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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PIB da zona do euro no 4º tri cresce em linha com expectativas

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A expansão do PIB da Zona do Euro foi de 1,5% em 2015.
Produção industrial cai e marca desaceleração ante 1º semestre de 2015.

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Da Reuters
12/02/2016 08h50 - Atualizado em 12/02/2016 09h58
Postado às 15h20m
A economia da Zona do Euro cresceu no quarto trimestre no mesmo ritmo do terceiro trimestre porque a produção industrial caiu em dezembro, marcando uma desaceleração em relação ao primeiro semestre do ano e ampliando os argumentos por mais afrouxamento monetário. Na comparação anual, o PIB da zona do euro cresceu 1,5%, como previsto por economistas.
A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos 19 países da zona do euro cresceu 0,3% no quarto trimestre em relação ao anterior, a mesma taxa do período de julho a setembro, como esperado por economistas consultados pela Reuters.

Não foram disponibilizados dados detalhados na primeira estimativa da Eurostat, mas informações separadas mostraram que a produção industrial da zona do euro recuou 1% em dezembro em relação ao mês anterior, para uma queda de 1,3% na base anual.

Economistas esperavam que houvesse um aumento mensal de 0,3% da produção industrial, e crescimento de 0,8% na comparação anual.

Economistas disseram que tais taxas de crescimento do PIB não serão suficientes para gerar pressão inflacionária suficiente para levar a alta dos preços à meta do Banco Central Europeu (BCE), de abaixo mas perto de 2% ao ano, ante avanço de 0,4% em janeiro.

"Continuamos a acreditar que mais afrouxamento monetário é necessário, com mais cortes de juros na mesa de março em diante", disse o economista do ABN Amro Nick Kounis em nota publicada antes da divulgação dos dados.

Alemanha
A Alemanha registrou crescimento econômico moderado no último trimestre de 2015, informou nesta sexta-feira (12) a Agência Federal de Estatísticas, uma vez que gastos mais altos do Estado compensaram o desempenho do comércio exterior.


O Produto Interno Bruto (PIB) trimestral cresceu 0,3% nos últimos três meses de 2015, em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters e à mesma taxa do trimestre anterior.

O crescimento total em 2015 foi de 1,7%. Os dados não ajustados mostraram que a economia expandiu 2,1% no quarto trimestre na comparação anual, ficando pouco abaixo da expectativa de crescimento de 2,3%.

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Ações na Ásia recuam com temores sobre bancos e pessimismo global


Índice MSCI de ações regionais sem Japão recua 0,63%.
Nikkei do Japão cai 4,8% e toca mínima de 15 meses.

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Da Reuters
12/02/2016 07h57 - Atualizado em 12/02/2016 08h42
Postado às 15h20m

As ações asiáticas caíram pela sexta sessão seguida nesta sexta-feira (12) com preocupações sobre a saúde dos bancos europeus ameaçando a economia global, já sob pressão dos preços do petróleo e da desaceleração da China e outros mercados emergentes.
Às 7:43 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,63%.

O índice Nikkei do Japão recuou 4,8% e tocou uma mínima de 15 meses, fechando a semana com perdas de cerca de 11%, com a maioria dos investidores sendo pegos de surpresa nesta semana pela forte apreciação do iene.

As ações financeiras lideraram as perdas na Austrália e Hong Kong, apesar dos declínios ainda serem modestos comparadas a seus pares na Europa e nos Estados Unidos.

"Fomos atingidos por uma sequência de notícias ruins desde que o ano começou, e creio que os mercados vão continuar incertos no curto prazo até que as ações bancárias globais se estabilizem", disse o gestor de portfólio do East Capital Asia Francois Perrin.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 4,84%, a 14.952 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,22%, a 18.319 pontos. Em Xangai, o índice SSEC não abriu para negócios. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, permaneceu fechado. 

Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,41%, a 1.835 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex não teve operações. Em Cingapura, o índice Straits Times valorizou-se 0,07%, a 2.539 pontos. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 1,16%, a 4.765 pontos.

