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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Brasil piora 7 posições em ranking mundial de corrupção e fica em 76º

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Estudo da Transparência Internacional analisa percepção de corrupção.
Dinamarca é o país menos corrupto entre os avaliados.

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Do G1, em São Paulo
27/01/2016 03h46 - Atualizado em 27/01/2016 07h03
Postado às 13h10m
O Brasil é o 76º colocado em ranking sobre a percepção de corrupção no mundo, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (27) pela organização Transparência Internacional, que analisa 168 países e territórios.

O índice brasileiro foi de 38 – 5 pontos a menos que em 2014, quando o país ficou em 69º lugar. Naquele ano, 175 países foram analisados –, ou seja, o Brasil piorou tanto sua posição quanto sua nota. Foi o pior resultado de uma nação no relatório 2015 comparando com o ano anterior.

A ONG elenca o escândalo na Petrobras, os problemas na economia e o crescimento do desemprego como alguns motivos para a deterioração do Brasil no ranking. O país divide a 76ª posição com mais seis nações: Bósnia e Herzegovina, Burkina Faso, Índia, Tailândia, Tunísia e Zâmbia.

País com a menor percepção de corrupção
A Dinamarca ficou em 1º lugar, como o país em que a população tem menor percepção de que seus servidores públicos e políticos são corruptos. A nação mais transparente registrou um índice de 91 – a escala vai de 0 (extremamente corrupto) a 100 (muito transparente).


"Os países nas primeiras posições apresentam características comuns que são vitais: altos níveis de liberdade de imprensa; acesso a informação sobre orçamentos que permite à população saber de onde procede o dinheiro e como se gasta; altos níveis de integridade entre aqueles que ocupam cargos públicos", afirma a organização.

"Não é surpreendente que o Brasil, afetado pelo maior escândalo de corrupção de sua história pelo caso Petrobras, tenha sido o país da América que mais caiu no índice este ano", afirma a organização em um comunicado.
A tabela de honestidade na América do Sul tem o Uruguai como o país mais transparente no 21º, com índice de 74. O país mais corrupto é a Venezuela, com índice 17, na 158ª posição.

Melhora
A Transparência Internacional é referência mundial na análise da corrupção. O relatório é elaborado anualmente desde 1995, a partir de diferentes estudos e pesquisas sobre os níveis de percepção da corrupção no setor público de diferentes países.

Apesar de a corrupção continuar sendo generalizada, a ONG afirmou que seu novo índice mostra "sinais de esperança", já que o número de países que melhoraram sua pontuação foi maior em relação aos que pioraram.

"É possível vencer a corrupção se trabalharmos juntos; para erradicar o abuso de poder, o suborno e revelar negociações secretas, os cidadãos devem dizer em uníssono a seus governos que já tiveram o bastante", afirmou em comunicado o presidente da TI, José Ugaz.

Análise por continente
Os países nas primeiras posições, segundo a TI, apresentam características comuns, como o alto nível de liberdade de imprensa, o acesso à informação sobre orçamentos que permite que os cidadãos saibam a origem o dinheiro e como o mesmo é gasto, altos níveis de integridade entre os cargos públicos e um Poder Judiciário independente.


Por outro lado, os países nas últimas posições, além de conflitos e guerras, se destacam pela governabilidade deficiente, por instituições públicas frágeis, como a polícia e o Poder Judiciário, e pela falta de independência nos meios de comunicação.

O Índice de 2015 mostra que mais de dois terços dos países apresentam graves problemas de corrupção ao não conseguirem o mínimo de 50 pontos, situação na qual está metade do G20 e todo o grupo dos Brics (Brasil, a Índia, China e África do Sul).

Mais de 6 bilhões de pessoas, segundo a TI, vivem em países com alto índice de corrupção. As regiões pior qualificadas são a África Subsaariana, a Europa Oriental e a Ásia Central, seguidas pelo Oriente Médio e o Norte da África e a América.

Na Europa e na Ásia Central, o panorama é de "estagnação", segundo a ONG, que revelou estar "muito preocupada" com a evolução de países como Hungria, Macedônia, Espanha e Turquia, "onde se vê que a corrupção cresce enquanto diminui a democracia e o espaço da sociedade civil".


Como exemplos positivos, a ONG destacou o trabalho de grupos e indivíduos em lugares tão diversos como Guatemala, Sri Lanka e Gana, que "trabalharam de forma intensa para expulsar os corruptos e, com isso, enviaram uma mensagem contundente, que deveria inspirar outros a agirem com determinação em 2016".

