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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Que impacto terá para Netanyahu o mandado de prisão emitido pelo TPI?

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Premiê de Israel buscará no governo Trump respaldo para atenuar efeitos da decisão da corte internacional.
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TOPO
Por Sandra Cohen
Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em 'O Globo'

Postado em 22 de novembro de 2024 às 06h05m

#.* Post. - Nº.\  11.413 *.#




Tribunal Penal Internacional emite mandado de prisão contra Netanyahu

Os mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional para o premiê israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza ampliam de forma drástica o isolamento de Israel e o rótulo de pária no cenário internacional.

Na prática, o primeiro-ministro enfrentará severas restrições de viagem, semelhantes às do presidente da Rússia, Vladimir Putin, correndo o risco de ser preso se pisar num dos 124 países signatários do Estatuto de Roma, que criou o TPI.

A decisão unânime de três juízes contra líderes de um país democrático e aliado do Ocidente acaba por ser inédita nos 22 anos de existência da corte internacional.

O tribunal ordenou também a prisão de Mohammed Deif, líder militar do Hamas, que teria sido morto por Israel, sem confirmação da organização terrorista. Outros dois líderes do Hamas, Ismail Haniyeh e Yahya Sinwar, a quem o promotor do TPI, Karim Khan, pediu a prisão em maio passado, estão mortos.

Embora o TPI não tenha poderes para prender Netanyahu nem possa julgá-lo à revelia, já que para tanto depende da ação dos países-membros, a acusação de criminoso de guerra será como um fardo para o primeiro-ministro israelense.

Ele não será detido em Israel, EUA, Índia, China, Rússia e outros países que não integram o TPI, mas enfrentará constrangimentos para planejar cada viagem ao exterior, ainda que vá para países que o acolham.

Países europeus parceiros de Israel, como Alemanha, França e Reino Unido, serão obrigados a cumprir os mandados de prisão. Canadá, Holanda e Itália já fizeram saber publicamente que respeitarão a decisão do TPI.

O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, lembrou que os mandados de prisão são vinculativos para todos os estados-membros do bloco. Já o presidente da Argentina, Javier Milei, rejeitou a ação do TPI e foi solidário a Israel.

São remotas as chances de Netanyahu e Gallant acabarem sentados no banco de réus em Haia. Assim como parece ser irreal a probabilidade de o premiê ser derrubado do cargo pela ordem internacional de prisão.

Internamente ele saiu fortalecido, já que todos os partidos políticos israelenses condenaram, como injusta e infundada, a decisão do TPI. “Esses mandados são uma recompensa pelo terrorismo”, afirmou o líder da oposição, Yair Lapid, e um dos maiores desafetos do premiê.

O maior trunfo de Netanyahu ainda parece ser o apoio do maior aliado, os EUA, e a pressão que o governo americano poderá exercer sobre os países europeus para evitar que cumpram a ordem de prisão.

O premiê conta, sobretudo, com o respaldo do presidente eleito, Donald Trump, um crítico contumaz do TPI.

Em seu primeiro mandato, o ex-presidente americano autorizou sanções econômicas e restrições de viagem contra funcionários da corte internacional que investigaram tropas americanas por possíveis crimes de guerra no Afeganistão. As sanções, que incluíam o promotor Khan, foram suspensas pelo sucessor Joe Biden.

Sob esse aspecto, os EUA são o porto-seguro de Netanyahu para tentar esvaziar a ação do TPI. O atual e o ex-futuro presidente americano coincidiram na condenação dos mandados de prisão.

“Não há equivalência — nenhuma — entre Israel e o Hamas. Sempre estaremos com Israel contra ameaças à sua segurança”, afirmou Biden, com quem o premiê mantém uma relação desgastada.

