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terça-feira, 19 de março de 2013

Comparativo: Volvo XC60 X Audi Q3


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Ao considerar preço e itens de conforto, o Q3 leva a taça.
XC60 se destaca pelo conforto ao dirigir e pelos itens de segurança.

19/03/2013 09h39 - Atualizado em 19/03/2013 09h39
Postado às 16h30
Priscila Dal Poggetto Do G1, em São Paulo


Volvo XC60 X Audi Q3 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Os crossovers ganham cada vez mais espaço em mercados como o brasileiro, onde a procura por carros maiores tem crescido devido ao aumento do poder aquisitivo, ou como os Estados Unidos, onde a pressão dos preços de combustível tem forçado os consumidores a procurarem modelos menores do que SUVs e caminhonetes. Por isso, nos últimos anos, tantas opções foram lançadas e desembarcam por aqui logo após as estreias mundiais. Entre elas, está o Volvo XC60 e o Audi Q3.

Cada um preserva características bem distintas, mas que se cruzam pelo perfil dos consumidores que os procuram. Por isso, o conceito "crossover" ao misturar características de dois tipo de categoria (no caso, SUV e sedã) cai tão bem.
Tecnologia os dois concorrentes têm de sobra para oferecer, mas o modelo alemão foca mais no conforto no habitáculo, enquanto o sueco defende o quesito “segurança”, que dá fama a seus modelos.
Audi Q3 foca os itens de conforto (Foto: Divulgação)
Audi Q3 foca os itens de conforto (Foto: Divulgação)
Assim, o Q3 traz de série na versão topo de linha testada pelo G1, a Ambition, teto solar panorâmico, sensor de estacionamento traseiro e dianteiro (com gráfico), sensores de luz e chuva, bancos dianteiros com ajustes elétricos, espelhos retrovisores externos eletricamente ajustáveis e que podem ser aquecidos, rack de teto em alumínio e rodas de liga leve de 18 polegadas com pneus 235/50. Também traz bancos revestidos em couro ecológico (com ajuste elétrico para o motorista), ar-condicionado automático, volante em couro multifuncional com paddles shift, computador de bordo, pacote de luzes em LED, freio de estacionamento eletromecânico, rádio Concert, Audi Music Interface e conexão Bluetooth para telefone celular.

Como itens de segurança, o modelo alemão tem ainda airbags frontais, laterais e para cabeça, alarme antifurto, assistente de partida em aclives, cintos de segurança com sensor de afivelamento, sistema eletrônico de estabilidade (ESP), luz de neblina traseira, faróis bi-xênonio, com luzes diurnas em LED, e ajuste automático de altura dos faróis.
Volvo XC60 tem linhas imponentes, mas destaca segurança (Foto: Divulgação)Volvo XC60 tem linhas imponentes, mas destaca segurança (Foto: Divulgação)
Por ouro lado, o Volvo topo de linha T6 R-Design avaliado destaca como itens de série controle dinâmico de estabilidade e tração (DSTC), City Safety, sistema inteligente de informação, faróis xenon adaptativos com jato lavador, controle anticapotamento (RSC), sistema de freios "ABS" e "EBA", sistema de proteção contra impactos laterais (SIPS), sistema de proteção contra lesões na coluna cervical (WHIPS), cintos de segurança com pré-tensionadores, opção para desligar o airbag do passageiro, airbags frontais, laterais e de cortina.

Fora isso, tem detalhes em metal polido e cromados, faróis com lâmpadas de xexônio, navegação GPS com tela de 7 polegadas, câmera traseira e sensores de estacionamento nas extremidades, sistema de som Premium com 12 alto-falantes, sistema de controle de frenagem em descida e o BLIS, que detecta carros ou motos nos pontos cegos dos retrovisores.

Mecanicamente, apenas a suspensão recebe ajuste diferenciado em relação às outras versões do modelo, para ficar com dinâmica mais esportiva.

Visibilidade X acabamento
Muito equipamento invisível aos olhos, na verdade. Por isso, quando se entra em um XC60 pela primeira vez, a sua simplicidade – embora com qualidade nos materiais – desanima ao guia-lo. Afinal, o preço dá peso ao carro. Porém, a condução do XC60 é mais confortável do que a do todo enfeitadinho Q3, mesmo contando o apelo do amplo teto solar.