Ranking geral
Nenhum país dos 168 citados recebeu pontuação máxima, segundo a ONG, que tem sede em Berlim. Confira os principais resultados:



Posição País
1ª Dinamarca
2ª Finlândia
3ª Suécia
4ª Nova Zelândia
5ª Holanda
6ª Noruega
7ª Suíça
8ª Singapura
9ª Canadá
10ª Alemanha, Luxemburgo e Reino Unido
16ª Estados Unidos e Áustria
69ª Brasil, Bósnia e Herzegovina, Burkina Faso, Índia, Tailândia, Tunísia e Zâmbia
167ª Coreia do Norte e Somália















































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Que navegador para celular usar? Os pontos positivos e negativos de cada um

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Conheça as diferenças entre os programas mais conhecidos e descubra se há algum mais adequado para você e suas necessidades.

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Da BBC
26/01/2016 13h53 - Atualizado em 26/01/2016 13h54
Postado em 27 de janeiro de 2016 às 10h35m
Ainda que nos celulares seja muito comum usarmos vários aplicativos, eventualmente precisamos navegar na internet para tarefas específicas, como baixar um arquivo.

O Google acaba de anunciar que seu novo Chrome será atualizado para ser mais rápido. Um novo algoritmo permitirá um ganho de velocidade de 26% na compressão de arquivos.

Mas será que a velocidade é o único fator que pesa? Qual será o melhor navegador? Conheça os prós e contras dos cinco navegadores mais conhecidos.

1. Mozilla Firefox
Firefox foi o primeiro a desafiar o Explorer, da Microsoft. Logo mordeu 8% do mercado, por suas simplicidade, estabilidade e grande número de possibilidades. Agora, tem novas versões para Linux, Mac, Windows e Android.

Pontos fortes: é bom na sincronização de marcadores de favoritos (bookmarks) e abas entre dispositivos, seu tradutor de páginas, seu modo de economia de dados e na navegação de forma privada.

Ponto fracos: não existe uma versão para iOS (sistema operacional do iPhone) nem Windows Phone. Não dispõe de uma versão de 64 bits. Embora seja o que mais disponha de complementos e plugins, utilizar todos eles compromete seu rendimento.

2. Google Chrome
É o navegador mais usado no mundo. Desenvolvido pelo Google, Chrome é funcional, claro e simples. Está disponível gratuitamente em serviços específicos. Tem versões para Windows, Mac, Linux, Android e iOS.

Pontos fortes: é completo e conta com telas personalizadas, sincronização entre dispositivos, modo incógnito, sessão para convidados, salvar páginas em formato PDF e uma vasta oferta de aplicativos e jogos para web. 

Uma característica que pode ser útil com alguns sites é a "economia de dados". O Google pré-carrega e comprime sites antes de enviá-los ao celular. Isso pode tornar a conexão mais veloz e gerar economia para os planos de dados do telefone.

Pontos fracos: não existe uma versão para Windows Phone, o que faz com que os usuários destas plataformas não disponham de abas e preferências no celular. É o navegador que mais recursos de hardware consome. Requer uma conta do Google para configurar a sincronização, ou seja, não se pode utilizá-lo sem uma conta de Gmail.

3. Dolphin
Dolphin é considerado um dos mais potentes navegadores para Android, mas não é tão conhecido como Mozilla ou Chrome.
Pontos fortes: é elogiado por sua funcionalidade gestual, rapidez e uso em iOS e Android. 

A chave do Dolphin é a inclusão do Flash, não sendo necessário instalar nada além de um complemento ao navegador chamado Dolphin JetPack. O navegador em general é muito rápido e pode ser sincronizado com navegadores do PC, ainda que não se utilize o mesmo programa no smartphone.

Pontos fracos: sem o complemento Dolphin JetPack, o Dolphin se converte em um dos que mais demora a carregar páginas da internet.

4. Safari
Safari apareceu em 2003, quando a Apple decidiu remover de sua plataforma a edição do Internet Explorer que a Microsoft desenvolvia para usuários de OS X. Este navegador da Apple cresce a cada dia no mercado. Mas está longe de ocupar o primeiro lugar.

Pontos fortes: sincronização automática entre dispositivos, sem intervenção do usuário. É o navegador que melhor faz uso de CPU e memória no Mac, e raramente fica lento ou não responde. 

