Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
O crânio completo é uma das descobertas mais significativas do gênero, segundo os pesquisadores. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Harriet Heywood Postado em 17 de novembro de 2024 às 11h25m #.*Post. - Nº.\ 11.407 *.#
O nome Navaornis é uma homenagem a William Nava, que descobriu o fóssil
em 2016 em um sítio arqueológico perto de Presidente Prudente, no
interior de São Paulo — Foto: Stephanie Abramowicz via BBC
Pesquisadores, liderados pela Universidade de Cambridge, no Reino
Unido, e pelo Museu de História Natural do Condado de Los Angeles, nos
EUA, identificaram o fóssil de um pássaro — que tinha aproximadamente o
tamanho de um estorninho — da Era Mesozoica, a era dos dinossauros.
O objetivo do estudo, publicado na revista científica Nature, era
reconstruir digitalmente o cérebro da ave, que foi chamada de Navaornis hestiae, para determinar as origens evolutivas do cérebro aviário moderno.
O nome escolhido é uma homenagem ao paleontólogo William Nava, autor da
descoberta do fóssil, em 2016, em um sítio arqueológico perto de
Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
Guillermo Navalón, coautor do estudo, disse que ficou "impressionado"
com o fóssil "sem igual" que "nos permite apreciar totalmente a anatomia
desta ave primitiva".
O Navaornis viveu há aproximadamente 80 milhões de anos no que hoje é o
Brasil, antes do evento de extinção em massa que matou todos os
dinossauros não aviários — Foto: Arte/Júlia d'Oliveira
O crânio completo foi preservado quase intacto, o que, segundo o
estudo, faz dele uma das descobertas mais significativas do gênero.
O Navaornis viveu há aproximadamente 80 milhões de anos no que hoje é o Brasil, antes do evento de extinção em massa que matou todos os dinossauros não aviários.
O fóssil preencheu uma lacuna de 70 milhões de anos na compreensão de como os cérebros das aves evoluíram: entre o Archaeopteryx, de 150 milhões de anos, o dinossauro mais antigo semelhante a uma ave, e os pássaros atuais.
O Navaornis tinha um cérebro maior do que o Archaeopteryx, o que sugere que ele tinha capacidades cognitivas mais avançadas do que os primeiros dinossauros semelhantes a aves.
No entanto, a maioria das áreas do seu cérebro era menos desenvolvida,
sugerindo que ele ainda não havia desenvolvido os complexos mecanismos
de controle de voo das aves modernas.
"Foi
um daqueles momentos em que a peça (do quebra-cabeça) que faltava se
encaixa perfeitamente", afirmou Navalón, do Departamento de Ciências da
Terra da Universidade de Cambridge.
"Este fóssil é realmente tão único que fiquei impressionado desde o
momento em que o vi pela primeira vez até o momento em que terminei de
montar todos os ossos do crânio e o cérebro, o que nos permite apreciar
por completo a anatomia deste pássaro primitivo."
Daniel Field, professor do Departamento de Ciências da Terra da
Universidade de Cambridge, que também participou da pesquisa, disse que
as aves modernas, como corvos e papagaios, tinham algumas das
capacidades cognitivas mais avançadas do reino animal.
Ele afirmou que os cientistas vinham se esforçando para entender como e
quando os cérebros únicos e a inteligência notável dos pássaros
evoluíram.
"O campo (de pesquisa) estava aguardando a descoberta de um fóssil exatamente como este", acrescentou.
"Pode ser apenas um fóssil, mas é uma peça-chave no quebra-cabeça da evolução do cérebro das aves."
Luis Chiappe, outro coautor do estudo, do Museu de História Natural do
Condado de Los Angeles, acrescentou que a descoberta revelou que alguns
dos pássaros que voavam sobre as cabeças dos dinossauros tinham uma
geometria de crânio totalmente moderna há mais de 80 milhões de anos.
No passado, o café estava associado a riscos para a saúde. Mas pesquisas da última década descobriram que beber café pode realmente beneficiar a saúde <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Jessica Brown 16/11/2024 09h18 Atualizado há uma hora Postado em 16 de novembro de 2024 às 10h20m #.*Post. - Nº.\ 11.406 *.#
Pesquisas recentes demonstraram que o consumo de café pode trazer
benefícios à saúde, ao contrário do que se acreditava no passado — Foto:
Getty Images via BBC
A cafeína é a droga psicoativa mais popular do mundo.