Acabamento interno do Volvo XC60 é mais simples, mas qualidade dos materiais é boa (Foto: Divulgação)Acabamento interno do Volvo XC60 é mais simples, mas qualidade dos materiais é boa (Foto: Divulgação)
O modelo da Volvo tem posição de dirigir mais confortável e permite boa visibilidade frontal e noção de sua dimensão, o que facilita muito as manobras. Outro sistema que dá vantagem ao modelo sueco é o sensor de estacionamento, por ser mais preciso. No caso do Audi, o alerta começa a “gritar” sem estar tão próximo assim do objeto, o que irrita e atrapalha nas manobras, especialmente difíceis balizas. Aliás, os dois carros são bem grandalhões e exigem vagas com bom espaço. Ou seja, mesmo se for um opcional, como no caso do Q3 e das versões de entrada e intermediária do XC60, vale a pena investir na câmera de ré.
Audi Q3 (Foto: Divulgação)
Audi Q3 tem visual mais esportivo e glamouroso (Foto: Divulgação)
Desempenho parecido
Sobre o desempenho, os modelos são bem parecidos. A estabilidade dos dois é garantida pelos avançados sistemas eletrônicos e pela suspensão firme o suficiente para deixar a condução mais esportiva. Por causa da altura em relação ao solo, não há dificuldades com obstáculos como lombadas, valetas e buracos.

Audi Q3 é menor do que o XC60, mas tem bom porta-malas (Foto: Divulgação)
Audi Q3 é menor do que o XC60, mas tem bom porta-malas (Foto: Divulgação)
Já os motores têm potência e torque de sobra para acelerar na estrada e rodar pela cidade — O Volvo R-Design tem as opções 2.0 turbo de 240 cv e 32,6 kgfm e 3.0 turbo de 304 cv e 44,9 kgfm (esta última, a que o G1 avaliou), enquanto o Audi Q3 tem 2.0 Turbo FSI de 170 cv e 28,5 kgfm ou 2.0 Turbo FSI de 211 cv e 30,5 kgfm (avaliada pelo G1). Mesmo assim, a pegada mais esportiva do Q3 torna a condução mais empolgante.
Volvo XC60 tem dirigibilidade melhor do que o Q3 (Foto: Divulgação)Volvo XC60 tem dirigibilidade melhor do que o Q3 (Foto: Divulgação)
As trocas de marchas também são feitas por transmissões bem avançadas, mas a dinâmica do Audi leva vantagem. Ele vem com câmbio S Tronic de 7 velocidades e dupla embreagem — a tração é integral Quattro. Já o XC60 traz câmbio automático de seis velocidades Geartronic e dupla embreagem. A tração também é nas quatro rodas.

A capacidade do porta-malas é semelhante, apesar de o Q3 ser um veículo menor, e, nos dois casos, ótimos para acomodar bagagens para longas viagens. São 495 litros no XC60 e 460 litros no Q3. Espaço também não falta para o conforto dos ocupantes — três pessoas no banco de trás ficam bem acomodados.


Conclusão
Se design chamativo, teto solar panorâmico e itens de conforto a balde forem itens essenciais na compra, o Q3 leva a frente nesta disputa. Contudo, se o que pesar for conforto na condução e a série de itens modernos de segurança, o XC60 ganha. Já no quesito consumo, eles empatam por terem gasto alto de combustível. Com tudo na balança, o Q3 leva a taça ao considerar preço (R$ 179.900 contra R$ 234.900), conjunto mecânico e itens de conforto.

Volvo XC60 tem excelente desempenho em cidade e estrada (Foto: Divulgação)Volvo XC60 tem excelente desempenho em cidade e estrada (Foto: Divulgação)
Audi Q3 (Foto: Divulgação)
Audi Q3 ganha comparativo por 'conjunto final' (Foto: Divulgação)

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Com fauna e flora raras, conjunto de ilhas tem cenário 'de outro planeta'

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Arquipélago de Socotra, no Oceano Índico, atrai adeptos do ecoturismo.
Local tem praias de mar azul e árvores 'sangue de dragão'.

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15/03/2013 07h00 - Atualizado em 15/03/2013 07h00
Postado às 14h58
Do G1, em São Paulo
 
Socotra, arquipélago de ilhas no Oceano Índico, pertencentes ao Iêmen (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)
A estranha vegetação de Socotra atrai adeptos do turismo ecológico
(Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)
Um lugar que parece outro planeta. Assim costuma ser definido o arquipélago de Socotra, conjunto de quatro ilhas localizado no noroeste do Oceano Índico, a 250 km da costa africana.

