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sábado, 9 de março de 2024

Seca e ondas de calor em 2023 custarão R$ 700 milhões a mais na conta de energia

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Impacto médio na tarifa de energia vai ser de 0,3%, aplicado nos próximos reajustes tarifários das distribuidoras.
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Por Lais Carregosa, g1 — Brasília

Postado em 09 de março de 2024 às 16h40m

#.*Post. - N.\ 11.123*.#


O cenário de secas, ondas de calor e de menor geração eólica em 2023 vai custar, ao todo, R$ 700 milhões a mais que o esperado na conta de energia para quem compra das distribuidoras. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), levantados a pedido do g1.

Apesar da alta, o impacto médio na tarifa de energia vai ser de 0,3%, aplicado nos próximos reajustes tarifários das distribuidoras (entenda mais abaixo).

Os números se referem ao aumento nos Encargos de Serviço de Sistema (ESS) — pago na conta de luz para custear o acionamento de usinas termelétricas em casos pontuais, necessário para garantir a segurança do sistema nacional.

“[Esses] encargos são para ressarcir geradores quando eles não estariam originalmente programados para gerar, mas, por uma razão ou por outra, o operador acaba programando”, explicou Roberto Brandão, o pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Foi por meio do ESS que as usinas termelétricas acionadas no ano passado foram remuneradas. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a elevação se deve a:

  • aumento do consumo, especialmente no horário de pico (por volta das 19h);
  • e queda na geração de energia eólica.

“Isso tem relação com a temperatura também, por conta de ventiladores e ar-condicionado", concluiu a CCEE.

O consumo de energia bateu recorde em novembro de 2023, por causa do calor. Em novembro e dezembro, a demanda aumentou com o uso de ares-condicionados e equipamentos de refrigeração.

Além disso, segundo Brandão, as hidrelétricas do Norte costumam gerar menos energia nos últimos meses do ano, o que, por si só, motiva o acionamento de usinas termelétricas para suprir o consumo. Contudo, esse comportamento sazonal foi intensificado em 2023 pelo fenômeno climático El Niño, que causou secas na região.

"Normalmente, essas usinas geram muito pouco no segundo semestre. [...] No ano passado, como a tivemos uma seca no Norte muito pronunciada, a situação foi ainda pior”, afirmou o pesquisador.

Soma-se a esse cenário a menor geração das usinas eólicas no fim do ano, período em que há uma queda sazonal.

“A geração eólica, na média, é mais intensa entre agosto e outubro. São os meses em que você tem grande geração eólica, o que muito é bom, porque esse é o período seco. Mas, sobretudo quando está chegando o final de um ano e início do seguinte, a geração eólica cai um pouco”, afirmou Brandão.

Houve, então, um cenário de consumo maior que o esperado, por causa do calor, junto a uma redução na geração hidrelétrica, por conta das secas e da geração eólica -- cuja queda é comum para esse período do ano.

Aneel libera testes de aerogeradores no Parque Eólico Coxilha Negra em Santana do Livramento

Valores maiores que o esperado

O repasse dos valores do Encargos de Serviço de Sistema ocorre anualmente, quando a Aneel reajusta as tarifas das distribuidoras de energia, no aniversário do contrato. Dessa forma, em todos os anos a Aneel faz uma projeção do quanto deve custar o ESS e incorpora esse valor no reajuste das distribuidoras.

Para 2023, a projeção da Aneel, com base na previsão anual do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), era de R$ 142,9 milhões. Contudo, as despesas reais chegaram a R$ 842,3 milhões.

A diferença de cerca de R$ 700 milhões será incorporada nos processos de reajuste de 2024, resultando numa elevação da tarifa para o consumidor este ano.

Esse aumento vai ter impacto de 0,3% na tarifa média para o consumidor que compra energia das distribuidoras, segundo estimativa da Aneel.

Veja a projeção e o valor efetivo dos encargos para as distribuidoras em 2023:

Encargos superaram projeção em cerca de R$ 700 milhões
Valores se referem ao que será repassado para o mercado das distribuidoras, ou seja, para consumidores residenciais, pequenas empresas e comércios

milhões de R$projeção

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Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

Elevação em novembro e dezembro

Os valores da CCEE, que incluem todos os consumidores, apontam um pagamento de R$ 384,3 milhões em novembro e de R$ 465,4 milhões em dezembro — muito acima dos meses anteriores.