Os seres humanos tomam café – uma fonte natural de cafeína – há
séculos. Mas, nas últimas décadas, têm surgido orientações
contraditórias sobre os seus efeitos para a saúde humana.
"Tradicionalmente, o café é considerado algo ruim",
segundo o professor de epidemiologia do câncer Marc Gunter, do Imperial
College de Londres. Ele já chefiou o departamento de nutrição e
metabolismo da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC,
na sigla em inglês).
"Pesquisas dos anos 1980 e 1990 concluíram que as pessoas que tomam
café apresentam maior risco de doenças cardiovasculares", explica o
professor, "mas os estudos evoluíram desde então."
Na última década, foram realizados novos estudos de base populacional,
em escala maior. Com isso, Gunter afirma que os cientistas dispõem,
agora, de dados de centenas de milhares de consumidores de café.
Mas o que nos contam essas pesquisas? O consumo de café oferece riscos ou benefícios à saúde?
O café é associado ao aumento do risco de câncer por conter acrilamida,
uma substância carcinogênica encontrada em alimentos como torradas,
bolos e batatas fritas. Mas a IARC concluiu, em 2016, que o café não é carcinogênico (que causa câncer), a menos que seja bebido muito quente – acima de 65 °C.
Em um estudo de 2023, pesquisadores defenderam que, embora o café seja
uma das principais fontes de acrilamida na nossa alimentação, ainda não
existe uma base forte e conclusiva de evidências demonstrando sua
relação com o risco de desenvolvimento de câncer.
O café pode ser carcinogênico se for bebido muito quente, acima de 65 °C — Foto: Getty Images via BBC
Possíveis benefícios do café
Outras pesquisas também concluíram que o café, na verdade, pode ter efeito protetor.
Estudos demonstraram, por exemplo, associação entre o consumo de café e
menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer entre os
pacientes.
Em 2017, Gunter publicou os resultados de um estudo que analisou os
hábitos de consumo de café de meio milhão de pessoas em toda a Europa,
por um período de 16 anos. As pessoas que bebiam mais café apresentaram menor risco de morrer de doenças cardíacas, AVC e câncer.
Estas conclusões são coerentes com pesquisas realizadas em outras
partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, e as pesquisas mais
recentes conduzidas no Reino Unido.
Gunter explica que existe consenso suficiente entre os estudos
observacionais para confirmar que as pessoas que tomam até quatro
xícaras de café por dia sofrem de menos doenças que aquelas que não
consomem a bebida.
E os possíveis benefícios do café podem ser ainda maiores.
No estudo de Gunter, as pessoas que tomavam café apresentaram maior
propensão a fumar e manter alimentação menos saudável do que as demais.
Esta é uma indicação de que, se o café realmente reduzir o risco de
doenças cardíacas e câncer, talvez ele seja mais poderoso do que
pensamos. Afinal, seus efeitos compensariam os hábitos não saudáveis dos seus consumidores.
Estes mesmos benefícios são observados com o café descafeinado, que
contém quantidades de oxidantes similares ao café normal, segundo as
pesquisas.
Gunter não encontrou, nos seus estudos, nenhuma diferença entre a saúde
das pessoas que consomem café tradicional e descafeinado. Isso o levou a
concluir que os benefícios associados ao café se devem a outra
substância, não à cafeína.
Pesquisas indicam que o teor de antioxidantes do café tradicional e descafeinado é similar — Foto: Getty Images via BBC
Por que não sabemos ao certo?
Todas estas pesquisas foram baseadas em dados da população em geral, e não confirmam a relação entre a causa e o efeito.
Os consumidores de café podem simplesmente ter melhores condições de
saúde do que as pessoas que preferem não tomar a bebida, segundo Peter
Rogers, que estuda os efeitos da cafeína sobre o comportamento, estado
de alerta, humor e atenção das pessoas na Universidade de Bristol, no
Reino Unido.
Tudo isso, apesar dos hábitos não saudáveis dos consumidores de café, como indicado nas pesquisas de Gunter.
"Algumas pessoas sugeriram que poderia haver um efeito protetor, o que é
um tanto controverso, já que nos baseamos em evidências da população",
afirma ele.