Europa
Já as ações europeias se recuperavam com força nesta sexta das fortes perdas da sessão anterior, com os resultados positivos do banco alemão Commerzbank e a alta dos preços do petróleo ajudando as ações relacionadas a commodities e bancos a retomarem terreno.


Às 8h03 (horário de Brasília), o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 tinha alta de 1,91%, a 1.218 pontos, após fechar em queda de 3,7% na quinta-feira (11), quando um tombo dos bancos e das ações relacionadas a matérias-primeiras empurraram o índice para a mínima de dois anos e meio.

Ações de grandes bancos europeus, afetadas por uma lista sem fim de preocupações de investidores, estão passando por uma onda de vendas mais brutal que a registrada durante a crise internacional de 2008.

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Magnata adquire fazenda histórica nos EUA avaliada em US$ 725 milhões

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Propriedade ocupa 2.070 km² e se estende por seis condados do Texas.
Fazenda é maior que as cidades de Nova York e Los Angeles juntas.

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Da EFE
12/02/2016 04h46 - Atualizado em 12/02/2016 04h46
Postado às 09h30m

Rancho Waggoner, em imagem feita em 1989 (Foto: Torin Halsey / Times Record News / via AP Photo)Rancho Waggoner, em imagem feita em 1989 (Foto: Torin Halsey / Times Record News / via AP Photo)

O magnata dos setores esportivo e imobiliário Stan Kroenke adquiriu o histórico rancho Waggoner, no Texas, nos Estados Unidos, informaram nesta quinta-feira (11) representantes da propriedade, uma das maiores do país e com extensão superior a de alguns dos menores países do mundo.

Os detalhes da transação não foram divulgados, mas a propriedade era avaliada em US$ 725 milhões desde que a família Waggoner a colocou à venda em 2014, após duas décadas de disputas e ações nos tribunais.

Trata-se da segunda maior fazenda do país, atrás apenas da King Ranch, que também fica no Texas. A propriedade ocupa cerca de 2.070 km² e se estende por seis condados do norte de estado.

Sua superfície é quatro vezes maior que Andorra e tem o dobro do tamanho de Hong Kong. Além disso, a fazenda é maior que as cidades de Nova York e Los Angeles juntas.
O magnata Stan Kroenke, em 15 de janeiro de 2016 (Foto: Nick Ut / Arquivo / AP Photo)
O magnata Stan Kroenke, em 15 de janeiro de 2016 (Foto: Nick Ut / Arquivo / AP Photo)

"É uma oportunidade incrível e uma responsabilidade ainda maior. É uma honra assumir a propriedade Waggoner, um verdadeiro símbolo do Texas e dos EUA", afirmou em comunicado Kroenke, que é proprietário de diversas franquias esportivas.

O magnata é dono do Los Angeles Rams, da liga de futebol americano dos EUA (NFL); do Denver Nuggets, da liga de basquete (NBA); do Colorado Avalanche, da liga de hóquei no gelo (NHL); do Colorado Rapids, da principal liga de futebol do país, a Major League Soccer (MLS); e também do Arsenal, equipe da primeira divisão da Inglaterra.

Segundo a emissora "Bloomberg", Kroenke também possui outras 11 propriedades em Montana, Wyoming, Arizona e Canadá e é casado com uma herdeira do grupo multinacional Wal-Mart.
"Kroenke considera o Waggoner a joia da coroa de todos os ranchos e tem a intenção de seguir com o negócio. Não se trata de um divertimento para ele", disse Bernard Uechtritz, o agente imobiliário que vendeu a propriedade.

A compra do rancho Waggoner inclui tudo o que está dentro da propriedade: milhares de cabeças de gado, cerca de 500 cavalos, mil poços de petróleo e mais de 12 mil hectares de plantações. Também há cervos, javalis, codornas, aves aquáticas e fauna selvagem, assim como lagos e riachos.

A família Waggoner se estabeleceu nesse terreno em 1849 e, até agora, a fazenda sempre esteve em suas mãos.

