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quarta-feira, 13 de maio de 2015

VW Polo some das lojas; veja outros carros que saíram ‘de fininho’

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Além dele, Peugeot 207 e BMW Série 4 Coupé deixaram de ser vendidos.
GM nega fim da produção do Celta, enquanto March 'antigo' é para frotistas.

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André Paixão Do G1, em São Paulo
13/05/2015 08h00 - Atualizado em 13/05/2015 08h33
Postado às 12h40m
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No expressão popular, “sair à francesa” significa deixar algum evento com discrição, sem chamar atenção, até mesmo sem se despedir. Recentemente, alguns veículos deixaram o mercado brasileiro de mansinho, sem qualquer aviso das montadoras. Veja alguns casos:
Volkswagen Polo
Polo não pode ser configurado no site da Volkswagen (Foto: Reprodução)
Polo não pode ser configurado no site da Volkswagen (Foto: Reprodução)

O mais recente caso de um modelo que saiu de linha sem alarde é o Polo. Fruto de um projeto refinado para sua época, ele perdeu espaço no Brasil para o Fox, que, na nova geração, tem a missão de ser o hatch "premium" da marca por aqui.

Enquanto isso, a Volkswagen foi restringindo aos poucos o acesso ao veículo no Brasil. Primeiro, desativar o configurador do modelo no site oficial. Agora, ele saiu da tabela de preços públicos, divulgada na segunda-feira (11).

Procurada, a Volkswagen, por meio de sua assessoria de imprensa, não informou se o veículo ainda é produzido, e disse que não irá comentar o assunto.

O G1 consultou 10 concessionárias da montadora alemã, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Salvador e Belém. Em todas, os vendedores afirmaram que o modelo deixou de ser produzido no final do ano passado. Nas que ainda contavam com unidades do modelo em estoque, a oferta nunca era superior a duas unidades, sempre no modelo 2014.

Nos quatro primeiros meses de 2015, foram emplacados 1.270 Polo hatch e 1.334 Polo Sedan. Porém, no mês de abril, o modelo registrou pior resultado do ano, com 81 unidades para o hatch e 77 para o sedã. Os dados são da Fenabrave, a associação das concessionárias.
BMW Série 4 Coupé
BMW Série 4 (Foto: Divulgação)BMW Série 4 (Foto: Divulgação)

No início do ano passado, a BMW lançou no Brasil o Série 4 Coupé. Dono de um visual interessante, com queda do teto suavizada e com duas portas, como os cupês devem ser, era oferecido em versão única, 435i, com motor 3.0 de seis cilindros e 306 cavalos.

Porém, no final de 2014, com a chegada do Série 4 Gran Coupé, modelo com desenho semelhante, mas com duas portas traseiras, o cupê acabou descontinuado. 

De acordo com a BMW, “foi uma decisão estratégica deixar de comercializar o BMW 435i Coupe M Sport e passar a oferecer o BMW 428i Gran Coupé, modelo que também tem design coupé, oferece quatro portas e conta com maior aceitação no mercado nacional”, afirmou, em nota, a empresa.
Chevrolet Celta
Chevrolet Celta 2015 (Foto: Divulgação)Chevrolet Celta 2015 (Foto: Divulgação)

Antigo sucesso de vendas da GM, o Celta se tornou apenas um coadjuvante na marca, que tem como protagonistas da linha a dupla Onix/Prisma. Entre janeiro e abril, ele foi apenas o 19º mais vendido do mercado nacional, depois de ocupar o 3º lugar em 2010, segundo a Fenabrave.

A GM, entretanto, afirma que o modelo segue em produção, e que não comenta especulações sobre o fim da linha. Em janeiro, o presidente da marca, Santiago Chamorro, afirmou que seu trabalho neste ano seria “vender muitos Celta e Classic”.

Confirmado desde o início de 2014, o futuro sucessor do Celta, que será global e feito no Brasil, ainda não tem data para chegar. Em outubro, no Salão do Automóvel de SP, a cúpula da GM disse que ainda não havia encontrado “a fórmula certa para ter tamanho design, conforto e custo”.

