Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Mergulhadores tailandeses e de outros países participaram da ação. Grupo foi retirado aos poucos. ==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
Por G1
Postado em 16 de julho de 2018 às 09h00m
Resgatados todos os 13 presos em caverna na Tailândia
Infográfico mostra como foi o resgate dos meninos presos na caverna na tailândia (Foto: Infografia: Karina Almeida, Juliane Monteiro, Betta Jaworski, Alexandre Mauro/G1)
A operação foi delicada por conta do estado de saúde dos meninos e do técnico e por causa da dificuldade de acesso à caverna, que tem vários trechos inundados e muito estreitos.
Participaram da operação:
50 mergulhadores especialistas internacionais
40 mergulhadores tailandeses experientes
30 equipes médicas
O mergulho
De dois a três mergulhadores acompanharam cada um dos meninos, que usaram máscaras faciais enquanto eram guiados pelas passagens por corda, já que a visibilidade na água é pouca.
Nos trechos mais estreitos, que podem chegar a 90 cm de largura por 60 cm de altura, os mergulhadores precisaram soltar o tanque de suas costas para que passassem um de cada vez: o mergulhador, o menino e o equipamento.
Cada um dos meninos usou uma máscara de mergulho, além de roupa de mergulho, botas e capacete.
Pausa
Por conta do longo trecho, a operação foi feita aos poucos e os meninos foram retirados em pequenos grupos. Após o primeiro dia, uma pausa de 10 horas foi feita para que os tanques de oxigênio fossem recarregados e os mergulhadores pudessem descansar.
Os mergulhadores levaram cerca de 6 horas para chegar até o grupo, que está isolado a cerca de 4 km da entrada da montanha.
Chuva
Uma das maiores preocupações foi a condição climática na região. Havia a previsão de uma tempestade que se aproximava e deveria chegar à região da caverna em alguns dias.
Para evitar novas inundações, foi feito o bombeamento constante de água para fora da montanha, e, por isso, pontos antes totalmente inundados podem ser feitos caminhando, afirmou o governador Narongsak Osatanakorn.
Ambulância carregando meninos resgatados de caverna na Tailândia em aeroporto militar em Chiang Rai (Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha)
Equipe médica
Na saída da caverna, trinta equipes médicas ficaram de prontidão. Um helicóptero e ambulância esperavam próximo à caverna. Cada um dos meninos resgatados foi levado de helicóptero até a região de Chiang Rai onde foram transferidos de ambulância para um hospital.
O voo da caverna até Chiang Rai durava cerca de 20 minutos. Do heliponto até o hospital são apenas 700 metros de ambulância.
Menino resgatado de caverna é transferido para helicóptero (Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha)
Receio de que o bloco de gelo se parta e provoque um tsunami fez com que moradores fossem retirados de perto do iceberg. ==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
Por BBC
Postado em 14 de julho de 2018 às 16h45m
Receio de que o bloco de gelo se parta e provoque um tsunami fez com que moradores fossem retirados de perto do iceberg (Foto: Reuters) Um iceberg gigante, com rachaduras e buracos, ameaça um vilarejo no oeste da Groenlândia, que está em estado de alerta.
Moradores foram retirados de suas casas com o receio de que o enorme bloco de gelo se parta, provocando tsunamis e inundações. Apesar de assustar os moradores da vila de Innaarsuit, o iceberg não se moveu à noite, segundo a imprensa local.
No ano passado, quatro pessoas morreram depois que ondas inundaram casas na Groenlândia, após um tremor.
Blocos de gelo que se desprendem do círculo polar durante o verão passam com frequência pela Groenlândia, região autônoma da Dinamarca que é banhada pelo Oceano Glacial Ártico. Mas autoridades da Groenlândia afirma que nunca viram um bloco de gelo tão grande e tão perto.
Os 169 moradores cujas casas estavam mais perto do iceberg foram levados para áreas mais seguras, segundo informou a agência de notícias dinamarquesa Ritzau.
