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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Inflação oficial de março é a maior para o mês desde 1995

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No mês anterior, taxa ficou em 1,32%, após avanço de 1,22% em fevereiro.
Em 12 meses, o indicador acumula alta de 8,13%, segundo IBGE.


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Anay Cury e Cristiane Cardoso Do G1, em São Paulo e no Rio
08/04/2015 09h00 - Atualizado em 08/04/2015 12h44
Postado às 21h40m
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IPCA EM MESES DE MARÇO
Taxa mensal, em %
Created with @product.name@ @product.version@1,550,350,510,341,10,220,380,61,230,470,610,430,370,480,20,520,790,210,470,921,32Ano de 1995Ano de 1996Ano de 1997Ano de 1998Ano de 1999Ano de 2000Ano de 2001Ano de 2002Ano de 2003Ano de 2004Ano de 2005Ano de 2006Ano de 2007Ano de 2008Ano de 2009Ano de 2010Ano de 2011Ano de 2012Ano de 2013Ano de 2014Ano de 201500,511,52Ano de 2015● Series 1: 1,32
Fonte: IBGE
A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,32% em março, depois de avançar 1,22% em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a mais elevada desde 1995, considerando apenas o mês de março.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 8,13%, a maior desde dezembro de 2003 (9,3%). A estimativa mais recente do boletim Focus, do Banco Central, apontava que os economistasdo mercado financeiro previam que o IPCA atingisse 8,2% no final deste ano. O valor está bem acima do teto da meta de inflação do BC, de 6,5%.

"O que a gente analisa em 12 meses é que o consumidor está pagando mais para vários produtos, mas principalmente para se alimentar e para morar”, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.
No primeiro trimestre, o índice ficou em 3,83%. Em março de 2014, o IPCA havia atingido 0,92%.
“Lá em 2003, o ano vinha trazendo inflação que começou no segundo semestre de 2002. O ano de 2002 fechou com inflação de 12,52%. E teve o efeito do dólar. A característica do primeiro trimestre de 2003 tem pontos em comum com esse ano, mas o perfil é diferenciado. 

Porque ali foi uma mega desvalorização do real que influenciou os preços, por conta das eleições, influenciou a alta do dólar e isso se descarregou ainda no primeiro trimestre de 2003”, analisou.

Gastos com energia
O vilão da inflação de março foi a energia elétrica, representando mais de 50% do índice geral. O aumento médio foi de 22,08%. Segundo o IBGE, com a revisão tarifária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), houve aumentos extras, que acabaram impactando na inflação do mês.
"Com os aumentos ocorridos, o consumidor está pagando neste ano, em média, 36,34% a mais pelo uso da energia, enquanto nos últimos 12 meses, as contas já estão 60,42% mais caras", diz o IBGE, em nota.

Em março, durante a divulgação do IPCA de fevereiro, o IBGE já havia dito que o reajuste das tarifas de energia elétrica de diversas concessionárias do país e o aumento na taxa extra das bandeiras tarifárias, cobrada nas contas de luz quando há aumento no custo de produção de energia, poderiam impactar a inflação oficial.

A energia elétrica está dentro do grupo de gastos com habitação. Por isso, a variação de preços do grupo foi a maior entre todos os outros pesquisados, de 5,29%. No mês anterior, havia sido menor, de 1,22%.

Outros impactos
Na sequência, estão as despesas com alimentação e bebidas, cujos preços subiram 1,17%, depois de avançar 0,81% no mês anterior.

No grupo de gastos com transportes, houve uma desaceleração da alta de preços, de 2,20% para 0,46%. A gasolina ficou 1,26% mais cara e o ônibus urbano, 0,85%. Ficaram mais baratos os itens passagens aéreas (-15,45%) e telefone fixo (-4,13%).
“Houve uma influência forte da energia, ônibus, realinhamento das tarifas de ônibus – muitas não aumentaram ano passado –, a gasolina. Basicamente tarifas, pressão forte das tarifas com alimentos também”, diz Eulina.

“O custo de vida do brasileiro está bem mais caro, especialmente neste primeiro trimestre do ano, que concentrou realinhamento de preços em vários itens importantes, itens administrados, itens que têm peso grande no orçamento das famílias, como a gasolina, cujo litro aumentou no mês passado, taxa de água e esgoto também ficou bem mais cara nesse ano, a energia, e os alimentos. Então, são itens básicos, pressionando o custo de vida”, explica.

INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também divulgado pelo IBGE, apresentou variação de 1,51% em março, após avanço de 1,16% em fevereiro. No primeiro trimestre do ano, o índice tem alta de 4,21% e, em 12 meses, de 8,42%.

“As famílias de menor rendimento tendem a gastar a maior parte de suas rendas com alimentação, e com os alimentos subindo as pessoas são mais prejudicadas”, diz Eulina.

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terça-feira, 7 de abril de 2015

Produção de veículos cai 7% em março ante 2014, aponta Anfavea

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1º trimestre fecha em baixa de 16,2%, com 663,10 mil unidades.
Montadoras fazem previsão mais pessimista para o fechamento do ano.

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Luciana de Oliveira Do G1, em São Paulo
07/04/2015 11h36 - Atualizado em 07/04/2015 15h52
Postado às 16h50m
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A produção de automóveis, ônibus e caminhões no Brasil registrou queda de 7% em março, apontou a associação das fabricantes (Anfavea) nesta terça-feira (7). No período, foram produzidas 253,6 mil unidades, frente a 272,8 mil no mesmo mês de 2014.

Em comparação a fevereiro, quando a indústria teve 206,3 mil veículos produzidos, houve crescimento de 22,9%. "Mas é preciso lembrar que, em fevereiro, houve menos dias úteis por causa do carnaval", observou o presidente da Anfavea, Luiz Moan.