É o único com suporte para iCloud e Apple, e se destaca pelo desenvolvimento de motor para JavaScript que consegue ser mais rápido entre as opções para OS X.
Pontos fracos: só está disponível para computadores e celulares Apple. 

Não tem várias das funcionalidades incluídas no Chrome e no Firefox. Apple não permite personalizar o navegador, então não é possível escolher temas, cores ou a disposição da interface.

5. Opera/Opera Mini
Um dos pioneiros da web. Apareceu em 1995 junto ao Internet Explorer e foi também um dos primeiros a dispor de uma versão para celulares (Opera Mini). Atualmente conta com mais de 350 milhões de usuários, segundo a própria empresa.

Pontos fortes: É um navegador básico que inclui navegação privada, uma seção para noticias e seu famoso modo off-road para ajudar a navegação em conexões ruins, que reduz a quantidade de dados transmitidos.

Pontos fracos: instalar complementos reduz significativamente a velocidade do produto, fazendo seu uso impossível em equipamento de desempenho. Seu motor muitas vezes falha ao carregar certos sites, deixando a página em branco. Não conta com uma versão de código aberto.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O que esperar para a economia em 2016?

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Economistas ouvidos pelo G1 acreditam que Brasil deve ter outro ano difícil.
Incertezas devem seguir pressionando a economia, dizem especialistas.

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Karina TrevizanDo G1, em São Paulo
28/12/2015 01h12 - Atualizado em 30/12/2015 17h28
Postado às 23h25m
Depois de um ano muito movimentado, em que o Brasil se viu em meio a crise econômica e política, a expectativa para 2016 é de mais dificuldades em meio a muitas incertezas, de acordo com economistas ouvidos pelo G1. Veja abaixo a avaliação de especialistas sobre os principais pontos da economia para 2016.

Crescimento do PIB
Dinheiro (Foto: Jonathan Lins/G1)Economistas esperam novo ano de encolhimento da economia do Brasil (Foto: Jonathan Lins/G1)

Especialistas afirmam que 2016 começa envolto de incertezas políticas e econômicas, tornando muito difícil fazer estimativas sobre o crescimento da economia no ano.

No final de novembro, o governo piorou sua expectativa em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, prevendo um encolhimento de 1,9% da economia no ano – contra 1% de queda na estimativa anterior. A previsão do FMI é de queda de 1%, enquanto o mercado financeiro espera queda de 2,8%.


Vamos ter em 2016 um crescimento negativo um pouco menor que em 2015, e talvez essa seja a notícia boa"
Judas Tadeu Grassi Mendes
O professor Tharcisio Souza Santos, das Faculdades de Economia e de Administração da FAAP, afirma que tudo depende de o governo federal recuperar a "governabilidade". "Não se trata de dizer que a culpa é de A, B ou C”, diz. 

"O governo conseguiu uma coisa fantástica que é ficar completamente desacreditado no cenário político, sem o mínimo de governabilidade. [...] Não custa nada lembrar: nós temos um regime presidencialista parlamentar. Precisamos de presidente que consiga se entender adequadamente com o parlamento."

Se a crise política for solucionada, segundo Santos, o cenário se torna menos pessimista para a economia, mas ainda assim "o ano vai ser muito difícil". "Nesse cenário, o PIB deve decrescer alguma coisa como 1,5%", afirma, estimando que "vamos ter então um ano de recuperação em 2017 e, em 2018, as coisas ficam bastante melhores, com crescimento ao redor de 2,5%".

O professor Judas Tadeu Grassi Mendes, da EBS Business School, aponta que o PIB deve recuar entre 2% e 2,5% em 2016. "O próprio governo já disse que é queda de 1,9%. Quando o governo diz que é 1,9%, esqueça, vai vir queda maior", afirma ele, apontando contudo que 2016 pode "ter um crescimento negativo um pouco menor que em 2015, e talvez essa seja a notícia boa".

Já Pedro Rossi, professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica, diz esperar uma recessão mais branda, "até porque a base de 2015 é muito baixa". "Adoraria dizer que a gente vai crescer zero, ou seja, não vai ter um crescimento nem negativo nem positivo. Mas essa suposição está envolta por muita incerteza."


Inflação
Alta dos alimentos alavancou inflação de outubro em Ribeirão Preto (Foto: Antonio Luiz/EPTV)Economistas acreditam que inflação não será tão alta em 2016 como foi em 2015 (Foto: Antonio Luiz/EPTV)

O ano de 2015 foi marcado por forte pressão dos preços no Brasil. A inflação oficial bateu os maiores patamares em vários anos.
A inflação está alta por conta das escolhas do governo, que optou por um choque de preços administrados".

