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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BC prevê inflação de 9,5% em 2015 e retração de 2,7% para o PIB

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Estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira pelo relatório de inflação.
Inflação prevista para este ano é mais que o dobro da meta central de 4,5%.

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Alexandro Martello Do G1, em Brasília
24/09/2015 08h31 - Atualizado em 24/09/2015 09h15
Postado às 16h20m

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 9,5%, segundo o Banco Central. A estimativa é mais que o dobro da meta central de 4,5% para o período, e 3 pontos percentuais acima do teto do sistema de metas, de 6,5%.

ESTIMATIVAS PARA O PIB 2015
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Fontes: BC e Ministério do Planejamento

No relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano, divulgado nesta quinta-feira (24), o BC estima ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) deve "encolher" 2,7% neste ano – a maior contração desde 1990, quando recuou 4,35%, ou seja, em 25 anos.

No relatório do segundo trimestre, divulgado em junho, o BC estimava inflação de 9% e uma contração de 1,1% na economia de 2015.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos dentro do país, e serve para medir o comportamento da atividade econômica. De acordo com dados oficiais, a economia brasileira já está em recessão técnica.

"A atividade econômica no Brasil segue sob influência do ajuste macroeconômico em curso no país [implementado com contenção de gastos, alta de tributos, de juros e do dólar]. 

Esse processo apresenta três componentes – monetário, externo e fiscal – e é necessário e essencial para a consolidação de fundamentos que favoreçam a convergência da inflação para a meta no final de 2016, através da redução de desequilíbrios macroeconômicos. Os seus efeitos tendem a ser ampliados pelo ambiente associado a eventos não econômicos", avaliou o Banco Central.

Estimativas do mercado
Na semana passada,os economistas do mercado financeiro previram que o IPCA deste ano deverá somar 9,34% – o maior valor dos últimos treze anos – e que o PIB deve registrar "encolhimento" de 2,70%. As projeções oficiais do governo, que estão no orçamento deste ano, apontam para uma inflação de 9,29% e para uma retração do PIB de 2,44% em 2015.


ESTIMATIVAS PARA O IPCA 2015
Em %
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Fontes: BC e Ministério do Planejamento

Nota brasileira e ajuste na economia
O BC lembrou que a Standard & Poors rebaixou recentemente a nota da dívida brasileira, que perdeu o chamado "grau de investimento" – uma recomendação para investir no Brasil. 


Isso, acrescentou a autoridade monetária, afetou as expectativas no curto prazo e custos no
médio e longo prazos e implica em "custos maiores para os agentes econômicos e acrescenta prêmios de riscos que tornam mais lenta a recuperação da confiança e, consequentemente, a retomada de atividade".


"Nesse contexto, a continuidade dos ajustes macroeconômicos em curso e a implementação
tempestiva de seu componente fiscal, para reduzir incertezas e prêmios de riscos, tornam-se essenciais para fortalecer fundamentos econômicos e gerar condições adequadas à recuperação da confiança dos consumidores e empresários para a recuperação da atividade", acrescentou o BC. 


Na semana passada, o governo anunciou um pacote de contenção de gastos e uma nova rodada de alta de tributos, com a proposta de retorno da CPMF para reequilibrar as contas públicas.

Inflação
A previsão do Banco Central para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de cerca de 9%, em junho, para 9,5% no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira. A estimativa do BC está um pouco acima dos 9,34% previstos pelo mercado financeiro para 2015.


No cenário de referência (juros e câmbio estáveis), cuja previsão era de 9% em junho, a estimativa avançou para 9,5% em 2015. No cenário de mercado (que considera as previsões dos analistas dos bancos para câmbio e juros nos próximos meses), a estimativa do BC para a inflação de 2015, que estava em 9,1% em junho, passou também para 9,5% neste mês.

De acordo com o Banco Central, a probabilidade de a inflação ficar acima do teto do sistema de metas, em 2015, é de cerca de 99% tanto no cenário de referência quanto no de mercado.

Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, ainda tem sido registrada.

Comportamento dos preços em 2016
O Banco Central informou ainda, no relatório de inflação divulgado nesta quinta, que sua estimativa de inflação para o ano de 2016 fechado subiu. 


No cenário de referência – que considera câmbio e juros estáveis – a previsão avançou de 4,8% em junho para 5,3% e, no cenário de mercado, subiu de 5,1% para 5,4%.
Em 2016, ainda de acordo com o BC, a probabilidade de estouro do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação meta é de 20% a 22%.

Sistema de metas brasileiro
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central tanto para 2015 como para 2016 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.


