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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pacotão de segurança: desative o Java para ficar mais seguro na web

17/08/2011 08h05 - Atualizado em 17/08/2011 08h40

TECNOLOGIA & GAMES



Plugin é o mais atacado em navegadores de internet.
Saiba por que isso acontece e deixe suas dúvidas.


Altieres Rohr Especial para o G1*

Header Coluna Altieres - Segurança Digital (novo nome - ATENÇÃO) - VALE ESSE - ULTIMO - FINAL (Foto: Editoria de Arte/G1)

[!#-!=!-#!] O Java é uma linguagem de programação que instala um plugin em navegadores de internet. Esse plugin é o mais atacado por sites maliciosos, segundo a Microsoft. A coluna Segurança Digital de hoje traz instruções atualizadas para desativá-lo e também uma longa explicação detalhando por que você deve fazer isso.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
 
Desativando o Java

O Java tem um ícone no Painel de Controle e na opção “Avançado” há botões para desativar o Java no Internet Explorer e no Firefox. Mas não perca seu tempo. As opções não funcionam! Na verdade, elas funcionam, mas depende de fatores “misteriosos”, e simplesmente não dá para confiar no resultado.
Internet Explorer: (aperte a tecla ALT para ver o menu, se necessário) Ferramentas, Opções da Internet. Na aba “Programas”, clique no botão Gerenciar complementos. Na lista, procure o Java. Selecione todas as opções do Java (usando SHIFT e CTRL, ou então uma de cada vez) e acione o botão Desabilitar. Reinicie o navegador. Se o Java não estiver sendo exibido, verifique se a opção “Todos os complementos” está selecionada no menu rotulado “Mostrar” na parte esquerda da tela. (A opção “Desativar scripts de miniaplicativos Java”, nas zonas de segurança, também não funciona, apesar do nome).

Se o Java não estiver na lista, tente selecionar a opção para Mostrar todos os complementos (Foto: Reprodução)
Se o Java não estiver na lista, tente selecionar a opção para Mostrar todos os complementos (Foto: Reprodução)
 
Clique em Desativar em cada plugin relacionado ao Java listado no Firefox (Foto: Reprodução)
Clique em 'Desativar' em cada plugin relacionado
ao Java listado no Firefox (Foto: Reprodução)

Firefox: Acesse o menu “Firefox” e então “Complementos”. Clique em “Desativar” em todas as opções relacionadas ao Java nos plugins.
Chrome: É preciso acessar o endereço chrome://plugins. O Java estará na lista. Basta desativar.
Se o Java não estiver listado, ele não está instalado no PC. Não perca seu tempo instalando. Se você não sentiu falta, não precisa.

>>> Java e segurança

Sempre que a coluna Segurança Digital do G1 menciona os riscos do Java na internet, algum defensor da linguagem comenta com uma crítica ou comentário contrário à sugestão. Um exemplo:
Contradição essa propaganda repentina contra o Java, pois boa parte dos sistemas de banco, inclusive os de segurança, é baseada em Java. Não seria melhor limpar o cache de cookies ou usar navegação segura? Ou quem sabe, deletar o 'ursinho' da pasta system?



Maestro Bogs
 
O pacotão de hoje vai ser especial para responder essa questão. É preciso antes esclarecer o final do comentário do leitor.
Existe um boato que circula na internet sobre um arquivo com um ícone de ursinho que seria um vírus. Esse arquivo é na realidade inofensivo e faz parte do Windows. Logo, o comentário final do leitor trata-se de uma tentativa de desmerecer a recomendação da coluna sobre desativar o Java, ligando a sugestão a um boato de internet.
Mas esse não é o caso: desativar o Java ajuda, sim, na segurança da sua navegação. O Java é um software nada amigável para o usuário que possui falhas de segurança na programação e também na forma que ele é apresentado para o usuário. Vamos entender o problema.
Se o usuário não modificar a configuração, Java só procura atualizações uma vez por mês (Foto: Reprodução)
Se o usuário não modificar a configuração,
Java só procura atualizações uma vez por mês
(Foto: Reprodução)

O que é o Java

Java é uma linguagem de programação – ou seja, um conjunto de regras, instruções e outras ferramentas que permitem a criação de softwares de computador. Ela foi desenvolvida pela Sun Microsystems (hoje pertencente à Oracle) e lançada em 1995. Uma das características do Java é a capacidade de ser executado em qualquer sistema operacional. Normalmente, um programa precisa de ajustes ou mesmo de uma mudança completa para funcionar em cada sistema ou dispositivo.
Existem outros detalhes técnicos, mas eles não são relevantes no momento. Importante, porém, é ressaltar que Java e Javascript são duas coisas completamente diferentes. Javascript é uma linguagem de programação muito limitada e que funciona dentro de páginas de internet. Java é uma linguagem de programação completa e que, por acaso, tem um recurso para ser executado dentro de navegadores.
Onde está o problema

