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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Caderneta de poupança tem saída recorde de recursos em janeiro

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No mês passado, R$ 12 bilhões saíram da modalidade de investimentos.
Economia em crise e baixa rentabilidade estimulam retirada de recursos.

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Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
04/02/2016 15h05 - Atualizado em 04/02/2016 15h26
Postado às 19h35m
A saída de recursos da caderneta de poupança continuou em janeiro deste ano. Segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (4), as retiradas superaram os depósitos em R$ 12,03 bilhões em janeiro. 

Esta foi a maior saída líquida mensal de recursos da poupança da série histórica, que tem início em 1995. Até então, a maior retirada de valores havia sido registrada em março do ano passado (-R$ 11,43 bilhões).

Em todo ano passado, os números também foram negativos. De acordo com dados oficiais, R$ 53,36 bilhões deixaram a modalidade de investimentos em 2015. 

Foi a primeira vez em dez anos que mais recursos saíram que entraram da caderneta, e foi também a maior fuga de valores desde o início da série histórica do BC, em 1995. Com a forte saída de valores, o volume total aplicado na caderneta de poupança (estoque) recuou em 2015 pela primeira vez na história.

CAPTAÇÃO DA POUPANÇA
Depósitos menos retiradas, em R$ bilhões
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Fonte: BC

Depósitos, saques e saldo da poupança
No mês passado, os depósitos em caderneta de poupança somaram R$ 149,56 bilhões, ao mesmo tempo em que os saques de recursos totalizaram R$ 161,59 bilhões. Já os rendimentos creditados nas contas dos poupadores somaram R$ 4 bilhões em janeiro.


Com a forte saída de valores, o volume total aplicado na caderneta recuou. No fim do mês passado, o estoque da poupança totalizava R$ 648 bilhões, contra R$ 656 bilhões no fechamento de 2015.

Economia ruim e baixo rendimento
A evasão de recursos da poupança acontece em momento de baixo nível de atividade, com a economia brasileira em recessão. Além disso, outros fatores também têm impactado a renda dos brasileiros, como a alta da inflação, dos juros, do desemprego e de tributos. Para completar o quadro, o nível de endividamento das famílias segue elevado.


Outro fator que tem influenciado a retirada de recursos da poupança é sua baixa rentabilidade frente a outras modalidades. Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).
Segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com os juros básicos atualmente em 14,25% ao ano (o maior nível em nove anos), as aplicações em renda fixa, como os fundos de investimento, ganham mais atratividade e ganham da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

Além disso, a rentabilidade da poupança, no ano passado, perdeu para a inflação. A aplicação, que rendeu 8,15% no ano, não alcançou a inflação do período, de 10,67%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Descontada a inflação, a poupança teve uma perda de poder aquisitivo de 2,28%, de acordo com a consultoria Economatica. É o pior resultado desde 2002.

Quando a poupança pode ser uma boa opção
Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, mas somente em poucos casos. 


Pode ser uma boa alternativa, por exemplo, para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências – uma vez que não há incidência do Imposto de Renda.

Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do imposto de renda e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. 

Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

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Comércio começa ano com a maior queda desde 2002, diz Serasa

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Recuo em janeiro foi de quase 10% frente ao mesmo mês de 2015.
Setor de veículos teve maior queda, de 20%; só o de combustíveis cresceu.

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Do G1, em São Paulo
04/02/2016 10h00 - Atualizado em 04/02/2016 10h15
Postado às 10h45m
O ano começou ruim para o comércio brasileiro. No mês de janeiro, o movimento dos consumidores nas lojas caiu 9,6% na comparação com o mesmo mês de 2015, segundo dados divulgados pela Serasa nesta quinta-feira (4). É a maior queda nesse tipo de comparação desde abril de 2002.


ATIVIDADE DO COMÉRCIO
Janeiro, % sobre o mesmo mês de 2015
Created with @product.name@ @product.version@-6,7-13,13,8-20,4-15,3-2,4-9,6SupermercadosMóveis e eletroCombustíveisVeículosVestuárioMaterial de construçãoTotal-25-20-15-10-50510
Fonte: Serasa

Frente a dezembro, o comércio também mostrou queda, de 1,1%. De acordo com a Serasa, a forte queda no movimento dos consumidores indica que 2016 “deverá ser mais um ano de dificuldades para a atividade varejista”, influenciadas pelos juros altos, crescimento do desemprego e inflação elevada.

A pesquisa mostra que, na comparação entre meses de janeiro, apenas o segmento de combustíveis e lubrificantes teve alta, de 3,8%. 

Já a maior queda veio do setor de veículos (-20,4%), seguido por tecidos e vestuário (-15,3%), móveis e eletroeletrônicos (-13,1%); supermercados, alimentos e bebidas (-6,7%); e material de construção (-2,4%).

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Contador, atuário e agrônomo estão entre profissões em alta, diz pesquisa

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Engenheiros de petróleo, civil e naval, além de jornalista, estão em baixa.
Candidatos a emprego podem se sobressair com novas especializações.

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Do G1, em São Paulo
03/02/2016 06h00 - Atualizado em 03/02/2016 06h00
Postado às 16h45m
Apesar da crise, alguns segmentos do mercado continuam oferecendo oportunidades profissionais em 2016, segundo levantamento da Wyser, empresa especializada em recrutamento e seleção para média e alta gerência da multinacional italiana de recursos humanos Gi Group.
As áreas financeira, farmacêutica, agronegócios, comercial, tecnologia da informação continuam requisitando profissionais. 

Segundo avaliação da Wyser, em 2016, mais do que nunca, as empresas continuarão optando por profissionais resilientes, com capacidade de inovar e encontrar oportunidades de crescimento e, principalmente, gerar rentabilidade aos negócios mesmo com poucos recursos.

