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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Patrícia Amorim: ‘O que segura treinador é resultado’

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Presidente do Flamengo expõe a fragilidade de Vanderlei Luxemburgo no cargo


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O Globo
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Patrícia Amorim: ‘O que segura treinador é resultado’
Foto: Jorge William / O Globo
Patrícia Amorim: ‘O que segura treinador é resultado’ Jorge William / O Globo

*:=\0/=:* RIO - Depois da frustração provocada pelo empate por 0 a 0 do time reserva com o Macaé, sábado, o Flamengo entra na semana que vai decidir o seu futuro na Copa Libertadores com uma certeza: a presidente Patrícia Amorim deixou claro que, se não passar pelo Real Potosí, na quarta-feira, no Engenhão, o técnico Vanderlei Luxemburgo está fora do rubro-negro. Em entrevista à Rádio CBN, Patrícia indicou sem rodeios para o técnico a porta de saída.


— Nossas relações são boas, eu costumo ter uma forma de agir às vezes diferente, mas o que segura treinador é resultado — disse Patrícia.


Diretoria ao lado do craque
A dirigente, mais uma vez, afirmou que não tem nenhum ponto de atrito com o técnico e deixou evidente que não garante mais sua permanência em caso de fracasso, mostrando que Luxemburgo está cada vez mais isolado. Desgastado com a estrela da companhia, Ronaldinho Gaúcho, e com dirigentes, como o vice de finanças Michel Levy e o diretor de futebol Luiz Augusto Veloso, apenas dois detalhes ainda impedem sua demissão: o fato de o time estar na luta para se manter na Libertadores, precisando vencer o jogo de quarta-feira por 1 a 0 ou diferença de dois gols, e também a multa rescisória de R$ 4 milhões.


Vanderlei, por sua vez, garante que não pede demissão. Ele tem afirmado internamente que, quem quiser vê-lo fora do Flamengo, vai ter que demiti-lo.


A defesa que Patrícia Amorim fez de Ronaldinho Gaúcho mostra que, na dúvida entre o treinador e o astro, Vanderlei está em nítida desvantagem:
— Ronaldinho é isso que todos vimos. Ele é notícia e leva o nome do Flamengo a todos os cantos do mundo. Basta ver que o presidente da Bolívia foi ao hotel onde o Flamengo estava hospedado em Sucre para homenagear Ronaldinho. Nós já somos o time de maior torcida, o mais querido do Brasil e isso só eleva ainda mais o nome do Flamengo no cenário internacional.


Em relação à situação de Ronaldinho, que não recebe há cinco meses a parte que cabe à Traffic do seu salário (R$ 3,75 milhões), Patrícia disse:
— Se o Flamengo conseguir resolver o problema com a Traffic, ótimo. Se não, o Flamengo assume o jogador.


Patrícia também disse que, depois do zagueiro Marcos González e do atacante Vágner Love, há a possibilidade contratação de novos reforços para o meio do ano. Entre eles, Adriano e Ibson. Mas...


— A situação do Adriano é muito parecida com a do Ibson. Liguei para o Luiz Álvaro (presidente do Santos) e ele disse que o Muricy contava com o jogador. Desistimos por uma questão ética. A mesma coisa acontece em relação ao Adriano. Ele tem contrato (até junho) com o Corinthians — garantiu a dirigente.

A semana dos patrocínios
Na tentativa de captação de recursos, o Conselho Deliberativo do Flamengo aprecia esta semana a proposta de patrocínio que envolve um acordo judicial com a Cosan Combustíveis e Lubrificantes S.A. (Esso Brasileira de Petróleo Ltda). A briga na Justiça se arrasta há 16 anos por causa do uso indevido de um posto de combustível no terreno da sede rubro-negra durante muitos anos, o Posto Mengão. O acordo prevê a extinção da ação com a empresa pagando ao rubro-negro cerca de R$ 7,7 milhões. Feito o acordo, a Cosan propõe mais R$ 2,8 milhões para estampar sua marca Mobil na barra traseira da camisa, abaixo do número.


Ainda durante a semana, o clube espera definir o patrocinador principal. Também será encaminhada ao Conselho proposta para as barras da camisa. Com essas verbas, o Flamengo espera manter Ronaldinho. Atualmente, o time estampa nas mangas da camisa a marca do banco BMG, num total de R$ 8,5 milhões por temporada.


A móvel Tim paga R$ 2,3 milhões por ano. Se a parceria com a Traffic for mantida, a Brasil Brokers deve voltar a patrocinar o clube. No ano passado, a empresa do ramo imobiliário pagou R$ 1,8 milhão para exibir a marca nos ombros por quatro meses.
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Inadimplência das empresas sobe 19% em 2011; pequeno deve redobrar a atenção com a economia

Economia| 30 de janeiro de 2012 | 8h 45

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Caso a crise piore e chegue com força ao País, pequenos empreendimentos podem ter dificuldade em tomar dinheiro emprestado.


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Fonte:
ESTADÃO PME


Thiago Teixeira/AE
Thiago Teixeira/AE
Roberto lidou bem coma crise de 2008. Leia o que ele fez

[||%-.-%|]] A inadimplência das empresas cresceu 19% no ano passado, informa relatório divulgado na manhã desta segunda-feira (dia 30) pela Serasa Experian. Trata-se do maior 'calote' em dois anos, mesmo assim, a alta foi inferior a observada em 2009 (25,1%). Naquele ano, os negócios sofreram diretamente os impactos da crise mundial após a quebra de diversos bancos nos Estados Unidos.