Não existe nada de errado no Java em si – é apenas uma linguagem de programação como tantas outras. Não há problema nenhum em executar softwares em Java no PC.
O problema está em um “recurso” que permite a execução de applets – pequenos programas em Java – dentro do navegador de internet, que normalmente é incapaz de executar qualquer tipo de programa.
Os applets não têm nenhuma relação com o Java em si, ou seja, desativar os applets – a sugestão da coluna – não interfere com os programas em Java de verdade, apenas com as páginas de internet que usam o Java.
Os applets têm restrições, é claro. Eles não podem alterar arquivos no sistema. No entanto, essa “jaula” que impede a execução de funções especiais – chamada de sandbox (caixa de areia) – tem erros frequentes que permitem a applets “se libertarem” e acessarem todos os recursos do PC, permitindo a instalação de vírus. Detalhe: os vírus em si não são feitos em Java, após o código que instala o vírus é Java.
A janela que permite libertar um applet para realizar qualquer tarefa no PC fica por cima dos sites, atraindo a atenção do internauta (Foto: Reprodução)
A janela que permite libertar um applet para realizar
qualquer tarefa no PC fica por cima dos sites,
atraindo a atenção do internauta (Foto: Reprodução)

A Oracle – responsável pelo Java – conserta essas vulnerabilidades no sandbox. Mas aí há outro problema nos componentes auxiliares do Java. O software é incompetente na tarefa de avisar o usuário sobre a disponibilidade dessas melhorias de segurança. No Windows, ele precisa de direitos administrativos só para verificar a atualização – algo que só deveria ser necessário para instalar a atualização.
O ícone do “Java” no Painel de Controle não funciona como esperado e a opção para desativar o plugin nos navegadores está quebrada.
Ele ainda vem configurado por padrão para verificar atualizações somente uma vez por mês. Compare com o Windows ou com qualquer antivírus, que busca atualizações diariamente. Isso significa que existe uma chance muito alta de uma versão insegura do Java estar em uso a qualquer momento.
Infeção em um clique

Supondo que você esteja com a versão mais nova do Java e que ela não apresente falhas de segurança, os problemas ainda não acabaram. Isso porque os applets Java, esses que executam dentro do navegador, ainda podem solicitar a “liberação” de todos os recursos. Essa tela tem apenas dois botões: “Executar” e “Cancelar”. Um clique no Executar e pronto: o computador está infectado.
O objetivo disso é dar mais flexibilidade e possibilidades aos programadores. Mas a forma como o recurso está colocado em prática não foi bem pensada.
Janela do ActiveX usava até o Windows XP SP2, em 2004. Um único clique em Sim era suficiente para infectar o PC (Foto: Reprodução)
Janela do ActiveX usava até o Windows XP SP2,
em 2004. Um único clique em Sim era suficiente
para infectar o PC (Foto: Reprodução)

Lição de história

A história do Java se parece muito com uma polêmica antiga de segurança. O Internet Explorer foi bombardeado de críticas, principalmente entre os anos 2000 e 2004, devido ao recurso de instalação de ActiveX. A janela do ActiveX também permitia a instalação de componentes com um único clique: “sim” ou “não”. Na época, alguns usuários atribuíam esses problemas incorretamente ao Internet Explorer estar “atrelado ao Windows”.
Mas o problema do Java consegue ser ainda maior que o do ActiveX. Vírus como ladrões de senhas bancárias nunca usaram o ActiveX – apenas softwares publicitários e outros tipos de lixo digital faziam uso da função. Isso porque o ActiveX exigia que os aplicativos a serem executados tivessem uma assinatura digital válida, que necessita o uso de uma empresa estabelecida para solicitar o certificado.
O Java é bem menos exigente. Ele trata um software sem identificação exatamente da mesma forma que um software identificado, exceto por uma pequena mudança de cor na tela e o texto “(NÃO VERIFICADO)”. Um ActiveX não-assinado simplesmente não existe para o Internet Explorer na configuração de fábrica do navegador.
Em 2004, o lançamento do Windows XP SP2 mudou completamente a forma de instalação dos ActiveX. Eles passaram a necessitar de dois cliques e não interrompem a navegação do internauta (a janela do Java, como a antiga janela do ActiveX, aparece por cima do site). Desde então, os problemas com ActiveX maliciosos acabaram – também em parte porque as empresas que obtinham licenças para criar ActiveX também acabaram.
O Java, em sua tentativa de executar softwares dentro do navegador – igual o ActiveX – parece estar cometendo os mesmos erros.

