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quinta-feira, 17 de março de 2011

17/03/2011 10h04 - Nuvem radioativa chegará à Europa, dizem especialistas franceses











##=Nuvem radioativa chegará à Europa, dizem especialistas franceses
Segundo previsões, radiação vinda de usina nuclear japonesa atingirá países europeus semana que vem, mas não será nociva à população.

##=Especialistas franceses afirmam que uma nuvem radioativa causada pelas explosões na central de Fukushima Daiichi, no Japão, deverá chegar à Europa na próxima semana, mas estimam, no entanto, que ela não será nociva à saúde.

Segundo Jean-Marc Peres, chefe do serviço de fiscalização da radioatividade no meio ambiente do Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) da França, "é muito provável que a nuvem seja detectada a partir da próxima semana no território francês".

O IRSN criou o site "Criter Japon", que permite à população ter acesso ao nível de radiação na França. A radiação é medida por sensores espalhados pelo país quase em tempo real, com apenas uma hora de defasagem em relação à coleta dos dados.

O site mostra as áreas do país onde estão situados os sensores, e legendas em cores explicam os níveis de radioatividade.

O site "Criter Japon" tem tido "um número tão grande de acessos" que tem ficado fora do ar, informa o IRSN.

O especialista do instituto afirma, no entanto, que em razão do fenômeno de dispersão das partículas radioativas durante o trajeto de vários milhares de quilômetros entre o Japão e a Europa, "é certo que o nível de radioatividade da nuvem ficará abaixo do limite nocivo à saúde".

Em um debate no Parlamento francês na quarta-feira, a ministra do Meio Ambiente, Nathalie Kosciusko-Morizet, também não excluiu a possibilidade de que a Europa seja afetada pelo acidente nuclear em Fukushima, mas afirmou que o impacto radioativo "não deverá causar problemas".

Iodo
O governo francês pediu na quarta-feira ao órgão responsável por urgências de saúde no país para fazer um levantamento do estoque de pastilhas de iodo na França, substância que impede que a radioatividade tenha efeitos sobre a tiroide.

O objetivo, segundo as autoridades, é determinar se a França está pronta para enfrentar a passagem de uma nuvem radioativa, ou mesmo uma catástrofe nuclear.

Segundo jornais franceses, várias pessoas já procuraram comprimidos de iodo em farmácias.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, organizou na quarta-feira uma reunião ministerial de crise sobre a ameaça nuclear no Japão. "A situação é extremamente preocupante, muito grave", disse Sarkozy.

O ministro do Interior, Claude Guéant, anunciou nesta quinta-feira que a França "está pronta" para acolher japoneses que precisem de cuidados médicos por conta de exposição à radiação.

"Temos hospitais especializados, com serviços de hematologia adaptados. Os franceses que foram repatriados do Japão também terão, claro, um acompanhamento médico específico", disse o ministro.

Situação em Fukushima é séria, mas segue estável, diz AIEA


Funcionário da agência, porém, admmite que ainda pode haver piora nas condições
VIENA - A situação da usina nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão, não piorou nas últimas 24 horas, mas continua muito séria, afirmou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo Graham Andrew, assessor especial do diretor-geral da AIEA, a agência acredita que três dos seis reatores da usina sofreram danos em seus respectivos núcleos e que a situação das piscinas de quatro reatores ainda é preocupante, mesmo depois de elas terem recebido mais água para auxiliar no resfriamento das varetas de combustível nuclear."A situação continua muito séria, mas não houve piora significativa desde ontem (quarta). Não piorou, o que é positivo, mas ainda é possível que haja piora", disse Andrew. "Podemos dizer que a situação é razoavelmente estável em comparação a ontem."

Andrew disse que a AIEA considera adequadas as medidas de segurança adotadas pelo Japão antes do terremoto e do acidente nuclear em Fukushima. "Tenho certeza que o Japão fez a melhor preparação possível", disse Andrew, acrescentando que a combinação de um forte terremoto e do tsunami que o seguiu era imprevisível.

"A natureza nos surpreendeu", disse Andrew, ressaltando que a AIEA ainda considera a energia nuclear muito segura. "A probabilidade de um evento como esse é baixa. A indústria nuclear possui um bom histórico de segurança."

O terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami posterior que atingiram o nordeste do Japão na sexta destruíram boa parte da região e causaram danos ao complexo de Fukushima. Os seis reatores da usina sofreram explosões e incêndios e houve vazamento de material radiativo na atmosfera. Dezenas de pessoas entraram em contato com as partículas nocivas e foram contaminadas. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Carro que faz 500 km por litro é exposto em São Paulo


CARRO DESENVOLVIDO POR ESTUDANTES BRASILEIRO FAZ 500 KM COM I LITRO DE COMBUSTÍVEL...

...FAZ 500 KM COM I LITRO DE COMBUSTÍVEL...
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##= Alunos da FEI desenvolveram também veículo feito direto no alumínio.
A mostra tem entrada gratuita e vai até o próximo dia 2.
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##= 16/03/2011 08h00 - Atualizado em 16/03/2011 08h00

Carro que faz 500 km por litro é exposto em São Paulo
Alunos da FEI desenvolveram também veículo feito direto no alumínio.
A mostra tem entrada gratuita e vai até o próximo dia 2.
Rafael Italiani
Do G1, em São Paulo

A Fundação Educacional Inaciana (FEI) expõe no Conjunto Nacional, em São Paulo, dois protótipos de automóveis elaborados com tecnologia de ponta com o objetivo de serem leves ou econômicos. Entre eles, está um carro que promete fazer 500 quilômetros por litro de combustível e outro construído diretamente no alumínio.

O design do X-20 chama a atenção do público entre os outros modelos que estão no local. O conversível de alumínio conta com um motor Corvette V8 e foi desenvolvido para ser leve e rápido na pista. “Foi um coisa inédita que fizemos. Construímos a forma do carro diretamente no alumínio, o que eliminou uma etapa que seria o modelo para fazer o molde”, diz Ricardo Bock, professor do curso de engenharia mecânica da FEI.

Com cerca de 840 kg, a máquina atinge os 100 km/h em pouco menos de 4 s. Além disso, o X-20 tem 550 cavalos de potência e transmissão Porsche.

500 km com 1 litro de gasolina
Também desenvolvido por alunos da FEI, o X-16, mesmo sendo leve, tem uma proposta totalmente diferente. Feito 100% em carbono e com 38 kg, ele pode alcançar apenas os 45 km/h. No entanto, o tanque com capacidade para cerca de 1 litro de gasolina tem autonomia de 500 km. “Ele foi desenvolvido exatamente para isso”, afirma Bock. Ainda de acordo o professor, uma outra curiosidade do modelo econômico é que o banco do piloto foi feito de acordo com o corpo de uma mulher, que, segundo Bock, tem o esqueleto mais leve.

Para as características do mercado de produção em massa, os modelos são “inviáveis”, diz o professor. “Nós queremos formar engenheiros diferentes e que tenham percepção social”, afirma o professor.

Entrada gratuita
Quem quiser conferir os protótipos, basta ir ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, 2.073, de segunda a sexta-feira, das 8h às 23h. Nos sábados e domingos, a exposição fica aberta entre as 10h e as 23h. Os visitantes também podem ver outros carros, como a Jordan usada por Rubens Barrichello em 1994, modelos de outras competições e capacetes usados por Ayrton Senna. A entrada é gratuita e a exposição termina no próximo dia 2. O evento faz parte da 2ª Semana Cultural da Velocidade (Velocult) e, além dos carros, reúne troféus, objetos pessoais de pilotos e outros artigos curiosos do mundo da velocidade.
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terça-feira, 15 de março de 2011

Preços de chips disparam como efeito do desastre no Japão


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Cidade de Hiroshima antes e depois da Bomba atômica ser lançada em seu território.
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##= SEUL - Os preços de componentes tecnológicos importantes continuavam avançando nesta terça-feira, enquanto os danos causados pelo devastador terremoto e tsunami japonês da última sexta-feira ameaçavam prejudicar as cadeias mundiais de produção industrial por prazo mais longo do que muitos observadores imaginavam.

Dezenas de empresas japonesas, de fabricantes de componentes a grupos de eletrônica e montadoras de automóveis, estão mantendo suas fábricas fechadas, e os danos à infraestrutura, incluindo estradas, redes de energia, ferrovias e portos, devem demorar meses para que sejam reparados.

A perspectiva de perturbações mundiais nos suprimentos levaram empresas de todo o mundo a uma corrida por fontes alternativas de componentes de alta tecnologia, um setor em que o Japão continua a ser um dos protagonistas dominantes.

