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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Mercado eleva estimativa de inflação para 2018 e para 2019

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Expectativa de inflação para este ano passou de 4,40% para 4,43%. Previsão de alta do PIB de 2018 permaneceu em 1,34%. Pesquisa foi divulgada pelo BC nesta segunda (15).
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 

Postado em 15 de outubro de 2018 às 16h40m 
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Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para este ano e também para 2019.
As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o mercado financeiro elevou a estimativa de 4,40% para 4,43% para este ano. Foi a quinta alta seguida do indicador.
Mesmo assim, a expectativa do mercado ainda segue pouco abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018. 
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Para 2019, os economistas das instituições financeiras aumentaram sua expectativa de inflação de 4,20% para 4,21%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS
PREVISÃO 2018 2019
Produto Interno Bruto (PIB) 1,34% 2,50%
Inflação 4,43% 4,21%
Taxa básica de juros (Selic) 6,50% 8%
Dólar R$ 3,81 R$ 3,80
Balança comercial (saldo) US$ 55 bilhões US$ 45,5 bilhões
Investimento estrangeiro direto US$ 68 bilhões US$ 75,65 bilhões

Produto Interno Bruto
Para o crescimento do PIB deste ano, a previsão do mercado financeiro permaneceu em 1,34% na semana passada.
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%.
Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.
Outras estimativas
  • Taxa de juros - O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.
  • Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 recuou de R$ 3,89 para R$ 3,81 por dólar. Para o fechamento de 2019, caiu de R$ 3,83 para R$ 3,80 por dólar.
  • Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 ficou estável em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 46,3 bilhões para US$ 45,5 bilhões.
  • Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, cresceu de US$ 67,5 bilhões para US$ 68 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 76 bilhões para US$ 75,65 bilhões.
Banco Central do Brasil 
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domingo, 14 de outubro de 2018

Após 3 quedas, vendas do comércio crescem 1,3% em agosto, aponta IBGE

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Trata-se do maior avanço desde junho de 2017 e do melhor agosto em 4 anos. Com o resultado, setor passou a acumular alta de 2,6% no ano. Em 12 meses, avanço é de 3,3%.
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Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1 — Rio de Janeiro e São Paulo 

Postado em 14 de outubro de 2018 às 22h40m 
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Dia dos Pais contribuiu para alta das vendas do comércio em agosto — Foto: Carlos Alberto Jr/G1Dia dos Pais contribuiu para alta das vendas do comércio em agosto — Foto: Carlos Alberto Jr/G1

As vendas do comércio varejista brasileiro tiveram uma alta de 1,3% em agosto na comparação com julho, informou nesta quinta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da primeira alta depois de 3 quedas mensais seguidas e o do maior avanço desde junho de 2017 (1,6%). Segundo o IBGE, o resultado de agosto compensou a maior parte da retração de 1,5% acumulada nos últimos três meses. “Praticamente recupera, voltando o patamar do varejo próximo a abril”, afirmou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.
Vendas do comércio crescem em agosto. E eu com isso?
Vendas do comércio crescem em agosto. E eu com isso?

No caso do varejo ampliado,que inclui as atividades de veículos e motos e materiais de construção, as vendas aumentaram 4,2% entre julho e agosto, a maior alta desde outubro de 2012, quando foi de 6,2%, segundo o IBGE.
O comércio do Brasil teve o melhor agosto em 4 anos, segundo o IBGE. Na comparação com agosto do ano passado, as vendas cresceram 4,1%, melhor resultado para o mês desde 2014 (3,7%).

Vendas no comércio - mensal
Comparação com o mês imediatamente anterior, em %
Created with Highcharts 5.0.9-0,1-0,1-1,4-1,40,80,8-0,4-0,40,80,8-0,5-0,50,90,9000,90,91,21,2-1,2-1,2-0,2-0,2-0,1-0,11,31,3Jul/17Ago/17Set/17Out/17Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abr/18Mai/18Jun/18Jul/18Ago/18-2-1,5-1-0,500,511,5
Fonte: IBGE

A leitura de agosto ficou bem acima da média das projeções de 31 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, de avanço de 0,1%. O intervalo das projeções ia de redução de 0,7% a alta de 1,6%.

