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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Oriente Médio: Irã conseguiu o que queria com acordo, diz especialista

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Professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard avalia ao WW memorando entre EUA e Irã e aponta que iranianos preservaram direito ao programa nuclear civil
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Da CNN Brasil
19/06/26 às 07:39 | Atualizado 19/06/26 às 07:39
Postado em 19 de Junho de 2.026 às 07h50m
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O Irã obteve, em essência, o que almejava com a assinatura do memorando de entendimento com os Estados Unidos, segundo avaliação de Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard. Em entrevista ao WW, Kalout analisou os 14 pontos do acordo e destacou as principais concessões obtidas pelos iranianos.

O que o Irã conquistou no acordo

Hussein Kalout enumerou as principais demandas atendidas ao Irã no âmbito do documento. "Se a gente olhar os 14 pontos do acordo, o Irã conseguiu basicamente o que queria", afirmou.

Segundo ele, os iranianos obtiveram acesso a recursos financeiros, garantias de reconstrução, desbloqueio de ativos, a não imposição de novas sanções e a possibilidade de revogação de sanções antigas. Em contrapartida, o país aceitou a reabertura de negociações sobre o Estreito de Ormuz.

O especialista ressaltou que, no âmbito do acordo, os iranianos também aceitaram formalmente a não construção de uma bomba atômica — ponto central para os norte-americanos.

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Ao mesmo tempo, o Irã garantiu o direito de manter seu programa nuclear para enriquecimento com fins civis. "O Irã conseguiu preservar o direito a ter o seu programa nuclear para enriquecimento para fins civis", destacou Kalout.

Comparação com acordo anterior e pontos vulneráveis

O professor comparou o novo documento ao acordo firmado durante o governo do presidente Barack Obama, classificando o memorando atual como ainda mais favorável ao Irã.

"Na verdade, é um documento piorado, muito em favor do Irã", declarou. Para os Estados Unidos, a principal conquista foi o compromisso iraniano de não desenvolver armamento nuclear.

O especialista também apontou um ponto vulnerável do acordo: a questão do cessar-fogo no Oriente Médio, que se divide em duas etapas distintas. Enquanto considerou possível alcançar um cessar-fogo no Golfo, Kalout se mostrou cético quanto à cessação das hostilidades entre Israel e o Líbano.

"Esse cessar-fogo entre Israel e o Líbano eu acho muito difícil e improvável de ser alcançado, pelo menos até outubro, até a eleição em Israel", concluiu.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Ritual, assassinato ou morte comum? Arqueólogos encontram homem enterrado em forno de 4,5 mil anos e tentam desvendar mistério

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Corpo de um jovem foi encontrado em uma estrutura subterrânea usada pela Cultura da Cerâmica Cordada, na atual Alemanha. Pesquisadores investigam se ele foi vítima de assassinato, guerra ou ritual de sacrifício.
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Por Redação g1

Postado em 18 de Junho de 2.026 às 12h35m
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Um homem morto encontrado em um forno subterrâneo. Descoberta arqueológica misteriosa perto de Gerstewitz, distrito de Burgenland, Saxônia-Anhalt. — Foto: State Office for Heritage Management and Archaeology Saxony-Anhalt
Um homem morto encontrado em um forno subterrâneo. Descoberta arqueológica misteriosa perto de Gerstewitz, distrito de Burgenland, Saxônia-Anhalt. — Foto: State Office for Heritage Management and Archaeology Saxony-Anhalt

Arqueólogos que realizam escavações no leste da Alemanha encontraram os restos mortais de um homem de cerca de 25 anos enterrado em uma antiga estrutura usada como forno há aproximadamente 4,5 mil anos.

O achado intriga os pesquisadores porque o crânio apresenta sinais de lesão e o local do sepultamento é considerado incomum para a época.

A descoberta foi feita perto da cidade de Gerstewitz, no estado da Saxônia-Anhalt, durante escavações preventivas realizadas antes da construção de uma linha de transmissão de energia elétrica.

Segundo o Escritório Estadual de Gestão do Patrimônio e Arqueologia da Saxônia-Anhalt, o homem foi enterrado em uma cavidade subterrânea formada por duas câmaras interligadas, originalmente utilizadas como forno pela chamada Cultura da Cerâmica Cordada, que ocupou partes da Europa entre 2900 a.C. e 2050 a.C.

Ferimento no crânio levanta hipóteses

O esqueleto foi encontrado em posição fetal, deitado sobre o lado direito e voltado para o sul — uma característica típica dos sepultamentos masculinos desse grupo cultural.

O que chamou a atenção dos pesquisadores, porém, foi o local escolhido para o enterro. Estruturas desse tipo normalmente não contêm restos humanos.

Além disso, exames iniciais identificaram uma lesão no crânio.

Diante disso, os arqueólogos trabalham com diferentes hipóteses.

