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segunda-feira, 12 de março de 2018

Para que serve um aquífero - e o que o governo pode fazer com eles?

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Em meio a rumores sobre privatização dessas reservas de água, veja o que elas são e qual sua importância para o ecossistema brasileiro.

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Por BBC
Aquífero Guarani se espalha por oito Estados brasileiros e quatro países da América do Sul. (Foto: Rubens Chiri/ Governo de São Paulo)Aquífero Guarani se espalha por oito Estados brasileiros e quatro países da América do Sul. (Foto: Rubens Chiri/ Governo de São Paulo)

Textos que falam sobre um suposto "discreto encontro entre o presidente Michel Temer e o presidente da Nestlé, Paul Bulcke" que teriam "acelerado as negociações para a concessão a multinacionais para explorar o Aquífero Guarani" voltaram a circular pelas redes sociais em fevereiro deste ano, mas existem, pelo menos, desde 2016.

O Sistema Aquífero Guarani (SAG) é uma das duas maiores reservas subterrâneas de água do Brasil e uma das maiores do mundo, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados de extensão em quatro países: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Dessa área, 840.000 quilômetros quadrados ficam no território nacional.

Segundo especialistas, o reservatório pode ter um volume de até 40 mil quilômetros cúbicos de água entre suas rochas, manancial equivalente a 16 bilhões de piscinas olímpicas ou 100 anos de fluxo cumulativo do rio Paraná.

O maior deles, no entanto, é o Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), com reservas estimadas em 162 mil quilômetros cúbicos. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPA), isso seria o suficiente para abastecer a população atual do mundo, 7 bilhões de pessoas, por 250 anos, considerando um consumo individual médio de 150 litros de água por dia e uma expectativa de vida de 60 anos.

Essas reservas não são, como se poderia imaginar, rios ou lagos subterrâneos. São como espécies de esponjas gigantes, com a água ocupando os interstícios das rochas, como poros, fissuras ou rachaduras.

Em linguagem mais técnica, um aquífero é definido como uma unidade geológica saturada pela água, constituída de rocha ou sedimento, suficientemente permeável para permitir sua extração de forma econômica e por meio de métodos convencionais.
Mas o governo brasileiro poderia, de fato, privatizá-los?

Negativas do governo
Questionada pela BBC Brasil, a Secretaria Especial de Comunicação (Secom), ligada à Secretaria Geral da Presidência da República, afirma que, ao contrário do que dizem os textos nas redes sociais, não houve reunião entre Temer e o executivo belga Paul Bulcke, atual presidente da Nestlé, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, no final do mês de janeiro.
O maior aquífero brasileiro é o Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), com reservas estimadas em 162 mil quilômetros cúbicos. (Foto: BBC) O maior aquífero brasileiro é o Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), com reservas estimadas em 162 mil quilômetros cúbicos. (Foto: BBC)

"Houve um jantar promovido pelo Fórum Econômico Mundial em que os dois estavam presentes", diz a nota.

Ainda de acordo com a Secom, "não há no Governo qualquer discussão em torno desse assunto (a possível privatização do Aquífero Guarani)". A assessoria de imprensa da Casa Civil da Presidência da República reforça a negativa: "Não há nada a respeito disso em análise pela Casa Civil".

De qualquer forma, não seria fácil levar a ideia adiante, segundo pesquisadores. "Não existe qualquer possibilidade de privatização dos mananciais subterrâneos ou dos recursos hídricos brasileiros se for seguida a legislação vigente", diz o professor e pesquisador Rodrigo Lilla Manzione, da Faculdade de Ciências e Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

"Segundo a Constituição Federal e a Lei 9.433/97 (Lei das águas), as águas são de domínio público, o que não permite qualquer direito de propriedade sobre elas."

Além disso, do ponto de vista jurídico, lembra Manzione, as águas subterrâneas estão sob o domínio dos Estados que as abrigam. Ou seja, cada Estado da federação pode ter uma legislação específica para elas e o Governo Federal não pode interferir.

Para mudar essa situação e tornar os aquíferos passíveis de privatização seriam necessárias mudanças na Constituição, por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC). O pesquisador da Unesp acha difícil que isso ocorra. "O sistema brasileiro é avançado e maduro o suficiente de forma a não permitir eventuais retrocessos na gestão dos recursos hídricos", opina.

O geólogo Ricardo Hirata, do Instituto de Geociências e vice-diretor do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas (Cepas), ambos da Universidade de São Paulo (USP), diz que hoje muitas cidades utilizam, há anos, aquíferos como mananciais exclusivos ou como fonte complementar de abastecimento público, e seria difícil reverter isso.