Pertencente ao Iêmen, Socotra tem uma paisagem única, com vários animais e vegetais que só vivem por lá: 37% de suas 825 espécies de plantas, 90% dos répteis e 95% dos caracóis terrestres não existem em nenhuma outra parte do mundo.
Socotra, arquipélago de ilhas no Oceano Índico, pertencentes ao Iêmen (Foto: Boris Khvostichenko/Creative Commons)
A árvore sangue de dragão parece um cogumelo (Foto: Boris Khvostichenko/Creative Commons)
A região também tem praias de areia branca e mar azul e uma rica biodiversidade marinha, com centenas de espécies de peixes, corais, lagostas, camarões e caranguejos.
Essas características atraem às ilhas principalmente visitantes aventureiros e adeptos do ecoturismo.

'Galápagos'
Socotra está entre os patrimônios mundiais da Unesco e é classificada pela entidade com um lugar “excepcional pela grande riqueza e pela diversidade de sua flora e sua fauna”.

Há também quem conheça o local como as "Galápagos do Oceano Índico", em referência às ilhas equatorianas com grande biodiversidade.
Socotra, arquipélago de ilhas no Oceano Índico, pertencentes ao Iêmen (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)Banhado pelo Oceano Índico, o arquipélago tem praias de mar azul
(Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)
Um dos atrativos naturais que mais chamam a atenção dos visitantes é a árvore sangue de dragão (Dracaena Cinnabara), que tem um estranho formato que lembra um cogumelo.

As atividades oferecidas pelas agências de turismo locais incluem trekking, mergulho, passeios de barco ou de veículo 4 x 4, paraquedismo, observação de pássaros raros e de golfinhos e baleias.
Socotra, arquipélago de ilhas no Oceano Índico, pertencentes ao Iêmen (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)Árvores de Socotra vista de baixo (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)
Socotra, arquipélago de ilhas no Oceano Índico, pertencentes ao Iêmen (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)
A fauna da região também é rica (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons
Socotra, arquipélago de ilhas no Oceano Índico, pertencentes ao Iêmen (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)Árvores em Socotra, no Oceano Índico (Foto: Nacho Benvenuty/Creative Commons)
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Relatório da ONU prevê 'catástrofe ambiental' no mundo em 2050

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Pobreza extrema deve ser motivada também por degradação do planeta.
Estima-se que mais de 3 bilhões vivam na miséria nos próximos 37 anos

14/03/2013 13h02 - Atualizado em 14/03/2013 15h04
Postado em 15 de março de 2013 -- às 14h20
Do Globo Natureza, em São Paulo
Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável.
Amazônia mostra sinais de degradação devido a mudanças climáticas (Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech)Amazônia dá sinais de degradação por causa das mudanças climáticas (Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech)
De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente.

No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara).
Chinesa caminha nesta terça-feira (29) com máscara para proteger da poluição em Pequim, na China (Foto: China Daily/Reuters)Chinesa pedala com máscara para se proteger da forte poluição em Pequim (Foto: China Daily/Reuters)
Mudanças climáticas e pressões
As mudanças climáticas e as pressões sobre os recursos naturais e ecossistemas têm aumentado muito, independentemente do estágio de desenvolvimento dos países, segundo o relatório. E o texto também destaca que, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, o progresso do desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado.


O Pnud aponta, ainda, que os protestos em massa contra a poluição ambiental têm crescido em todo o mundo. Por exemplo, manifestantes em Xangai, na China, lutaram por um duto de águas residuais (provenientes de banhos, cozinhas e uso doméstico em geral) prometido, enquanto na Malásia moradores de um bairro se opuseram à instalação de uma refinaria de metais de terras raras – 17 metais conhecidos como "ouro do século 21", por serem raros, valiosos e de grande utilidade.

O relatório reforça também que as principais vítimas do desmatamento, das mudanças climáticas, dos desastres naturais e da poluição da água e do ar são os países e as comunidades pobres. E, para o Pnud, viver em um ambiente limpo e seguro deve ser um direito, não um privilégio. Além disso, sustentabilidade e igualdade entre os povos estão intimamente ligadas.

Desastres naturais em alta
Além disso, de acordo com o texto divulgado nesta quinta-feira, os desastres naturais estão se intensificando em todo o mundo, tanto em frequência quanto em intensidade, causando grandes danos econômicos e perdas humanas.


Apenas em 2011, terremotos seguidos de tsunamis e deslizamentos de terra causaram mais de 20 mil mortes e prejuízos aos EUA, somando US$ 365 bilhões (R$ 730 bilhões) e 1 milhão de pessoas sem casas.

O impacto mais severo foi para os pequenos países insulares em desenvolvimento, alguns dos quais sofreram perdas de até 8% do PIB. Em 1988, Santa Lucía – localizado nas Pequenas Antilhas, no Caribe – perdeu quase quatro vezes seu Produto Interno Bruto (PIB) por causa do furacão Gilbert, enquanto Granada – outro país caribenho – perdeu duas vezes o PIB em decorrência do furacão Iván, em 2004.