O grupo de pesquisa IHS iSuppli afirmou que o terremoto e suas consequências podem resultar em escassez significativa de certos componentes eletrônicos e causar fortes aumentos de preços.

- Embora haja pouca informação de danos efetivos nas linhas de produção de eletrônicos, o impacto sobre os transportes e a infraestrutura resultará em complicações, resultando em escassez e alta de preços - afirmou a iSuppli.

- Entre os componentes afetados foram incluídos chips de memória flash NAND, DRAM, componentes lógicos padronizados, painéis de cristal líquido (LCD) e outros materiais para LCDs - afirmou a empresa.

Os preços de chips de memória flash NAND no mercado à vista continuaram em alta nesta terça-feira, subindo em quase 3% após a alta de 20% na véspera, enquanto os preços dos chips de memória DRAM subiram mais 0,2% depois dos 7% da segunda-feira, de acordo com a DRAMeXchange, que acompanha os negócios nesses mercados.

O Japão responde por um quinto da produção mundial de semicondutores, o que inclui 40% dos chips de memória flash usados em todo tipo de aparelho, de celulares inteligentes a tablets e computadores.

Mesmo que os embarques de componentes sejam afetados pelo terremoto por apenas duas semanas, a escassez e seu impacto sobre os preços devem perdurar até o terceiro trimestre, segundo a iSuppli.
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GIPOPE-GARIBA'S Logística for 2011-2012: Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto

GIPOPE-GARIBA'S Logística for 2011-2012: Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto

Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto



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## = Tremor seguido de tsunami devastou a costa noroeste do Japão.
Quatro dias após o terremoto, não foram registrados episódios de violência.
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** = O desespero, a destruição e o caos que o Japão enfrenta desde o terremoto e o tsunami que assolaram o país na última sexta-feira foram vistos também no Haiti e no Chile, ano passado. Mas, ao contrário dos países ocidentais, o Japão enfrenta a crise humanitária de uma forma mais organizada e menos violenta. Até agora, nenhum episódio de saque ou briga foi registrado no país, o contrário do que ocorreu no Haiti, que precisou da intervenção do Exército e de forças da ONU, e da cidade chilena de Concepción, que teve de decretar toque de recolher após quase todas as lojas da cidade terem sido roubadas.

A explicação para isso, segundo estudiosos de Japão ouvidos pelo G1, está num conjunto de aspectos históricos, sociais, políticos e até religiosos, além do enorme preparo que o país tem para lidar com esse tipo de catástrofe. "É aquele lugar comum de dizer que os japoneses são educados para trabalhar em grupo. É uma ênfase diferente do que acontece no Ocidente de modo geral. No Japão, desde pequenos, eles aprendem a trabalhar em grupo. Essa característica é um fator que conta bastante. Depois, tem o fato de pensar na coletividade", explica Ronan Alves Pereira, professor de estudos japoneses da Universidade de Brasília (UnB).

"Há uma orientação a não se apropriar das coisas dos outros. Não quer dizer que não exista, mas os índices de roubo e criminalidade são muito mais baixos do que em muitos países ocidentais. Também adicionaria o componente político-administrativo. Como o país sempre foi vítima de grandes tragédias, sempre houve uma orientação da parte do governo de preparar a população para catástrofes assim. [...] Por último, eu apontaria o fator tecnologia e desenvolvimento econômico. Em um lugar como o Haiti não há preparação. O nível do investimento publico não chega nem de longe ao nível do investimento no Japão, com construções mais resistentes inclusive."

O professor viveu cinco anos no Japão e no segundo dia que estava no país vivenciou um terremoto. Ele conta que acompanhou o fluxo para fora do prédio e ficou observando atento como os japoneses se comportavam. No momento, a UnB tem vários estudantes brasileiros morando no Japão, e, segundo Ronan, todos estão bem após o tremor.

País mais preparado
Organizações internacionais estão enviando equipes de ajuda para o Japão. Mas, de acordo com a porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), a organização não planeja organizar uma operação maior de assistência se não for solicitada. "O país enfrenta três emergências: uma pelo terremoto, outra pelo tsunami e outra de caráter nuclear. Mas eles estão indo muito bem. É o país mais bem preparado para esse tipo de catástrofe. Não estamos falando do Haiti ou do Paquistão. Os japoneses são treinados desde pequenos para lidar com terremotos e têm muito senso de disciplina e calma", disse Elisabeth Byrs ao G1.