A própria extensão dos aquíferos brasileiros seria outro obstáculo. "Qualquer empresa que o adquirisse teria que ter um sistema de vigilância em todo o território do manancial para garantir que ele não fosse usado por terceiros", explica.

Possibilidade de abastecimento
Segundo o Mapa das Áreas Aflorantes dos Aquíferos e Sistemas Aquíferos do Brasil, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA), existem 182 aquíferos distribuídos pelo território nacional, inclusive no Nordeste, região periodicamente assolada pela seca.
Aquíferos são como esponjas gigantes em que a água ocupa os insterstícios das rochas; em algumas partes, há afloramento. (Foto: Rodrigo Sanches Rodrigues)Aquíferos são como esponjas gigantes em que a água ocupa os insterstícios das rochas; em algumas partes, há afloramento. (Foto: Rodrigo Sanches Rodrigues)

O Aquífero Guarani, o mais conhecido no Brasil, se estende por oito estados brasileiros (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além de Paraguai (58.500 km²), Uruguai (58.500 km²) e Argentina (255.000 km²). Sua espessura média é de 250 metros, podendo variar de 50 a 600 metros, e ele tem profundidade que chega a ser superior a 1 mil metros em alguns trechos.

Isso o torna um reservatório com potencial para abastecer grandes cidades por vários anos. Parte desse manancial já vem sendo usado. Um estudo da Organização dos Estados Americanos (OEA), sob supervisão do Banco Mundial e com verbas do Fundo de Meio Ambiente das Nações Unidas (GEF), durante o período de 2003 a 2009 mapeou, de forma regional, a extração e os usos das águas subterrâneas do SAG.

De acordo com o levantamento, cerca de 1,04 km3 de água é extraído por ano, sendo 94% no Brasil, dos quais 50% no Estado de São Paulo, seguidos pelo Rio Grande do Sul (14%), Paraná (14%), Mato Grosso do Sul (12%). Do restante, 3% são usados pelo Uruguai, 2% pelo Paraguai e 1% pela Argentina.

"Algo como 80% do total extraído é utilizado para o abastecimento público, 15% para indústria e 5% para turismo (estâncias hidrotermais)", diz Ricardo Hirata. "Mas tem se intensificado também o uso da água na agricultura, para irrigação, e em empreendimentos agroindustriais nos últimos anos."

Riscos da exploração
Nem toda água do SAG pode ser utilizada, e são necessários cuidados para que ela não seja poluída ou esgotada. Segundo Manzione, a extração e uso de seu manancial dependem de estudos caso a caso. "Esse aquífero possuí características distintas, dependendo das configurações geológicas locais e regionais, variando de Estado para Estado, de país para país."

De acordo com ele, existem porções aflorantes do SAG e outras confinadas, com comportamentos completamente distintos do ponto de vista hidrogeológico.

"Áreas de afloramento (exposição da rocha na superfície da terra) são mais vulneráveis à poluição e demandam um monitoramento contínuo da qualidade e quantidade de suas águas", diz. "Por isso, ao se adotar essa água como fonte de abastecimento é necessário um estudo prévio da qualidade dela, pois existem locais com possibilidade de contaminação natural, em virtude do material rochoso com o qual ela está em contato."

Hirata também diz que é importante distinguir zonas com diferentes características para a extração e uso do líquido. "O SAG tem 10% de sua área em condição não confinada, onde as águas são jovens e há recarga direta pela chuva", explica.

"Nesses locais a exploração sustentável depende da recarga. Estima-se que seja possível retirar algo como 20 a 30 km3 por ano em toda a sua extensão aflorante ou próxima ao afloramento."
Sistema Aquífero Grande Amazônia é extensão do aquífero Alter do Chão. (Foto: Cristino Martins/Agência Pará)Sistema Aquífero Grande Amazônia é extensão do aquífero Alter do Chão. (Foto: Cristino Martins/Agência Pará)

Em sua porção confinada sob as rochas de basalto, no entanto, as águas são muito antigas, com mais de 10 mil anos. Nesse caso, diz-se que esse aquífero tem águas fósseis e a exploração é do tipo mineração. Ou seja, se retira um volume que não é renovado.

"Essa retirada é de apenas 2.130 km3 para todo o aquífero confinado. Em resumo, o SAG tem um imenso potencial ainda pouco explorado, mas que, devido às características de confinamento, requer cuidado, pois é um recurso limitado e sujeito a superexploração, sobretudo em áreas onde há grande densidade de poços."

