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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Carro de luxo continua driblando a crise: vendas sobem 20% em 2015

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Marcas que têm modelos acima de R$ 100 mil contrariam queda no setor.
Mas dólar alto dificulta atingir novos patamares, dizem analistas.

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Peter Fussy e Luciana de OliveiraDo G1, em São Paulo
03/02/2016 06h00 - Atualizado em 03/02/2016 06h00
Postado às 09h00m

Carros Marcas Premium Gráfico (Foto: Arte/G1)
Embora 2015 tenha sido marcado por uma das mais profundas crises da história da indústria automotiva brasileira, as marcas premium, que vendem apenas carros acima de R$ 100 mil, continuaram distantes da realidade de queda nas vendas do mercado como um todo pelo 3º ano consecutivo.

Somando apenas 3% dos 2,1 milhões de carros de passeio novos vendidos no país no ano passado, 8 marcas analisadas pelo G1 cresceram 20%, em média, em 2015, em relação ao ano anterior. É um crescimento maior do que o de 2014 sobre 2013, que foi de 18%. O resultado foi puxado por avanços fora da curva de duas fabricantes.

Variação do mercado premium
(comparação com o ano anterior, em %)
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Fonte: Anfavea e Jato

O volume total de 66,7 mil unidades no ano passado é o dobro das vendas de 2012 - primeiro ano "cheio" da alta de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos importados, anunciada pelo governo brasileiro no final de 2011 com objetivo de atrair investimentos ao país. Dali para frente, só houve crescimento (veja gráfico).

No entanto, segundo analistas, será cada vez mais complexo atingir novos patamares e desviar de dificuldades como dólar mais alto e a desconfiança com relação à economia brasileira.

É difícil prever até quando Audi, BMW, Jaguar, Land Rover, Mercedes-Benz, Mini, Porsche e Volvo conseguirão manter distância da crise do setor no Brasil. "A bola de cristal está quebrada", afirmou Ivar Berntz, da consultoria Deloitte.

Variação do mercado total
(comparação com o ano anterior, em %)
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Fonte: Fenabrave

Fora da curva
Além de "descolarem" das marcas de maior volume, as 3 grandes alemãs - Audi, Mercedes e BMW - comemoraram vendas recordes no Brasil em 2015.


Mais do que isso, as duas primeiras registraram crescimento de mais de 40% em relação a 2014.

O resultado foi influenciado por uma mistura de novos produtos com estratégia de preços agressiva, expansão da rede de concessionários, ampliação de opções de financiamento, melhoria no pós-vendas com preços fixos de revisões e construção de fábricas no Brasil.

Com a produção nacional mais consolidada, a BMW já vinha de um volume maior e não entrou muito na briga de preços. A consequência foi um avanço bem menor, de 5,3%, caindo da liderança, que ocupou em 2014, para a 3ª posição do mercado brasileiro de carros premium.

As demais marcas do segmento estão bem distantes alemãs e apresentaram números contrastantes. A Land Rover, por exemplo, registrou o 2º ano seguido de queda nos emplacamentos, com 8,8 mil unidades. 

Mini (marca do grupo BMW) e Porsche também caíram, 17% e 3%, respectivamente. Já a sueca Volvo avançou 22%, enquanto a Jaguar (do mesmo grupo que tem a Land Rover) pulou 34% sobre um volume bem pequeno nos anos anteriores.

Novo líder
Com crescimento de 40% em 2015, a Audi tomou a maior fatia do mercado premium de carros de passeio da BMW, com total de 17.541 unidades - o que representa pouco mais de 1 mês de vendas do modelo mais popular do Brasil em 2015, o Chevrolet Onix.


O salto ocorreu depois de investimentos de mais de R$ 700 milhões no país, sendo R$ 500 milhões na linha de produção em parceria com a Volkswagen no Paraná, inaugurada em outubro passado. Outros R$ 200 milhões foram colocados na ampliação da rede de concessionários, que passou de 27 em 2013 para 49 em 2015. A parte de pós-vendas recebeu aporte de R$ 12 milhões.
Audi A3 Sedan 2.0 Ambition (Foto: Divulgação)
Audi se tornou líder em vendas de carros de passeio premium em 2015 (Foto: Divulgação)

Preços agressivos
Entre os modelos, o impulso foi dado pelo A3 Sedan, sedã de entrada que chegou a ser vendido a partir de R$ 97,9 mil (atualmente, parte de R$ 101.190). 


O preço atraiu clientes de Toyota Corolla e Honda Civic, cujas versões mais equipadas podem superar os R$ 100 mil. Movimento semelhante ocorreu com o Mercedes Classe C, lançado por
"Essas marcas (Audi e Mercedes) lançaram modelos novos, com uma estratégia agressiva de preço. Apesar da planta nacional, a BMW não mudou os preços. Na internet, a conversa é se vão comprar um Corolla ou um A3, um (Volkswagen) Jetta ou um Mercedes", afirmou Maurício Muramoto, analista da consultoria Deloitte.