Nas opções do NoScript é possível desativar o Java e configurar uma lista branca de sites autorizados, caso alguma página precise do plugin (Foto: Reprodução)
 
Nas opções do NoScript é possível desativar o Java e configurar uma lista branca de sites autorizados, caso alguma página precise do plugin (Foto: Reprodução)

E bancos usam Java?

O Java é uma linguagem muito popular em empresas e todo tipo de sistema é desenvolvido em Java. Apesar dos problemas de segurança e usabilidade do recurso de applets, bancos podem utilizar a plataforma para criar recursos de proteção. Porém, a maioria dos bancos não usa mais o Java.
Se o seu banco reclamar que precisa de Java para funcionar, a melhor opção é usar o Firefox com o plugin NoScript, ou mesmo reservar um navegador com Java ativado só para acessar o banco. O NoScript permite que você configure uma lista branca de sites confiáveis nos quais o Java será permitido. Note que, nesse caso, o plugin do Java precisa estar ativado no Firefox e somente a opção Proibir Java do NoScript (configurável na lista de complementos, em “Opções”) é que deve ficar desativada.
 
Criminosos sabem disso tudo
O Java é o plugin mais atacado por sites maliciosos na web e também é o preferido para tirar proveito de usuários que visita sites legítimos que foram alterados por hackers.
Navegar na web com o Java ativado é simplesmente muito inseguro devido aos erros no sandbox e também um possível clique acidental em “Executar”. Como a quantidade de sites que usa o Java é baixíssima, é melhor usar uma lista de sites autorizados no NoScript, ou então reservar um navegador com Java ativado somente para esses sites.
Depois desse longo “pacotão” com uma só pergunta, a coluna Segurança Digital espera ter deixado claro por que desativar o Java é uma escolha inteligente para proteger seu PC. Se você ainda tiver dúvidas, deixe sua pergunta na área de comentários, porque toda quarta-feira tem um pacotão de segurança aqui no G1. Até a próxima!

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*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança digital”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Anistia Internacional: assassinato de juíza expõe corrupção policial no Rio



Rio de Janeiro



BRASIL -- NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO


Agência Brasil


Vitor Abdala
[]=*))|((*=[] Rio de Janeiro – A execução da juíza Patrícia Acioli expõe “os profundos problemas de corrupção policial” e o avanço do “crime organizado” no Rio de Janeiro, segundo nota divulgada hoje (16) pela Anistia Internacional.



A magistrada, que trabalhava na Vara Criminal de São Gonçalo, no Grande Rio, foi morta com 21 tiros na noite de quinta-feira (11), no município de Niterói.



“A morte de uma juíza que estava simplesmente realizando seu trabalho foi um golpe no Estado de Direito e no sistema judicial no Brasil”, diz, por meio da nota, o representante da Anistia Internacional no Brasil, Patrick Wilcken. “As autoridades precisam fazer uma investigação profunda e independente para levar os responsáveis à Justiça.”



>> Denúncia liga execução de juíza a detentos do presídio Ary Franco <<



De acordo com a Anistia Internacional, não basta julgar os culpados pelo crime. As autoridades federais, estaduais e municipais precisam dar proteção aos envolvidos na investigação e no julgamento de policiais corruptos e quadrilhas.



Na nota, a Anistia Internacional assinala que Patrícia julgava, há anos, processos sobre crimes cometidos por grupos de extermínios, milícias e quadrilhas de traficantes que agem na região metropolitana do Rio de Janeiro. A juíza foi responsável pela condenação de cerca de 60 policiais envolvidos em atividades criminosas.



Embora mais de 500 milicianos tenham sido presos e da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, em 2008, pela Assembleia Legislativa do Rio, pouco foi feito para combater as atividades econômicas ilegais que abastecem esses grupos no estado, destaca a nota da Anistia Internacional.



“A polícia e as autoridades municipais e estaduais têm fechado os olhos para as grandes redes de serviços de transporte, gás e telecomunicações mantidos pelas milícias, que continuam a operar impunemente no Rio”, disse Patrick Wilcken, por meio da nota. Para ele, é necessário reprimir o mercado ilegal que sustenta a corrupção policial e o crime organizado no Rio de Janeiro.



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Os dez aquários mais interessantes do mundo

 

TURISMO & LAZER




Um espetáculo aquático...Um verdadeiro colírio para os olhos e uma leveza de paz espiritual!