Atualmente, o Celta é oferecido em versão única, LT 5 portas. Ele custa R$ 34.990, e vem equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos. Há opção de configurar o modelo no site da marca. Em setembro do ano passado, a GM adotou a saída "à francesa" para o Agile e o Sonic.
Nissan March Active
Nissan March Active (Foto: Divulgação)Nissan March Active (Foto: Divulgação)

Quando a marca apresentou o March com novo motor 1.0 de três cilindros, em janeiro deste ano, afirmou que a versão Active, aquela com o visual antigo, permaneceria no mercado. No entanto, pouco tempo depois, o carro desapareceu do site comercial da Nissan.

Consultada, a montadora afirmou que o Active segue em produção na fábrica da marca em Resende (RJ), e é comercializado sob encomenda para frotistas. 

Oferecido apenas com motor 1.0 de quatro cilindros (74 cavalos), sai por R$ 32.290. Vem com direção elétrica, ar-condicionado e comandos elétricos para vidros, travas e retrovisores.
Peugeot 207
Peugeot 207 (Foto: Divulgação)Peugeot 207 (Foto: Divulgação)

Com a chegada do “premium” 208, a Peugeot acabou “rebaixando” o 207 a carro de entrada no Brasil. A vida dele, entretanto, não foi muito longa, e no segundo semestre do ano passado, a marca resolveu encerrar a produção. Segundo a marca, o modelo podia ser encontrado nas concessionárias até fevereiro.

Neste ano, foram apenas 162 unidades emplacadas, de acordo com a Fenabrave. Destas, o último mês registrou apenas 6 veículos. Na Argentina, porém, o modelo segue comercializado, com motores 1.4, a gasolina ou diesel.

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Velocidade da banda larga no Brasil varia entre taxas de Líbia e Japão

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Mapa mostra disparidade entre cidades; internet completa 20 anos no Brasil.
Média de velocidade é 3 Mbps; governo quer elevar a 25 Mbps até 2018.

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Helton Gomes Simões e Thiago Reis Do G1, em São Paulo
13/05/2015 06h38 - Atualizado em 13/05/2015 08h34
Postado às 08h50m
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Enquanto a maior parte dos moradores de 406 cidades do Brasil acessa a internet com uma velocidade inferior à oferecida na Líbia – um país em conflito –, a maioria dos habitantes de outros 456 municípios navega na web com velocidade similar à de países como Finlândia, Suíça e Japão.

É o que mostra um levantamento feito pelo G1 com base nos dados mais recentes deste ano da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – acesse o mapa.

A velocidade média da internet no Brasil, que completa 20 anos neste mês, gira em torno de 3 Mbps, o que faz o país ocupar a 89ª taxa de download mais rápida do mundo, atrás de Iraque, Kwait e Sri Lanka, segundo o último relatório da Akamai, empresa de alcance global e referência na área. A Coreia do Sul, em primeiro lugar no ranking formado por quase 150 países, tem uma velocidade média de 22,2 Mbps.
A média do Brasil esconde uma disparidade ainda maior entre os municípios. Como as empresas são obrigadas a informar à Anatel a faixa de velocidade de todos os pontos de acesso fixo no país, é possível analisar a situação de cada cidade.

São cinco tipos de faixa de classificação (0 a 512 Kbps, 512 Kbps a 2 Mbps, 2 Mbps a 12 Mbps, 12 Mbps a 34 Mbps e acima de 34 Mbps). São Paulo, por exemplo, tem 3,1 milhões de pontos. A maioria deles (47%) se concentra na faixa de 2 a 12 Mbps.

Como foi feito o mapeamento?
Com base na faixa predominante de velocidade de cada cidade, o G1 elaborou um mapa. Ele mostra que em 406 cidades o maior percentual das conexões está na faixa que vai até 512 Kbps. 


