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segunda-feira, 19 de março de 2012

Jac comemora aniversário com 4 modelos brasileiros e IPI menor

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Sergio Habib diz que governo vai reduzir imposto para quem investir no país.
Novos carros da Jac serão exclusivos para o mercado brasileiro.


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Priscila Dal PoggettoDo G1, em Mata de São João (BA)

|*=^!^=*| O aniversário de um ano da Jac Motors do Brasil, completos neste domingo (18), foi comemorado com o lançamento do sedã J5 e com o anúncio de quatro carros que serão fabricados na planta de Camaçari, na Bahia, prevista para ser inaugurada em 2014 e que receberá R$ 900 milhões de investimento - sem considerar o capital de giro.

A fábrica é a grande aposta da Jac, que, segundo o presidente da Jac Motors Brasil, Sérgio Habib, será beneficiada pelo pacote do governo que deve ser anunciado em abril. "O novo acordo dispensa o IPI para quem investir no Brasil. Ele vai sair em abril", diz Habib. "O que ainda não sabemos é se teremos que pagar o IPI e recuperar o dinheiro quando a fábrica abrir ou se teremos um cronograma para cumprir", revela.

Habib afirma ainda que o governo também aliviará a exigência do índice de nacionalização de 65% dos carros produzidos no país, sendo os dois primeiros anos de adaptação. "Estamos questionando este índice", afirma Habib, ao falar das montadoras com projeto no Brasil, como a também chinesa Chery.

A Jac pretende fabricar no país nos primeiros anos 120 mil unidades anuais, em dois turnos, e contratar 3,5 mil pessoas diretamente. A terraplanagem no terreno em Camaçari começa em setembro.

Jac J5 (Foto: Divulgação)
Jac J5 acaba de ser lançado no país mas ainda não faz parte dos quatro modelos que serão fabricados em Camaçari, na Bahia (Foto: Divulgação)

Primeiro, um hatch
O primeiro modelo a ser fabricado em solo brasileiro será um carro totalmente novo, desenvolvido na China exclusivamente para o Brasil. Logo em seguida, virá a versão sedã dele. Para 2015, Habib confirma a produção de mais dois modelos, mas não revela detalhes. Ele só garante que os carros feitos aqui terão opção de câmbio automático CVT, em resposta às críticas de que os carros da marca como o J5, que tem apenas câmbio manual.

Mercado tímido
A Jac pretende atingir 2,5% de participação no mercado brasileiro assim que iniciar a produção local. No entanto, Sergio Habib acredita que o mercado de veículos no Brasil crescerá, porém de forma bem mais lenta do que aconteceu de 2006 até 2011, quando o volume chegou a 3,42 milhões de unidades emplacadas.

Segundo Habib, o mercado deve crescer neste ano 2%, para 3,5 milhões de unidades vendidas. Já a previsão para 2013 é de chegar a 3,68 milhões. "Este não vai ser um ano muito fácil, as vendas estão fracas. O mercado não tem mais esse crescimento explosivo", diz o empresário.

Habib atribui a nova realidade do mercado nacional às medidas restritivas de crédito tomadas pelo governo e que, com o aumento do depósito compulsório, deixaram os bancos mais restritivos para liberar crédito. "Os bancos não querem mais financiar em 60 meses", afirma Habib, ao destacar a dificuldade maior encontrada pelos consumidores para ter um financiamento liberado e a exigência das financeiras de entradas maiores.



Na análise de Habib o mercado de veículos no Brasil vai chegar a 4 milhões de unidades, e até a 5 milhões, mas vai demorar mais. "O setor no Brasil só vai voltar a crescer com mais força quando aumentar a massa salarial, e isso afeta muito o Nordeste, e quando o índice de inadimplência diminuir", analisa o presidente da Jac.

Presente mexicano
O anúncio do governo brasileiro, feito na última sexta-feira (16), de limitar as importações mexicanas caiu para a Jac como um presente de aniversário. O que a China tem a ver com o México? Nada, mas com a Jac, muito. Basicamente, um mercado a ser explorado com a abertura da fábrica em Camaçari e a barreira do IPI mais alto, que enfrenta desde dezembro do ano passado.

Para se ter uma ideia, somente o efeito psicológico com o anúncio em setembro do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados sobre os carros importados fez com que a participação da Jac no país caísse de 1% para 0,65%. Agora, sem ajustar preços, a marca conseguiu recuperar um pouco o mercado perdido e chega a 0,83%. "As pessoas ficaram com medo de comprar. O anúncio da fábrica ajudou muito", diz Habib.

"A decisão do governo brasileiro foi correta. Os mexicanos estavam invadindo o Brasil." Traduzindo, de certa forma, a restrição diminuiu o abismo entre os preços de modelos importados pelas montadoras sem operações no país, representadas pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), e os dos importados do México, também com maior valor agregado.