O Globo
 
Aquário de Atlanta, nos EUA / Foto: John Bazemore/AP

\:\!!=!!=!!/:/ RIO - Eles podem ser grandes atrações em cidades costeiras ou ficar a quilômetros de distância do litoral. Às vezes se destacam pela quantidade de espécies ou por programas mais interativos. Seja qual for o tipo, os grandes aquários são atrações turísticas espalhadas pelo mundo. Em sua edição de julho, a revista espanhola "Viajar" elegeu os dez melhores aquários do mundo. Confira a lista, que segue abaixo.

VÍDEO:Mergulhe sem se molhar no Oceanário, o aquário de Lisboa

1) ATLANTA, ESTADOS UNIDOS. Todos os números desse aquário, no estado da Georgia, são impressionantes: quase cem mil espécies vivem em tanques que, somados, chegam a 38 milhões de litros d'água, num investimento de US$ 200 milhões. Nada mal para o maior aquário do mundo, que permite aos visitantes mergulhar ao lado de tubarões-baleia e arraias, ou simplesmente observar baleias beluga em tanques de água tão fria quanto as dos mares árticos. www.georgiaaquarium.org

Aquário de Okinawa, no Japão / Foto: Itsuo Inouye/AP

2) OKINAWA, JAPÃO. O segundo lugar da lista é também o segundo maior do mundo, o Okinawa Churaumi, que integra o parque de exposições Ocean Expo Conmemorative, na cidade de Motubu, na ilha de Okinawa. Logo na entrada, a estátua de um tubarão mostra que, quem manda por lá, são os grandes animais marinhos. O tubarão-baleia é a maior atração do tanque principal, onde vivem outros 21 mil animais, de 740 espécies. oki-churaumi.jp/en

3) DUBAI, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS. Trinta e três mil espécies vivem no aquário de três andares que funciona no suntuoso Dubai Mall. No andar subterrâneo, o visitante entra num túnel, cercado por dez milhões de litros d'água, que permite visão panorâmica de 270 graus, de onde se tem visão privilegiada. www.thedubaimall.com

4) DURBAN, ÁFRICA DO SUL. Para encontrar o Ushaka Marine World, em Durban, basta procurar a figura de um barco naufragado na Praia de Point. Com esse desenho curioso, o aquário conta com 30 tanques com quase 20 mil metros cúbicos de água, e golfinhos, tubarões, tartarugas marinhas, cavalos-marinhos e espécies mais exóticas. Para matar a fome, há um restaurante zulu em pleno "navio fantasma", com vista para o fundo do mar. www.ushakamarineworld.co.za

5) GÊNOVA, ITÁLIA. O aquário da cidade onde nasceu Cristóvão Colombo foi o maior da Europa até 1998, quando perdeu o trono para o de Valência, na Espanha. Mas não perdeu a majestade. Foi construído para a Expo 1992, no projeto de revitalização da zona portuária. Entre os 70 tanques, um dos destaques é a piscina que reproduz uma barreira de corais e a área ocupada com espécies que inspiraram o filme "Procurando Nemo". Em anexo, ainda há uma curiosa esfera de aço e vidro, chamada "Biosfera", que reproduz um ambiente tropical, com fauna e flora. www.acquariodigenova.it.


Aquário de Valência, na Espanha / Foto: Heino Kalis/Reuters

6) VALÊNCIA, ESPANHA. Parte integrante da intrigante Cidade das Artes e da Ciência, projetada pelo arquiteto Santiago Calatrava, o Oceanário de Valência é o maior aquário europeu. São 42 milhões de litros em tanques com formas pouco convencionais, como de iglu, lírio-d'água, violão. A fauna vai de tubarões e barracudas a morsas e pinguins, passando por leões-marinhos e baleias beluga. www.cac.es

7) MÔNACO. O aquário do Museo Oceanográfico de Mônaco, fundado em 1903, é um dos mais antigos do mundo, e ainda um dos mais espetaculares. Sua especialidade é a fauna mediterrânea e a de ambientes tropicais, com reprodução de centenas de tipos de corais. Entre um tanque e outro, que abrigam 300 espécies, há salas de museu com preciosidades como um esqueleto completo de baleia. Seus laboratórios abrigaram gente como Jacques Cousteau. www.oceano.mc

8) VERACRUZ, MÉXICO. Representante latino-americano desta lista, o aquário de Veracruz apresenta aos visitantes fauna e flora de três ambientes muito distintos: água doce, lagoas salgadas e alto-mar. Tem também o maior túnel transparente da América Latina, dedicado aos arrecifes, com mais de um milhão de litros em volta. www.acuariodeveracruz.com

Aquário de Lisboa, em Portugal / Foto: Marcelo Balbio

9) LISBOA, PORTUGAL. Quinze mil animais marinhos habitam os dois andares do aquário de Lisboa, uma das construções da região ao norte da cidade, projetada para Expo 1998. São dois andares, mas o visitante vê como se fossem apenas um. A ilusão de ótica acontece do lado de fora também: o prédio, separado da terra firme apenas por uma passarela, parece flutuar nas águas do Rio Tejo. www.oceanario.pt