Rachaduras e buracos no iceberg "Há rachaduras e buracos (no iceberg) que nos fazem temer que possa partir a qualquer momento", disse Susanne Eliassen, membro do conselho local, ao jornal Sermitsiaq.
A estação de energia do vilarejo fica perto da costa, assim como tanques de combustível. Por isso, o receio de que o iceberg gigante cause danos ainda maiores à região.
Em junho, cientistas da Universidade de Nova York divulgaram imagens de um imenso iceberg que se desprendeu de uma geleira no leste da Groenlândia.
Alguns especialistas alertaram que o desprendimento de grandes blocos de gelo pode se tornar cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas. Isso, por sua vez, aumenta o risco de tsunamis e inundações. GROELÂNDIA
Equipe internacional de cientistas detecta fonte de neutrinos de alta energia; emissão das partículas subatômicas elementares encontradas no Polo Sul vem de um corpo celeste localizado a 3,7 bilhões de anos-luz da Terra, na Constelação de Órion. ==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
Por BBC
Postado em 13 de julho de 2018 às 10h00m
O telescópio IceCube, instalado no Polo Sul e em operação desde 2010, detectou a fonte de neurotrinos de alta energia (Foto: ICECUBE/NSF)
Uma nova era de pesquisas especiais se inaugura nesta quinta-feira (12). Isso porque uma equipe internacional de astrônomos descobriu a fonte de neutrinos de alta energia encontrados no Polo Sul – e esta partícula misteriosa abre uma oportunidade para contar a história e esclarecer enigmas do próprio Universo.
A descoberta está na edição desta quinta da revista "Science" e foi divulgada em coletiva de imprensa na sede da National Science Foundation, em Alexandria, Virginia (EUA).
"Neutrinos de alta energia realmente nos fornecem uma nova janela para observar o Universo", comenta o físico Darren Grant, da Universidade de Alberta, em entrevista à BBC News Brasil.
Grant é um dos mais de 300 pesquisadores de 49 instituições que integram o grupo IceCube Collaboration – responsável pela descoberta. "As propriedades dos neutrinos fazem deles um mensageiro astrofísico quase ideal. Como eles viajam de seu ponto de produção praticamente desimpedidos, quando são detectados, podemos analisar que eles transportaram informações de sua origem."
Os neutrinos são partículas subatômicas elementares, ou seja, não há qualquer indício de que possam ser divididas em partes menores. São emitidos por explosões estelares e se deslocam praticamente à velocidade da luz.
Instalado no Polo Sul e em operação desde 2010, o IceCube é considerado o maior telescópio do mundo – mede um quilômetro cúbico. Levou dez anos para ser construído e fica sob o gelo antártico.
O IceCube consiste em um conjunto de mais de 5 mil detectores de luz, dispostos em uma grade e enterrados no gelo. É um macete científico. Quando os neutrinos interagem com o gelo, produzem partículas que geram uma luz azul – e, então, o aparelho consegue detectá-los. Ao mesmo tempo, o gelo tem a propriedade de funcionar como uma espécie de rede, isolando os neutrinos, facilitando sua observação.
Partícula é segredo do Universo
Desde a concepção do projeto, os cientistas tinham a intenção de monitorar tais partículas justamente para descobrir sua origem. A ideia é que isso dê pistas sobre a origem do próprio Universo. E é justamente isso que eles acabam de conseguir.
Os pesquisadores já sabem que a origem de neutrinos observados na Antártica são um blazar, ou seja, um corpo celeste altamente energético associado a um buraco negro no centro de uma galáxia. Este corpo celeste está localizado a 3,7 bilhões de anos-luz da Terra, na Constelação de Órion.