Indicado por Trump para comandar o Conselho de Segurança Nacional, Michael Waltz adotou o tom ameaçador: “O TPI não tem credibilidade, e essas alegações foram refutadas pelo governo americano. Vocês podem esperar uma forte resposta ao viés antissemita do TPI e da ONU em janeiro”.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Efeito Trump: magnatas de criptomoedas lucram R$ 220 bilhões com salto do bitcoin; veja ranking

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Vitória do republicano fez a criptomoeda disparar e atingir cotação recorde ao superar os US$ 90 mil (R$ 520 mil). Ranking da revista Forbes mostra os efeitos nas fortunas dos maiores bilionários do setor.
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Por André Catto, g1

Postado em 21 de novembro de 2024 às 06h00m

#.* Post. - Nº.\  11.412 *.#

Donald Trump participa da conferência Bitcoin 2024, em Nashville. — Foto: Reuters
Donald Trump participa da conferência Bitcoin 2024, em Nashville. — Foto: Reuters

A eleição do republicano Donald Trump, no início deste mês, fez o mercado de criptoativos disparar. O bitcoin, moeda mais famosa do mundo, surfou a onda otimista e superou a cotação de US$ 90 mil (equivalente a R$ 520 mil) pela primeira vez na história.

Esse e outros avanços fizeram a soma de ativos criptos disponíveis no mercado ultrapassar o marco de US$ 3,2 trilhões (R$ 18 trilhões) — cenário que tornou magnatas do setor ainda mais ricos. (veja o ranking no fim desta reportagem)

Levantamento da revista norte-americana Forbes mostra que 11 dos maiores bilionários criptos do mundo enriqueceram um total de US$ 38 bilhões (quase R$ 220 bilhões) em 2024. Destes, US$ 24 bilhões (ou 63% do total) vieram após 1º setembro, quando cresceram as apostas na vitória de Trump.

Conforme mostrou o g1, o otimismo com o bitcoin e o universo cripto é reflexo das expectativas de investidores de que o governo do republicano promova um ambiente regulatório mais favorável para as criptomoedas.

Segundo a publicação da Forbes, tiveram os maiores ganhos percentuais os líderes de empresas de capital aberto que possuem ações de alto risco atreladas ao bitcoin.

O empresário que mais lucrou em termos percentuais foi Michael Saylor, entusiasta da criptomoeda e presidente da MicroStrategy. A empresa, que possui a maior reserva corporativa de bitcoin no mundo (US$ 25,6 bilhões), viu suas ações saltarem 464% só neste ano.

A fortuna de Saylor — composta principalmente por reservas em bitcoins e por sua participação na empresa — cresceu 291%, chegando a US$ 8,8 bilhões.

No segundo lugar em avanço percentual está Mike Novogratz, CEO da Galaxy Digital, cuja fortuna atingiu US$ 5,9 bilhões, com ganhos de 123%.

Entenda por que bitcoin e outras criptomoedas dispararam com vitória de Trump

Enquanto isso, o bilionário que mais enriqueceu em valores nominais foi Changpeng Zhao, ex-CEO da Binance — a maior corretora de criptomoedas do mundo. Zhao foi condenado a quatro meses de prisão em abril deste ano, após confessar ter burlado regras contra lavagem de dinheiro dos EUA.

Mesmo sem papel operacional na empresa, Zhao tem participação de US$ 33 bilhões na Binance, além de tokens BNB (outro tipo de ativo digital). A fortuna do magnata disparou de US$ 47,3 bilhões no início do ano para US$ 63,1 bilhões, segundo a Forbes. A alta percentual é de 33%.

Veja a variação do patrimônio líquido dos bilionários do mercado cripto em 2024 (valores até 13 de novembro):

  1. Michael Saylor (MicroStrategy): patrimônio de US$ 8,8 bilhões | alta de 291%
  2. Mike Novogratz (Galaxy Digital): patrimônio de US$ 5,8 bilhões | alta de 123%
  3. Tim Draper (Draper Associates): patrimônio de US$ 2,6 bilhões | alta de 98%
  4. Brian Amstrong (Coinbase): patrimônio de US$ 13,8 bilhões | alta de 80%
  5. Tyler Winklevoss (Gemini): patrimônio de US$ 3,1 bilhões | alta de 78%
  6. Cameron Winklevoss (Gemini): patrimônio de US$ 3,1 bilhões | alta de 78%
  7. Matthew Roszak (Bloq): patrimônio de US$ 2,4 bilhões | alta de 61%
  8. Fred Ehrsam (Paradigm): patrimônio de US$ 3,6 bilhões | alta de 58%
  9. Changpeng Zhao (Binance): patrimônio de US$ 63,1 bilhões | alta de 33%
  10. Chris Larsen (Ripple Labs): patrimônio de US$ 3,3 bilhões | estável (0%)
  11. Jed McCaleb (Stellar): patrimônio de US$ 2,90 bilhões | estável (0%)
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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Neymar Jr. compra cobertura de alto luxo em Dubai; veja FOTOS

