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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Rombo nas contas públicas pode superar R$ 110 bilhões, diz Tesouro

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'Pedaladas' que podem ser abatidas na meta somam R$ 50 bilhões.
Foram pagos R$ 17 bi até setembro, mas há juros e obrigações de 2015.

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Alexandro Martello Do G1, em Brasília
29/10/2015 10h18 - Atualizado em 29/10/2015 11h10
Postado às 11h25m
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O secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, admitiu nesta quinta-feira (29) que o rombo nas contas do governo podem superar a marca de R$ 110 bilhões em 2015, caso não ocorra, neste ano, o leilão das hidrelétricas, previsto para novembro, e que tenham de ser pagas todas as "pedaladas" fiscais do ano passado - as dívidas da União com os bancos públicos.
Segundo Saintive, havia R$ 50 bilhões em passivos com os bancos públicos no fechamento de 2014 no processo que ficou conhecido como as "pedaladas fiscais" - que levou à reprovação das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Destes valores devidos aos bancos, informou ele, R$ 17 bilhões foram pagos pelo governo de janeiro a setembro de 2015.

Entretanto, o secretário acrescentou que houve "atualização" dos valores, com incorporação dos juros incidentes nestas operações, além de novas "obrigações" neste ano. Com isso, ainda segundo o secretário do Tesouro Nacional, o valor que poderá ser abatido da metas fiscais permanece em R$ 50 bilhões - mesmo com o pagamento de R$ 17 bilhões das "pedaladas" do ano passado.

Segundo proposta de alteração da meta fiscal de 2015, encaminhada nesta semana pelo governo ao Congresso Nacional - que ainda tem de ser aprovada pelo Legislativo - o governo revisou para baixo a meta fiscal de 2015 para um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 51,8 bilhões.

Além disso, poderá abater na meta mais R$ 11 bilhões, aumentando o déficit, caso o leilão das hidrelétricas não aconteça neste ano, conforme o previsto, além de até R$ 50 bilhões das chamadas "pedaladas fiscais" - totalizando um rombo de R$ 112,8 bilhões nas contas do governo. 

Se forem consideradas as contas de todo o setor público (incluindo os estados e municípios no cálculo), a meta de déficit poderá avançar de R$ 48,9 blhões para um rombo de até R$ 109,9 bilhões neste ano.
O secretário do Tesouro Nacional observou que o valor das "pedaladas fiscais" do ano passado que será pago neste ano vai depender do acórdão do Tribunal de Contas da União. Há uma proposta, segundo ele, de parcelar parte deste valor, o que poderá aliviar um pouco o rombo das contas públicas em 2015. 

"Aguardamos o acórdão do TCU. Preciso do acórdão para poder fazer a proposta ao TCU [sobre a forma de pagamento]. Temos tido conversas informais e técnicas que têm sido produtivas", disse Saintive.

De janeiro a setembro, o Tesouro Nacional informou que as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 20,93 bilhões - o pior resultado para o período em 19 anos.

"Estamos mostrando todo um esforço fiscal que, por um lado, faz a redução onde é possível no corte de gastos e que, por outro, também está pagando os passivos encontrados no inicio de 2015. Para umas rubricas, faz sentido fazer pagamento imediato [dos passivos]. 

Para outras, parcelar. Mas tudo isso tem de passar por uma conversa com o TCU. [Para o débito com o] FGTS, posso propor escalonado, e para outros, de imediato. Por isso não tenho uma resposta definitiva. Depende de cada tipo de passivo e, com a prudência necessária, fazer a proposta ao TCU", explicou Saintive a jornalistas.

selo meta fiscal revisão 2015 (Foto: Editoria de Arte/G1)
selo meta fiscal revisão 2015 (Foto: Editoria de Arte/G1)

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Comércio lojista vende 5,1% menos em setembro, diz CDLRio


Entidade comparou dados com setembro de 2014.
Em relação ao mês anterior, queda foi de 3,7%

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Do G1 Rio
29/10/2015 10h28 - Atualizado em 29/10/2015 10h28
Postado às 11h25m
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As vendas do comércio lojista do Rio de Janeiro registraram queda de 5,1% em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2014, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais da Cidade. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (29).

No acumulado dos oito meses do ano (janeiro/setembro) ante o mesmo período do ano passado a queda nas vendas foi de 1,5% e em comparação ao mês anterior (julho) a queda foi de 3,7%. A pesquisa mostra também que todos os setores de bens não duráveis registraram vendas negativas de 6% e de 4,9% entre os bens duráveis. 

Os setores que registraram as maiores quedas no faturamento entre os não duráveis foram calçados (-7,2%), tecidos (-6,4%) e confecções (-5,9%). Entre os duráveis, as maiores quedas foram entre jóias (-7,6%), móveis (-6,8%), óticas (-5,5%) e eletrodomésticos (-4,8%).

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio, o desempenho negativo das vendas do mês de setembro continua refletindo a crise econômica que o País atravessa, com desemprego em alta e falta de crédito, que tem inibido as compras do consumidor.

