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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Ibovespa fecha no maior patamar desde julho de 2021, com rumo dos juros nos EUA e meta fiscal; dólar volta aos R$ 4,85

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Moeda norte-americana teve queda de 1,11%, cotada a R$ 4,8517. Principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, subiu 0,95%, aos 125.957 pontos.
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Por g1

Posrado em 20 de novembro de 2023 às 13h45m

#.*Post. - N.\ 11.013*.#

Mercados operam com menor volume nesta segunda — Foto: Burak The Weekender/Pexels
Mercados operam com menor volume nesta segunda — Foto: Burak The Weekender/Pexels

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta segunda-feira, apesar de o dia ter menor volume de negociações no mercado brasileiro por conta do Dia da Consciência Negra, que é feriado em seis estados. O dólar fechou em queda, de volta aos R$ 4,85.

Investidores estão na expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que acontece amanhã. A ata deve trazer uma sinalização mais clara sobre quais serão os próximos passos da instituição em relação às taxas de juros nos Estados Unidos, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano.

No Brasil, o único destaque da agenda é o tradicional Boletim Focus, relatório do Banco Central (BC) que reúne as projeções do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país. Nesta edição, os economistas reduziram a expectativa de inflação em 2023 de 4,59% para 4,55%. Também está no radar a pauta política, principalmente em relação à meta fiscal para 2024.

Veja abaixo o dia nos mercados.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer
Entenda o que faz o dólar subir ou descer

Dólar

O dólar teve queda de 1,11%, cotado a R$ 4,8517. Na mínima do dia, chegou a bater os R$ 4,8475. Veja mais cotações.

Com o resultado, passou a acumular:

  • queda de 1,11% na semana;
  • recuo de 3,75% no mês;
  • queda de 8,08% no ano.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,76%, vendida a R$ 4,9064.

O Ibovespa fechou em alta de 0,95%, aos 125.957 pontos, maior pontuação desde 29 julho de 2021 (125.675 pontos). As ações da Vale puxaram os ganhos, acompanhando a valorização do minério de ferro nos mercados internacionais.

Com o resultado, passou a acumular:

  • alta de 0,95% na semana;
  • ganho de 11,32% no mês;
  • alta de 14,78% no ano.

Na sexta-feira, o índice fechou em alta de 0,11%, aos 124.773 pontos.

O que está mexendo com os mercados?

O dia é de agenda fraca no Brasil por conta do feriado, mas investidores continuam repercutindo as expectativas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos.

Depois de dados mais fracos de inflação na última semana, o mercado passou a dar como certo que o ciclo de alta nas taxas americanas atingiu um pico e que o Fed poderia iniciar os cortes ainda no primeiro semestre de 2024.

Essa visão agrada os investidores e beneficia os ativos de risco - inclusive o real e a bolsa brasileira - porque a rentabilidade dos títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo, estão diretamente relacionadas aos juros do Fed. Assim, com juros menores, o rendimento dos títulos também cai, aumentando o apetite por outros ativos.

Agora, o que o mercado aguarda é a divulgação da ata do Fed para saber exatamente o que foi discutido na última reunião da instituição, quando os juros foram mantidos entre 5,25% e 5,50% ao ano. A esperança é que o documento deixe mais claro o que pensam os dirigentes do banco central americano.

Para além disso, a semana também é de agenda mais vazia no resto do mundo, já que quinta-feira é o feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos e os mercados não abrem.

No Brasil, o Boletim Focus mostrou a redução das estimativas da inflação para 2023, mas não trouxe outras grandes alterações. Sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento de 2,89% para 2,85%.

Já no cenário político, as atenções estão voltadas para as discussões sobre a meta fiscal, que o ministro da Fazenda Fernando Haddad batalha para manter em zero para o ano que vem.

Especialistas acreditam que, se o governo concordar em manter zerada a meta, deve correr com outras tramitações no Congresso Nacional para aumentar a arrecadação federal, como a taxação das apostas esportivas, por exemplo.

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Pela 1ª vez, mundo registra um dia com temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial

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Dados do Copernicus (C3S) mostram que recorde foi batido na sexta (17): anomalia foi de 2,07°C. Meta do Acordo de Paris é reduzir emissões dos gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a 1,5°C.
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Por Roberto Peixoto, Poliana Casemiro, g1

Postado em 20 de novembro de 2023 às 13h20m

#.*Post. - N.\ 11.012*.#

Na sexta-feira 17 de novembro, o mundo bateu um marco considerado preocupante no cenário climático: pela 1ª vez, a média global de temperatura ultrapassou os 2°C de anomalia e atingiu exatos 2,07°C acima dos níveis pré-industriais (1850-1900). O valor provisório para o sábado (18) é 2,06°C.

Anomalia da temperatura registrada em 17 de novembro passou pela primeira vez dos 2°C. — Foto: Arte/g1
Anomalia da temperatura registrada em 17 de novembro passou pela primeira vez dos 2°C. — Foto: Arte/g1

Se a comparação for feita apenas com um período histórico mais recente, 1991 a 2020, a anomalia representa um aumento de 1,17°C em relação à média registrada. Os marcos históricos foram divulgados pela diretora adjunta do Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas do Copernicus (C3S), Sam Burgess, e depois confirmados pelo próprio C3S.