“Era natural que o consumidor que comprava carro importado de uma empresa da Abeiva (BMW, Audi, Kia etc.), com o aumento dos 30 pontos percentuais do IPI migrasse para um modelo equivalente produzido no México. Então, as associadas da Abeiva, de certa forma, foram ‘beneficiadas’ pela revisão do acordo”, disse o consultor e sócio da consultoria PwC, Marcelo Cioffi, consultado pelo G1, quando o anúncio foi feito
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Messi é o jogador mais bem pago do mundo; Kaká é o 9º

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19 de março de 2012 | 18h40

Sílvio Guedes Crespo
Atualizado às 19h19
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*!\\0//!* O atacante argentino Lionel Messi, do Barcelona, é o jogador de futebol mais bem pago do mundo, com uma remuneração de 33 milhões de euros em todo o ano de 2011, segundo levantamento da revista “France Football“.


Em segundo lugar aparece o britânico David Beckham, com 31,5 milhões, e o português Cristiano Ronaldo, com 29,2 milhões. Kaká é o brasileiro mais bem posicionado, com ganhos de 15,5 milhões de euros por ano.


VEJA TAMBÉM
Técnico do Real Madrid é o mais bem pago do mundo; Scolari é o 11º
O único clube latino-americano a aparecer na lista é o Santos, cujo jogador mais bem pago, o Neymar, ganhou 13,8 milhões de euros no ano passado.


A lista inclui somente um goleiro, o Francês Ribéry, hoje no alemão Bayern de Munique.



Abaixo, o ranking dos 20 mais bem pagos do mundo.
Jogador País Time Remuneração anual(em milhões de euros)
Lionel Messi Argentina Barcelona (ESP) 33
David Beckham Inglaterra Los Angeles Galaxy (EUA) 31,5
Cristiano Ronaldo Portugal Real Madrid (ESP) 29,2
Samuel Eto’o Camarões Anzhi Makhachkala (RÚS) 23,3
Wayne Rooney Inglaterra Manchester United (ING) 20,6
Sergio Agüero Argentina Manchester City (ING) 18,8
Yaya Touré C. do Marfim Manchester City (ING) 17,6
Fernando Torres Espanha Chelsea (ING) 16,7
Kaká Brasil Real Madrid (ESP) 15,5
Philipp Lahm Alemanha Bayern Munich (ALE) 14,3
Zlatan Ibrahimović Suécia Milan (ITA) 14
Bastian Schweinsteiger Alemanha Bayern Munich (ALE) 13,9
Neymar Brasil Santos (BRA) 13,8
Nicolas Anelka França Shanghai Shenhua (CHIN) 13
Frank Lampard Inglaterra Chelsea (ING) 12,9
David Silva Espanha Manchester City (ING) 12,8
Didier Drogba C. do Marfim Chelsea (ING) 12,6
Darío Conca Argentina Guangzhou Evergrande (CHIN) 12,5
Gianluigi Buffon Itália Juventus (ITA) 11,7
Franck Ribéry França Bayern Munich (ALE) 11,6
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domingo, 18 de março de 2012

Pesquisa mapeia 246 profissões e descobre que todas estão em alta

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Firjan lista as ocupações com maior tendência de crescimento até 2020.



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Funcionária da Plastlab, indústria de transformação de plástico: supervisor de produção nesse tipo de indústria é profissão com maior tendência de crescimento, segundo pesquisa da Firjan
Foto: Gustavo Stephan
Funcionária da Plastlab, indústria de transformação de plástico: supervisor de produção nesse tipo de indústria é profissão com maior tendência de crescimento, segundo pesquisa da FirjanGustavo Stephan
#=^!^=# RIO - 2016 é considerado um possível marco para o Brasil: até lá, quando serão realizadas as Olimpíadas, as expectativas são as mais otimistas. Mas, segundo pesquisa da Firjan feita em todo o país, já é possível olhar além. Em que pese recente desaceleração no setor, o estudo "Perspectivas estruturais do mercado de trabalho na indústria brasileira" mostra que, até 2020, nosso mercado seguirá aquecido, com ritmo de contratações alto nas áreas extrativa, de transformação e construção civil.


Com a participação de 402 empresas brasileiras, que empregam 2,2 milhões de pessoas, o trabalho também apurou quais são as profissões com maior tendência de abertura de vagas nos próximos oito anos. No Top 3 estão supervisor de produção em indústrias de transformação de plástico, engenheiro de petróleo e técnico em sistemas de informação.
— São as grandes empresas do Brasil todo que enxergam as tendências. As menores vão a reboque delas — afirma Hilda Alves, gerente de Pesquisas e Estatística da Firjan.


O estudo listou as 246 profissões mais relevantes para o setor industrial, subdivididas em formação de nível superior, médio e básico: todas apresentam perspectiva de contratação. A mesma pesquisa já havia sido feita em 2007, registrando a tendência de forte expansão. Cinco anos depois, intensificou-se, além do ritmo de crescimento, a exigência de qualificação, outro tópico abordado pela Firjan.