"Domínio do inglês ou outra língua estrangeira, especialização e flexibilidade para usar seus conhecimentos técnicos em outros segmentos são características bastante procuradas hoje por empresas", diz Otávio Granha, gerente regional da Wyser do Norte, Nordeste e Sudeste.

No entanto, outros setores mais afetados pela crise, como a construção civil, mineração, indústrias pesada e naval e turismo, os profissionais terão mais dificuldade para encontrar uma oportunidade ao longo do ano.

"Mas em alguns mercados, como turismo, um MBA ou pós-graduação pode contar pontos no cargo de gerência. Já para engenheiros, a consultoria de gestão é um campo a ser explorado", diz Granha.

Veja profissões resistentes à crise:

Contador - É cada vez maior nas empresas a necessidade de corte de custos, análises contábeis/financeiras, cálculo de rentabilidade do negócio etc. Profissionais com inglês fluente e passagem por consultoria big four (as quatro maiores do mundo) serão bastante demandados.

Atuário - O mercado de seguros, consórcios e previdência privada é um dos que mais crescem no Brasil. Devido a poucos cursos de ciências atuariais no país, profissionais com sólida formação técnica e acadêmica nessa área serão muito demandados nos próximos anos.
Laboratório farmacêutico vai gerar 800 vagas de emprego em Santo Antônio de Jesus (Foto: Manu Dias/GOVBA) 
Profissonais farmacêuticos e bioquímicos
encontram oportunidades em meio a um
mercado aquecido
(Foto: Manu Dias/GOVBA)


Bioquímico/Farmacêutico - O mercado de Healthcare e Life Sciences é outro que vem apresentando crescimento constante no país. Indústrias farmacêuticas, laboratórios de pesquisa avançada e produtos de beleza e higiene pessoal demandam cada vez mais profissionais com essa formação.

Engenheiro Eletricista - Profissionais com essa formação podem atuar em empresas de energia renovável, telecomunicações e projetos de expansão de redes elétricas. Conhecimentos avançados de inglês e alemão são garantias de boas remunerações.

Agrônomo - Não há crise no agronegócio. O Brasil, como celeiro mundial e inovador em pesquisa agrícola fornece boas oportunidades, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Triângulo Mineiro e interior de São Paulo.

Advogado - Profissionais especializados na área tributária são requisitados para trabalhos de consultoria, gerando ganhos consideráveis para as empresas. Também há uma grande demanda por profissionais especializados na área societária, de fusões e aquisições.

Engenheiro de Produção - Profissionais com experiência em consultoria de gestão, mapeamento, redesenho de processos e gestão de projetos têm sido necessários para fortes reestruturações nas grandes empresas.

Físico - Com grande capacidade analítica e quantitativa, muitos físicos têm sido contratados por empresas da área financeira, como hedge funds e mercado financeiro em geral.

Analista de Sistemas/Computação - Com crescimento do mercado de tecnologia da informação (TI), profissionais com experiência em programação e habilidades para desenvolver soluções são demandados em quantidade crescente.

Sociólogo - Pessoas com essa formação são cada vez mais utilizadas pelas empresas para pesquisas de mercado, análises quantitativas de clientes e comportamento do consumidor. A área de ciências políticas também demanda analistas de conjuntura nacional e internacional.

Veja profissões em baixa:

Engenheiro Mecânico - Há uma forte crise no Brasil no setor metal-mecânico. Além disso, o mercado de automação e mecatrônica também não apresenta forte crescimento.

Geofísico - A carreira está em baixa devido à falta de novos projetos de infraestrutura e mineração no país.

Jornalista - Com as rápidas mudanças na mídia e no setor editorial mundial, muitas reestruturações têm ocorrido, com consequente corte de pessoal.
Profissão de turismólogo é regulamentada (Foto: Reprodução)
Profissão de turismólogo sofre com
concorrência da área de administração
(Foto: Reprodução)


Engenheiro Civil - As crises no cenário político econômico praticamente interromperam novos projetos de infraestrutura e construção no Brasil. Muitos profissionais que escolheram a carreira devido ao boom dos anos anteriores estão desempregados. Além disso, há excesso de oferta de mão de obra no mercado.

Engenheiro de Petróleo - Forte crise de confiança no governo, entraves políticos e falência de grandes players do setor afetaram a indústria de petróleo. É uma das carreiras que mais sente a queda do mercado.

Turismólogo - Antes chamado de "profissional do futuro", o turismólogo tem sido preterido por candidatos com formação em administração. Um MBA ou pós-graduação em gestão pode ser o diferencial para cargos de gerência em grandes redes internacionais.

Engenheiro Metalúrgico - A desaceleração do crescimento da economia mundial, aliada à concorrência chinesa, tem causado forte crise na área. Empresas de metalurgia, siderurgia e refratários possuem perspectiva de fortes cortes de pessoal.

Geólogo - A crise no setor de mineração é uma das maiores do país. Dificuldades com o marco regulatório, queda de preços do minério e problemas ambientais têm causado uma quase paralisia nos investimentos.

Engenheiro Naval - A crise no setor de óleo e gás, aliada aos escândalos de corrupção nos grandes consórcios e estaleiros, praticamente estagnou a encomenda de embarcações de grande porte. Como alternativa à baixa demanda por profissionais, um mercado recomendado para esses profissionais é o de consultoria de gestão.

Engenharia Ambiental - A queda no número de projetos de obras públicas e de mineração está contribuindo na queda da demanda por projetos de licenciamento ambiental. Recentes acontecimentos, como desastre ambiental e crise hídrica, podem voltar a aquecer a necessidade de profissionais com essa formação.

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