A Câmara de Comercialização faz a contabilização desses encargos para todos que compram energia no sistema, sejam distribuidoras ou consumidores livres — empresas que têm consumo alto e podem escolher o seu fornecedor de energia, negociando contratos.

Veja os valores para todos os consumidores por mês:

Valor dos encargos para todos os consumidores, inclusive livres
Consumidores livres são empresas com consumo de energia acima de R$ 10 mil por mês, que podem escolher os seus fornecedores

milhões de R$

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Fonte: Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

Bandeira tarifária

Na última terça-feira (5), a Aneel aprovou uma mudança no sistema de bandeiras tarifárias que pode transferir os valores que seriam cobrados dentro do Encargos de Serviço de Sistema para as bandeiras.

Na prática, significa que os consumidores sentirão o impacto do acionamento de térmicas mais cedo.

  • As bandeiras tarifárias sinalizam o custo da geração de energia. Ou seja, se é preciso acionar usinas mais caras, o valor da energia também fica mais caro na conta de luz.

Isso é sinalizado por cores:

🟩 bandeira verde — cenário favorável, não há cobrança extra.

🟨 bandeira amarela — cenário menos favorável, cobrança de R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado.

🟥 bandeira vermelha patamar 1 — condições desfavoráveis, tarifa de R$ 44,63 por MWh utilizado.

🟥 bandeira vermelha patamar 2 — condições muito desfavoráveis, tarifa de R$ 78,77 por MWh utilizado.

A mudança implementada pela Aneel é um novo “gatilho” para acionamento dessas bandeiras. Agora, quando o ONS precisar utilizar usinas termelétricas de forma extraordinária e pontual para garantir o funcionamento do sistema, o custo dessa medida pode mudar a cor da bandeira depois.

No modelo anterior, esse custo entrava no ESS. Ou seja, se a regra já estivesse em vigor no ano passado, esses R$ 700 milhões de ESS que não estavam previstos e vão entrar na conta em 2024 poderiam ter sido remunerados pelas bandeiras tarifárias.

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sexta-feira, 8 de março de 2024

Petrobras perde R$ 53,1 bilhões em valor de mercado até as 13h após resultados de 2023

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O levantamento é de Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria. Pagamento de R$ 72,4 bilhões em dividendos veio abaixo do esperado pelos investidores.
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Por g1

Postado em 08 de março de 2024 às 16h00m

#.*Post. - N.\ 11.122*.#

Edifício-sede da Petrobras, no centro do RJ  — Foto: Marcos Serra Lima/g1
Edifício-sede da Petrobras, no centro do RJ — Foto: Marcos Serra Lima/g1

A Petrobras perdia R$ 53,1 bilhões em valor de mercado até as 13h desta sexta-feira (8), após a empresa frustrar as expectativas de analistas com os dividendos propostos — que são uma parcela do lucro das empresas dividida entre os acionistas — na divulgação dos resultados de 2023. O levantamento é de Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria.

Durante a tarde, as ações da petroleira chegaram a cair mais de 13%, mas reduziram a perda para a casa dos 10%.

Foram anunciados R$ 14,2 bilhões em dividendos para o trimestre, dentro do modelo mínimo da companhia. O mercado esperava um pagamento de dividendos extraordinários, o que não ocorreu.

Se aprovado, o total de dividendos pagos referentes a 2023 será de R$ 72,4 bilhões. Em 2022, foram distribuídos R$ 194,6 bilhões.

A queda brusca já havia sido sinalizada no pré-mercado da bolsa americana. Na abertura do pregão brasileiro nesta manhã, os papéis foram colocados em leilão. O mecanismo é acionado quando uma ação cai mais de 10% em relação ao valor que ela registrou no fechamento do dia anterior.

As ações despencaram mesmo depois de a empresa registrar seu segundo maior lucro histórico no ano passado, de R$ 124,6 bilhões. Apesar de sólido, o valor representa uma redução de 33,8% em relação ao ano anterior.

Segundo a própria companhia, esse resultado foi influenciado por uma queda de 18% no preço do petróleo nos mercados internacionais, mas parcialmente compensado pelo aumento no volume de vendas da empresa.