  1. Uma delas é que o jovem tenha sido vítima de um assassinato.
  2. Outra possibilidade é que tenha morrido em um conflito e sido enterrado às pressas em uma estrutura já existente.

Há ainda uma terceira linha de investigação: a de que o enterro estivesse relacionado a algum ritual.

Sacrifício em ritual?

Segundo os pesquisadores, fornos semelhantes ligados à Cultura da Cerâmica Cordada já foram encontrados contendo esqueletos completos de bovinos ou restos de cães parcialmente desmembrados.

Esses depósitos são interpretados por alguns especialistas como possíveis oferendas rituais.

Por isso, os cientistas não descartam que o homem encontrado em Gerstewitz também tenha participado de algum contexto cerimonial, embora ainda não existam evidências suficientes para confirmar essa hipótese.

Região guarda 6 mil anos de história

O sítio arqueológico onde o corpo foi encontrado tem revelado vestígios de ocupação humana que se estendem por cerca de 6 mil anos.

Entre as descobertas anteriores estão um grande monte funerário construído entre 4000 a.C. e 3400 a.C., sistemas de fossos e muralhas associados a cerimônias coletivas e restos de casas queimadas, além de ossos humanos e de animais depositados em poços profundos.

Agora, os pesquisadores esperam que análises laboratoriais ajudem a esclarecer a identidade do homem e as circunstâncias de sua morte.

Por enquanto, o achado permanece cercado de mistério — um raro caso em que um enterro pré-histórico levanta mais perguntas do que respostas.

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Brasil cai para 65ª lugar em ranking de competitividade com 70 países

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Recuo foi puxado por desempenho negativo do custo de capital, débitos e educação
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Manuela Miniguini, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
18/06/26 às 10:58 | Atualizado 18/06/26 às 10:58
Postado em 18 de Junho de 2.026 às 11h25m
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Bandeira do Brasil
País ocupa a 65ª colocação em uma lista de 70 economias - o pior patamar nos últimos anos  • Foto: Getty Images

O Brasil caiu sete colocações no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral.

O país ocupa a 65ª colocação em uma lista de 70 economias - o pior patamar nos últimos anos. Segundo o levantamento, entre os fatores que prejudicam o país estão custo de capital, educação precária e problemas financeiros.

Leia Mais.

  1. Durigan diz confiar em Jaques Wagner após PF apontar recebimento de propina
  1. Citi adia previsão de corte pelo Fed e passa a ver queda do juro em outubro
  1. Segurança e proteção de investimentos no Inter: veja perguntas e respostas


Nessa linha, a competitividade de um país reflete o conjunto de condições institucionais, econômicas e estruturais que influenciam a produtividade e a eficiência do setor produtivo. 

Ao todo, quatro fatores gerais foram considerados - performance econômica, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura - e o Brasil apresentou piora de posição em todos os indicadores. 

Eficiência de negócios foi o destaque negativo, com queda de 11 posições. Já performance econômica caiu seis posições no levantamento. 

Dentro dos fatores gerais, foram avaliadas também subcategorias que estabeleceram pontos fortes e fracos e uma posição para o país em relação à seção analisada.

Entre os pontos fortes do Brasil estão o crescimento de longo prazo de emprego (5º), subsídio governamental (5º),  porcentagem de energia renovável (5º), fluxo de investimento direto estrangeiro (7º) e total de atividade empreendedora em estágio inicial (8º).

“Isso mostra a força e a resiliência da economia brasileira. Mesmo diante de desafios internos e externos, o país mantém sua capacidade de criar oportunidades e absorver trabalhadores em diferentes setores produtivos”, avalia Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral.

Por outro lado, o custo de capital (70º), débito corporativo (70º), educação primária e secundária (70º), força de trabalho produtivo (70º), habilidades linguísticas (70º) e habilidades financeiras (70º) pesaram sobre a posição geral do Brasil e, segundo o diretor, travam o avanço dos outros setores bem posicionados.

Confira os 9 piores países em competitividade:

  • 63º Eslováquia
  • 64º Gana
  • 65º Brasil
  • 66º México
  • 67º Botsuana
  • 68º Mongólia
  • 69º Nigéria
  • 70º Namíbia
  • 70º Venezuela

Na outra ponta, Singapura lidera o top 10 das melhores nações nesse quesito, seguida por Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.

Confira os 10 melhores países em competitividade:

  • 1º Singapura
  • 2º Hong Kong
  • 3º Suíça
  • 4º Taiwan
  • 5º Emirados Árabes Unidos
  • 6º Dinamarca
  • 7º Irlanda
  • 8º Países Baixos
  • 9º Suécia
  • 10º Estados Unidos
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quarta-feira, 17 de junho de 2026

O melhor jogador de futebol da história: "É hora do mundo aceitar"

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Ex-jogador brasileiro foi ultrapassado pelo argentino na lista de maiores goleadores de todas as edições da Copa do Mundo e não deixou de exaltar a carreira do camisa 10 da Argentina
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Por Redação do ge — Nova Jersey, EUA

Postado em 17 de Junho de 2.026 às 15h35m
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Com atuação histórica de Messi, Argentina vence Argélia em estreia 

Ronaldo Fenômeno não poupou elogios a Lionel Messi após o craque argentino se tornar o maior artilheiro da história da Copa do Mundo ao lado do alemão Klose. Para o ex-jogador brasileiro, chegou o momento de admitir que o camisa 10 da Argentina é o maior jogador da história do futebol mundial.