Quando a inflação fica mais alta do que o teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro, os dirigentes do BC não são demitidos. O presidente do Banco Central apenas precisa escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando as razões que motivaram o "estouro" da meta formal. A última vez em que isso aconteceu foi em 2003, ou seja, há mais de dez anos, e o documento foi assinado pelo então presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles.

O Banco Central tem informado que o objetivo da instituição é trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% no ano de 2016. O principal instrumento do BC para conter as pressões inflacionárias é a taxa básica de juros da economia, que atualmente está em 14,25% ao ano – o maior patamar em nove anos. A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa termine 2015 no atual patamar e que comece a cair no próximo ano.

Com uma taxa mais alta de juros, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.

Componentes do PIB
Ao revisar para baixo sua previsão de retração da economia brasileira neste ano, de uma contração de 1,1% para 2,7% de queda, o Banco Central também revisou os componentes do Produto Interno Bruto (PIB).


De acordo com a autoridade monetária, a produção agropecuária deverá crescer 2,6% neste ano, ante estimativa anterior de 1,9% de alta, repercutindo revisão do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do IBGE, referente ao mês de agosto.

A projeção para o desempenho da indústria, entretanto, recuou de -3% para -5,6%, reflexo de reduções nas estimativas para a indústria de transformação, de -6% para -8,2%; e para a construção civil, de -3,3% para -7,8%, "consistente com a redução do emprego no setor, os impactos de eventos não econômicos e a retração na produção de insumos típicos
da construção".


Já a produção do setor de serviços deverá recuar 1,6% (-0,8% na estimativa anterior), ressaltando-se, de acordo com o BC, as revisões nas atividades comércio, -3,8 p.p., e transporte, armazenagem e correio, -2,2 p.p.

"No âmbito dos componentes domésticos da demanda agregada, ressalte-se a redução, de -0,5% para -2,4%, na projeção para o Consumo das Famílias, em ambiente de piora no mercado de trabalho e manutenção da confiança do consumidor em patamares reduzidos", acrescentou o BC.

A instituição destacou, ainda redução na estimativa para a queda da Formação Bruta de Capital Fixo (taxa de investimentos), de -7% para -12,3%, "revisão compatível com a perda de dinamismo da construção civil e da produção de bens de capital".

Em relação ao componente externo da demanda agregada, a variação anual das exportações foi revista em 2,5 pontos percentuais., para 8%, e a das importações, em -4,7 pontos percentuais, para -10,7%, "evolução consistente com o cenário de desaceleração do consumo e depreciação cambial". 

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Desemprego tem a maior taxa para agosto desde 2009, diz IBGE

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Em agosto, o índice atingiu 7,6%, depois de ficar em 7,5% no mês anterior.
Considerando todos os meses, índice é o maior desde setembro de 2009.

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Anay Cury
Do G1, em São Paulo

24/09/2015 09h00 - Atualizado em 24/09/2015 09h36
Postado às 10h35m
O desemprego no país continuou em alta e, no oitavo mês do ano, atingiu 7,6% depois de bater 7,5% em julho, segundo informou nesta quinta-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um ano atrás, em agosto de 2014, a taxa estava em 5%.
DESEMPREGO EM AGOSTO
em %
8,16,765,35,357,6em %Anode2009Anode2010Anode2011Anode2012Anode2013Anode2014Anode2015567849
Fonte: IBGE



Para o mês de agosto, a taxa é a maior desde 2009, quando chegou a 8,1%. Considerando todos os meses, o índice também é o mais elevado desde setembro de 2009, quando ficou em 7,7%. Em março de 2010, o desemprego também havia atingido 7,6%.
De acordo com o IBGE, a população desocupada - que está procurando trabalho - somou 1,9 milhão e ficou estável em relação a julho. Mas, na comparação com o mesmo mês do ano passado, esse número cresceu 52,1%.
Já a população ocupada também ficou estável em relação a julho, em 22,7 milhões de pessoas. No entanto, recuou 1,8% na comparação com 2014.
No setor privado, o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada atingiu 11,3 milhões. Na comparação com  ficou estável na comparação mensal. Em relação a agosto de 2014, apresentou retração de 3,8 % (menos 445 mil pessoas).
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores, estimado em R$ 2.185,50, caiu 3,5% em relação ao ano passado e aumentou 0,5% na comparação com julho.
Entre os tipos de categoria analisadas pelo IBGE, os rendimentos caíram entre os empregados sem carteira no setor privado (-6,2%) e os militares e funcionários públicos (-1,6%). Na comparação com o ano passado, Em relação a agosto de 2014, a maior redução foi entre os empregados sem carteira no setor privado (-12,6%).
O nível de ocupação, que é a proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa, foi estimado em 51,8%.
Onde o desemprego caiu ou subiu
Em agosto, frente a julho, o Rio de Janeiro foi o único local a apresentar redução, de 5,7% para 5,1%. No entanto, nas outras regiões metropolitanas, não houve variação. Já quando se compara com agosto do ano passado, a desocupação aumentou em Salvador, de 9,3% para 12,4%; São Paulo, de 5,1% para 8,1%; Recife, de 7,1% para 9,8%; Belo Horizonte, de 4,2% para 6,7%; Rio de Janeiro, de 3,0% para 5,1%; e em Porto Alegre, de 4,8% para 6,0%.
Já a estimativa para a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é de que atinja 9,5% em 2015 - mais do que o dobro da meta central de 4,5% para o período e também acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação brasileiro.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.185,50. Este resultado foi 0,5% maior que o registrado em julho (R$ 2.174,49) e 3,5 % inferior ao obtido em agosto de 2014 (R$ 2.264,62).
Previsões pessimistas
As previsões sobre o desempenho da economia neste ano têm sido preocupantes. Nesta quinta-feira, o Banco Central anunciou que estima que o Produto Interno Bruto (PIB) deva "encolher" 2,7% neste ano – a maior contração desde 1990, quando recuou 4,35%, ou seja, em 25 anos.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dólar a R$ 4: como o Brasil era em 2002 e como está hoje

