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terça-feira, 22 de abril de 2014

Neandertal tinha menos diversidade genética que Homo sapiens

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Trabalho internacional comparou material genético de diversos hominídeos.
Pesquisa encontrou mutação ligada a comportamento do homem moderno.

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21/04/2014 18h45 - Atualizado em 21/04/2014 19h29
Postado em 22 de março de 2014 às 08h45m
Da EFE

Reconstrução de um homem de Neandertal (esq.) e mulher (dir.) no Museu de Mettmann, na Alemanha, em 2009 (Foto:  Federico Gambarini/DPA/Arquivo AFP)Reconstrução de um homem de Neandertal (esq.) e mulher (dir.) no Museu de Mettmann, na Alemanha, em 2009 (Foto: Federico Gambarini/DPA/Arquivo AFP)

Um grupo internacional de pesquisadores constatou que a diversidade genética dos neandertais era menor que a dos humanos modernos, e que os genes que mais sofreram mutações no Homo sapiens são os relacionados com a pigmentação da pele e o comportamento, sobretudo a hiperatividade e a agressividade.

Estas são algumas das conclusões de um trabalho dirigido pelo paleogeneticista Svante Pääbo, do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck (Alemanha), publicado na revista "PNAS".

Para chegar a essas conclusões, os cientistas sequenciaram os exomas - a parte do genoma que codifica os genes - de dois neandertais, um da caverna de Sidron e outro da caverna de Vindija (Croácia), e os compararam com restos mortais de neandertais da Sibéria e de um denisovano (Homo cuja descoberta foi anunciada em 2010 e cujos restos também foram encontrados na Sibéria).

Os pesquisadores verificaram que os neandertais tinham menor diversidade genética que os humanos atuais, o que evidencia um menor número de recursos evolutivos para se adaptar às mudanças - "uma possível perda de adaptabilidade", segundo o cientista espanhol Antonio Rosas, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), que participou do trabalho.

Outra verificação importante é que os neandertais estavam organizados em pequenos grupos e dispersos no território. Rosas disse à Agência EFE que os pesquisadores chegaram a esta última conclusão graças ao estudo comparativo das duas cópias de cada cromossomo.

"Comprovou-se que nos neandertais as duas cópias de um mesmo gene nos dois cromossomos (herdados um do pai e outro da mãe) são muito mais parecidas do que no humano atual, o que indicaria endogamia e convivência em pequenos grupos", declarou.

Os paleobiólogos também apontam que entre os grupos de neandertais existe diversificação (os da Sibéria são um pouco diferentes do que os que viveram na a Península Ibérica, por exemplo). Este trabalho também aborda a identificação dos genes potencialmente responsáveis pelas mudanças físicas na evolução.

A comparação dos exomas fósseis com os de vários humanos modernos de África, Europa e Ásia mostra que a linhagem comum de denisovanos e neandertais acumulou um bom número de mutações nos genes que controlam a forma do esqueleto - rosto, paladar, tórax -, distribuição do pelo, metabolismo e sistema cardiovascular.

No ramo dos neandertais, as mudanças afetaram especificamente os genes relacionados à lordose da coluna: sabe-se por estudos de anatomia comparativa que os neandertais tinham uma curvatura lombar reduzida.

No entanto, na descendência dos "Homo sapiens", as mutações genéticas se concentram em certos genes vinculados ao comportamento e à pigmentação da pele: "Neste último caso, as mudanças podem estar relacionadas com as diferenças na pigmentação da pele das populações atuais", segundo Rosas.

Quanto ao comportamento, o homem moderno tem de maneira exclusiva mutações genéticas que fizeram mudar sua atividade e agressividade, mas não se sabe se para mais ou menos.

Para Rosas, este estudo "pela primeira vez põe um nome, embora não ainda um sobrenome, à base genética das mudanças na anatomia e o comportamento produzidos nos processos evolutivos".