Assim como nos segmentos "não premium", os SUVs também foram responsáveis por alavancar as vendas. A Mercedes-Benz quase triplicou o número de emplacamentos de utilitários das famílias G, GL e ML, de 2.053 para 5.856 unidades no ano passado, e a Audi aposta na produção nacional do Q3 para manter o ritmo em 2016.

Luxo financiado
Mas a maior parte do crescimento se deu no segmento de "entrada", ou seja, entre os carros mais "baratos" dessas marcas. Isso ressalta o desejo de ascensão social do brasileiro e reafirma o carro como símbolo desta passagem, segundo Rene Martinez, analista do setor automotivo da consultoria EY.


"Não foi só a experiência de ter um carro que é símbolo de status social, mas também as diversas opções de crédito fizeram toda diferença para este público", afirmou.

Em agosto passado, Audi e Jaguar Land Rover informaram ao G1 que a maioria das vendas eram feitas por meio de algum tipo de financiamento. Na Mercedes, esse percentual era de 40% e, na BMW, de 25%.
BMW inaugura fábrica em Araquari (Foto: Bruno Mooca/Divulgação)BMW foi a 1ª premium a inaugurar fábrica no país, em Araquari, SC (Foto: Bruno Mooca/Divulgação)

Fábricas
Sem os benefícios do programa Inovar Auto, que livra empresas que investem na produção nacional do aumento de 30 pontos no IPI de carros importados, o avanço de mais de 40% de Audi e Mercedes seria praticamente impossível.


"Com as vantagens oferecidas pelo Inovar Auto tivemos um aumento expressivo na participação de mercado", afirmou Dirlei Dias, gerente sênior de marketing e vendas de automóveis da Mercedes-Benz. A marca deverá inaugurar sua fábrica, em Iracemápolis (SP), ainda neste primeiro trimestre.

O início da produção nacional é muito importante para o crescimento da Audi no Brasil e também para alcançarmos a nossa meta de 30 mil carros vendidos em 2020"
Jörg Hofmann, presidente da Audi do Brasil
Outro problema resolvido com a nacionalização passa pelo pós-vendas.

Segundo Martinez, se um importado dava defeito, os donos ficavam semanas à espera de uma peça, que agora pode ser encontrada no Brasil mesmo. "Isso vai será importante para melhorar o relacionamento e tornar os clientes fiéis", apontou.

A produção local também colocou o Brasil entre os mercados mais importante para as metas mundiais das marcas premium. A Audi quer chegar a 30 mil unidades emplacadas em 2020, mesmo ano em que a Mercedes-Benz pretende se tornar líder global do segmento.

"A Audi vê um grande potencial de expansão do segmento premium por aqui, já que hoje este mercado representa apenas 2,7% do mercado geral.  E as perspectivas são boas: aqui, o setor deve triplicar até 2020", afirmou Jörg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil.

Até quando?
"A impressão é de que Audi e Mercedes quiseram avançar no mercado. Com o avanço do dólar, não sabemos até que ponto vão conseguir sustentar isso. Em alguns casos um carro importado no Brasil está até mais barato do que no exterior, mas aqui temos mais 40% de imposto", afirmou Berntz, da Deloitte.

Já no final de 2015, a BMW fez reajustes de até R$ 42,5 mil nos preços. A fabricante justificou o movimento pelo custo de produção nacional, que subiu por causa do câmbio e da inflação.

Audi, Mercedes e Jaguar também já aumentaram preços. A partir de janeiro, o A3 Sedan, por exemplo, dificilmente será encontrado por menos de R$ 100 mil, e o Classe C ficou R$ 17 mil mais caro.

No entanto, para as montadoras, preços maiores não devem afastar o consumidor brasileiro. "Vamos manter nossos investimentos e, apesar do cenário ainda mais desafiador, acreditamos que alcançaremos um crescimento de vendas de dois dígitos (em 2016)", disse Hofmann, da Audi.

Também com expectativa positiva, a Mercedes-Benz aposta nos SUVs para bater um novo recorde neste ano. "Nossa expectativa é de que o mercado premium continue competitivo, mas esperamos superar os resultados de 2015 e continuar buscando a liderança de mercado", apontou Dias.
Mercedes-Benz GLE (Foto: Divulgação)Mercedes-Benz aposta em SUVs para manter ritmo de crescimento no Brasil (Foto: Divulgação)

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Microsoft instala datacenter no fundo do Oceano Pacífico

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Máquina de 17,2 toneladas ficou submersa por trEquipamentos &ês meses em 2015.
Ideia é ter máquinas de processamento na nuvem mais sustentáveis.