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Novo condomínio do jogador conta com praia artificial, elevador para carros e serviços de manobrista, além de concierge. Preços iniciais dos apartamentos no empreendimento são de US$ 14 milhões (R$ 81,8 milhões).
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 20 de novembro de 2024 às 05h45m

#.* Post. - Nº.\  11.411 *.#


O jogador de futebol Neymar Jr. comprou um novo imóvel em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo informações da construtora e incorporadora Binghatti Holding, o jogador adquiriu uma cobertura de luxo em um dos seus empreendimentos, o Bugatti Residences.

De acordo com um corretor de imóveis da região, os preços iniciais dos apartamentos no empreendimento são de US$ 14,2 milhões (R$ 81,8 milhões).

A cerimônia oficial de assinatura dos contratos aconteceu em Dubai e foi liderada pelo diretor de vendas da Binghatti, Abdullah Binghatti, ao lado dos principais executivos da empresa.

Neymar Jr. comprou uma das coberturas do empreendimento de alto luxo Bugatti Residences, em Dubai. — Foto: Divulgação/ Bugatti
Neymar Jr. comprou uma das coberturas do empreendimento de alto luxo Bugatti Residences, em Dubai. — Foto: Divulgação/ Bugatti

As reuniões com os executivos da Binghatti também contaram com a presença da namorada de Neymar, Bruna Biancardi, e do pai do jogador, Neymar da Silva.

A inauguração do empreendimento de alto luxo, uma colaboração entre a marca francesa de carros esportivos e a incorporadora Binghatti, está prevista para 2027. O prédio terá 46 andares e 11 coberturas individuais – denominadas “Sky Mansion Penthouses”.

Cada uma dessas “penthouses” terá um layout próprio e personalizado, além de dois elevadores de carros que vão da garagem diretamente para a cobertura.

O empreendimento ainda conta com uma praia artificial inspirada na Riviera Francesa, piscinas privativas, spa com jacuzzi, academia de ginástica, serviços de manobrista e concierge e um clube privativo.

Atualmente, o jogador mora com sua namorada, Bruna Biancardi, em um resort de luxo na Arábia Saudita, onde joga pelo Al-Hilal.

VEJA FOTOS

Veja simulações do empreendimento de alto luxo em que Neymar comprou seu novo apartamento.

Neymar Jr. comprou uma das coberturas do empreendimento de alto luxo Bugatti Residences, em Dubai.
Neymar Jr. comprou uma das coberturas do empreendimento de alto luxo Bugatti Residences, em Dubai. — Foto: Divulgação/ Bugatti


Empreendimento conta com piscinas privativas, elevador de carros e outros serviços.
Empreendimento conta com piscinas privativas, elevador de carros e outros serviços. — Foto: Divulgação/ Bugatti


















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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Análise: Xi Jinping anuncia maior cooperação com Sul Global

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Lourival Sant'Anna comenta anúncio do presidente chinês de maior engajamento com países em desenvolvimento
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Da CNN
18/11/2024 às 22:06 | Atualizado 18/11/2024 às 22:11
Postado em 19 de novembro de 2024 às 7h45m

#.* Post. - Nº.\  11.410 *.#



O presidente chinês Xi Jinping anunciou uma agenda de maior cooperação com os países do chamado Sul Global durante a Cúpula de Líderes do G20, reafirmou o papel da China como principal liderança entre as nações em desenvolvimento.

Segundo o analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna, a China tem se aproximado destes países ao explorar a premissa do anti-imperialismo em relação aos Estados Unidos, aproveitando-se de ressentimentos históricos contra o colonialismo e o eurocentrismo.

Leia Mais:

A estratégia chinesa, conhecida como ‘Nova Rota da Seda‘, foi lançada por Xi Jinping em 2013 e visa suprir a carência de recursos e infraestrutura em várias regiões do mundo, incluindo África, sudeste asiático, sul da Ásia e América Latina. O projeto já alcançou até mesmo países europeus como Grécia, Itália e Reino Unido.