Sem a recarga pela chuva ou com a retirada excessiva de água, o manancial pode se esgotar. Manzione dá um exemplo concreto. "Em Ribeirão Preto, o crescimento da cidade foi maior do que a capacidade das águas subterrâneas se renovarem, levando a rebaixamentos sistemáticos nos últimos 40 anos, mesmo estando em uma área onde existe recarga", conta.

"São necessárias ações de gestão por parte dos órgãos responsáveis para procurar equalizar a situação, pois o município não dispõe de recursos hídricos superficiais suficientes para auxiliar no abastecimento."

Descoberta em outros países
O Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), por sua vez, é uma extensão de um aquífero já conhecido, chamado Alter do Chão, que tinha um volume estimado de 86 mil quilômetros cúbicos. Há pouco mais de 10 anos, pesquisadores da UFPA e da Universidade Federal Ceará (UFC) começaram a estudá-lo mais detalhadamente e, para sua surpresa, descobriram que ele tem quase o dobro desse volume.

As pesquisas revelaram ainda que o sistema se estende por mais de 1.800 km desde o Peru e a Colômbia, entrando pelo Acre, no Brasil, e indo até a ilha de Marajó, com uma largura que varia de 250 a 500 km e uma espessura que vai de 1.200 a 7.000 metros.

Na verdade, o Saga integra um sistema hidrogeológico que abrange as bacias sedimentares do Acre, Solimões, Amazonas e Marajó, com uma superfície total de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Mas esse aquífero é ainda menos explorado que o Guarani. 
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domingo, 11 de março de 2018

Por que ícone do ambientalismo se diz otimista quanto ao futuro do planeta

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'As pessoas mais inteligentes que já viveram não tinham como saber o que crianças de dez anos de idade podem saber hoje', diz Sylvia Earle, conhecida por seus esforços de proteção dos oceanos.

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BBC
Por BBC
Postado em 11 de março de 2018 às 21h00m


Sylvia Earle, em visita ao Brasil. (Foto: Agência Brasil) 

Desde que começou a mergulhar e se tornou um ícone do movimento ambientalista global, a oceanógrafa americana Sylvia Earle viu mais da metade dos corais desaparecerem, a população de grandes peixes marinhos se reduzir a 10% do número original e ricos ecossistemas serem contaminados por plástico e petróleo.

Mesmo assim, a americana de 82 anos - célebre por sua atuação em prol dos oceanos - diz à BBC Brasil que não perde o sono com o futuro projetado pelas mudanças climáticas e pela acelerada extinção de espécies.

"Acho que as crianças estão determinadas a não deixar isso acontecer. Elas estão fazendo a cabeça de seus pais, professores, das pessoas responsáveis por tomar as decisões", afirma.

Em entrevista à BBC Brasil após se reunir com o presidente Michel Temer na última segunda-feira, em Brasília, Earle diz que nunca a humanidade teve tanto conhecimento sobre o funcionamento do planeta e a necessidade de preservá-lo.

"As pessoas mais inteligentes que já viveram não tinham como saber o que crianças de dez anos de idade podem saber hoje. E isso é motivo para esperança."

Avó de quatro crianças, Earle viu o mundo se transformar desde que começou a militar pela preservação dos mares - trajetória recentemente retratada no documentário Mission Blue, da Netflix.

Na década de 1940, nadou nas águas limpas da Flórida antes que petrolíferas perfurassem o solo do Golfo do México em busca de riquezas submarinas. "Eu vi o número de poços de petróleo passar de zero a dezenas de milhares, e eu vi cada consequência desse avanço no corpo d'água", ela diz.

Antes rico em biodiversidade, o Golfo do México hoje abriga uma das maiores "zonas mortas" do mundo, como são chamadas as áreas onde a poluição e falta de oxigênio tornam a vida marinha quase impossível.

Após se reunir com Temer, ela elogiou o fato de o Brasil ter criado, em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), por isso ter evitado a exploração de uma uma área cobiçada por seus depósitos submarinos.

Exploração de petróleo
Questionada pela BBC Brasil sobre o avanço da exploração petrolífera no litoral brasileiro, especialmente na região do pré-sal, disse que a atividade não compensa os riscos.


Earle afirma que a extração não só ameaça a vida marinha em caso de acidentes - como o que matou 11 pessoas e despejou 4,9 milhões de barris de petróleo no Golfo do México, em 2010 -, mas também contribui para as mudanças climáticas por meio da queima do petróleo.
Além disso, afirma que alternativas à queima de combustíveis fósseis, como a energia solar, tornam-se cada vez mais baratas.


"A extração de petróleo e gás nos mares e a do carvão na terra continuarão por algum tempo, mas estão em declínio irreversível."