Pedro Rossi
Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O governo prevê que a inflação fique em 6,47% em 2016. A previsão do FMI é de 6,3%. Já o mercado espera um IPCA de 6,87%.

O professor Rossi não espera uma inflação tão alta em 2016 como foi em 2015. "A inflação neste ano em particular está alta por conta das próprias escolhas do governo, que optou por um choque de preços administrados, quando muitos preferiam um ajuste gradual. Essa inflação que está excessivamente decorre desse choque, que tem um poder de difusão alto", explica. "A gente vai ter algum resquício dessa inflação no ano que vem, mas ela deve se dissipar nos próximos anos."

Santos também espera inflação mais perto da meta que a de 2015, em torno de 6,5% a 7%, porém considerando que a crise política seja atenuada e alivie assim a pressão sobre os fatores econômicos. Já Mendes espera que a inflação siga pressionada. "A inflação na melhor das hipóteses no ano que vem vai ser o dobro da meta dos 4,5%", diz.


Juros
Taxa de juros em novembro = 14,25% (Foto: Editoria de Arte/G1)
Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidiu pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%, foi sugerido que a taxa de juros pode voltar a subir.
O BC continua com ideias conservadoras e tomando decisões com base em diagnósticos errados".

Pedro Rossi
Rossi acredita que isso de fato deva ocorrer em 2016, embora avalie que não seja a decisão mais acertada. “O BC continua com ideias extremamente conservadoras e tomando decisões com base em diagnósticos errados. A inflação brasileira não é de demanda", diz.

" O aumento da taxa de juros não vai combater a inflação. Pode provocar recessão e desemprego, mas não vai resolver a inflação, porque a inflação é um problema de choque de preços administrados – o que a taxa de juros não afeta. É um problema de oferta, de custos. Não adianta reduzir a taxa de juros.”

Mendes concorda. “Quando nós subimos a Selic de 2013 até agora em 7 pontos percentuais, de 7,25% para 14,25%, a pretexto de combater a inflação, o que aconteceu? A inflação subiu. Ninguém está consumindo. Se o consumo está caindo e a inflação ainda está alta, não é de demanda, é de custo, de oferta.”


Ajuste fiscal e contas do governo
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. (Foto: Reprodução) 
Nelson Barbosa deixou o comando do Ministério do Planejamento para assumir o lugar de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Levy (à esquerda) anunciaram o pacote de medidas do ajuste fiscal (Foto: Reprodução)

Em meados de 2015, o governo anunciou um pacote de R$ 64,9 bilhões para aliviar as contas públicas. Porém, com Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda, o governo teve dificuldades para aprovar medidas de corte de gastos públicos e aumento de impostos no Congresso.


O que adianta um governo que a presidente da República e o seu staff mais próximo não conseguem fazer coisa nenhuma com o Congresso?"
Tharcisio Souza Santos.

Após a troca do comando do Ministério, que passou ao comando de Nelson Barbosa, a relação entre o governo e o Congresso continuará como ponto central para o ajuste fiscal. Economistas ouvidos pelo G1 acreditam que a troca de ministros não alivia essas dificuldades.

“O que adianta uma pessoa bem intencionada e bem preparada se não tem apoio nenhum ao presidente? O que adianta um governo que a presidente da República e o seu staff mais próximo não conseguem fazer coisa nenhuma com o Congresso?”, questiona Santos.

Rossi acredita que o ajuste fiscal foi a principal preocupação em 2015, e "e em meio a essa preocupação a gente viu a economia descambar". Ele afirma que se o ajuste continuar sendo o plano central para recuperar a economia em 2016, a recessão será aprofundada. 


"O ajuste fiscal ocorreu, e foi muito forte. O gasto público passou de uma taxa de crescimento de 4% a 5% para 2% do PIB. Houve tem uma redução grande do crescimento do gasto público. O gasto com investimento público caiu em torno de 40%", diz.

"Evidentemente a arrecadação caiu muito porque o crescimento caiu. Essa história de que o ajuste fiscal gera crescimento só existe em modelos hipotéticos e não se configura como verdade. O que gera crescimento são expectativas de renda. O empresário só vai investir se tiver renda no futuro, ele vê demanda, ele não vai investir porque o governo fez o ajuste fiscal."