“São trilhões de dólares que são injetados nesses países”, afirma Sant’Anna. No entanto, o analista alerta para possíveis armadilhas “se você não paga e o juro é alto, a obra fica para a China e passa a administrá-la. Essa é a jogada da Nova Rota da Seda”.

Brasil e China: Relações Complexas

A relação entre Brasil e China também foi abordada por Sant’Anna. Ele mencionou que a recusa do presidente Lula em aderir à iniciativa Belt and Road causou irritação no governo chinês. “Eu tive informação de dentro da Cidade Proibida de que realmente o governo e o presidente Xi Jinping ficou muito irritado com a recusa do presidente Lula”, revelou o analista.

Apesar da forte afinidade entre Lula e Xi Jinping e do anti-americanismo compartilhado, a decisão brasileira “azedou um pouco a relação”, segundo Sant’Anna. O analista ressalta que a China se comporta como um império e não aceita jogos de poder ou tentativas de equilibrar relações entre ela e os Estados Unidos.

A expansão da influência chinesa no Sul Global representa um desafio significativo para as potências ocidentais, que agora enfrentam uma competição acirrada por influência política e econômica em regiões tradicionalmente sob sua esfera de influência.

Segurança de Biden: snipers, isolamento e ‘carro mais seguro do mundo’

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Tópicos
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Quase metade da humanidade está exposta a impactos climáticos extremos, diz ONU

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Chefe da organização para questões de clima alerta que é preciso ações urgentes de transformação; Fala acontece em meio a retomada das negociações na COP29
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Renan Fiuzada CNN , Baku, Azerbaijão
18/11/2024 às 07:26
Postado em 19 de novembro de 2024 às 06h00m

#.* Post. - Nº.\  11.409 *.#

Logo da COP29, em Baku, no Azerbaijão31/10/2024REUTERS/Aziz Karimov
Logo da COP29, em Baku, no Azerbaijão31/10/2024REUTERS/Aziz Karimov • REUTERS/Aziz Karimov

A segunda semana de negociações na COP29 começa, em meio a várias incertezas. As tratativas, com relação ao finaciamaneto climático, avaçam. Mas não na velocidade esperada para o tamanho da urgência. Nesta segunda feira (18), o homem forte do clima da ONU, Simon Stiell, voltou a se pronunciar. Disse que, no momento, há um grande obstáculo financeiro que não se pode ignorar. Mas é preciso agir. “Precisamos mudar esse cenário. O “business-as-usual” não é suficiente. Precisamos de ações urgentes, de transformação”, afirmou.

Para o Secretário Executivo da ONU para Mudança Climática, os planos nacionais de adaptação (NAPs) são mais necessários do que nunca. São vitais. Acrescentou que cada política, cada plano, faz a diferença entre a vida e a morte para milhões de pessoas em todo o mundo.

Um levantamento divulgado pela Organização das Nações Unidas, traz números preocupantes. Traduz o tamanho do desafio que está em jogo. Quase metade da população humana vive em áreas vulneráveis ao clima. Locais, onde as pessoas, tem 15 vezes mais probabilidade de morrer devido aos impactos climáticos.

“A adaptação tem um poder transformador além de mitigar riscos. Investimentos em adaptação, na escala e ritmo certos, podem proteger vidas, economias e impulsionar oportunidades, igualdade e prosperidade”, alerta Stiell.

Além dos valores relacionados ao financiamento climático, existe um outro assunto sendo discutido, os custos para adaptação. De onde virá o dinheiro, que vai ajudar os países, principalmente vulneráveis, que já não conseguem reverter os cenários causados pelas mudanças climáticas. Especialistas dizem esse valor pode chegar a US $340 bilhões de dólares por ano até 2030 e até US$ 565 bilhões por ano em 2050.

Apesar dos números parecerem abstratos, deve-se levar em consideração que eles representam a diferença segura ou devastadora para bilhões de pessoas que vivem nessas áreas mais críticas.