"Foi um processo emotivo no qual buscamos um novo proprietário que tivesse um profundo sentido da tradição, amor pela terra e lealdade aos trabalhadores. Temos certeza que Stan será um grande administrador da herança Waggoner", disse Bradley Wharton, representante da família.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

'Terremoto bancário' e petróleo derrubam bolsas no mundo todo

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Índices da Ásia, Europa, EUA e Brasil sofreram com temores globais.
Ações da bancos perderam quase 30% no ano e preocupam investidores.

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Do G1, em São Paulo, com agências
11/02/2016 20h39 - Atualizado em 11/02/2016 21h05
Postado às 23h50m


Operadores trabalham na bolsa de Frankfurt, na Alemanha, nesta quinta-feira (11) (Foto:  REUTERS/Staff/Remote)Operadores trabalham na bolsa de Frankfurt, na Alemanha, nesta quinta-feira (11) (Foto: REUTERS/Staff/Remote)

As Bolsas mundiais voltaram a desabar nesta quinta-feira (11), com quedas acentuadas no setor bancário, em meio às preocupações com o valor do petróleo e com a situação da economia mundial. A imprensa alemã apelidou o momento de "terremoto bancário".

Ações de grandes bancos europeus, afetadas por uma lista sem fim de preocupações de investidores, estão passando por uma onda de vendas mais brutal que a registrada durante a crise internacional de 2008, segundo a agência Reuters.
A queda parece incontrolável no setor financeiro, que já vem lastreando os índices há várias semanas. A recuperação da véspera foi de curta duração e, hoje, os mercados não resistiram. Esse movimento de retração de desde o início do ano parece não ter fim.

Veja o comportamento dos mercados nesta quinta-feira:

Europa
O índice FTSE-100 de Londres caiu 2,39%; o Dax-30 de Frankfurt, 2,93%; e o CAC-40 de Paris, 4,05%. As quedas foram ainda mais pronunciadas nas praças de Madri, onde o Ibex-35 recuou 4,88%, e de Milão, onde o FSTE-Mib afundou 5,63%.

O setor bancário caiu 6,26% e liderou as baixas. Na semana até o momento, o setor acumula queda de quase 11%, com as preocupações sobre a lucratividade em um ambiente de baixo crescimento e baixas taxas de juros prejudicando a confiança no setor. O setor já perdeu 28,6% no ano.

Sede do Deutsche Bank na Alemanha (Foto: Ralph Orlowski/Reuters)
Sede do Deutsche Bank na Alemanha: fortes perdas em 2016 (Foto: Ralph Orlowski/Reuters)

EUA
Os principais índices acionários dos Estados Unidos caíam nesta quinta-feira uma vez que os investidores, assustados com a saúde da economia global, abandonaram as ações e buscaram ativos seguros.


As ações do setor bancário pressionaram Wall Street em meio a preocupações de que a desaceleração da economia global vai continuar pressionando as taxas de juros. O setor de energia ajudou o mercado a diminuir as perdas no fim da sessão. O índice Dow Jones caiu 1,6%, a 15.660 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 1,23%, a 1.829 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,39%, a 4.266 pontos.

O volume de negócios foi elevado e o S&P atingiu a mínima em dois anos em seu pior momento na sessão, mas devolveu parte das perdas perto do fechamento após o Wall Street Journal informar que a Opep estava pronta para cooperar com os cortes de produção.

A chair do Federal Reserve, Janet Yellen, reconheceu naquarta-feira o aperto das condições financeiras e a incerteza sobre a China e os riscos que isso representa para a economianorte-americana, mas ainda assim manteve aberta a possibilidade de mais aumento dos juros.

Ásia
A onda expansiva começou na Ásia, com uma queda de quase 4% do índice Hang Seng de Hong Kong, em sua primeira sessão depois de três dias de feriado pelo Ano Novo lunar. A aversão ao risco pesou sobre a maioria das ações asiáticas, com Hong Kong – um dos principais canais para os investidores globais atuarem na China-- caindo 3,85%, com os investidores de lá voltando do feriado prolongando do Ano Novo Lunar. Os mercados no restante da China continuaram fechados.


