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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Produção de veículos no Brasil cresce 13,6% no 1º semestre

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Avanço é na comparação com o mesmo período do ano passado.
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Por Rafael Miotto, G1, São Paulo 























Fábrica da Volkswagen no ABC paulista (Foto: Divulgação) 

A produção de veículos no Brasil subiu 13,6% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou nesta sexta-feira (6) a associação das montadoras (Anfavea). 

As fábricas instaladas no país montaram um total de 1,43 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus de janeiro a junho, contra 1,26 milhão no primeiro semestre de 2017.

O crescimento ocorreu em todos os segmentos, com avanço de 12,6% nos carros de passeio e comerciais leves, 37,7% nos caminhões e 49,7% nos ônibus.
Produção de veículos no Brasil
Nos últimos 9 meses

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Fonte: Anfavea 

Vendas
Os emplacamentos de veículos novos ficaram estáveis de maio para junho e cresceram 14,4% no semestre. Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea, as vendas de junho foram afetadas pela greve dos caminhoneiros e pela Copa do Mundo.

“Esperávamos um pouco mais desse mês, mas a greve do mês passado atrapalhou um pouco os emplacamentos. A Copa do Mundo também influencia”, disse.

Exportações
Depois de puxarem a recuperação da crise, as exportações ficaram praticamente estáveis no semestre, com avanço pequeno de 0,5% sobre o número de 2017. No total, foram enviadas para fora do país 379 mil unidades.

"Vemos alguns problemas com nossos principais parceiros. O México está instável, acabou de ter uma eleição, e a Argentina também. Esses países estão revendo seus pedidos", explicou Megale.

Mesmo assim, o volume atual de exportações ainda é um recorde histórico, pouco acima do registrado em 2017.

Projeções revistas
A Anfavea manteve a expectativa de alta de 11,7% nas vendas de veículos novos em 2018, mas reduziu a estimativa de avanço na produção de 13,2% para 11,9%.

Para as exportações, a entidade estava mais otimista em janeiro com previsão de acréscimo de 4,5%, mas agora trabalha com estabilidade (0%), repetindo o mesmo volume total de 766 mil unidades registrado no ano passado. 
ANFAVEA
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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Indústria 4.0 deve criar 30 novas profissões, mostra estudo

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Ao todo oito áreas deverão ser beneficiadas pela quarta revolução industrial, segundo levantamento do Senai.
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Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1 




















Indústria 4.0 deve beneficiar oito áreas nos próximos anos (Foto: Reuters)

O avanço da indústria 4.0 deverá criar 30 novas profissões em oito áreas nos próximos anos. Os dados constam em um estudo realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) divulgado nesta quinta-feira (5).

Entre os segmentos beneficiados com novas profissões, estão automotivo, alimentos, máquinas e ferramentas, comunicação e construção civil.

Veja quais serão as novas profissões:
Setor automotivo:

Mecânico de veículos híbridos
Mecânico especialista em telemetria
Programador de unidades de controles eletrônicos
Técnico em informática veicular
Setor de alimentos e bebidas:

Técnico em impressão de alimentos
Especialista em aplicações de TIC para rastreabilidade de alimentos
Especialista em aplicações de embalagens para alimentos
Setor de construção civil:

Integrador de sistema de automação predial
Técnico de construção seca
Técnico em automação predial
Gestor de logística de canteiro de obras
Instalador de sistema de automação predial

Setor têxtil e vestuário:
Técnico de projetos de produtos de moda
Engenheiro em fibras têxteis
Designer de tecidos avançados
Setor de tecnologia da informação e comunicação:

Analista de IoT (internet das coisas)
Engenheiro de cibersegurança
Analista de segurança e defesa digital
Especialista em big data
Engenheiro de softwares
Setor de máquinas e ferramentas:

Projetista para tecnologias 3D
Operador de High Speed Machine
Programador de ferramentas
Técnico de manutenção em automação
Setor químico e petroquímico:

Técnico em análises químicas com especialização em análises instrumentais automatizadas
• Técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos
• Técnico especialista em reciclagem de produtos poliméricos
Setor de petróleo e gás:

Especialista em técnicas de perfuração
• Especialistas em sismologias e geofísica de poços
• Especialistas para recuperação avançada de petróleo

Integração física e virtual
A indústria 4.0 - ou quarta revolução industrial - marca a integração do mundo físico e virtual e abrange as áreas da internet das coisas, big data e inteligência artificial.
"Estão sendo criados novos padrões, produtos e formas de como produzir e comercializar. É claro que tudo isso determina mudanças no mercado de trabalho", afirma o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. “Novas tecnologias estão reconfigurando o chão de fábrica.”

Há países mais avançados no desenvolvimento da indústria 4.0. Na dianteira estão Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul e China. "Mas aqui no Brasil a indústria 4.0 está acontecendo de maneira crescente", afirma. 










Infográfico mostra as características da 4ª Revolução Industrial (Foto: Fernanda Garrafiel/G1)

A metodologia utilizada para mapear as novas profissões teve como base a realização de diversos painéis com especialistas, empresários, sindicalistas e integrantes meio acadêmico.

Rafael Oening, de 24 anos, migrou há dois anos para a computação em nuvem. Atualmente, ele trabalha com armazenamento e gerenciamento de informações em um site em que o cliente faz cotação de aluguel de carro. 

"Encontro muitas oportunidades porque a demanda por profissionais com essa característica está crescendo", afirma Rafael. "Foi uma troca que eu fiz e não me arrependo."






































Rafael trabalha com computação em nuvem (Foto: Divulgação) 
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