Paralelamente, as pessoas que consomem café regularmente, muitas vezes,
apresentam aumento da pressão sanguínea, o que deveria aumentar o risco
de doenças cardiovasculares.
Mas Rogers afirma que não há evidências de que a pressão sanguínea mais alta, causada pelo consumo de café, esteja associada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Os estudos clínicos sobre o café – que poderiam determinar melhor os
riscos e benefícios da bebida do que os estudos de base populacional –
são poucos. Mas um grupo de pesquisadores conduziu um exame para
observar os efeitos do consumo de café não descafeinado sobre os níveis
de açúcar no sangue.
É um estudo pequeno, promovido pelo Centro de Metabolismo e Exercícios
da Nutrição da Universidade de Bath, no Reino Unido. Ele examinou como o
café altera a reação do corpo ao desjejum, após uma noite de sono
fragmentada.
Pessoas que consomem café regularmente costumam ter pressão sanguínea
mais alta – mas não há evidências de que isso aumente seu risco de
doenças cardiovasculares — Foto: Getty Images via BBC
Os participantes do estudo que tomaram café, seguido por uma bebida açucarada que serviu de desjejum, apresentaram 50% de aumento do açúcar no sangue, em comparação com os que não consumiram café antes da "refeição".
Ainda assim, este tipo de comportamento precisaria ocorrer repetidamente ao longo do tempo, para que o risco se acumulasse.
Trazer as pessoas para o ambiente de laboratório também levanta a
questão da relevância dessas descobertas para a vida real. Ou seja, nem
os estudos de base populacional, nem as pesquisas realizadas em
laboratório, podem fornecer respostas definitivas sobre os efeitos do
café sobre a nossa saúde.
O café pode aumentar o risco de aborto espontâneo?
As orientações sobre o consumo de café não descafeinado são ainda mais confusas durante a gravidez.
Uma análise de estudos realizada em 2022 encontrou relação entre o
consumo de café antes e durante a gravidez e a ocorrência de aborto
espontâneo.
Mas os pesquisadores afirmam que, como foram observados estudos de base
populacional, pode haver outras explicações para essa relação. Eles
destacam que o fumo, por exemplo, está relacionado à ingestão de cafeína
e sabe-se que ele aumenta o risco de aborto espontâneo.
A nutricionista Esther Myers, CEO (diretora-executiva) da empresa EF
Myers Consulting, conduziu uma análise de 380 estudos. Ela concluiu que quatro xícaras de café por dia para adultos, ou três para mulheres grávidas, não deverão causar efeitos prejudiciais.
Mas
a Agência de Padrões Alimentícios do Reino Unido aconselha mulheres
grávidas e lactantes a não tomar mais de uma a duas xícaras de café por
dia.
E uma análise de estudos anteriores concluiu que as mulheres grávidas devem eliminar totalmente o café da alimentação, para reduzir o risco de aborto espontâneo, baixo peso ao nascer e parto de natimorto.
Uma análise de estudos anteriores concluiu que as mulheres grávidas não
devem consumir café não descafeinado — Foto: Getty Images via BBC
A economista Emily Oster é a autora do livro Expecting Better("Esperando melhor", em tradução livre), que analisa os dados
referentes às recomendações sobre a gravidez. Ela também concluiu que as
orientações existentes sobre o consumo de café são inconsistentes.
Para ela, "a grande preocupação é a possibilidade de que o consumo de
cafeína esteja relacionado ao aborto espontâneo, especialmente nos três
primeiros meses". Mas Oster ressalta que não existem muitos dados
aleatorizados sobre esta questão e não é confiável tirar conclusões com
dados baseados em observações.
"As
mulheres que tomam café na gravidez provavelmente são mais velhas e
mais propensas ao fumo", explica ela. "Sabemos que a idade e o consumo
de tabaco são relacionados ao aumento dos índices de aborto espontâneo."
"A segunda questão é que as mulheres que sentem enjoo no início da
gestação têm menos probabilidade de aborto espontâneo. Estas mulheres
também evitam tomar café – é o tipo de coisa que incomoda quando você já
está se sentindo mal. Por isso, muitas mulheres que sentem enjoo e não
consomem café têm menos probabilidade de sofrer aborto espontâneo."
Oster afirma que duas a quatro xícaras de café por dia, aparentemente, não estão relacionadas ao aumento do risco de aborto espontâneo.
