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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Impactos fazem mudança completa na superfície da Lua a cada 81 mil anos

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Impactos de rochas ocorrem com frequência maior que a esperada.
Todo ano, asteroides e cometas geram, em média 180 novas crateras.

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Da France Presse
13/10/2016 10h21 - Atualizado em 13/10/2016 10h21
Postado às 15h15m

Imagem mostra nova cratera de 12 metros na Lua  (Foto: NASA/GSFC/Arizona State University)Imagem mostra nova cratera de 12 metros na Lua (Foto: NASA/GSFC/Arizona State University)

A Lua é tão bombardeada por rochas espaciais que sua superfície sofre uma alteração completa a cada 81 mil anos, revela um estudo divulgado nesta quarta-feira (12), com base em dados da Nasa.
Estas sacudidas - que afetam os dois centímetros mais superficiais da poeira lunar, quase totalmente desprendida - ocorre com uma frequência quase cem vezes maior do que se pensava anteriormente, afirmaram cientistas.

O estudo também estima que asteroides e cometas que colidem com o satélite natural da Terra geram, em média, 180 novas crateras de pelo menos 10 metros de diâmetro todos os anos.

As descobertas, publicadas na revista científica britânica "Nature", são de fotos do "antes e depois" tiradas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, que mapeia a Lua desde 2009.

Ao comparar imagens da mesma área a intervalos regulares, uma equipe de cientistas liderada por Emerson Speyerer, da Universidade do Estado do Arizona, em Tempe, conseguiram registrar o número de novas crateras e extrapolar esta cifra para a toda a superfície lunar.
Frequência de impactos na lua era maior do que o esperado (Foto: Juan MABROMATA / AFP)Frequência de impactos na lua era maior do que o esperado (Foto: Juan MABROMATA / AFP)

"Nós detectamos 222 novas crateras produzidas por impactos e descobrirmos 33% mais crateras com um diâmetro de pelo menos 10 metros" do que o previsto em modelos anteriores, concluíram os cientistas.

Os pesquisadores também descobriram milhares de distúrbios sutis na superfície, os quais descreveram como "cicatrizes" de impactos menores e secundários que, após milhares de anos, sacudiram a camada superficial da Lua sem produzir crateras.

A Terra também é constantemente bombardeada por asteroides e meteoros, mas é protegida por sua espessa atmosfera.
Mais de cem toneladas de poeira e partículas do tamanho de grãos de areia caem no nosso planeta todos os dias.

Rochas espaciais com até 80 metros de diâmetro provavelmente explodiriam ou se desintegrariam nas camadas mais externas da nossa atmosfera, causando danos menores ou nenhum mal, segundo a Nasa.

A atmosfera ultrafina da Lua contém apenas cem moléculas de gases e elementos por centímetro cúbico.

Ao contrário, no nível do mar, a atmosfera terrestre é composta por cerca de cem bilhões de moléculas por centímetro cúbico.



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Mercado eleva previsão de 'rombo' nas contas públicas em 2017

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De acordo com previsão, déficit seguirá acima da meta oficial.
Governo estipulou R$ 139 bilhões; mercado prevê R$ 145,3 bilhões.

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Alexandro Martello-Do G1, em Brasília
13/10/2016 10h04 - Atualizado em 13/10/2016 11h25
Postado às 13h30m
Os economistas do mercado financeiro não só continuam acreditando que a meta de déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) do ano que vem não será atingida, como também aumentaram sua estimativa para o rombo das contas públicas em 2017.

Segundo pesquisa conduzida pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda com bancos em setembro deste ano, e divulgada nesta quinta-feira (13), o governo central - composto pela União, Previdência e Banco Central -, deverá registrar um déficit primário (sem contar os juros da dívida) de R$ 159,88 bilhões neste ano e de R$ 145,38 bilhões em 2017.

Essa pesquisa dá origem ao "Prisma Fiscal", boletim que condensa as estimativas dos analistas para as contas públicas.
A estimativa do mercado colhidas no mês de setembro para o ano de 2016 representa uma pequena queda em relação ao boletim divulgado pelo Ministério da Fazenda no mês passado, relativo ao levantamento realizado em agosto com o mercado financeiro. Naquele momento, a previsão das instituições financeiras era de um rombo fiscal de R$ 160,37 bilhões neste ano.

Para 2017, porém, a previsão - que já estava acima da meta - registrou aumento. Em agosto, as instituições financeiras que participaram da pesquisa estimaram um rombo de R$ 140,15 bilhões para o ano que vem. No mês passado, a estimativa, divulgada hoje, já era de um rombo R$ 5,23 bilhões maior - de R$ 145,38 bilhões.

Metas fiscais
Para 2016, o governo já enviou e conseguiu aprovar no Congresso uma meta de déficit fiscal de até R$ 170,5 bilhões que, se confirmado, será o pior resultado da série histórica, que tem início em 1997.


Para 2017, o governo propôs que as despesas superem as receitas com impostos em até R$ 139 bilhões. Neste caso, o valor ainda não foi aprovado pelo Legislativo.