Ações da Petrobras despencam após divulgação de balanço

Sem dividendos extraordinários

O valor a ser pago em dividendos é definido pela própria empresa, seguindo alguns critérios. A Petrobras adotou o valor mínimo para pagamento, que é de 45% do fluxo de caixa livre (ou seja, o dinheiro que fica à disposição no caixa da empresa).

“Ainda que [a distribuição de dividendos anunciada] esteja em linha com a política de remuneração, [o número] ainda é uma grande decepção”, avaliaram os analistas Pedro Soares, Thiago Duarte e Henrique Péres, do BTG Pactual, em relatório.

A estimativa do BTG Pactual era de que a Petrobras pagasse um dividendo adicional de cerca de US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 20 bilhões), baseado no resultado fiscal da companhia do ano passado.

Em vez de ser distribuído, o lucro remanescente do exercício, que totaliza R$ 43,4 bilhões, será integralmente destinado para a reserva de remuneração de capital da empresa – uma reserva recém-criada para assegurar os pagamentos aos acionistas em outros compromissos financeiros.

Nesta sexta-feira, o diretor financeiro da companhia, Sergio Caetano, afirmou que a empresa pode distribuir o montante aos acionistas "a qualquer momento", caso haja uma decisão futura neste sentido.

"A apuração (de dividendos extraordinários) continua sendo no final do ano a cada exercício. Uma outra questão é o recurso que está em reserva, que como o (CEO) Jean Paul (Prates) falou, continua sobre análise e pode acontecer a determinação de distribuição a qualquer momento."

Para analistas, o histórico de investimentos da companhia gera receio nos investidores de que a empresa esteja tomando um rumo ruim de alocação de capital.

No plano estratégico da Petrobras de 2020 a 2024, ainda na gestão passada, a companhia havia anunciado o desejo de realizar de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões em desinvestimentos (venda de ativos, como edifícios, equipamentos etc.) para o período. Mas isso já foi revertido no planejamento até 2028.

Em entrevista à GloboNews, o economista André Perfeito afirmou que o que está na mesa agora são as dúvidas do mercado a respeito do que a companhia vai fazer com o dinheiro que ficou como recurso dentro da estatal.

"Já se viu no mercado que a Petrobras vai se orientar para mais investimentos. Mas que investimentos? De que jeito? Vai ser transição energética? Isso vai dar quanto lucro? É natural que [...] o mercado e os investidores estrangeiros queiram saber o que vai ser feito com esse lucro", afirmou.

Economista analisa queda da Petrobras na bolsa após decidir não pagar dividendo extra aos acionistas

Para os analistas da XP Investimentos André Vidal e Helena Kelm, isso faz com que os investidores “repensem sua visão sobre os riscos da Petrobras.”

“Vemos a tese de investimentos agora como uma questão de avaliar a probabilidade de grandes movimentos de M&A [sigla em inglês para fusões e aquisições] ocorrerem no curto prazo”, avaliaram em relatório.

Eles afirmam que, se foi isso que levou à decisão do Conselho de Administração, as ações provavelmente cairão ainda mais, “devido a uma combinação de má alocação de capital com dividendos mais baixos”.

“Por outro lado, se isso tiver sido motivado principalmente pela vontade do governo de manter um ‘plano de reserva’ para o caso de as contas fiscais se deteriorarem em breve, então esse dinheiro estocado acabará sendo pago de volta aos investidores e as ações poderão apresentar um bom desempenho de retorno total no futuro”, completaram os analistas em relatório.

A XP Investimentos, em relatório, disse que esperava uma distribuição de dividendos de R$ 19,2 bilhões, "para o mínimo", a R$ 27,1 bilhões, "para o extraordinário".

O Conselho de Administração da Petrobras encaminhou à Assembleia Geral Ordinária (AGO) um pagamento equivalente a cerca de R$ 1,10 por ação, dividido em duas parcelas de R$ 0,55 por ação.

"Tal valor implica em um rendimento de 2,7% no 4T23 e 10,8% em termos anualizados – interessante, mas não o suficiente para justificar um posicionamento mais agressivo no papel", pontua Vitor Souza, analista de Setor Elétrico e Saneamento da Genial Investimentos.