Um dos principais objetivos da visita de Earle ao Brasil era convencer Temer a livrar outras duas áreas do litoral brasileiro da exploração de recursos subterrâneos e marinhos.

Nas próximas semanas, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) entregará ao presidente a proposta de criar duas Unidades de Conservação que poderão se tornar as maiores reservas marinhas do país - uma em torno do arquipélago de São Pedro e São Paulo, em Pernambuco, e outra na cordilheira submarina Vitória-Trindade, no Espírito Santo.

Segundo o MMA, cada unidade terá cerca de 400 mil quilômetros quadrados, o equivalente a dois Estados do Paraná. Somadas, fariam com que 25% das águas marinhas e costeiras brasileiras fiquem protegidas, permitindo que o país cumpra com folga um acordo internacional que obriga cada nação a proteger 10% dessas áreas até 2020.

Hoje, o índice de proteção das águas costeiras no Brasil é de 1,5% e, no mundo, de 2%. Em comparação, 12% das áreas terrestres do globo têm algum tipo de proteção; no Brasil, são 20%.

Earle diz que Temer se comprometeu a criar as reservas. "Felizmente ele tem filhos e parece ter nos ouvido."

No encontro, ela sugeriu que o brasileiro tinha diante de si a mesma oportunidade que apresentou em 2006 ao então presidente dos EUA, George W. Bush. Impopular entre os ambientalistas, o americano agradou o grupo ao criar no Havaí a maior reserva marinha do mundo até então.

Dez anos depois, a área foi quadruplicada pelo sucessor de Bush, Barack Obama.

Impasse
Pessoas que acompanham as tratativas disseram à BBC Brasil que o principal impasse em relação às duas reservas é o tamanho de suas áreas que terão proteção integral. 


Ambientalistas tentam convencer o governo a ampliar as áreas com categoria de Monumento Natural, onde não são permitidas atividades econômicas. 

Pela proposta atual, a maior parte das unidades terá a categoria de Área de Proteção Ambiental (APA), onde são permitidas atividades que não causem grandes impactos. 

Earle foi uma das primeiras ambientalistas a advogar a delimitação de áreas marinhas protegidas, inspirada nos efeitos da proteção de florestas e ambientes terrestres. Em 2009, defendeu a iniciativa numa conferência TED (a fala foi premiada como a melhor do ano e contabiliza quase 2 milhões de visualizações). 

"Temos provas de que, quando protegemos uma floresta integralmente, as espécies retornam caso não tenham sido extintas. No oceano é a mesma coisa", ela afirma. 

A oceanógrafa costuma dizer que a saúde dos oceanos é vital tanto para as espécies marinhas quanto para as terrestres - inclusive a humana. 

Estima-se que 50% do oxigênio na atmosfera venha da fotossíntese produzida na superfície do oceano. Essa operação, diz ela, é posta em xeque quando esses ambientes são perturbados pela poluição ou por atividades humanas predatórias, como a pesca industrial e a mineração. 

Earle diz que nos últimos 50 anos a população de grandes peixes marinhos - entre os quais o bacalhau, o peixe-espada e a lubina chilena - foi reduzida em 90%. 

Algumas espécies, caso do atum-rabilho do Pacífico, têm hoje menos de 5% da população original. 

Earle não come peixes nem qualquer tipo de animal selvagem. Aos que não abrem mão de animais aquáticos na dieta, sugere sua substituição por peixes criados em cativeiro e não carnívoros, caso de carpas e tilápias. 

A recomendação não se aplica ao salmão, espécie carnívora criada em fazendas aquáticas. "São necessários milhares de peixes selvagens para alimentar um pequeno número de salmões em fazendas - esse não é um bom modelo." 

Formada em biologia, Earle foi a primeira mulher a chefiar a agência do governo dos EUA para os oceanos e a atmosfera (NOAA) e projetou vários submarinos para mergulhos profundos. 

Ela disse à reportagem que pretende voltar ao Brasil até o fim do ano para mergulhar pela primeira vez em águas brasileiras - de preferência nas áreas cotadas para virar reservas. 

Para a americana, ainda há muito a descobrir sobre as florestas e os mares brasileiros, que ela considera "bibliotecas de conhecimento". 
"Se destruirmos as florestas e os corais remanescentes, seria como queimar essas bibliotecas", afirma. 


"Temos que guardar essas áreas como presentes para o futuro, como se estivéssemos colocando-as no banco, cuidando da segurança de todo o planeta, construindo essa rede de esperança para a nossa existência." 
     Post.N.\8.194 
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