Trimestre 'extremamente ruim'
De janeiro a março, o setor produziu 663,10 mil veículos, o que representa baixa de 16,2% no acumulado, ao comparar com o mesmo período de 2014, que chegou a 791,67 mil veículos. "Foi extremamente ruim", resumiu Moan.

As vendas caíram 17% no primeiro trimestre, em conformidade com o que foi divulgado pela federação dos concessionários, a Fenabrave, no último dia 1º.

Previsões mais pessimistas para o ano
Com o desempenho abaixo do esperado, a Anfavea reviu as previsões para o ano. Em janeiro passado, a entidade estimou alta de 4,1% na produção, com 3,276 milhões de unidades, e vendas estáveis em 2015.


No entanto, as novas estimativas da associação são de recuo de 10% na produção total, sendo 9,3% de baixa para carros, e 22,5% no setor de caminhões e ônibus.
(O 2º trimestre) Não será tão
difícil como o 1º, mas também
não será fácil."

Luiz Moan, presidente da Anfavea
Em relação às vendas, é prevista queda de é de 13,2% no total, com 12,3% em carros e 31,5%, no caso de caminhões e ônibus.
"O 2º trimestre será difícil, menos que o 1º, mas há uma incidência de feriados", destacou Moan, lembrando que só o mês de abril tem dois feriados prolongados (Páscoa e 21 de Abril). "Não será tão difícil como o 1º, mas também não será fácil."

Carros usados
Após alertar, em fevereiro passado, que as vendas de carros usados também estavam em baixa, a Anfavea informou que, juntando com os números de março, elas tiveram alta de 1,3% para automóveis e 7% para comerciais leves (SUVs, picapes e furgões).


Caminhões no vermelho
Apenas os caminhões usados tiveram recuo no período, de 4%, na comparação com o 1º trimestre de 2014. "Precisamos lembrar que o caminhão usado, muitas vezes, serve como entrada para o novo", associou Moan.

As vendas de caminhões zero quilômetro têm baixa ainda mais acentuada que as de carros.

Segundo a Anfavea, 7.374 unidades foram produzidas em março, 46,7% a menos que no mesmo mês de 2014, quando 13.844 caminhões foram fabricados.
No 1º trimestre, a queda foi ainda maior, de 49,3%, com 21.696 caminhões fabricados de janeiro a março contra 42.794 unidades no mesmo período de 2014.

As vendas também nos primeiros 3 meses do ano caíram 36,6%. "Caíram em todos os (sub)segmentos. No de (caminhões) pesados, a queda foi de 60%", comentou Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea. "Estamos observando um adiamento das compras."

Exportações
A Anfavea manteve as expectativas sobre as exportações divulgadas no início do ano: alta de 1,1%. Em março, as vendas de veículos para fora do Brasil cresceram 2,4% na comparação anual. No 1º trimestre, foram 6,3% maiores.

Em valores, foram US$ 908,1 milhões em março, montante 6,7% inferior ao de 1 ano atrás. De janeiro a março, as exportações somaram US$ 2,4 bilhões, queda de 16,8% sobre o 1º trimestre de 2014.

Empregos
Somando 140.851 pessoas, o número de trabalhadores na indústria automobilística, incluindo as fábricas de máquinas agrícolas, caiu 1% em 1 mês e 9,4% na comparação com março de 2014, informou a Anfavea.


Ao lembrar que, com a produção em baixa, as empresas continuam lançando mão de medidas como suspensão temporária de contratos ("lay-off") e férias coletivas, Moan disse que é necessária a criação de um "plano adicional de proteção ao emprego", com medidas alternativas para períodos de crise. "Vamos lembrar que crises são cíclicas", afirmou.

Testes com a nova gasolina
A Anfavea diz que já terminou os testes de durabilidade dos motores a gasolina com o percentual de etanol aumentado e enviou o relatório ao grupo de trabalho interministerial, que fará análise e tirará conclusões. O grupo deveria se reunir nesta terça-feira, mas o encontro foi adiado. 


"Aceitamos o desafio e fizemos os testes de forma acelerada, isto quer dizer que dividimos entre as montadoras", disse Moan.
Enquanto não há conclusão sobre os testes, a gasolina premium segue como a única que não sofreu aumento no percentual de etanol na mistura. 

A Anfavea pediu que o governo deixasse um tipo de gasolina inalterado enquanto avaliava se a nova mistura poderia afetar a durabilidade dos motores movidos apenas a gasolina, sobretudo no caso de carros antigos.
Na gasolina comum e na aditivada, o percentual de etanol passou de 25% para 27% no último dia 16.
Produção de veículos no Brasil (Foto: Divulgação/Volkswagen)Produção de veículos no Brasil (Foto: Divulgação/Volkswagen)


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Carpinteiro indiano gasta R$ 20 mil para construir carro de madeira

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Veículo é equipado com um motor de um Maruti 800.
Carro alcança 120 km/h e faz 16 quilômetros por litro.

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Do G1, em São Paulo
07/04/2015 06h00 - Atualizado em 07/04/2015 06h00
Postado às 12h40m
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O carpinteiro indiano Mohinder Singh Lotay construiu um carro de madeira em sua casa em Patiala, na Índia. 

Ele gastou 400 mil rúpias indianas (R$ 20,3 mil) na construção do veículo, que é equipado com um motor de um Maruti 800. O carro pode atingir uma velocidade máxima de 120 km/h e faz 16 quilômetros por litro, segundo Lotay.
Mohinder Singh Lotay (dir) exibe ao lado do filho Amandeep Singh Lotay o carro de madeira (Foto: AFP)Mohinder Singh Lotay (dir) exibe ao lado do filho Amandeep Singh Lotay o carro de madeira (Foto: AFP)

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