Em relatório, Souza destaca que os números apresentados pela petroleira são vistos como "neutros". "Ainda que abaixo do consenso, é importante mencionar que o resultado trimestral foi puxado para baixo devido a um evento não-recorrente e não-caixa (ou seja, situações específicas e que não são previstas para os próximos trimestres) de valor expressivo: R$7,4 bilhões", comenta.

A queda na Petrobras puxava para baixo o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira. O indicador tinha queda de 1,10%, aos 126.963 pontos. Sozinha, a Petrobras tem cerca de 13% de peso no índice.

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quinta-feira, 7 de março de 2024

'Gigante gentil': raça de gato brasileiro que tenta entrar para o Guinness Book como o maior do mundo é dócil e pode custar até R$ 12 mil

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Com 1,30 m e pouco mais de 10 kg, Xartrux, de seis anos, é um gato da raça maine coon e vive com os tutores em Jaú, no interior de SP. Gigantes, gatos atingem a plenitude da maturidade física aos quatro anos e custam entre R$ 5,5 mil e R$ 12 mil.
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Por g1 Bauru e Marília

Postado em 07 de março de 2024 às 08h15m

#.*Post. - N.\ 11.121*.#

Tutores de Jaú acreditam ter maior gato do mundo — Foto: Arquivo pessoal
Tutores de Jaú acreditam ter maior gato do mundo — Foto: Arquivo pessoal

O gato brasileiro que briga pelo posto de maior do mundo é de uma raça considerada dócil e amável. Além disso, os "gatões" podem custar até R$ 12 mil para quem quiser ter um em casa

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A raça maine coon é famosa pelo gigantismo de seus espécimes e considerada a maior raça de gatos domésticos do mundo. Os machos têm em média 1,10 metro, e as fêmeas apenas 10 centímetros a menos.

No caso do "bichano" de Jaú (SP), que briga para entrar no Guinnes Book, livro dos recordes, o animal tem 1,30 metro, pesa pouco mais de 10 quilos e tem seis anos, segundo os tutores Márcia Oliveira e Jean Martins (o vídeo acima foi feito em 2022, quando o gato ainda media 1,26 metro).

Gato brasileiro tenta entrar para o Guinness Book como o maior do mundo

O tamanho do gato atestado por eles supera o do maior gato vivo atualmente: um italiano da mesma raça, que mede 1,19 metro. O recordista anterior era Swetie, que chegou a 1,23 metro, mas morreu em 2016. Apesar do gigantismo, os gatos dessa raça também se destacam pela doçura e jeito brincalhão.

"Apesar de seu tamanho e aparência, eles são carinhosamente chamados de 'gigantes gentis', já que são dóceis. Extrovertidos, felizes, brincalhões e leais, são verdadeiros companheiros e membros da família", afirma Gerson Alves Pereira, presidente do Clube Brasileiro do Gato (CBG) e juiz internacional da Federação Felina Internacional (FIFe).

Esses felinos possuem uma estrutura corporal robusta, peito largo e, graças aos seus ossos sólidos, uma forte estrutura muscular. Eles levam cerca de quatro anos para atingir a plenitude de sua maturidade física, segundo o especialista.

A pelagem também chama a atenção, sendo mais densa na cabeça e comprida nas costas e laterais, com uma textura suave. A tosa dela não é recomendada.

"A pelagem é sazonal, ou seja, fica mais longa e densa no inverno do que em estações mais quentes. A pelagem serve de proteção mecânica e térmica para qualquer condição climática e tem uma textura sedosa. As patas e orelhas são adornadas por tufos de pelos", conta o presidente do Clube Brasileiro do Gato.

Filhotes de maine coon — Foto: Reprodução/Instagram
Filhotes de maine coon — Foto: Reprodução/Instagram

Com uma expectativa de vida alta, a média de idade varia entre nove e 15 anos, porém, já houve relatos de gatos que viveram por mais de 20 anos. Por serem grandes, eles precisam de espaço, cuidados com a alimentação e, devido à natureza caçadora, de constantes brincadeiras com seus tutores.

"São gatos que precisam, acima de tudo, de alimentação balanceada, banhos eventuais, escovação de pelos regulares e carinho. São relativamente fáceis de se manter, mas precisam de espaço e atenção", sentencia o presidente CBG.