"Eis a descoberta-chave", explica Grant. "Trata-se das primeiras observações multimídia de neutrinos de alta energia coincidentes com uma fonte astrofísica, no caso, um blazar. Esta é a primeira evidência de uma fonte de neutrinos de alta energia. E fornece também a primeira evidência convincente de uma fonte identificada de raios cósmicos."
Telescópios de espectroscopia nuclear e observações de raio-X e ultravioleta foram usados para identificar a origem da partícula (Foto: Universidade Penn State/Amon/Nate Follmer)
Conforme afirma o físico, a novidade é a introdução, no campo da astronomia, de uma nova habilidade para "ver" o universo. "Este é o primeiro passo real para sermos capazes de utilizar os neutrinos como uma ferramenta para visualizar os processos astrofísicos mais extremos do universo", completa Grant.
"À medida que esse campo de pesquisa continua se desenvolvendo, também deveremos aprender sobre os mecanismos que impulsionam essa partículas. E, um dia, começaremos a estudar essa partícula fundamental da natureza em algumas das energias mais extremas imagináveis, muito além daquilo que podemos produzir na Terra."
"Esta identificação lança um novo campo da astronomia de neutrinos de alta energia, e esperamos que traga avanços emocionantes em nossa compreensão do Universo e da física, incluindo como e onde essas partículas de energia ultra-alta são produzidas", afirma o astrofísico Doug Cowen, da Universidade Penn State. "Por 20 anos, um dos nossos sonhos era identificar as fontes de neutrinos cósmicos de alta energia. Parece que finalmente conseguimos."
Mapeando o desconhecido
Foram décadas em que astrônomos de todo o mundo procuraram detectar os chamados neutrinos cósmicos de alta energia, em tentativas frustradas de compreender onde e como essas partículas subatômicas são geradas com energias de milhares a milhões de vezes maiores do que as alcançadas no planeta Terra.
O IceCube conseguiu detectar pela primeira vez neutrinos do tipo em 2013. A partir de então, alertas eram disparados para a comunidade científica a cada nova descoberta. A partícula-chave, entretanto, só veio em 22 de setembro de 2017: o neutrino batizado de IceCube-170922A, com a impressionante energia de 300 trilhões de elétron-volts demonstrou aos cientistas uma trajetória.
"Apontando para um pequeno pedaço do céu na constelação de Órion", relata a astrofísica Azadeh Keivani, da Universidade Penn State, coautora do artigo publicado pela Science. Tão logo a partícula foi identificada, de forma coordenada e automatizada, quatorze outros observatórios do mundo passaram a unir esforços para identificar sua origem, com telescópios de espectroscopia nuclear e observações de raio-X e ultravioleta.
Todos os dados gerados foram analisados pelo grupo internacional de cientistas até a conclusão de que a fonte era o buraco negro supermassivo a 3,7 bilhões de anos-luz da Terra.
Essa distância do planeta significa que as informações carregadas pelo neutrino são de 3,7 bilhões de anos atrás, supondo que o mesmo tenha viajado à velocidade da luz. Nesse ponto, compreender tais propriedades é como olhar para os confins do passado do Universo - atualmente, acredita-se que o Big Bang tenha ocorrido há 13,8 bilhões de anos.
Após concluir a origem do neutrino IceCube-170922A, os cientistas vasculharam os dados arquivados pelo detector de neutrinos e concluíram que outros 12 neutrinos identificados entre 2014 e 2015 também eram oriundos do mesmo blazar. Ou seja: há a possibilidade de comparar partículas com a mesma origem, aumentando assim a consistência da amostra.
De acordo com os cientistas do IceCube, essa detecção inaugura de forma incontestável a chamada "astronomia multimídia", que combina a astronomia tradicional - em que os dados dependem da ação da luz - com novas ferramentas, como a análise dos neutrinos ou das ondas gravitacionais.
"É um campo novo, empolgante e veloz. Que proporciona aos pesquisadores novos insights sobre a maneira como o Universo funciona", analisa o astrofísico Phil Evans, da Universidade de Leicester.