Parte dos municípios está localizada na região Norte e no interior dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Como base de comparação, a Líbia, lanterna do ranking mundial, tem uma taxa média de 700 Kbps.
Velocidade - Brasil (Foto: Arte/G1)
O diretor de operações da Akamai, Jonas Silva, diz que essa situação reflete a história do país. “Toda a infraestrutura da internet está desenvolvida mais ou menos da forma como o Brasil foi colonizado. 

As cidades costeiras têm mais habitantes, tiveram um desenvolvimento primário melhor que o interior do Brasil. Por isso, as velocidades nesses locais são bastante altas”, diz.

Nas cidades do Sul, ele cita o fato de estarem próximas da fronteira e serem mais rurais como empecilho. O diretor da Akamai coloca o tamanho dos municípios como agravante. “Se a cidade tem mais de 1 milhão de habitantes, tem provedor de acesso que não acaba mais. 

Pode escolher o provedor A, B ou C. À medida que se entra para as cidades de 800 mil, já começa a diminuir a quantidade de provedores.

Nas cidades menores, a oferta é mais baixa.”
Na outra ponta da velocidade da web, estão 456 cidades onde a maioria dos moradores conta com uma velocidade de 12 Mbps a 34 Mbps; 95% delas estão no estado de São Paulo. Melhor que elas, só Vinhedo (SP), a única cidade do país que tem como faixa predominante de acesso mais de 34 Mbps.

Alexander Castro, diretor de banda larga do Sinditelebrasil, a associação das teleoperadoras, diz que a maior concentração de renda favoreceu o estado de São Paulo: “Ao ver que havia mercado receptivo a serviços mais caros, as operadoras investiram em implantação de fibra ótica na região. 

A concorrência entre elas acabou sendo maior, o que tem tornado a oferta de serviços mais ampla e menos dispendiosa.”
“A prioridade das operadoras era buscar regiões com alto IDH, alta demanda, e isso levou a uma situação que a densidade de acesso ficou maior no Sudeste”, afirma Castro.

De acordo com o levantamento do G1, 3.971 cidades têm como faixa predominante de velocidade aquela que vai de 512 Kbps a 2 Mbps. Há ainda 733 cidades cuja maioria da população acessa a internet com uma velocidade que varia de 2 Mbps a 12 Mbps. Só três municípios (Balneário Rincão-SC, Mojuí dos Campos-PA e Pinto Bandeira-RS) não contam com nenhum ponto de acesso de banda larga fixa no país.

Carência de internet no Norte
O diretor da Sinditelebrasil e o diretor da Akamai concordam que a principal dificuldade hoje está em melhorar os índices da região Norte.

Download (Foto: Arte/G1)
“Quando se caminha para o Oeste, há um problema grave: não dá para passar nada. São regiões inóspitas e de floresta. Elas são servidas, com raras exceções, por satélite. E ele é por natureza caro e lento. 

No caso da Amazônia, pelo lado brasileiro, a floresta restringe a instalação de infraestrutura. Pelo lado vizinho, os Andes impedem a passagem de cabos. Tem que passar cabo a 4 mil metros de altitude”, conta Jonas Silva.

Alexander Castro diz que “enquanto não for possível colocar satélites que operem em bandas com custos melhores ao usuário, a situação não será revertida”.

O Ministério das Comunicações diz que “reconhece que há uma carência de infraestrutura ainda presente no Brasil que dificulta o acesso à banda larga de populações em algumas regiões mais isoladas e cria um hiato na disponibilidade de internet de alta velocidade no país”. 

“Ciente de que existe uma grande desigualdade no serviço ofertado, o governo não medirá esforços para, por meio do Programa Banda Larga Para Todos, melhorar essa realidade e diminuir os desequilíbrios regionais”, informa, em nota.

Banda Larga para Todos
O Brasil tem atualmente 24,3 milhões de pontos de acesso de banda larga fixa. Destes, 46,3% estão na faixa de 2Mbps a 12 Mbps.

O diretor da Sinditelebrasil traça um cenário otimista para os próximos anos. 