Além dos possíveis efeitos do café para a saúde do coração, o desenvolvimento de câncer e o aborto espontâneo, existe a questão da influência da bebida sobre o cérebro e o sistema nervoso. Afinal, a cafeína é uma droga psicoativa, ou seja, ela influencia a nossa cognição.
Entre a população em geral, algumas pessoas podem tomar café não
descafeinado o dia inteiro, enquanto outras ficam ansiosas já na
primeira xícara.
Estudos demonstraram que diferenças nos nossos genes podem causar
variações na metabolização da cafeína entre as pessoas. Mas Esther Myers
ressalta que "não sabemos por que uma pessoa passa perfeitamente bem
com certo nível de cafeína, enquanto outra pessoa, não".
Mas, para os consumidores regulares que tomam café para aumentar sua concentração, existem más notícias.
"À
medida que o corpo se acostuma a receber cafeína diariamente, surgem
mudanças fisiológicas que adaptam o corpo a viver com cafeína e manter
suas funções normais", explica Peter Rogers.
"Consumir café não traz benefícios para a nossa capacidade de trabalhar
com eficiência porque adquirimos tolerância a este efeito. Mas,
enquanto você continuar consumindo, [sua eficiência] provavelmente não
irá piorar."
O especialista destaca que as únicas pessoas que conseguem usar a
cafeína com benefícios são aquelas que não consomem a substância
regularmente.
No outro lado do espectro, muitas pessoas brincam que são viciadas em
café. Mas, na maioria dos casos, elas são apenas dependentes, segundo
Rogers.
"Existe baixo risco de ficar viciado em cafeína", segundo ele. "Se você
retirar a substância de uma pessoa, ela não irá se sentir bem, mas
também não vai implorar por ela."
Para Rogers, o café demonstra a diferença entre a adicção – que causa
compulsão para conseguir a droga – e a dependência, que prejudica o
desempenho cognitivo do usuário, mas não o leva a fazer de tudo para
consegui-la. O único ponto que os consumidores de café precisam conhecer
são os efeitos da abstinência.
"Qualquer
pessoa que tome algumas xícaras de café por dia é dependente de
cafeína. Se você retirar o café, eles irão se sentir cansados e talvez
sintam dor de cabeça."
Estes sintomas dependem da quantidade de café consumida por cada
pessoa. Mas, normalmente, eles duram entre três dias e uma semana,
segundo Rogers. E, durante este período, a única solução para fazer
essas pessoas se sentirem melhor é a cafeína.
Todos os tipos de café são associados a benefícios à saúde, mas os
maiores efeitos foram observados com o café torrado e moído — Foto:
Getty Images via BBC
O tipo de café importa?
Aparentemente, a forma de preparação do café não altera a associação da
bebida com melhores condições de saúde, seja de forma artesanal, do
grão até a xícara, ou despejando algum tipo de pó solúvel sobre água
quente.
Ao estudar pessoas de todo o continente europeu, Marc Gunter percebeu
que diferentes tipos de café ainda foram associados aos benefícios à
saúde.
"As pessoas tomavam um espresso menor na Itália e na Espanha; no norte
da Europa, as pessoas bebiam volumes maiores de café e mais café
solúvel", ele conta.
"Observamos
diferentes tipos de café e encontramos resultados consistentes em todos
os países, o que indica que não é questão do tipo de café, mas do ato
de consumir a bebida."
Todos os tipos de café são associados a benefícios à saúde, mas os maiores efeitos foram observados com o café torrado e moído.
Mas pesquisadores concluíram, em um estudo de 2018, que a relação entre
o café e o tempo de vida das pessoas era mais forte para o café torrado
e moído, em comparação com o solúvel ou descafeinado – embora estes
tipos ainda fossem considerados mais saudáveis do que a ausência de
consumo de café.
O estudo indicou que esta discrepância pode ocorrer porque o café
solúvel contém menor quantidade de compostos bioativos, como polifenóis,
que são conhecidos pelas suas propriedades anti-inflamatórias.
Um estudo de base populacional de 2021 concluiu que todos os tipos de
café, incluindo o descafeinado, solúvel e moído, estão associados à
redução do risco de doenças hepáticas crônicas.
Mas, em outro estudo, de 2022, os pesquisadores concluíram que, embora
os três tipos de café fossem relacionados a níveis mais baixos de
doenças cardiovasculares e morte, a maior redução do risco de morte por
todas as causas foi observada com duas a três xícaras de café
descafeinado por dia.