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Indústria já considera 2014 um ano perdido


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Crescimento fraco, alta de juros, calendário de Copa e eleições levam empresas a reduzir projeções
BRASÍLIA - Diante da piora nas expectativas e da previsão de crescimento da economia cada vez menor, setores dinâmicos da economia dão como perdido o ano de 2014. Incapazes de vislumbrar de onde virá o aquecimento da atividade econômica e com a alta disseminada no nível dos estoques, empresários industriais reveem para baixo suas estimativas, que vão de queda até uma leve alta na produção. 

Enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê avanço de 1,5% na indústria da transformação, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) passou a projetar queda de 0,8% na produção nacional este ano, sem boas perspectivas para 2015. A previsão anterior da Fiesp era de crescimento de 1%.

O longo ciclo de alta de juros, a reversão de desonerações tributárias e a provável alta no custo de produção, sobretudo em função do encarecimento da energia elétrica e dos insumos importados, estão entre os fatores que dificultam a vida dos fabricantes. 

Segundo o diretor do Departamento de Economia da Fiesp, Paulo Francini, o chamado carry-over (efeito estatístico que informa quanto do crescimento do ano anterior foi transferido para o seguinte) foi muito negativo para o setor, que virou o ano passado com queda de 3,7%. 

Além disso, 2014 começou pouco promissor, com redução do consumo das famílias e do crédito, associado a outros fatores “complicados”, como Copa do Mundo e eleições.
— A sensação que temos é que 2014 será mesmo um ano perdido — afirma Francini.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, disse que, em 2014, não haverá crescimento da produção de eletroeletrônicos. O faturamento do setor deve subir entre 3,5% e 4%, mas puxado pelas importações, que correspondem a 26% dos produtos acabados.

A pesquisa de sondagem junto às empresas associadas à Abinee, que será divulgada na próxima semana e foi adiantada ao GLOBO, mostra uma piora nos negócios do setor em março: 44% dos empresários entrevistados responderam que houve aumento nas vendas, contra 61% em fevereiro, e 17% deles informaram que as vendas ficaram estáveis, percentual que correspondia a 25% em fevereiro. 

Para 39% das empresas, houve queda nas vendas, contra 14%, no mês anterior.
— Diante do calendário que nós temos, o ideal seria que este ano passasse bem rápido — destacou Barbato.

A indústria de máquinas e equipamentos, depois de amargar uma redução de 3% no faturamento em 2012 e de 5,7% em 2013, espera uma estagnação, ou até mesmo uma nova queda de até 3% nos resultados deste ano. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, com a conjuntura atual, uma retomada dos investimentos será possível apenas a partir de 2016.

— Este ano é de eleições. E o ano que vem será de ajustes, de corte de despesas, com um cenário que não será favorável para a indústria — disse.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) estima um crescimento do setor de 4,5% no faturamento este ano mas, diante da desaceleração nas vendas de materiais de construção no varejo, o presidente da entidade, Walter Cover, avisou que os números podem mudar. 

Já a Anfavea, representante dos fabricantes de veículos automotores, espera que, no fechamento de 2014, seja registrado um crescimento de 1,4% na produção de veículos e de 1,1% nos licenciamentos (mercado interno). No ano passado, esses percentuais foram de 10% e -0,9%, respectivamente.

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, reconheceu que, na atual conjuntura, o setor registra avanço em ritmo menos acelerado que o verificado durante a crise de 2008/2009. Ele observou, porém, que hoje as bases de comparação são bem maiores.

— Isso faz parte de um processo absolutamente natural que costumo batizar de dores do crescimento. Quando se vende pouco, é mais fácil registrar um aumento elevado. Mas, num patamar lá em cima, é mais difícil ter o mesmo ritmo de crescimento — disse Moan.

Dados da Anfavea mostram que o licenciamento de veículos registrou queda de 15,2% em março, com 240,8 mil unidades, na comparação com igual mês do ano passado. No primeiro trimestre, o recuo foi de 2,1%.

Perda de competitividade
Para o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo, o setor deve registrar crescimento em 2014, mas em cima de uma base reprimida. No caso do aço bruto, que registrou retração de 1% no ano passado, as projeções são de crescimento de 5%. As vendas internas devem subir 4,1% e as exportações, 2,3%, depois de uma queda de 17,5% em 2013.