“As operadoras começaram a investir em novas tecnologias. No caso do móvel, a solução é o 4G.
Na banda larga, as operadoras usaram soluções para otimizar o tráfego. Começaram a usar anéis metropolitanos de fibra ótica e até em bairros. Até 2019, vai ter acesso em todos os municípios do Brasil e o país todo vai ter internet no patamar próximo de 20 Mbps.”

A meta do governo é ainda mais ousada. 
Segundo o Ministério das Comunicações, o Plano Banda Larga para Todos, ainda em formulação, pretende levar internet rápida, com uma velocidade média de 25 Mbps, para 95% da população brasileira até 2018.

Para chegar a esse patamar, no entanto, há um longo caminho a ser percorrido. Hoje, só 4,5% das conexões são por fibra ótica, relevam dados da Anatel.

O ministério diz que será preciso contar com “forte investimento em infraestrutura de fibra óptica e a operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, que será lançado em 2016”. 

A pasta afirma, no entanto, que isso ainda depende do orçamento disponível para o programa.

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terça-feira, 12 de maio de 2015

Produção da indústria cai em 5 de 14 locais em março, diz IBGE

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Maiores recuos partiram do Ceará, de Minas Gerais e do Paraná.
Considerando todos os locais, a produção teve baixa de 0,8%.

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Do G1, em São Paulo
12/05/2015 09h00 - Atualizado em 12/05/2015 09h38
Postado às 23h35m
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A produção industrial brasileira caiu em 5 de 14 locais em março, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta terça-feira (12).

PRODUÇÃO POR ESTADO
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Fonte: IBGE
Os recuos partiram do Ceará (-3,1%), de Minas Gerais (-2,5%), do Paraná (-2,3%) e de Pernambuco (-2,2%). A menor queda foi vista em São Paulo (-0,8%).

Na contramão, a Bahia teve uma "expansão atípica" de 22,1%, após três meses seguidos de queda. Também mostraram avanços a Região Nordeste (8,1%), o Rio de Janeiro (4,8%), Pará (3,2%), Espírito Santo (1,2%), Rio Grande do Sul (1,1%), Goiás (0,7%), Amazonas (0,5%) e Santa Catarina (0,3%).

Após uma leve recuperação em janeiro, a indústria brasileira teve em março seu segundo mês seguido de queda, afetada pelo baixo nível de confiança de empresários e consumidores e pela desaceleração da demanda doméstica.

A produção caiu 0,8% em março na comparação com o mês anterior, depois de ter sofrido redução de 1,3% (dado revisado) em fevereiro, segundo dados divulgados na semana passada.

Em relação a março de 2014, a indústria sofreu uma queda de 3,5%, com 11 dos 15 locais pesquisados acompanhando o movimento. 

Nesse mês, os recuos mais intensos foram registrados por Amazonas (-20,6%) e Minas Gerais (-9,7%), "pressionados, em grande parte, pela redução na produção dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e bebidas, no primeiro local; e de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), metalurgia, entre outros, no segundo.

Paraná (-5,2%), Rio de Janeiro (-5,1%), Santa Catarina (-4,0%), Bahia (-3,1%), São Paulo (-2,7%), Ceará (-2,4%), Rio Grande do Sul (-2,1%), Região Nordeste (-1,2%) e Pernambuco (-0,7%) também tiveram taxas negativas.
Por outro lado, Espírito Santo (19,8%) e Pará (11,8%) mostrararam os avanços mais intensos nesse mês, seguidos por Goiás (6,2%) e Mato Grosso (6,1%).

"Os sinais de diminuição no ritmo produtivo também ficaram evidentes, no confronto do último trimestre de 2014 com o resultado do primeiro trimestre de 2015, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, em que 11 dos 15 locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando o movimento do índice nacional, que passou de -4,1%, no quarto trimestre do ano passado, para -5,9% no índice acumulado nos três primeiros meses de 2015", diz o IBGE, em nota.

Post.N.\6.194
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