10) PERTH, AUSTRÁLIA. Um resumo dos 12 mil quilômetros da costa ocidental da Austrália, uma das regiões mais selvagens do planeta. É isso que o visitante encontra no aquário Aqwa. Polvos, arraias azuis, crocodilos e cavalos-marinhos são alguns dos destaques. Mas a atração mais concorrida é a área criada para abrigar exemplares do raro ornitorrinco, aquele mamífero que põe ovos e tem bico, que só existe na Austrália. www.aqwa.com.au

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Conheça o novo edifício mais alto do mundo

 

ECONOMIA & NEGÓCIOS




Absurdos e megalomaniacos do dinheiro, fazem renascer o mito milenar da torre de babel...



O Globo
 
Mirante do edifício King Tower / Foto: Repdorução internet

]||[=//*\\=]||[ RIO - Um novo arranha-céu pretende desbancar o Dubai Burj Dubai, empreendimento inaugurado nos Emirados Árabes em janeiro do ano passado, que, com os seus 828 metros de altura, ainda é o mais alto do mundo. É a Torre do Reino (Kingdom Tower), que começa a ser erguida ainda este semestre na cidade de Jeddah, na costa do Mar Vermelho e sob a batuta da construtora da família de Osama Bin Laden, a Saudi Binladin Group (SBG). Desenvolvido pelos escritório Adrian Smith + Gordon Gill Arquitetura, o projeto tem custo estimado em US$ 1,2 bilhão e está previsto para ser inaugurado em 2016.

De acordo com as informações do site dos arquitetos, o edifício, de 999 metros de altura, contará com um hotel, apartamentos residenciais e condomínios de luxo. Também terá o observatório mais alto do mundo, no 157° andar, que será acessado por meio de mais de 50 elevadores que transitarão a uma velocidade média de 10 metros por segundo nas duas direções.

Esta será a primeira obra da Kingdom City, região que terá 5,3 milhões de metros quadrados de área construída, com custo de construção girando em torno de US$ 20 bilhões. O novo bairro de Jeddah é idealizado pelo príncipe Alwaleed Bin Talal Bin Abdulaziz Alsaud, sobrinho do Rei da Arábia Saudita, Abdullah, e diretor da Kingdom Holding Company.

Vista aérea do novo arranha-céu, que começa a ser construíudo ainda este ano / Foto: Repdirução internet

Segundo o site do escritório, o formato do edifício foi inspirado em plantas do deserto, unidas na base, mas que se separam no topo. O projeto prevê o edifício com uma base em forma de tripé, que, de acordo com os arquitetos, é ideal para o edifício. As "asas" pontiagudas, que produzem um efeito aerodinâmico, fazem com que a ação do vento na estrutura se torne menor.

A fachada do edifício será toda em vidro, com um sistema para minimizar as cargas térmicas. Além disso, os três lados da torre contarão com entradas que criarão sombra para vários andares. O prédio, de aparência esguia e assimétrica, deve se tornar um símbolo de renovação para a região.
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Brasil passa Japão em vendas de computadores e se torna 3º maior mercado

 

TECNOLOGIA & MÍDIA





Reuters
 
 

{::@=@::} SÃO PAULO - O Brasil superou o Japão em vendas de computadores e chegou à terceira posição no mercado mundial de PCs, apresentando desempenho recorde no segundo trimestre, revela levantamento da consultoria IDC Brasil.

Com vendas de 3,86 milhões de aparelhos, o país comercializou 95 mil máquinas mais que o Japão, ficando atrás apenas de China e dos Estados Unidos, respectivamente.

O desempenho do setor no país superou o recorde atingido no 1º trimestre, cujas vendas foram de 3,6 milhões de computadores.

"O resultado está diretamente ligado aos preços extremamente agressivos ofertados pela indústria. Com o dólar estável, os fabricantes têm conseguido manter seus preços em queda, gerando forte demanda, principalmente, no segmento doméstico", afirmou em nota o analista do IDC Martim Juacida.

Das vendas totais, 69,5% foram para usuários domésticos, 25,8% para os corporativos e 4,7% para o governo e o segmento de educação.

Outro fator que contribuiu para tal performance foi o maior acesso ao crédito da classe média, assim como a condição da economia no país, acrescentou o IDC.

No período, os notebooks mantiveram a liderança sobre os desktops, com 51,5% das vendas. De acordo com Juacida, os notebooks venderam 27% mais no segundo trimestre de 2011 do que no mesmo período do ano anterior.