O terremoto de magnitude 8,9 gerou um tsunami e abalou a estrutura de complexos nucleares do noroeste do país. O número oficial de mortos chegou a 1.833, segundo a Polícia Nacional. Há 2.361 desaparecidas, de acordo com balanço divulgado na noite desta segunda-feira (14).

Confiança
O psicólogo e professor de japonês Marcos Hiroyuki Suguiura acredita que além do preparo para catástrofes, os japoneses são "educados para ter um comportamento social. Muito do que eles fazem é movido pela ideia de ‘vai ser bom pra mim, mas também para os outros’. O mais forte acho que é essa característica de pensar no outro, mesmo que possa fazer mal para si num primeiro momento."

Outro ponto importante, segundo Marcos, é a confiança de que a ajuda virá do governo. "Eles sabem que a ajuda vai vir da sociedade, que tem alguém olhando por eles, então eles confiam e esperam."

segunda-feira, 14 de março de 2011

Você sabe o que é 1 trilhão de dólares?


US$ -1 TRILHÃO DE DOLARES



US$ - 1.000.000.000 DOLARES

US$ - 100.000 DOLARES

OS$ - 1.000.000 DOLARES

US$ - 10.000 DOLARES

Você sabe o que é 1 trilhão de dólares?

Toda essa conversa de “pacote de estímulos” e “salvamentos financeiros…”
1 bilhão de dólares…
100 bilhões de dólares…
800 bilhões de dólares…
1 TRILHÃO de dólares…
Você tem idéia do que isso significa?

Bem, vamos começar com uma nota de $100 dólares.
Atualmente, esta é a maior nota em circulação nos E.U.A.
Muitas pessoas já viram uma delas, poucos possuem uma no bolso, e é garantia de fazer amigos onde quer que vá.


Um pacote de cem notas de $ 100 dólares é inferior a 1 / 2 polegada de espessura e contém $ 10.000 dólares. Encaixa facilmente no seu bolso e é mais do que suficiente para uma semana ou duas de diversão da pior (ou melhor) espécie.




Acredite ou não, esta pequena pilha abaixo é de US $ 1 milhão de dólares (100 pacotes de $ 10.000). Você poderia colocar esta quantia em um saco de papel de supermercado e passear por aí com ele facilmente.


Enquanto que a merreca de $ 1 milhão parece bem inexpressiva, $ 100 milhões é um pouco mais respeitável. Ele se encaixa perfeitamente em um palete de madeira padrão, veja:


e $ 1 bilhão de dólares…agora parece que estamos chegando a algum lugar…





Em seguida, vamos olhar para um trilhão de dólares. Este número é o que temos ouvido nos últimos meses, nas notícias do mercado financeiro e sobre a crise mundial. O que é um trilhão de dólares? Trata-se de um milhar de milhões. É o número 1 seguido por 12 zeros.

Está pronto para isto? É bastante surpreendente.

Vá em frente …

Senhoras e senhores … Eu lhes apresento o tamanho de $ 1 trilhão de dólares:






E repare que os paletes são pilhas duplas. Observe o tamanho do “homem” de camisa vermelha no canto esquerdo!

Portanto, da próxima vez que você ouvir alguém falar por aí sobre “trilhão de dólares” … isso é o que eles estão falando.
Este é o tamanho da conversa!!

Viajante sofre com recusa de dólar antigo


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Em alguns países, cédulas são recebidas por 20% menos que o valor de face; na Europa, só se aceitam séries posteriores às de 1996
14 de março de 2011 | 0h 00
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## - Turistas brasileiros que viajam ao exterior com dólares enfrentam cada vez mais uma armadilha que pode deixá-los sem dinheiro para pagar contas e acertar até mesmo hospedagens de hotéis. Algumas séries de notas de US$ 100 são menos aceitas por comerciantes, hotéis, taxistas e casas de câmbio em diferentes países. Ou só são aceitas por valor inferior - em alguns casos, chegando a 20% menos.


Com novas cédulas sendo jogadas no mercado a cada ano pelo governo americano, algumas séries antigas que ficaram associadas a problemas de falsificação, como as de 2001 e 2003, estão marcadas no comércio internacional. E as das décadas de 1980 para trás têm recusa certa em alguns países. Segundo Rogério Silva, da mesa de operações de câmbio do Banco Paulista, houve diversos relatos de notas não aceitas durante a última Copa do Mundo de futebol, na África do Sul, por fazerem parte desses grupos.