Serviço Central de Proteção ao Crédito
Ainda segundo a pesquisa, as consultas, item que indica o movimento do comércio, caíram 4,1% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado, apesar do apelo das vendas estimuladas pelo Dia das Crianças, uma das datas comemorativas mais importantes para o comércio. Os dados são do registro do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDLRio - Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro.

A Inadimplência e as Dívidas Quitadas diminuíram, respectivamente, 0,6% e 0,2%. Comparando-se setembro com o mês anterior (agosto), as Consultas, a Inadimplência e as Dívidas Quitadas aumentaram, respectivamente, 4,3 %, 2 % e 12 %.

No acumulado dos nove meses do ano (janeiro/setembro) em comparação com o mesmo período do ano passado, as Consultas caíram 1,7% e a Inadimplência e as Dívidas Quitadas aumentaram, respectivamente, 0,4 % e 1,5%.

Movimento de Cheque
Segundo o LIG Cheque, registro de cadastro da entidade, em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado as Consultas diminuíram 7,6% e a Inadimplência aumentou 0,5% e as Dívidas Quitadas caíram 0,3%. Comparando-se setembro com o mês anterior (agosto), as Consultas diminuíram 17% e a Inadimplência e as Dívidas Quitadas aumentaram, respectivamente, 6,6% e 2,7%.


No acumulado dos nove meses do ano (janeiro/setembro) em relação ao mesmo período do ano passado, as Consultas caíram 5% e Inadimplência e as Dívidas Quitadas cresceram, respectivamente, 1% e 0,8%.
 


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Desemprego fica em 8,7% nos três meses até agosto

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É a maior taxa da série, iniciada em 2012, segundo o IBGE.
População desocupada cresceu quase 30% em relação ao ano anterior.

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Anay Cury e Cristiane Caoli Do G1, em São Paulo e no Rio
29/10/2015 09h00 - Atualizado em 29/10/2015 10h29
Postado às 10h40m
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A taxa de desemprego ficou em 8,7% nos três meses até agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É a maior taxa da série, iniciada em 2012. No trimestre anterior, de março a maio, o índice havia atingido 8,1%.
Pessoas preenchendo fichas de emprego em São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)Pessoas preenchendo fichas de emprego em São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
A população desocupada cresceu 7,9% em relação ao trimestre de março a maio e chegou a 8,8 milhões de pessoas. Já em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o aumento foi ainda maior, de 29,6%.

DESEMPREGO NO TRIMESTRE
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Fonte: IBGE
Por outro lado, a população ocupada somou 92,1 milhões de pessoas e ficou estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto ao mesmo trimestre de 2014. O número de empregados com carteira assinada caiu 1,2% sobre o período de março a maior e 3% diante do período de junho a agosto de 2014.

“Está havendo uma procura maior por trabalho. A taxa de participação no mercado está maior. O mercado não absorve essa população [que estava fora da força de trabalho]. A população ocupada está estável, não está entrando gente, aí essa população tende a pressionar o mercado”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de rendimento e trabalho do IBGE.

“Podem ser pessoas mais velhas ou podem ser estudantes. O mercado teve queda de mais de um milhão de empregos com carteira assinada em um ano, isso é perda de estabilidade. Acaba gerando busca por estabilidade, o que faz com que pessoas sigam para mercado de trabalho que não está contratando, pelo contrário”, completou.

A ocupação na indústria geral caiu 1,7%, ou seja, 223 mil pessoas a menos em relação ao trimestre de março a maio deste ano. O recuo foi ainda mais pesado se os dados forem comparados com o trimestre de junho a agosto do ano passado, com o setor industrial mostrando baixas de 3,5% e o de construção, de 2,9%.

“Estão ocorrendo mudanças na estrutura do mercado. A carteira de trabalho reduz fortemente. Quando uma pessoa perde emprego com carteira, isso leva com que no domicílio a pessoa [que antes não estava procurando emprego] procure compor a estabilidade perdida. Como o mercado não está contratando, há uma pressão forte, e essa pressão faz com que esse crescimento expressivo, de ter um aumento nunca antes visto na série histórica da pesquisa."

Rendimento
O rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 1.882 no trimestre, indicando uma queda de 1,1% em relação ao trimestre de março a maio. Frente ao mesmo trimestre de 2014, não houve variação.


Os trabalhadores domésticos foram os que mais sofreram redução em seus rendimentos, 2,7%, seguidos pelos empregados no setor privado com carteira de trabalho, 1,8%.

O coordenador do IBGE afirmou que há uma tendência de alta de ocupação no trabalho doméstico, apesar de no trimestre (cresceu 1,1%) e no ano (subiu 1,4%) o indicador mostrar “estabilidade”. 

De acordo com ele, esse leve crescimento ocorre porque as pessoas “não estão tendo oportunidade de se inserir [no mercado de trabalho], ou estão sendo dispensadas, e estão sendo inseridas de outra forma [no trabalho doméstico]”.