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Usuários de Facebook, Twitter e Orkut estão ficando cansados das redes socials, diz Gartner

 

DIGITAL & MÍDIA


O Globo



%=-=::=-=% RIO - Uma pesquisa realizada pela Gartner com usuários de redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut afirma que "há sinais de maturidade no mercado" e há grupos de internautas que estão mostrando uma espécie de "fadiga das mídias sociais". Um levantamento sobre uso, frequência de acessos e opiniões dos usuários, com objetivo de analisar tendências feito com 6.295 pessoas, com idade entre 13 e 74 anos, em 11 mercados desenvolvidos e em desenvolvimento entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, mostra que parte significativa dos entrevistados disse que está usando menos as redes sociais.

Dos participantes, 24% disseram que usam seu site de rede social favorito com menos frequência do que quando se inscreveu. O grupo com maioria de 'early adopters' mostrou tendências em optar por mais praticidade e se entendiar mais facilmente. Entretanto, outro grupo mais entusiasmado e também mais jovem, que corresponde a 37% dos entrevistados, afirmaram que estão usando sites de redes socais ainda mais e são os mais interessados em inovações.

- Os adolescentes e os que estavam perto dos seus vinte anos eram significativamente mais propensos a dizer que tinha aumentado a frequência no uso de redes sociais - disse Charlotte Patrick, analista de pesquisas do Gartner. - Enquanto uma fatia significante que representa outro extremo da pesquisa - e que mostra um certo equilíbrio entre faixas etárias - afirmou estar usando menos os sites de redes sociais - disse.

Redes sociais cansam o usuário com o tempo

A pesquisa levantou uma pequena mostra de usuários, entretanto aponta para uma "fadiga das redes sociais" entre os usuários mais antigos, de acordo com Brian Blau, diretor de pesquisas da Gartner. Os resultados do levantamento que mostram que 31% dos mais jovens também indicaram que já estão ficando entediados com seu site preferido.

- É uma situação em que os fornecedores de mídias sociais devem monitorar e decidir como terão que inovar para manter a atenção dessas pessoas - afirmou Blau. - A nova geração de consumidores é inquieta e em gasta pouco tempo no site, é preciso muita criatividade para gerar um impacto significativo - acrescentou Blau que acredita que mudanças são necessárias para prender o interesse em plataformas consideradas "antigas".

Outros 33% dos entrevistados disseram estarem preocupados com a privacidade on-line, uma tensão mais frequente nos mais velhos e não tão presente do discurso dos mais jovens que afirmaram que a falta de privacidade ainda não é um fator que os incomode.

Usuários de redes sociais pelo mundo

Segundo o Gartner, os mercados mais equilibrados para sites de redes socais são Japão, Reino Unido e EUA, que apresentaram cerca de 40% dos entrevistados usando cada vez mais seus sites preferidos do que quando começaram, outros 40% usando da mesma forma e cerca de 20% usando cada vez menos.

Entre os mais entusiasmados estão Coreia do Sul e Itália com cerca de 50% dos entrevistados afirmando que usam sites de redes socais com mais frequência do que quando se inscreveram neles.

Países com mais usuários entrevistados mostraram sinais da fadiga como Brasil e Rússia, com uma faixa entre 30% e 40% das pessoas afirmando terem menos entusiasmo com as redes hoje do que antes, quando as conheceram.

Ainda de acordo com a pesquisa gigantes do setor como o Facebook continuam em progresso em países onde "não são historicamente fortes" e estão começando a conquistar os usuários de forma tardia.

No Brasil, Orkut ainda é mais usado pelos internautas

A pesquisa ouviu 581 pessoas no Brasil, um dos países onde mais usuários foram entrevistados. E de acordo com análise da BBC, o Orkut, rede social da Google, ainda é o líder em usuários, seguido pelo YouTube - que apresenta também funções sociais - e pelo Facebook.

"O Brasil é normalmente é citado como um dos países que adotam com entusiasmo as redes sociais, mas nossa amostra de entrevistados não exibiu essa tendência", afirma a Gartner em relatório. "O uso foi médio e centrado principalmente no Orkut e no Facebook, com uma das taxas mais altas de uso em serviços de mensagem instantânea e sites de chat entre os usuários com até 40 anos", afirma.

Contrariando expectativas, os brasileiros também mostraram maior preocupação com a privacidade do que usuários de outros países. Cerca de 46% disseram que o tema preocupa ao acessar as redes sociais. A média geral em todo mundo é de 33% de usuários aflitos com a exposição da vida pessoal.

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Criação de empregos formais cai 14% até julho, para 1,59 milhão

 

ECONOMIA -- NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO

 


Em julho, empregos formais somam 140 mil vagas e ficam longe de recorde.
Valor representou queda de 22,6% frente ao mesmo mês de 2010.