“A resiliência está no DNA da humanidade. Isso não é um sonho distante. Está ao nosso alcance. Temos as ferramentas, a ciência e a capacidade para alcançar esses objetivos. O financiamento existe. Precisamos desbloqueá-lo”, finalizou o secretário da ONU.

Tópicos

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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Inflação: governo sobe previsão, mas ainda estima IPCA de 2024 abaixo do teto da meta

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Mercado já prevê, desde o fim de outubro, que a inflação vai superar os 4,5% tidos como 'máximo' no sistema de metas. Na última semana, economistas previram um IPCA de 4,64% para o ano.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 18 de novembro de 2024 às 10h25m

#.* Post. - Nº.\  11.408 *.#

inflação tem subido nos últimos meses, pressionada por fatores climáticos, pelos gastos públicos e pela alta do dólar.  — Foto: Adriana Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
inflação tem subido nos últimos meses, pressionada por fatores climáticos, pelos gastos públicos e pela alta do dólar. — Foto: Adriana Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo

O governo elevou sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, de 4,25% para 4,4%, em 2024.

A informação consta no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

Com isso, o governo indica não esperar que a inflação supere o teto de 4,5% do sistema de metas neste ano – algo que o mercado financeiro já estima desde o fim de outubro.

Na semana passada, o mercado elevou para 4,64% sua expectativa de inflação para 2024. Foi a sétima alta consecutiva. A estimativa foi divulgada nesta segunda.

Em outubro, o IPCA somou 0,56% e, 12 meses até o mês passado, o índice acumulou uma alta de 4,76%, acima do limite da meta. O objetivo só é considerado descumprido, porém, para anos fechados.

  • A meta central de inflação é de 3% neste ano – e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano.
  • A política de controle da inflação é uma função do Banco Central, que atua por meio, principalmente, da fixação da taxa de juros.
  • Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, pode baixar os juros. Se estão acima dos objetivos, eleva a taxa Selic. É o que vem acontecendo nas últimas reuniões.
  • Caso a meta de inflação não seja atingida, o BC terá de escrever e enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando os motivos.

O BC vem alertando há meses que a política de aumento de gastos públicos, definida pelo governo federal, sob a coordenação do Ministério da Fazenda, tem pressionado a inflação — obrigando o Copom a ter uma postura mais agressiva com a Selic.

O governo vem analisando há algumas semanas, com o objetivo de manter de pé o arcabouço fiscal, propostas de redução de gastos — ainda não anunciadas.

Além do aumento de despesas, outro fator que tem pressionado para cima a inflação neste ano são as questões climáticas, como a seca, por exemplo, que impactou a energia elétrica e os alimentos.

"Até o final do ano, deverá haver desaceleração nos preços de monitorados [serviços públicos cujas tarifas são reguladas ou autorizadas pelos governos], repercutindo, principalmente, mudanças esperadas nas bandeiras tarifárias de energia elétrica. Os preços livres, no entanto, devem seguir em aceleração, refletindo a dinâmica dos preços de itens mais voláteis, mais afetados pelo câmbio e clima", informou o Ministério da Fazenda nesta segunda-feira. 
Para 2025, o Ministério da Fazenda elevou sua estimativa de inflação de 3,40% para 3,60%.

🔎Porque isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Produto Interno Bruto

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda também elevou de 3,2% para 3,3% sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

💵O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é usado para medir o crescimento da economia.

"Mudanças marginais levaram à revisão na estimativa de crescimento, com destaque para o ligeiro aumento na expectativa de expansão do PIB no terceiro trimestre. Para os próximos dois trimestres, projeta-se crescimento da atividade, embora em ritmo inferior ao observado nos dois primeiros trimestres de 2024", informou o Ministério da Fazenda.
Para 2025, o governo manteve sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2,5%.

O mercado financeiro estimou, na semana passada, uma expansão do PIB de 3,10% neste ano e de 1,94% em 2025.

Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social.

"Até 2028, o crescimento deverá seguir próximo a 2,5%. A estimativa é conservadora, podendo surpreender a depender dos ganhos de produtividade e de eficiência alocativa que emergirem do Plano de Transformação Ecológica e da reforma tributária. O aumento na produção e exportação de petróleo e de energias renováveis também podem contribuir para elevar o potencial de crescimento do Brasil ao longo dos próximos anos", avaliou o governo.

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