Ele destacou que toda a indústria de transformação vem perdendo competitividade de forma sistemática, sobretudo com a entrada de importados, e não consegue aumentar as exportações. Já Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Industria Têxtil e de Confecção (Abit), disse que a expectativa para a produção é entre alta de 1% e queda de 1%.

— Este ano deverá repetir 2013, porém com mais emoções. Temos eleições e Copa do Mundo, o que altera o movimento no comércio — disse Pimentel.

De acordo com o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Aloisio Campelo Júnior, as pesquisas de sondagem industrial realizadas pela instituição entre fevereiro e março revelam crescimento disseminado do nível dos estoques nos setores industriais, sobretudo automotivo, mecânico, têxtil, vestuário e calçados, associado a uma demanda fraca, tanto no mercado interno, quanto externo.

— Não quero ser alarmista, mas não vejo sinais positivos na indústria, que deve terminar o ano em ritmo lento de atividade — disse o professor.

Ele destacou que a conjuntura é desfavorável aos investimentos. Lembrou que o setor de bens de capital, depois de resultados positivos entre o fim de 2012 e boa parte de 2013, com aumento nas vendas de caminhões e máquinas agrícolas, voltou a se desacelerar. 

A queda no índice de confiança neste segmento, salientou Campelo, deve se estender até o segundo semestre. Outro fator agravante são as incertezas envolvendo o setor energético.

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Taça da Copa chega ao Rio e inicia tour por todas as capitais brasileiras


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Troféu desembarca na cidade que abrigará final do Mundial, em julho. Após passar por 89 países e mais de 150 mil km, objeto rodará 27 cidades pelo Brasil

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21/04/2014 21h06 - Atualizado em 21/04/2014 21h53
Postado em 22 de março de 2014 às 07h35m
Por Rio de Janeiro
 
A Taça da Copa do Mundo já está no Brasil. O troféu desembarcou no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira, após uma viagem por outros 89 países, rodando mais de 150 mil quilômetros desde setembro do ano passado. 

O avião saiu de Los Angeles, nos Estados Unidos, fez escalas em Belize e Manaus, e permanecerá no Rio até sexta, para exibição ao público no Maracanã.

O objeto de desejo das 32 seleções que disputarão a Copa rodará as 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal antes do início do Mundial (confira a programação completa no final do texto). 

O GloboEsporte.com acompanhou de perto a viagem da taça com uma equipe de reportagem dentro do avião por todo o giro pelo mundo.


A chegada a São Paulo acontece duas semanas antes do jogo de abertura, entre Brasil e Croácia, marcado para o dia 12 de junho, na Arena Corinthians. A capital paulista será a última cidade a receber o troféu. 

Campeões mundiais das cinco gerações (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) serão embaixadores da Coca-Cola, patrocinadora da Fifa e do evento, no tour pelo Brasil. 

No lançamento do projeto, no Rio, os representantes foram Zagallo, Amarildo, Rivellino, Bebeto e Marcos. Carlos Alberto Torres, capitão do tri em 1970, está confirmado no evento de terça no Maracanã.
 Tour da Taça Costa Rica (Foto: Divulgação / Fifa)Avião exclusivo foi usado pela patrocinadora da Fifa para levar a Taça a todos os continentes (Foto: Divulgação / Fifa)

De acordo com a regra estabelecida pela Fifa, apenas jogadores que foram campeões e chefes de Estado podem tocar o troféu. Responsáveis pela segurança apenas transportam a taça utilizando luvas, sem fazer contato direto.

 A volta ao mundo do objeto passou por diversos lugares marcantes. Cidades devastadas por acidentes naturais, como Porto Príncipe, no Haiti, e Rikuzentakata, no Japão, tiveram a oportunidade de exibir a taça à população. 

Ela ainda atravessou a fronteira entre Israel e Palestina, e recebeu a visita de pessoas ilustres, como Pelé (na França) e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Agora, é a vez dos brasileiros.

Tabela - Tour da Taça no Brasil (Foto: GLOBOESPORTE.COM)

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