, assim, criando regiões mais densas. Se este raciocínio estiver certo, Hyperion deve evoluir da mesma forma.

"Compreendê-lo e entender como ele se compara a estruturas semelhantes pode nos fornecer insights sobre como o Universo se desenvolveu no passado e evoluirá para o futuro", diz Cucciati.

"Desenterrar este titã cósmico ajuda a descobrir a história dessas estruturas de larga escala."

Ele conta que os cientistas também identificaram um grande reservatório de gás hidrogênio difuso "e relativamente frio" e uma região que parece conter sinais de um aglomerado de galáxias em formação.

"Essa imensa atividade e diversidade tem sido prevista a partir de alguns modelos de formação de galáxias e estruturas", comenta. "Mas, com Hyperion, é a primeira vez que conseguimos vê-la em um sistema."

"Embora o destino de toda estrutura seja incerto, estamos desenvolvendo modelos para prever a evolução das galáxias", acrescenta. "Nossa esperança é, no futuro, que tais conexões nos permitam entender como as galáxias crescem, amadurecem e, eventualmente, chegam ao fim de suas vidas."
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Meteorito lunar de 5,5 kg vai a leilão nos EUA

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Casa de leilões espera conseguir US$ 500 mil ou mais no 'Buagaba', como é pelidada a rocha espacial.  
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Associated Press
Por Associated Press 


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O meteorito conhecido como NWA 11789, apelidado de 'Buagaba', é apresentado pelo presidente da empresa Aerolite Meteorites, Inc., Geoff Notkin, dias antes do leilão da rocha lunar em Nova York (EUA). O meteorito, cujo apelido significa 'quebra-cabeça da Lua', é composto por 6 fragmentos que se encaixam. O leilão online promovido pela RR Auctions se encerra na quinta-feira (18) e deve alcançar lances superiores a US$ 500 mil (o equivalente a quase R$ 1,87 milhão de reais) — Foto: Mike Segar/Reuters

Um meteorito de origem lunar de 5,5 quilos descoberto no noroeste da África no ano passado está sendo leiloado nos Estados Unidos. A casa de leilões RR Auction, sediada em Boston, espera que ele seja vendido por US$ 500 mil ou mais. Os lances continuam até esta quinta-feira (18).

É "um dos meteoritos mais importantes disponíveis para aquisição em qualquer lugar do mundo", e um dos maiores pedaços da Lua já colocados à venda, diz a RR Auction.

A rocha nomeada com o código NWA 11789 e apelidada de “Buagaba” foi encontrada no ano passado em uma área remota da Mauritânia, mas provavelmente mergulhou na Terra há milhares de anos.

O meteorito é na verdade composto de seis fragmentos que se encaixam como um quebra-cabeça. A maior dessas peças pesa cerca de 3 quilos.

A maioria dos meteoritos lunares encontrados é do tamanho de uma noz ou de uma bola de golfe, disse Geoff Notkin, CEO da Aerolite Meteorites, que está vendendo a pedra.

"Assim que vimos isso, sabíamos que era extraordinariamente incomum", disse.

É também um dos poucos meteoritos lunares conhecidos com o que os especialistas chamam de “crosta de fusão parcial”, causada pelo forte calor que queima a rocha à medida que ela desce pela atmosfera.

Outra coisa que o torna diferente da maioria dos meteoritos é que ele é “não-pareado”. Às vezes, diferentes partes do mesmo meteorito são descobertas em momentos diferentes, e esses exemplos são conhecidos como “pareados”.
Um meteorito “não-pareado” é mais cobiçado pelos colecionadores e, às vezes, mais valioso para a ciência.

"Esta é a única maneira de um colecionador particular colocar as mãos em um pedaço da Lua, porque as rochas trazidas pelos astronautas são propriedade do governo dos EUA", disse Robert Livingston, vice-presidente executivo da RR. 
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Mercado eleva estimativa de inflação para 2018 e para 2019

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Expectativa de inflação para este ano passou de 4,40% para 4,43%. Previsão de alta do PIB de 2018 permaneceu em 1,34%. Pesquisa foi divulgada pelo BC nesta segunda (15).
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 

Postado em 15 de outubro de 2018 às 16h40m 
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-::-  Frases e pensamentos de Grandes Filósofos - 022  -::-
Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para este ano e também para 2019.
As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o mercado financeiro elevou a estimativa de 4,40% para 4,43% para este ano. Foi a quinta alta seguida do indicador.
Mesmo assim, a expectativa do mercado ainda segue pouco abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018. 
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Para 2019, os economistas das instituições financeiras aumentaram sua expectativa de inflação de 4,20% para 4,21%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS
PREVISÃO 2018 2019
Produto Interno Bruto (PIB) 1,34% 2,50%
Inflação 4,43% 4,21%
Taxa básica de juros (Selic) 6,50% 8%
Dólar R$ 3,81 R$ 3,80
Balança comercial (saldo) US$ 55 bilhões US$ 45,5 bilhões
Investimento estrangeiro direto US$ 68 bilhões US$ 75,65 bilhões

Produto Interno Bruto
Para o crescimento do PIB deste ano, a previsão do mercado financeiro permaneceu em 1,34% na semana passada.
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%.
Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.
Outras estimativas
  • Taxa de juros - O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.
  • Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 recuou de R$ 3,89 para R$ 3,81 por dólar. Para o fechamento de 2019, caiu de R$ 3,83 para R$ 3,80 por dólar.
  • Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 ficou estável em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 46,3 bilhões para US$ 45,5 bilhões.
  • Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, cresceu de US$ 67,5 bilhões para US$ 68 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 76 bilhões para US$ 75,65 bilhões.
Banco Central do Brasil 
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