Desafios mundiais
O relatório do Pnud ressalta, ainda, que os governos precisam estabelecer acordos multilaterais e formular políticas públicas para melhorar o equilíbrio das condições de vida, permitir a livre expressão e participação das pessoas, administrar as mudanças demográficas e fazer frente às pressões ambientais.


Um dos grandes desafios para o mundo, segundo o texto, é reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Apesar de os lançamentos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera parecerem aumentar com o desenvolvimento humano, essa relação é muito fraca, destaca o Pnud. Isso porque, em todos os níveis de IDH, alguns países equivalentes têm uma maior emissão de CO2 que outros.

Além disso, pode haver diferenças grandes entre as províncias ou estados de um mesmo país, como é o caso da China. Esses resultados, de acordo com o relatório, reforçam o argumento de que o progresso humano não demanda um aumento no uso de CO2, e que políticas ambientais melhores poderiam acompanhar esse desenvolvimento.

Segundo o Pnud, alguns países já têm se aproximado desse nível de desenvolvimento, sem exercer uma pressão insustentável sobre os recursos ecológicos do planeta. Mas responder globalmente a esse desafio exige que todas as nações adaptem suas trajetórias.

Os países desenvolvidos, por exemplo, precisam reduzir a chamada "pegada ambiental", ou seja, quanto cada habitante polui o planeta (como se fosse um PIB do meio ambiente). Já as nações em desenvolvimento devem aumentar o IDH, mas sem elevar essa pegada. Na visão do Pnud, tecnologias limpas e inovadoras podem desempenhar um papel importante nesse processo.

Mas, para reduzir a quantidade necessária de emissões de gases de efeito estufa, os países dos hemisférios Norte e Sul têm que chegar a um acordo justo e aceitável para todos, como compartilhar as responsabilidades, informa o relatório.

Acordos e investimentos
Na Rio+20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012, foi negociado entre os governos da região da Ásia e do Pacífico um acordo para proteção do maior recife de corais do mundo, o chamado Triângulo de Coral, que se estende desde a Malásia e a Indonésia até as Ilhas Salomão. A área é responsável por fornecer o sustento para mais de 100 milhões de pessoas.


Além disso, alguns países estão trabalhando juntos na bacia do Rio Congo para combater o comércio ilegal de madeira e preservar o segundo maior território florestal do mundo. Bancos regionais de desenvolvimento também apresentaram uma iniciativa que conta com US$ 175 bilhões (R$ 350 bilhões) para promover o transporte público e ciclovias em algumas das principais cidades do mundo.

Outra parceria envolve a China e o Reino Unido, que vão testar tecnologias avançadas de combustão de carvão. Já os EUA e a Índia firmaram um acordo para o desenvolvimento de energia nuclear na Índia.

Alguns países também estão desenvolvendo e compartilhando novas tecnologias verdes. A China, o quarto maior produtor de energia eólica do mundo em 2008, é também a maior fabricante global de painéis solares e turbinas para geração de energia pelo vento. E, na Índia, os investimentos em energia solar aumentaram 62% em 2011, chegando a US$ 12 bilhões (R$ 24 bilhões) – os maiores do planeta. Já o Brasil elevou seus investimentos tecnológicos para energias renováveis em 8%, chegando a US$ 7 milhões (R$ 14 milhões).

Promessas
Até 2020, a China também prometeu cortar suas emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em 40% a 45%. E, em 2010, a Índia anunciou reduções voluntárias de 20% a 25%. Além disso, no ano passado, políticos coreanos aprovaram um programa para reduzir as emissões de fábricas e usinas de energia.


Na Rio+20, Moçambique anunciou ainda uma nova rota de economia verde. E o México promulgou recentemente uma lei para reduzir as emissões de CO2 e apostar em energias renováveis.

No Fórum de Bens de Consumo da Rio+20, as empresas Unilever, Coca-Cola e Wal-Mart – classificadas entre as 20 melhores multinacionais do mundo – também prometeram eliminar o desmatamento de suas cadeias de abastecimento.

Além disso, a Microsoft prometeu que em 2012 se tornaria nula em emissões de carbono. E a companhia Femsa, que engarrafa bebidas – como a Coca-Cola – na América Latina, manifestou que obteria 85% de suas necessidades energéticas no México a partir de recursos renováveis.

Mas, apesar de muitas iniciativas promissoras, ainda existe ainda uma grande diferença entre as reduções de emissões necessárias e essas modestas promessas, destaca o Pnud.

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