Alexandro Martello Do G1, em Brasília
 

]#$-=-$#[ Contratações por municípios e estados devem fazer criação de empregos acelerar, segundo o ministro Carlos Lupi
 
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (16) pelo Ministério do Trabalho revelam que foram criados 1,59 milhão de empregos com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano.

Com isso, houve queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,85 milhão de vagas, segundo números do governo federal. Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2010, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.

Além de ter registrado queda frente ao ano passado, os dados do governo mostram que a criação de empregos formais, de janeiro a julho deste ano, também ficou abaixo do resultado registrado em igual período de 2008 - quando foram criados 1,67 milhão de empregos com carteira assinada.

Desaceleração

Apesar do recuo na criação de empregos formais, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, manteve a avaliação de que não está havendo uma desaceleração na abertura de vagas neste ano. "Não está desacelerando (...) Temos um comportamento diferente do ano passado sobre contratação do servidor público. De maio do ano passado em diante, foi proibido por conta das eleições. Temos contratações por municípios e estados neste ano. Acho que esse número vai ser significativo comparando com o que houve em 2010", declarou.

Mês de julho

Em julho deste ano, os dados do governo mostram que foram abertas 140 mil vagas com carteira assinada, o que representa uma queda 22,6% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 181 mil empregos formais. O valor também ficou bem distante do recorde para o mês de julho, registrado em 2008, quando foram criados 203 mil vagas com carteira assinada.

Os números frustraram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. No mês passado, ele informou que a criação de empregos formais ultrapassaria o valor registrado em junho deste ano (214 mil empregos). Já na última semana, ele disse que os empregos criados em julho também seriam superiores ao registrado no mesmo mês de 2010 - quando foram abertas 181 mil vagas. Em ambos os casos, as estimativas não se confirmaram.

Ano passado e previsão para 2011

Em todo ano passado, os números do governo mostram que foram criados 2,5 milhões de empregos com carteira assinada no país, recorde histórico. Porém, a meta foi atingida somente com mudanças no formato de divulgação dos dados do Caged – que passaram a incorporar, no mesmo ano, as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.

Para 2011, primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff, Lupi manteve a previsão de que serão criadas três milhões de vagas formais (novo recorde) apesar do corte de gastos de R$ 50 bilhões anunciado e da subida da taxa básica de juros. Essas medidas buscam conter o crescimento da inflação.

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Banda de Mick Jagger e Joss Stone lança primeiro clipe

 CULTURA -- MÚSICA



SuperHeavy, composta ainda por Damian Marley, A. R. Rahman e Dave Stewart divulgou o vídeo de 'Miracle Worker'


        
estadão.com.br
 
 
{+-$=$*-+} SÃO PAULO - Mick Jagger e sua nova banda, a SuperHeavy, composta pelos cantores Joss Stone, Damien Marley e A. R. Rahman e o produtor e guitarrista Dave Stewart, lançaram o primeiro clipe para música do trabalho colaborativo.

Divulgação
Divulgação
Primeiro disco da banda sai em setembro
 

A ideia da união, segundo Mick Jagger, é experimentar gravar um disco e tocar com artistas de estilos totalmente diferentes. "Nós quatro nos juntamos e pensamos em entrar em um estúdio e tentar algumas coisas, ver o que acontece. Nós não sabíamos que tipo de música iríamos fazer", disse ao NME em maio deste ano.

Miracle Worker, single lançado no mês passado, deixa clara a mistura de estilos do grupo. A canção está disponível para download na internet.
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O disco da SuperHeavy deve sair no final de setembro deste ano.

Brasil tem R$ 300 milhões em moedas perdidas

6/08/2011 - 09h38
 

ECONOMIA & MERCADO



O tamanho do desperdício: R$ 300 milhões em moedas perdidas


 

EDUARDO CUCOLO

DE BRASÍLIA


[$*$-%*%] Cerca de R$ 300 milhões em moedas da primeira família do real estão fora de circulação --dinheiro perdido ou esquecido em casa.

Fabricadas entre 1994 e 1998, representam 15% do valor e quase um terço da quantidade existente no país, segundo o Banco Central.

Todas continuam valendo, exceto as antigas moedas de R$ 1, que saíram de circulação em 2003 e hoje só podem ser trocadas no BC ou em uma das 27 agências autorizadas do Banco do Brasil.

Somente em moedas antigas de R$ 1 há 35,5 milhões que nunca voltaram para o BC, número que segue praticamente estável desde 2006.