Nível de ocupação
O nível de ocupação caiu, no ano, de 56,7% para 56%. De acordo com o coordenador, esse recuo é preocupante. “Preocupa por conta de que você teve um mercado com percentual pelo menos igual e ele [agora] está menor [o nível da ocupação, que é comparação da população ocupada e da população em idade para trabalhar]. Ou seja, a população está crescendo, e a população ocupada não cresce na mesma proporção.”

Pnad X PME
Na Pnad, são investigados 3.464 municípios e aproximadamente 210 mil domicílios em um trimestre. A taxa de desemprego calculada pela Pnad Contínua também é superior à registrada pela PME, que apontou desocupação de 7,5% em julho, e de 7,03% na média dos meses de maio a julho. A PME calcula o desemprego considerando apenas seis regiões metropolitanas, e são visitadas 45 mil residências.


Dados do Caged
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no mês passado, o Brasil registrou em agosto o quinto mês seguido de perda de vagas de empregos formais. No mês, as demissões superaram as contratações em 86.543.

O resultado de agosto foi o pior para este mês desde 1995, quando foram fechadas 116 mil vagas.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

BC dos EUA mantém novamente taxas de juros perto de zero

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No mês passado, Fed contrariou expectativas ao decidir pela manutenção.
Primeira alta em cerca de uma década pode ser decidida em dezembro.

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Do G1, em São Paulo
8/10/2015 16h01 - Atualizado em 28/10/2015 17h41
Postado às 21h15m
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O Federal Reserve, banco central norte-americano, decidiu nesta quarta-feira (28) manter novamente a taxa de juros dos Estados Unidos próximas a zero. O mais poderoso banco central do mundo não eleva os juros há cerca de uma década. A próxima reunião do órgão acontece em dezembro.
Os mercados já previam que não havia qualquer chance de o Fed elevar as taxas nesta tarde, ao final de dois dias de reunião de política monetária.

O câmbio e as ações reagiram imediatamente. Após a decisão, o dólar mudou de direção e fechou em alta, cotado a R$ 3,92. A Bovespa também virou após a decisão do Fed e fechou em queda, seguindo três dias de baixa. Veja cotação.

No mês passado, o órgão decidiu manter as taxas, contrariando expectativas de parte do mercado, alegando que ainda há riscos globais que podem "frear a economia".

Após reunião, o Fed informou que ainda está monitorando os desenvolvimentos econômicos e financeiros no exterior, mas não repetiu que os riscos globais terão impacto provável na economia dos EUA, como havia advertido na reunião anterior, em setembro.

A omissão marcou uma suavização no tom quando comparado ao comunicado do mês passado, de acordo com a Reuters.

Uma série de dados fracos sobre as economias dos EUA e globais alimentou uma disputa pública entre a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, e outras autoridades do banco central, provocando especulações de que o Fed vai aguardar até 2016 para iniciar o ciclo de altas ante a taxa perto de zero atual.

Um sinal de que a alta dos juros está chegando será difícil em parte porque Yellen, que tem dito que juros mais altos serão "apropriados" este ano, não dará entrevista à imprensa após o final da reunião.


Juros perto de zero desde 2008
A taxa básica de juros dos EUA (equivalente à Selic brasileira), vem sendo mantida no piso histórico desde o final de 2008, quando foi reduzida para dar fôlego à economia norte-americana durante a crise financeira internacional. A última elevação dos juros ocorreu em junho de 2006.

Chefe do Fed, Janet Yellen, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (17) (Foto: Reuters)Chefe do Fed, Janet Yellen (Foto: Reuters)

Neste ano, o Fed adotou a estratégia de avaliar de reunião em reunião o momento daquela que será a primeira alta de juros desde junho de 2006, tomando a decisão baseando-se apenas no fluxo de indicadores econômicos.

A chair do Federal Reserve, Janet Yellen, tem deixado claro que preferiria adiar a alta da taxa de juros por muito tempo do que agir mais cedo e correr o risco de afetar a fraca recuperação econômica.

Efeitos para o Brasil
Em tese, a manutenção dos juros nos EUA evita temores de uma turbulência em mercados emergentes. Para o economista especializado em administração de investimentos Marcelo d’Agosto,  a volatilidade dos mercados mundiais seria o efeito mais imediato de uma possível elevação.


"No Brasil ainda mais, por ser um mercado um pouco mais fragilizado, especialmente depois de perder o grau de investimento", disse ao G1 em setembro, diante da expectativa de elevação.

Contudo, o professor de finanças da Universidade de Stanford, Darrell Duffie, afirmou em agosto, em Campos de Jordão, que a alta dos juros nos EUA poderia beneficiar o Brasil,  apesar de provocar uma possível fuga de recursos dos investidores.

“Há alguns benefícios, porque se a economia dos EUA é um motor de crescimento global e a alta dos juros indica que ela está melhorando, então haverá maior demanda por produtos manufaturados de países como o Brasil, que terá preços atrativos de seus produtos e poderá vender mais para essas economias”, afirmou Duffie.


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