O café pode até não ajudar a enfrentar um dia atribulado no trabalho.
Mas Gunter destaca que as evidências atualmente disponíveis indicam que
tomar até quatro xícaras de café por dia pode trazer benefícios à saúde,
como reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer.
"É senso comum que qualquer bebida, se você consumir em demasia,
provavelmente não irá fazer bem para você", explica ele, "mas não há
fortes evidências de que tomar algumas xícaras de café por dia faça mal à
saúde. Pelo contrário."
O Haul marca a esperada incursão da Amazon na venda de produtos mais baratos com prazos de entrega mais longos — um modelo de negócios que estimulou a ascensão de Temu e Shein. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Liv McMahon 15/11/2024 05h00 Atualizado há 6 horas Postado em 15 de novembro de 2024 às 11h00m #.*Post. - Nº.\ 11.405 *.#
A incursão da Amazon neste mercado já era esperada. — Foto: Getty Images via BBC
A Amazon
lançou o Haul, um novo serviço de compras que limita o preço dos
produtos à venda a no máximo US$ 20 (R$ 116) em um esforço para
enfrentar os varejistas de baixo custo Temu e Shein.
A gigante das compras online lançou o Haul apenas para celulares. A
plataforma está disponível em seu aplicativo para clientes dos Estados
Unidos desde quarta-feira (13).
O anúncio afirma que os consumidores podem esperar “preços absurdamente
baixos” nos produtos vendidos na Haul e que “vale a pena esperar” até
duas semanas pela entrega.
Os rivais chineses da Amazon registaram um rápido crescimento nos
últimos anos, mas também enfrentaram críticas sobre o impacto ambiental
de fabricar e enviar produtos cada vez mais baratos.
“Temu
e Shein lidaram com críticas por se aproveitarem de brechas de
importação e por produzirem muito lixo e serem ambientalmente
irresponsáveis”, disse Sucharita Kodali, analista de varejo da
consultoria Forrester, à BBC News.
“Este esforço parece ter os mesmos desafios”, disse ela sobre a Haul.
A plataforma marca a esperada incursão da Amazon na venda de produtos
mais baratos com prazos de entrega mais longos — um modelo de negócios
que estimulou a ascensão de Temu e Shein.
Mas autoridades de todo o mundo mostram-se cada vez mais cautelosas
quanto ao surgimento de plataformas que vendem bens produzidos em massa a
preços de custo muito baixos.
A Comissão Europeia também lançou abriu um processo contra Temu em
outubro sob a alegação de que a empresa não esteja a conseguir impedir a
venda de produtos ilegais em sua plataforma
O que é o Haul
O Haul tem produtos vendidos a no máximo US$ 20. — Foto: Divulgação via BBC
A Amazon tornou os preços baixos um elemento central de sua oferta com o Haul.
Além do preço máximo de US$ 20, a maioria custaria menos de US$ 10 (R$ 58).
No comunicado, a empresa deu como exemplo de suas ofertas um conjunto
de trÊs lâminas de barbear e um “conjunto elegante de colar, pulseira e
brinco” disponíveis por pouco menos de US$ 3 (R$ 17).
A entrega será gratuita para pedidos de US$ 25 (R$ 145) ou mais, com entrega dentro de uma a duas semanas.
“Encontrar
ótimos produtos a preços muito baixos é importante para os clientes, e
continuamos a explorar maneiras de trabalhar com nossos parceiros de
vendas para que possam oferecer produtos a preços baixíssimos”, disse
Dharmesh Mehta, vice-presidente de parceiros de vendas mundiais da
Amazon.
A empresa afirma que todos os produtos vendidos pelo Haul terão garantia e que a compra será segurança.
Mehta disse que ainda é “o começo” da nova plataforma e que a avaliação
dos clientes será ouvida para “refiná-la e expandi-la nas próximas
semanas e meses”.
Kodali acrescentou que o projeto apresenta riscos para a Amazon, porque
há sinais de que os consumidores estão se "cansando de produtos de
baixa qualidade e entregas lentas".
Se os produtos forem decepcionantes para os compradores e não derem
lucro para a Amazon, “não espero que o Haul exista por muito tempo”.
Imposto de importação sobre compras internacionais até US$ 50 começa a valer em agosto