Brasil
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com fortes perdas nesta quinta-feira, pressionada pelo quadro externo desfavorável, com queda nas principais bolsas globais e commodities, diante de permanentes preocupações com a fragilidade da economia mundial.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 2,62%, a 39.318 pontos. Foi o terceiro dia de queda. No mês de fevereiro, a bolsa acumula queda de 2,61%. Em 2016, o índice desvaloriza 9,29%.


'Terremoto bancário'
Segundo dados da AFP, na França, o Société Générale retrocedeu 12,57%, e o BNP Paribas, 6,02%. Na Itália, Ubi Banka caiu 12,11%, e o BMPS, 9,88%. Na Espanha, o España Bankia perdia 7,64%, e o BBVA, 7,14%.


O primeiro banco alemão, o Deutsche Bank, também despencou, perdendo 6,14%. Na quarta-feira, a instituição subiu quase 16% por rumores sobre uma operação de recompra da dívida destinada a acalmar os temores sobre sua solvência.

A situação não foi melhor na "City" de Londres, onde a Barclays perdeu 7,01%, e a Standard Chatered, 5,09%.

'Bancos têm situação melhor', diz Eurogrupo
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, considerou, porém, que os bancos da zona euro, duramente afetados pela crise econômica e financeira global de 2007 e 2008, estão hoje "em melhor situação do que há alguns anos".


"Há cada vez mais riscos (...) e certa volatilidade nos mercados, mas podemos dizer que, estruturalmente, a zona euro está mais bem posicionada do que estava há alguns anos. Isso também vale para nossos bancos", declarou Dijsselbloem, ao final da reunião de ministro do Eurogrupo em Bruxelas.

Dijsselbloem ressaltou o papel da União Bancária criada na zona euro "para criar uma estabilidade no setor financeiro e romper o vínculo entre bancos e [dívida] soberana".

Antes disso, em Bruxelas, o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, também destacou que a economia do continente é "sólida", tanto no que diz respeito "à economia real quanto à situação dos bancos".
"No conjunto, vemos que o sistema bancário europeu é muito mais sólido do que no passado. Está protegido pela União Bancária. Devemos confiar no mecanismo", defendeu.

"A Europa continua sua reativação econômica. Ainda é muito modesta. (...) Fatores favoráveis continuam estimulando as exportações e o consumo. Mas também há riscos, sobretudo, exteriores, que aumentaram nos últimos meses", completou Moscovici.

Espectro de outra crise
O rebote de quarta-feira já havia perdido vigor ontem, depois que Janet Yellen manifestou sua preocupação com o impacto das turbulências mundiais na economia americano. Em audiência no Senado, nesta quinta, Yellen disse considerar que ainda é prematuro avaliar o impacto da volatilidade dos mercados na economia dos EUA.


Os mercados monitoram cada palavra dela para tentar se proteger diante de um novo aumento das taxas nos Estados Unidos, depois do realizado em dezembro passado. Suas declarações de hoje aceleraram as quedas de Wall Street.

Petróleo em queda
O petróleo manteve sua tendência de queda em Nova York e fechou hoje em seu valor mais baixo desde maio de 2003. Depois de perder US$ 3,5 nas três sessões anteriores, o barril de "light sweet crude" (WTI) para março cedeu US$ 1,24 e fechou a US$ 26,21.

No mercado de Londres, o barril de Brent para entrega em abril caiu US$ 0,78, a US$ 30,06. "Enfrentamos uma tendência negativa geral da economia mundial", comentou à AFP Carl Larry, da firma Frost & Sullivan.

"A recuperação é esperada em todo o mundo, e isso pressiona o petróleo", acrescentou. "Enquanto a economia estiver enfraquecida, e a demanda for baixa, o mercado petroleiro continuará em níveis baixos", insistiu.

Os abalos dos mercados desde o início do ano despertaram temores de uma nova crise, como a deflagrada pela quebra do banco Lehman Brothers, em 2008, na avaliação de Sylvain Loganadin, analista da corretora britânica FXMC, para a AFP.

"Se isso não for uma crise, trata-se, de qualquer maneira, de movimentos extremamente violentos", alertou à agência René Defossez, da Natixis.

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