Segundo os economistas da Serasa Experian, em 2011 as empresas passaram por vários fatores que afetaram seu fluxo de caixa e, dessa forma, o desempenho desses empreendimentos ficou prejudicado. Entre eles, está o aumento da inflação, que pressionou os custos do empresário, os juros elevados - eles começaram a cair apenas no finalzinho do ano - e   queda da atividade econômica de maneira geral.

Cuidados dos pequenos empresários
Economistas consultados pelo Estadão PME acreditam que a inadimplência e o endividamento devem diminuir neste ano. Mas esse cenário pode mudar para pior caso os problemas enfrentados pela Europa se intensifiquem com a quebra de instituições financeiras, como ocorreu em 2008.

Vale lembrar que a perspectiva de redução da inadimplência, ocorre, sobretudo, por causa da alta de 14% no salário mínimo – saltou de R$ 545 para R$ 622 – associada aos baixos índices de desemprego e a perspectiva de queda da inflação.

O dinheiro extra deve ajudar o consumidor a quitar suas dívidas. “Ao contrário do ano passado, o salário mínimo teve aumento real, o que melhora o poder de compra do consumidor”, explica o economista da consultoria LCA, Wermeson França. Segundo os especialistas, a inadimplência deve permanecer estável no primeiro trimestre do ano-novo e entrar em trajetória de queda a partir do segundo.

Mesmo assim, o empresário deve redobrar os cuidados com o caixa da empresa. Isso porque o acesso ao crédito tende a ficar mais difícil caso persista a crise na Europa. “Podemos ter a repetição de 2008, quando grandes empresas que se financiavam no exterior buscaram dinheiro no mercado doméstico e, para financiá-las, os bancos reduziram o crédito para pequenas e microempresas”, lembra Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Leia o que os pequenos fizeram para superar dificuldades
Roberto Miranda sabe bem como a falta de dinheiro pode impactar negativamente um negócio. Empreendedor desde os 17 anos, ele abriu em 20o1 uma escola de educação corporativa. Tudo ia muito bem e Miranda até tomou empréstimo para financiar a expansão da empresa. Com a crise de 2008, entretanto, ele acabou se endividando.

Sem reservas no caixa, o empresário viu sua dívida crescer e a empresa encolher. A solução foi trocar o espaço de mil metros quadrados, onde ficava a escola, por um modesto escritório de 33 m². Para aumentar o caixa, o empresário decidiu criar novos cursos e também passou a usar salas alugadas para a realização das aulas. “Transformei despesas fixas em variáveis”, explica.

Em um ano, Miranda conseguiu quitar as dívidas e hoje a escola voltou a ter sede própria, retomando assim o caminho do crescimento. “Agora prefiro negociar diretamente com os meus fornecedores”, afirma o empreendedor paulistano.

Quando comprou uma empresa especializada em terceirização de mão de obra com 30 anos de atuação no mercado, o administrador Leonardo Silva Leandro acreditava investir em um negócio comprovadamente sólido. Mas ele acabou surpreendido com a falta de controle financeiro do empreendimento, o que gerava inúmeros prejuízos e, dessa maneira, impedia a expansão pretendida por Silva. “Descobri que o pagamento de um contrato cobria os prejuízos do outro, as dívidas eram uma verdadeira bola de neve e o faturamento real da empresa era de apenas R$ 13 mil por mês”, relembra o empresário.

Silva Leandro, que não tinha experiência anterior como empreendedor, precisou apostar em seu talento como administrador. Mas ele também tomou decisões difíceis para garantir a sobrevivência da empresa. Sem crédito no mercado devido às dívidas, primeiro, Silva cortou custos e boa parte das posições de trabalho. De 60 funcionários, a empresa passou a contar com apenas oito pessoas.

Os preços dos serviços prestados pelo negócio foram recalculados e contratos deficitários, rescindidos. “Ficou claro que os antigos proprietários não conheciam a operação, caso contrário, enxergariam os problemas”, acredita Silva. O fato de a empresa atuar no mercado durante tanto tempo também ajudou o Empreendedor a conquistar credibilidade. Por isso, Silva fechou contrato com grandes parceiros, elevando assim o faturamento mensal para R$ 180 mil.

O bom momento permitiu ao negócio voltar a contratar – atualmente, 70 funcionários fazem parte da operação. “É essencial ter controle do fluxo de caixa e planejamento financeiro para superar as adversidades”, garante Silva.


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Médico que ajudou a localizar Bin Laden pode ser julgado por alta traição

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DA EFE

#||-=-||# A comissão paquistanesa que investiga a morte de Osama bin Laden em uma operação dos Estados Unidos pediu que o médico que colaborou com a CIA (agência de inteligência americana) para localizar o líder da Al Qaeda seja julgado por alta traição, informou a imprensa local.


A chamada Comissão de Abbottabad, cidade ao norte de Islamabad onde se refugiava Bin Laden, solicitou que se abra um processo judicial contra o médico Shakil Afridi por trabalhar para a inteligência americana, segundo o jornal "The News".


Afridi organizou uma campanha de vacinas em Abbottabad para tentar obter mostras de sangue de algum parente de Bin Laden, e verificar assim sua presença em um sítio dessa localidade, infestada de instalações militares.


O médico, com o qual os EUA expressaram preocupação, foi detido pelos serviços secretos paquistaneses (ISI) poucas semanas depois da morte do líder da Al Qaeda em uma operação especial dos EUA em maio do ano passado.


Fontes do ISI confirmaram à Agência Efe no ano passado que o médico, contra o que ainda não se apresentaram acusações em um tribunal civil, estava em mãos dos serviços secretos, mas recusaram dar mais detalhes.


Até agora não foi divulgado o que vai acontecer com o médico, embora fontes oficiais anônimas paquistanesas o acusaram na imprensa de "alta traição". 

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