Recentemente, a agência internacional de risco Moody’s divulgou nota apontando que a meta fiscal para 2017 apresentada pelo governo “reforça a visão de que o ajuste fiscal no Brasil vai avançar a um ritmo muito lento durante esta administração”.

Ajuste fiscal
A estimativa para o rombo fiscal para 2017 dos analistas dos bancos tem crescido diante da ausência de medidas de curto prazo para tentar reequilibrar as contas públicas e da autorização do governo para novas despesas como reajustes para servidores públicos, para o Bolsa Família e para a tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas em 2017.


Para a retomada da confiança na economia brasileira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que é importante reequilibrar as contas públicas - que passam atualmente por forte deterioração.

Foi enviada recentemente ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos por um período de 20 anos, podendo ser alterado o formado de correção a partir do décimo ano.
A proposta é que a despesa de um ano não possa crescer acima da inflação em 12 meses até junho do ano anterior, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a partir de 2017 – envolvendo a União, o Legislativo, o Tribunal de Contas da União, o Judiciário, o Ministério Público, e a Defensoria Pública da União. Para Saúde e Educação, a correção pela inflação começará de 2018 em diante.

Para ter validade, porém, a proposta ainda tem de passar pelo crivo do Legislativo. Ela já passou pela aprovação da comissão especial sobre o tema e pelo primeiro turno na Câmara dos Deputados, restando ainda o segundo turno na Câmara e dois turnos no Senado.

Para tentar melhorar as contas no médio prazo, e o humor dos investidores, o governo também defende uma reforma na Previdência Social. O governo já informou que é importante que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pela INSS de 65 anos para homens e mulheres.

Cinco anos de contas no vermelho
Se o cenário para as contas públicas previsto pelo governo e pelo mercado se concretizar, serão pelo menos cinco anos consecutivos com as contas públicas no vermelho.


O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo, de R$ 114,9 bilhões, foi recorde e gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

Para 2016 e 2017, a meta é de rombos bilionários nas contas públicas e, recentemente, o ministro Meirelles declarou que espera que o país volte a registrar superávit primário (receitas com impostos superiores às despesas, com sobra de recursos) somente em 2019.

“Estamos trabalhando para que possamos gerar um pequeno superávit em 2019 (...) Acredito que é provável que já possamos mostrar o país com um superávit no ano de 2019”, declarou ele há dois meses.
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População que não trabalha nem procura emprego chega a 10,7%

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Percentual é referente aos 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar.
Dados integram novo conjunto de indicadores da Pnad, do IBGE.

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Do G1, em São Paulo e no Rio
13/10/2016 09h01 - Atualizado em 13/10/2016 09h37
Postado às 09h45m
No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho existente no país, formada por ocupados e desocupados, somava 102,4 milhões de pessoas. Desse total, 90,8 milhões estavam empregadas e 11,6 milhões, desempregadas.

Já a população fora da força de trabalho, ou seja, que não estava trabalhando nem procurando emprego, chegava a 63,9 milhões de pessoas no segundo trimestre: sendo 57,7 milhões fora da força de trabalho potencial, mais 6,2 milhões que integravam a força de trabalho potencial (pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar).

O IBGE explica que, ao somar os 11,6 milhões de desocupados mais os 6,2 milhões da força de trabalho potencial, o total chega a 17,8 milhões, o que representava 10,7% do contingente total de 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Esse é o maior percentual da série, que teve início em 2012.

Os dados fazem parte de um novo conjunto de indicadores sobre estatísticas de trabalho resultantes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). 

A  mudança tem como objetivo seguir recomendações internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No segundo trimestre, a taxa da força de trabalho potencial atingiu 16,4%.
Mulheres sem emprego observam quadro com vagas de trabalho em Itaboraí (RJ). (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)Mulheres sem emprego observam quadro com vagas de trabalho em Itaboraí (RJ) (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

"A nova pesquisa capta informações sobre a inadequação entre a oferta e a demanda de trabalho. As taxas de subutilização de mão de obra, além de outros indicadores como horas trabalhadas, conta própria e empregadores com CNPJ, número de trabalhos, entre outros, serão divulgados trimestralmente", afirma o IBGE, em nota.

A cada trimestre, são pesquisados 211.344 domicílios, em cerca de 16.000 setores censitários, distribuídos em aproximadamente 3.500 municípios.

Desemprego no 2º trimestre
De acordo com a pesquisa do IBGE referente ao segundo trimestre deste ano, o desemprego subiu para 11,3%. A taxa foi a maior já registrada pela série histórica da Pnad Contínua, que teve início em janeiro de 2012.

No trimestre encerrado em março, o índice de desemprego foi de 10,9% e no período de abril a junho de 2015, de 8,3%. No trimestre de março a maio, a taxa bateu 11,2%.

A população desocupada cresceu 4,5% em relação ao primeiro trimestre e chegou a 11,6 milhões de pessoas. Já na comparação com o 2º trimestre de 2015, o aumento foi de 38,7%.
Por outro lado, a população ocupada somou 90,8 milhões de pessoas e mostrou estabilidade em relação ao 1º trimestre e queda de 1,5% sobre o período de abrio a junho de 2015.
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