A pesquisadora do IBGE ponderou, porém, que apesar do resultado positivo, não se deve avaliar o setor com muito otimismo.
“Não é um movimento que tire da rota de forma surpreendente [a lenta recuperação do comércio]. Não é uma reversão de tendência. O mês de agosto teve o papel de reverter as perdas dos três meses anteriores”.
Com a alta de agosto, o setor passou a acumular alta de 2,6% no ano, o que representa uma aumento de ritmo em relação ao acumulado até julho (2,3%). Em 12 meses, o avanço passou de 3,2% em julho para 3,3% em agosto, mas ainda abaixo do patamar registrado até junho (3,6%).

Segundo Isabella, o patamar do comércio varejista está 6,4% abaixo do pico mais alto do setor, registrado em outubro de 2014. Em julho, essa distância havia chegado a 7,6%. O patamar mais baixo da série histórica, iniciada em 2000, foi registrado em dezembro de 2016, quando ficou 13,5% abaixo do recorde.

Vendas no comércio
Indicador acumulado em 12 meses (%)
Created with Highcharts 5.0.9-1,6-1,6-0,7-0,70,30,31,11,12,12,12,42,42,92,93,83,83,73,73,73,73,63,63,23,23,33,3Ago/17Set/17Out/17Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abr/18Mai/18Jun/18Jul/18Ago/18-2-1012345
Fonte: IBGE

Após a divulgação do resultado de agosto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) elevou sua estimativa de crescimento do setor este ano, de uma alta de 4,3% para 4,5%.

Desempenho por setores
A única atividade com taxa negativa em agosto foi a de livros, jornais, revistas e papelaria (-2,5%), que passou a acumular perda de 9,7% desde maio.

As maiores altas no mês foram registradas nos setores de vestuário e calçados, veículos, material de construção e combustíveis.

Segundo Nunes, entre os fatores de influência para a alta nas vendas de agosto, além da relativa melhora no mercado de trabalho, estão as compras para o Dia dos pais e a liberação dos recursos do fundo PIS/Pasep. 
Após três quedas seguidas, comércio tem alta de 1,3% em agosto, diz IBGE
Após três quedas seguidas, comércio tem alta de 1,3% em agosto, diz IBGE
O segmento que mais puxou a alta foi o de tecidos, vestuários e calçados, que teve alta de 5,6% na comparação com o mês anterior.
"Além do Dia dos Pais, que estimula a venda sobretudo de roupas, calçados e acessórios, tem a questão sazonal, já que em agosto tivemos temperaturas mais baixas que no ano passado, elevando as vendas neste segmento”, afirma a pesquisadora.

Vendas do comércio por setor:
  • Combustíveis e lubrificantes: 3%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,7%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 5,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: 2%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: 0,9%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -2,5%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,5%
  • Veículos e motos, partes e peças: 5,4%
  • Material de construção: 4,6%
Na comparação com agosto do ano passado, os maiores avanços foram registrados nas vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%). Por outro lado, houve queda nas vendas de combustíveis e lubrificantes (-2,0%), móveis e eletrodomésticos (-2,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-12,0%).

Vendas por regiões do país e revisões
Hove alta nas vendas do comércio em agosto em 24 das 27 unidades da Federação com destaque para Paraíba (7,5%) e Acre (7,1%). Os estados de Tocantins (-2,0%) e Piauí (-0,5%) apresentaram as únicas variações negativas no mês.

O IBGE revisou os últimos resultados do comércio. Em julho, ao invés de uma queda de 0,5%, o volume de vendas recuou 0,1%. Em junho, a revisão foi de uma queda de 0,4% para uma queda de 0,2%. Em maio, o recuo foi revisado de 1,4% para uma queda de 1,2%.

Recuperação lenta
Com o desemprego ainda elevado e confiança dos empresários e consumidores ainda baixa, a economia brasileira tem mostrado um ritmo de recuperação mais lento que o esperado.

A confiança do comércio caiu em setembro e atingiu o menor nível em cerca de um ano, segundo indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 1,2 ponto e chegou a 88,7 pontos em setembro, atingindo o menor valor desde agosto de 2017.

Após divulgação de alta de apenas 0,2% no PIB no 2º trimestre, analistas do mercado passaram a projetar um crescimento mais próximo a 1% em 2018. Segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa do mercado é que a economia cresça 1,34% em 2018, menos da metade do que era esperado do começo do ano.
IBGE

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