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Moeda teve cotação histórica nesta terça-feira (22).
Veja as diferenças entre os dois 'Brasis' de quando o dólar chegou nas alturas.

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Do G1, em São Paulo
22/09/2015 21h40 - Atualizado em 22/09/2015 21h48
Postado em 23 de setembro de 2015 às 10h50m
O dólar fechou nesta terça-feira (22) no maior valor da história, cotado a R$ 4,0538. A última vez que a moeda americana bateu esse valor foi em 10 de outubro de 2002. 
Compare o momento do país nas duas ocasiões em que o dólar disparou: 
CAMPEÃO MUNDIAL
cartela 2002 2015 (Foto: Getty Images/Fabrice Coffrini/AFP)(Foto: Getty Images/Fabrice Coffrini/AFP)
Em 2002, o Brasil levou o penta na Copa do Japão e da Coreia do Sul ao bater a Alemanha por 2 a 0 na decisão, com dois gols de Ronaldo. 
Já em 2015, é a Alemanha a atual detentora do título mundial, conquistado justamente no Brasil e com uma goleada histórica de 7 a 1 sobre os anfitrões na semifinal.
HORÁRIO NOBRE
cARTELA 2002 2015 (Foto: Tv Globo/Gshow)(Foto: Tv Globo/Gshow)
Reinaldo Giancchini era o galã e mocinho da novela "Esperança", que entrou no ar no horário nobre da TV Globo em junho de 2002. Hoje, o protagonista é Alexandre Nero, até agora nada mocinho em "A regra do jogo".
cartela PIB_VA (Foto: Divulgação/Decom)(Foto: Divulgação/Decom)

PRESIDENTE
CARTELA 20002 2015 (Foto: Divulgação/Magdalena Guitierrez/Heloise Hamada/G1)(Foto: Divulgação/Magdalena Guitierrez/Heloise Hamada/G1)
Em setembro de 2002, estava perto do fim o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que no ano seguinte passaria a faixa para Lula (PT). Hoje, quem enfrenta o dólar nas alturas é Dilma Rousseff (PT), também em segundo mandato.
cartela inflação_VA (Foto: Reprodução / EPTV)(Foto: Reprodução / EPTV)


CARRO MAIS VENDIDO
cartela 2002 2015 (Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)
Na época, o brasileiro andava de Gol, o carro mais vendido de 2002. Era ainda o modelo derivado da geração 2, que todo mundo conhece como "Bolinha", com um "tapa" no visual. 
E, como é tradição, a Volkswagen lançou uma série especial para a Copa (na foto). O reinado do Gol durou 27 anos, até que, em 2014, o Fiat Palio tomou o primeiro lugar e segue como o mais vendido de 2015.
CAMPEÃO DO BBB
CARTELA 2002 2015 (Foto: Iran Sampaio/Gshow)(Foto: Iran Sampaio/Gshow)
Em 2002, estreava o programa Big Brother Brasil. O ganhador da primeira edição foi o dançarino Kléber Bambam. Neste ano o programa chegou a sua 13ª edição, vencida pelo paranaense Cézar.
cartela salário mínimo (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)(Foto: REUTERS/Bruno Domingos)
desemprego cartela (Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução)
cartela selic (Foto: Reprodução/TV Globo)cartela selic (Foto: Reprodução/TV Globo)














































































 
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