Carudas. Quanto mais recente, mais facilmente a nota é aceita por um estabelecimento comercial. As notas preferidas são as feitas a partir de 1996, que têm uma figura grande de Benjamin Franklin, e não apenas o rosto dentro de um círculo no meio do bilhete, como as anteriores. As "carudas" têm mais dispositivos de segurança contra falsificações, como um numeral 100 que muda de cor conforme a nota é balançada.

Praticamente só elas são recebidas por lojistas de Europa, Ásia, Oriente Médio e Chile. Quem vai viajar deve ter cuidado redobrado: as notas anteriores a 1996 são consideradas igualmente válidas pelo governo americano e, por isso, acabam vendidas em várias casas de câmbio no Brasil.

A nota de 1988, por exemplo, é recusada amplamente - por causa das fraudes verificadas naquele ano. Em 2001, já com o novo modelo, notas falsas foram encontradas no Peru, com suspeita de que viessem do Paquistão. Por conta disso, as notas que começam em séries CB e AB, com o código B2 abaixo, também ficaram marcadas.

A professora Eico Uemura, de 68 anos, foi uma das vítimas das notas "suspeitas" e acabou perdendo dinheiro. Conta que uma nota sua de 1988 não foi aceita em um serviço de câmbio de uma loja de departamentos na Rússia. Na Dinamarca, passou por problema semelhante, mas, como precisava trocar parte do dinheiro que levava aceitou um valor menor. "Fui pega de surpresa. Agora, só peço as carudas", afirma.

Até no Mercosul. A OMDTVM, que assim como o Banco Paulista também comercializa notas antigas, orienta quem vai a Argentina, Paraguai e Bolívia, em especial, para optar por notas feitas desde 1996 . Em Cidade del Este, lojas têm placas próximas aos caixas informando que séries que começam com "D" não são aceitas.

No Paraguai, as restrições têm valor definido. Notas de US$ 100 antigas são aceitas, porém, com 10% ou 20% a menos do que o valor para negociações. A justificativa dos comerciantes é que existe o risco de que seja falsa - e também há dificuldade de passar a nota adiante.

As agências orientam seus clientes a levarem moedas do próprio pais. Comprar dólar para depois trocar no país visitado é perder dinheiro, alerta a Confidence Cambio. O diretor Fábio Agostinho diz haver problemas na Venezuela e na Bolívia. Ali, os mais receosos são os comerciantes que não têm luz negra e outros equipamentos para atestar que a nota é verdadeira.
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Encontrados dois mil mortos na costa de Miyagi, no Japão

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## - MIYAGI - Cerca de 2.000 corpos foram encontrados nesta segunda-feira no litoral oriental de Miyagi (nordeste do Japão) três dias depois do terremoto, embora a apuração oficial da tragédia se mantenha por enquanto em quase 1.600 mortos e mais de 1.400 desaparecidos.

Mil corpos foram achados na península de Ojika e outros mil na cidade de Minamisanriku na província de Miyagi, segundo informou a agência Kyodo.

Nesta comunidade litorânea, as autoridades ainda não puderam localizar desde a sexta-feira cerca de 9.500 pessoas, a metade da população.

No entanto, alguns meios de imprensa acreditam que é possível que muitos destes desaparecidos fugiram a tempo para a vizinha localidade de Tome, também em Miyagi.

O número oficial de 1.627 mortos também exclui entre 200 e 300 cadáveres que se constataram, mas que ainda têm que ser recuperados pelas equipes de resgate em Miyagi, a província mais afetada pelo terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter e pelo posterior tsunami.

Cerca de cem mil militares na operação de salvamento continuam vasculhando a região na busca de vítimas presas sob os escombros ou arrastadas mar adentro pela onda gigante de dez metros de altura.

Em muitos núcleos urbanos, como a cidade de Sendai, continuam aparecendo corpos nas praias e o trabalho das equipes de resgate se vê dificultado pelas constantes réplicas e a magnitude da devastação causada pelo terremoto, o maior da história do Japão.

Mais de 400 mil habitantes foram evacuados por causa do desastre, a maior crise do Japão desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o primeiro-ministro, Naoto Kan.

A Agência Meteorológica japonesa indicou na noite deste domingo que há 70% de possibilidades que até nesta quarta-feira ocorram réplicas de até 7 graus e várias embaixadas recomendaram a seus cidadãos não viajar para o Japão.