Os recordes quebrados por Messi na Copa
Os recordes quebrados por Messi na Copa

– Toda vez que Messi entra em campo, tudo se torna histórico e elegante. É hora de o mundo parar de se esconder e aceitar o fato de que ele é o melhor jogador de todos os tempos. Ele continua a ter um desempenho excepcional a cada temporada, e na Copa do Mundo, porém, ainda existem dúvidas sobre ele. É uma noite inesquecível e histórica que ficará para sempre nos livros de história – disse Ronaldo, em entrevista ao Mundo Deportivo, da Espanha.

Todos os gols do Messi em Copas do Mundo
Todos os gols do Messi em Copas do Mundo

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Messi comemora primeiro gol da Argentina contra a Argélia na Copa do Mundo 2026 — Foto: REUTERS/Claudia Greco
Messi comemora primeiro gol da Argentina contra a Argélia na Copa do Mundo 2026 — Foto: REUTERS/Claudia Greco

Depois de marcar três gols na vitória da Argentina sobre a Argélia, na estreia da atual campeã na Copa do Mundo, o argentino comentou a marca alcançada e destacou o peso de dividir registros com nomes que marcaram a história do futebol, entre eles Ronaldo Fenômeno.

— É uma grande honra poder competir com todos esses grandes, incluindo Ronaldo, entre os jogadores que assisti. Ele foi um dos maiores jogadores de todos os tempos — afirmou o camisa 10 da Argentina.

Messi mantém protagonismo na seleção argentina
Messi mantém protagonismo na seleção argentina

Ronaldo Fenômeno, citado pelo argentino, soma 15 gols em Copas do Mundo e foi o maior artilheiro da história do torneio até ser superado por Miroslav Klose e, agora por Messi.

Felipão diz que Messi é gênio e que Cristiano Ronaldo trabalhou para chegar a esse nível
Felipão diz que Messi é gênio e que Cristiano Ronaldo trabalhou para chegar a esse nível

O hat-trick levou Messi a 27 partidas em Copas do Mundo, tornando-o o jogador com mais jogos na história da competição. Ele também chegou a 24 participações diretas em gols (16 gols e oito assistências), ultrapassando Pelé no ranking histórico. O brasileiro era o líder nesta estatística, com 21 participações em diretas em gols (12 gols e nove assistências).

Ronaldo Fenômeno marca presença em jogo da NBA — Foto: Dustin Satloff/Getty Images
Ronaldo Fenômeno marca presença em jogo da NBA — Foto: Dustin Satloff/Getty Images

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Islândia lidera o Índice Global da Paz pelo 19º ano seguido

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Brasil aparece na 124ª posição atrás de Uruguai, Chile, Paraguai, Argentina, Bolívia, Guiana e Peru; Rússia ocupa o último lugar
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Lucas Teixeira, da CNN Brasil
15/06/26 às 23:56 | Atualizado 15/06/26 às 23:56
Postado em 17 de Junho de 2.026 às 13h00m
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Bandeira da Islândia  • Kristian Tuxen Ladegaard Berg/NurPhoto via Getty Images

A  Islândia foi considerada o país mais pacífico do mundo em 2026 pelo Índice Global da Paz, elaborado pelo IEP (Institute for Economics & Peace). Esta é a 19ª vez consecutiva que o país ocupa a primeira colocação do ranking.

Na sequência aparecem Nova Zelândia, Suíça, Eslovênia, Irlanda, Áustria, Portugal, Singapura, Finlândia e Japão, que completam o top 10.

O Brasil aparece na 124ª posição entre os 163 países avaliados, uma colocação acima da registrada em 2025, quando ocupava o 125º lugar.

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Na comparação sul-americana, o país fica atrás de Uruguai (43º), Chile (52º), Paraguai (64º), Argentina (72º), Bolívia (92º), Guiana (103º) e Peru (107º). Por outro lado, o Brasil aparece à frente de Venezuela (133º), Equador (135º) e Colômbia (141º).

Na parte inferior da lista, a Rússia ocupa a última colocação, em 163º lugar. O grupo dos cinco países menos pacíficos do mundo é completado por Sudão (162º), República Democrática do Congo (161º), Ucrânia (160º) e Israel (159º).

Segundo o IEP, o índice cobre 99,7% da população mundial e avalia fatores ligados à paz e à estabilidade dos países. Entre os critérios analisados estão segurança pública, conflitos internos e externos, estabilidade política e níveis de militarização.

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