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Do G1, em São Paulo
01/02/2016 18h12 - Atualizado em 01/02/2016 18h26
Postado em 02 de fevereiro de 2016 às 21h35m

Microsoft testou instalação de datacenter no Oceano Pacífico em 2015 (Foto: Divulgação/Microsoft)Microsoft testou instalação de datacenter no Oceano Pacífico em 2015 (Foto: Divulgação/Microsoft)

A Microsoft mergulhou um datacenter, um daqueles conjuntos enormes de máquinas responsáveis por processar e armazenar dados na internet, no fundo do Oceano Pacífico por três meses. O teste foi feito em agosto de 2015 e faz parte do Natick, um projeto de pesquisa que busca criar datacenters mais rápidos e sustentáveis.

A ideia por trás da instalação de um contêiner de 17,2 toneladas a 9 metros de profundidade tem alguns pretextos interessantes: economizar energia, principalmente, já que os datacenters emitem bastante calor e geram muitos custos de resfriamento; aproveitar fontes energéticas renováveis, como eólica e solar; e aproximar os servidores dos usuários, o que pode melhorar a velocidade de conexão.

A Microsoft diz ainda que, nesse molde, é capaz de construir um datacenter em apenas 90 dias – algumas instalações terrestres levam anos para ficarem prontas. Por outro lado, o acesso a essas máquinas para manutenção pode ser dificultado pela sua natureza submarina.

O datacenter é a tecnologia que dá vida a vários serviços que usamos todos os dias na internet, como streaming de filmes e músicas (Netflix, YouTube, Spotify), partidas online de games (Xbox Live, PlayStation Network, etc.), e seu uso tem crescido enormemente nos últimos anos.

"Quando você tira seu smartphone do bolso você acha que está usando esse computadorzinho milagroso, mas na verdade você está usando mais de 100 máquinas nessa coisa chamada nuvem", diz ao jornal "The New York Times" Peter Lee, vice-presidente corporativo da Microsoft Research. 

"Daí você multiplica isso por bilhões de pessoas, e você tem uma grande quantidade de trabalho computacional".
O Natick começou a ser pensado em 2013 e, por enquanto, continua sendo apenas um projeto experimental.

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Produção da indústria fecha 2015 com a maior queda da história

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Recuo acumulado no ano foi de 8,3%, segundo IBGE.
Veículos automotores registraram principal impacto negativo.

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Do G1, em São Paulo
02/02/2016 09h01 - Atualizado em 02/02/2016 09h46
Postado às 09h55m

A produção da indústria brasileira  encerrou o ano de 2015 com queda acumulada de 8,3%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior recuo da série, iniciada em 2003.
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Entre todos os setores, o de carros teve o maior resultado negativo (Foto: Reuters)Entre todos os setores, o de carros teve o maior resultado negativo (Foto: Reuters)

Na comparação com novembro, a atividade fabril sofreu redução de 0,7% e diante de dezembro do ano anterior, de 11,9%.

No ano, entre todos os setores da indústria analisados pela pesquisa, o de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou a maior queda, de 25,9%. A produção de itens eletrônicos e ópticos caiu mais, 30%, mas tem peso menor que o de veículos, por isso sua importância é menor no índice geral.


PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA
No ano, em %
Created with @product.name@ @product.version@0,38,42,82,763,1-7,110,20,4-2,32,1-3-8,3200520102015-10-50510152012● em %: -2,3
Fonte: IBGE

Também puxaram o freio as indústrias de máquinas e equipamentos (-14,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%), metalurgia (-8,9%) e produtos de metal
(-11,4%). Apenas as indústrias extrativas cresceram: 3,9%.


Entre as categorias econômicas, a de bens de capital - máquinas e equipamentos - recuou 25,5% e a de bens de consumo duráveis, 18,7%. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis recuaram 6,7% e de bens intermediários, 5,2%.

Comportamento em dezembro
Na comparação com novembro, a maioria dos segmentos da indústria mostrou queda, com destaque para máquinas e equipamentos (-8,3%), bebidas (-8,4%) e metalurgia (-5%).


Por outro lado, dez ramos mostraram alta, com as maiores influências partindo de: produtos alimentícios (2,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,7%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%) e celulose, papel e produtos de papel (5,4%).

Já em relação a dezembro de 2014, que sofreu um tombo ainda maior, as montadoras registaram redução de 30,9% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias.

Também recuaram as produções de indústrias extrativas (-11,5%), máquinas e equipamentos (-25,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,6%), metalurgia (-14,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-37,1%), entre outros.

Apenas os segmentos de produtos alimentícios (4,4%) e celulose, papel e produtos de papel (2,6%) aumentaram sua produção.

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