As perdas são maiores quando com dinheiro de menor valor. Antigas moedas de R$ 0,01, por exemplo, representam 60% da quantidade no mercado dessa denominação (R$ 20 milhões), mas dificilmente são encontradas.

Para suprir a ausência de moedas que "desaparecem" ou ficam estocadas em casa, o BC gasta R$ 320 milhões por ano. A instituição possui hoje um estoque para atender seis meses de demanda.

TROCO

O chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney Figueiredo Filho, diz que os bancos também têm o suficiente para resolver problemas de falta de troco.

"Basta que o comércio procure os seus bancos, que estão com muito estoque."

O Banco do Brasil, responsável pela distribuição, por exemplo, oferece serviço de troco em todas as capitais brasileiras. Todos os bancos, no entanto, têm obrigação de atender aos pedidos do comércio por moedas.

O BC também faz distribuições com antecedência quando há sinal de que pode faltar dinheiro. Isso acontece, principalmente, quando há reajuste das tarifas de transporte público e é preciso intensificar a distribuição de moedas de R$ 0,10 e R$ 0,20.

Se todas as moedas distribuídas estivessem efetivamente em circulação, haveria cerca de R$ 22 para cada brasileiro.

Família espanhola volta a ser pobre depois de ganhar mais de R$ 12 milhões

Ironia do destino...
 
 

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Mestre de obras por mais de 30 anos, A.N.P. perdeu casa, carros e emprego após empresa na qual trabalhava ir à falência.




Da BBC Brasil
 

!!-$-$-!! A crise marcou a vida do espanhol A.N.P. dividindo-a em dois períodos distintos. Ele chegou a ganhar milhões de euros e hoje, desempregado, é obrigado a pedir ajuda para não passar fome.

Um ano antes da crise ele tinha duas casas, três carros e salários anuais equivalentes a R$ 150 mil. Um ano depois, dívidas, bens confiscados e necessidades básicas desatendidas. 'É difícil de acreditar', desabafa.

A.N.P., de 54 anos (ele pediu para não ter o nome ou o rosto divulgado) é um retrato fiel da crise que atinge trabalhadores que até pouco tempo atrás tinham bons níveis de vida e perderam tudo.

Mestre de obra em mais de 30 anos na construção civil, chegou a ganhar mais de R$ 12 milhões em oito anos no período do boom do setor.

Os salários que superavam os R$ 13 mil mensais lhe animaram a comprar duas casas, três carros e a consentir que o filho deixasse os estudos antes de concluir o segundo grau. Como operário, o rapaz ganhava mais do que um universitário.

Mas a realidade mudou. A construtora em que pai e filho trabalhavam faliu. A empresa, que também financiava a compra de imóveis para os empregados, deixou de pagar bancos, fornecedores e trabalhadores.

Resultado: bens confiscados, dívidas acumuladas e toda a família desempregada há um ano. Desde fevereiro, a solução tem sido o restaurante comunitário da organização de caridade católica São Vicente de Paula no centro de Madri.

Poço

'Veja bem o que há aqui! Não estamos falando de indigentes. São trabalhadores: asseados, arrumados, educados... Caíram num poço sem saber como. É uma situação impressionante', explicou à BBC Brasil a freira Maria Mercedes Morilla, coordenadora do restaurante S. Vicente.

A.N.P. ouviu a descrição e se emocionou. Confessou que no princípio sentia 'imensa vergonha' de pedir ajuda. Mas passou a contar com o apoio também psicológico das freiras da congregação Filhas da Caridade.

'Aprendi a ser agradecido e a ver este auxílio como uma salvação para esta etapa duríssima', afirmou.

'Porque o pior não é ter caído neste poço. O pior é não ver saída na minha idade, ter deixado meu filho se endividar, largar os estudos... Se não fosse por isso aqui (mostra a sacola com alimentos dada pelas religiosas), minha família não teria o que comer', diz.

A.N.P. tem como única renda a subvenção pública de R$ 950,00 para desempregados a longo prazo. Quase tudo vai para o banco para saldar as dívidas dos imóveis que ele já perdeu, mas ainda tem que pagar.

Como ele, milhares de espanhóis fazem fila todos os dias nos centros de ajuda social com restaurantes para necessitados. O de S. Vicente fornecia 350 refeições diárias em 2009 e agora fornece 700 desde janeiro de 2011.

Na Cruz Vermelha, o panorama é o mesmo. São 2.500 atendimentos diários nas sedes principais do centro de Madri para pessoas em busca de alimentos, dinheiro para pagar o aluguel e contas de abastecimento (luz, água e gás) e assessoria jurídica.

Segundo a ONG, no primeiro trimestre de 2011 quatro de cada dez pedintes de ajuda eram novos pobres, pessoas que nunca haviam demandado auxilio social.

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