Câmbio
Cédulas de dólar nas mãos de uma pessoa. notas, dinheiro, dólares, cotação, câmbio, valor, economia. -HN- (Foto: Gary Cameron/Reuters)Cédulas de dólar nas mãos de uma pessoa. notas, dinheiro, dólares, cotação, câmbio, valor, economia. -HN- (Foto: Gary Cameron/Reuters)

Os economistas esperam volatilidade no câmbio em virtude da estabilidade política, mas não apontam possibilidade de o dólar voltar a patamares mais baixos.


O câmbio vai continuar extremante volátil para cima e para baixo"
Tharcisio Souza Santos
"O câmbio vai continuar extremamente volátil para cima e para baixo. Se a gente chegar a um equilíbrio econômico, tende dar uma equilibrada num patamar um pouco abaixo do que estamos hoje. 

Porém, quanto mais tempo demorar para isso acontecer, menor vai ser a redução entre a taxa que estiver vigorando e a taxa que vai vigorar depois do equilíbrio – ou seja, o dólar vai cair menos", explica Santos. "Eu não espero nenhum absurdo de subida a não ser que aconteça uma desgraça completa."

Rossi cita ainda como fator que tende a deixar o câmbio volátil em 2016 o cenário internacional, com o mercado de olho no ritmo do aperto monetário nos Estados Unidos após a primeira subida da taxa de juros em quase uma década. 


"A situação internacional não se definiu, a política americana ainda não está claramente definida nos seus objetivos", diz. "A incerteza com relação a esse movimento de juros internacional provavelmente vai ditar uma volatilidade grande na taxa de câmbio."

Mendes afirma que "o dólar não subiu muito em 2015, e sim voltou ao equilíbrio". "O câmbio de 2015 apenas corrigiu a inflação de 1994 até agora, a inflação dos Estados Unidos menos a do Brasil."


Cenário externo
Operários trabalham em prédio em construção em dia de céu limpo em Pequim nesta quarta-feira (2) (Foto: Damir Sagolj/Reuters)Operários trabalham em prédio em construção em dia de céu limpo em Pequim (Foto: Damir Sagolj/Reuters)

O ano de 2015 foi marcado por preocupações com a desaceleração da economia chinesa e com a recuperação da Europa e dos Estados Unidos, além da queda do preço das commodities nos mercados internacionais. Para os economistas, essas questões devem permanecer sob as atenções em 2016.


A gente ainda vive uma crise mal resolvida, a grande crise financeira de 2008 se arrasta"
Pedro Rossi
"A China tem uma notícia um pouquinho melhor porque parece que vai deixar de andar pra trás. Se não é uma maravilha de crescimento em termos de números fantásticos como tinham antes, pelo menos não é tão ruim como vinha sendo", avalia Santos. 

"Mas eu acho que a situação de commodities em geral é ruim e alguém vai ter que dar uma reduzida na oferta para conseguir subir o preço. O minério de ferro, negócio da Vale, está muito feio. Para alimentos o Brasil tem condições de competir por conta da produtividade, mas na realidade não é um cenário como foi de 2003 a 2007."

Já Rossi menciona resquícios da crise de 2008 na economia internacional, com eleitos para o Brasil. "A gente ainda vive uma crise mal resolvida, a grande crise financeira de 2008 se arrasta ao longo dos anos. 


A gente ainda continua com ajustamento das economias centrais e com e redirecionamento da economia chinesa por conta dessa crise internacional,"
O mundo não é o problema do Brasil. É o Brasil que está puxando a América Latina para baixo"
Judas Tadeu Grassi Mendes.

"Portanto, eu não sou otimista com relação a uma saída exportadora, que o Brasil volte a crescer por conta das exportações com a taxa de câmbio desvalorizada. Essa saída é muito improvável porque a economia internacional continua andando de lado, com muita dificuldade", diz Rossi.

Mendes discorda que dificuldades internacionais estejam puxando a recessão do Brasil de forma relevante. "O mundo não é o problema do Brasil. É o Brasil que está puxando a América Latina para baixo. Nós é que estamos encolhendo", afirma o economista.

"Os EUA estão crescendo acima de 3% e gerando novos empregos todo mês. Da própria Europa já está se falando menos. A China parou de crescer a 10 ou 11%, agora vai crescendo próximo de 7%, por isso a demanda dela por commodities vai ser menor e os preços estão caindo. Mas o Brasil, nos últimos 35 anos, só em 2 cresceu 7%. Ou seja, o mínimo da China é o máximo nosso. O problema é aqui dentro.”


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