Segundo especialistas, a origem da raça é incerta, mas o nome deixa rastros dos caminhos traçados pelos "bichanos". Muitos estudiosos apontam que os gatos da raça vêm de fazendas do estado do Maine, nos Estados Unidos.

Por isso, o primeiro nome da raça é "maine", em referência ao nome do território. Já o "coon" é o diminutivo de "racoon", que significa guaxinim em inglês, e seria graças à semelhança da cauda da raça com à dos guaxinins.

Orelhas e caudas de gatos maine coon chamam atenção de amantes dos pets — Foto: Reprodução/Instagram
Orelhas e caudas de gatos maine coon chamam atenção de amantes dos pets — Foto: Reprodução/Instagram

Existem lendas que também relatam que essa raça surgiu originalmente em meio ao povo viking. A história se tornou famosa devido aos gatos serem muito comuns na mitologia nórdica.

Dentre as teorias envolvendo sua origem, a mais aceita é a que os gatos maine coon se originaram do cruzamento de espécies nativas de felinos da América do Norte com gatos de pelo longo trazidos pelos europeus.

"Várias histórias, sem comprovações, mencionam a origem destes gatos como vindos de gatos de pelagem longa de Maria Antonieta, até de gatos trazidos por vikings para a região do Maine. Histórias. O que se sabe oficialmente são os primeiros registros desta raça, que datam de 1861", conta o presidente do Clube Brasileiro do Gato.
'Gateiros' por vocação

Gatos da raça maine coon podem chegar a 8,2 kg (macho adulto grande) e a 5,4 kg (fêmea adulto grande) — Foto: Pixabay/Divulgação
Gatos da raça maine coon podem chegar a 8,2 kg (macho adulto grande) e a 5,4 kg (fêmea adulto grande) — Foto: Pixabay/Divulgação

"Gateiro" por vocação, o casal responsável pelo Xartrux, candidato a maior gato do mundo, mantém desde 2013 um trabalho de criação e reprodução de gatos da raça maine coon, reconhecido por órgãos nacionais e internacionais.

Com poucos criadores no Brasil, por ser mais rara e difícil de se encontrar, gatos da raça acabam sendo mais caros. O preço tende a variar entre R$ 5,5 mil e R$ 12 mil, dependendo do tamanho do animal.

O Clube Brasileiro do Gato (CBG) mantém no site da instituição certificados sobre criadores ou gatis confiáveis que fazem a venda da raça.

Com mais de 15 anos de experiência em exposições felinas ao redor do mundo, o juiz internacional da Federação Felina Internacional (FIFe) conta que todos os gatos, incluindo os da raça maine coon, são avaliados nas competições entre gatos com base na descrição do padrão da raça, na qual são explicadas as características físicas de todos os elementos.

Gatos maine coon possuem mais de 1 metro de comprimento — Foto: Reprodução/Instagram
Gatos maine coon possuem mais de 1 metro de comprimento — Foto: Reprodução/Instagram

"Ao contrário do que percebemos na fantasia popular, nenhum gato é avaliado por peso e medida nessas competições. Não se trata de uma competição de tamanho e, sim, de avaliação de cada gato, comparando o mesmo à descrição de seu padrão de raça descrito", explica o presidente da CBG.

"Buscamos avaliar, além da estrutura, seu visual e sua expressão selvagem, a qualidade de sua pelagem, sua condição de temperamento, apresentação, saúde e bem estar. Tudo em equilíbrio e harmonia", complementa o julgador.

Por outro lado, na disputa para ser o "maior do mundo", o que importa mesmo é o tamanho. Os tutores de Xartrux mandaram a solicitação de avaliação para o Guinness Boook.

Com o retorno, que deve ocorrer entre o fim de abril e o início de maio, o Guinness Book realizará uma medição oficial, com a presença de um jornalista, um fotógrafo e um juiz, para assinar a declaração do tamanho do animal. Independente do resultado, os tutores continuarão "babando" pelo gatão.

"Ele [Xartrux] tem todos os padrões da raça, o tamanho, a docilidade, um gato doce, querido, companheiro, bonachão, preguiçoso, faz o que ele quer com a gente", diz a tutora Márcia Oliveira.

'Gatão' de Jaú tem seis anos de idade — Foto: Arquivo pessoal
'Gatão' de Jaú tem seis anos de idade — Foto: Arquivo pessoal

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