— O Brasil vai contratar muito, sim, mas precisa de profissionais qualificados. E toda a cadeia hierárquica está sendo mais exigida: para cargos operacionais, por exemplo, não basta mais o ensino básico, é preciso ter um curso técnico — destaca a gerente de Pesquisas da federação.


O bom momento do mercado de trabalho nacional é confirmado ainda pela "Pesquisa de Expectativa de Emprego", realizada pelo ManpowerGroup, que, trimestralmente, avalia os planos de contratação em 41 países e territórios.
— O Brasil é o segundo país que mais vai contratar no próximo trimestre, depois da Índia — relata Riccardo Barberis, CEO da Manpower Brasil.


Planejar bem as contratações é crucial em anos pré-eventos
No estudo da Firjan, não houve previsão de redução do efetivo de empregados para nenhuma das 246 profissões consideradas, que foram escolhidas com base no Código de Ocupação Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego e em sugestões de especialistas do setor e dos participantes da pesquisa.


— Separamos as profissões mais relevantes para as indústrias extrativa, de transformação e da construção civil. A intenção não era apenas olhar para aquelas com previsão de crescimento, mas, das 246 que analisamos, todas tinham essa tendência — destaca Hilda Alves, gerente de Pesquisas e Estatística da Firjan.


Indústria de plástico cresce 20% ao ano
A pesquisa feita pelo ManpowerGroup indica que, no Brasil, 45% dos empregadores esperam contratar funcionários no próximo trimestre, enquanto 6% esperam redução no ritmo de contratações.


— Nossa interpretação para essa redução é que as empresas que trabalham mais voltadas para o mercado externo e com exportações estão mais cuidadosas, por causa da crise internacional. Mas quem está focado no consumo interno continua em crescimento — explica Riccardo Barberis, CEO da Manpower Brasil.


A gerente de Pesquisas e Estatística da Firjan não descarta a possibilidade de a crise econômica provocar queda na geração de empregos, mas não antecipa esse cenário.
— É claro que o Brasil não está imune aos impactos da crise internacional. Mas foi possível perceber, depois da crise de 2008, principalmente na contratação de pessoal, que o país passou bem pela turbulência — diz Hilda.


É o caso da indústria Plastlab, de transformação de plástico, localizada em Madureira. No estudo feito pela Firjan, a profissão com maior perspectiva de crescimento foi supervisor de produção nesse tipo de indústria. A fábrica existe há 20 anos e, segundo Marcelo Oazen, proprietário da empresa e também vice-presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro (Simperj), vem crescendo 20% anualmente.


— Apenas nas últimas duas semanas, contratei oito novos funcionários, para realizar diferentes funções — diz Oazen, cuja fábrica conta com cerca de 60 empregados.
A Plastlab produz mais de 2.500 itens derivados do plástico e acaba de lançar uma linha de talheres inquebráveis.


— Temos crescido muito e a previsão é crescermos mais ainda, com novos produtos. O plástico é uma matéria-prima que pode ser reciclada o tempo todo — afirma Oazen.


Biotecnologia, uma ciência transversal
Sétimos colocados no ranking das profissões elaborado pela Firjan, os biotecnologistas atuam na criação e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia — podendo também trabalhar com microbiologia e controle ambiental, entre outras.


— É uma carreira que está em franca expansão. Nós estamos, definitivamente, na era da biotecnologia — acredita Kátia Aguiar, gerente de Relações Institucionais e Negócios do Polo de Biotecnologia do Rio de Janeiro (Bio-Rio).


E a profissão já vem recebendo impacto pela proximidade dos grandes eventos esportivos dos próximos anos.
— Desde a criação de suplementos nutricionais para atletas até estações de tratamento de esgoto para estádios, tudo utiliza processos biotecnológicos. É uma ciência transversal, que abre muitos campos de atuação — diz Katia.


‘Os saberes estão cada vez mais complementares’
A proximidade com a Copa, daqui a dois anos, e as Olimpíadas, em 2016, ajuda também a ditar o ritmo acelerado de contratações nos demais setores. É o que acredita o CEO da Manpower Brasil. Para Barberis, é uma demonstração de que as empresas, ao contrário do que acontecia no passado, estão se preparando com mais antecedência.


— Essa maior organização é um reflexo tanto da maturidade da indústria brasileira, quanto da escassez de talentos que o mercado enfrenta. Planejar as contratações é crucial para ter as pessoas certas para executar o negócio — ressalta Barberis.
Esse, aliás, é um dos maiores desafios, tendo em vista o aumento do nível de exigência pela qualificação.


— Os saberes estão cada vez mais complementares. Um profissional com mestrado e curso técnico, por exemplo, vai se destacar ainda mais — avalia a gerente da Firjan.
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