O calor recorde ocorre em um ano marcado pela forte ação do fenômeno El Niño e pela intensificação de efeitos das mudanças climáticas provocadas pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Os GEE são resultado de atividades humanas, como a utilização de combustíveis fósseis ou as queimadas de áreas florestais.

Os dados sinalizam uma tendência alarmante no panorama global. O pesquisador Carlos Nobre, referência internacional nos efeitos das mudanças climáticas, explica que o fenômeno El Niño faz com que o calor seja maior no verão e o inverno seja menos rigoroso, com mudança na distribuição das chuvas.

Em 2016, quando também houve El Niño, o mundo também bateu recordes de calor, mas a anomalia da temperatura foi de 0,94°C -- quase metade do que foi verificado agora. Para Carlos Nobre, o número é resultado da maior emissão de gases do efeito estufa.

"Para entender esse recorde, a gente olha para as emissões de carbono. Em 2022 tivemos um recorde de emissões e as estimativas mostram que 2023 vai bater esse recorde. Quando vemos isso, percebemos que a alta era o esperado", explica.

Na mesma direção, Luciana Gatti, pesquisadora do Inpe especialista em emissão de carbono, afirma que a principal conclusão a partir destes dados é que os aumentos de temperatura e o aumento dos eventos extremos estão mais acelerados do que os modelos previam.

"A gente tem que observar essas mudanças e se perguntar se o colapso climático já não começou, se já não temos tempo de esperar 2030. Quantas pessoas mais vão ter que morrer para entendermos que é preciso mudança?", afirma Luciana Gatti.

Em entrevista ao g1, a divulgadora científica Karina Bruno Lima, doutoranda em Climatologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que a medição não representa o dia mais quente registrado pelo Copernicus, sendo esse recorde estabelecido em julho deste ano.

Lima ressaltou a importância de compreender que o destaque recai sobre a maior anomalia em comparação com a média pré-industrial para o período. "Como é a primeira vez que ficamos 2°C acima, é muito preocupante", afirmou.

A marca de temperatura de outubro se soma à lista de diversos recordes globais de calor deste ano:

  • Segundo o Copernicus, o mês de outubro de 2023, foi o mais quente já registrado em nível mundial, com uma temperatura média do ar à superfície de 15,3°C, o que representa 0,85°C acima da média de outubro de 1991 a 2020 e 0,4°C acima do outubro mais quente anterior, em 2019.
  • A anomalia da temperatura global para outubro de 2023 foi a segunda mais alta em todos os meses do conjunto de dados ERA5, atrás de setembro de 2023.
  • O mês como um todo foi 1,7°C mais quente do que uma estimativa da média de outubro para 1850-1900, o período de referência pré-industrial.
  • E por causa de tudo isso, 2023 deve terminar como o ano mais quente em 125 mil anos.
Meta distante: conter o aquecimento a 1,5°C

Relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que a probabilidade de limitar o aquecimento a 1,5°C é de apenas 14%. O dado consta em documento lançado dias antes da COP, a conferência do clima da ONU, que desta vez entra em sua 28ª edição e acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Outro relatório da ONU alerta que as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) aumentaram 1,2% de 2021 a 2022, atingindo um novo recorde de 57,4 Gigatoneladas de Dióxido de Carbono Equivalente (GtCO2e).

O Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015, criou metas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. Os países ricos devem garantir um financiamento de US$ 100 bilhões por ano, e os compromissos deverão ser revistos a cada 5 anos. Ou seja, em 2025 haverá uma nova reunião-chave internacional para calibrar as metas e garantir uma melhor preservação do planeta.

Sete consequências do aquecimento global, segundo a ONU:

  • Com o aquecimento a 2ºC, o mar do Ártico sofrerá degelo durante o verão a cada 10 anos. Essa frequência diminui para 100 anos com o aquecimento de 1,5ºC;
  • Até o final do século, o aumento do nível do mar deve ser 0,1 metro menor no cenário a 1,5ºC do que a 2ºC. O intervalo projetado para 1,5ºC é de 0,26 a 0,77 metro;
  • No melhor cenário, até 10,4 milhões de pessoas a menos serão impactadas pelo aumento do nível do mar até 2100;
  • Em regiões continentais, ondas de calor podem ser de duas a três vezes maiores no cenário acima de 2ºC do que naquele de 1,5ºC;
  • O número de espécies de animais e plantas que podem desaparecer é muito maior na projeção para 2ºC do que naquela de 1,5ºC;
  • Os ciclones tropicais devem ocorrer em menor frequência, mas deve ser maior o número de ciclones com intensidade muito forte, fator acentuado no cenário de 2ºC, em relação a 1,5ºC;
  • O aquecimento global a 2ºC deve aumentar a probabilidade de ocorrência de secas extremas, assim como falta de chuvas e riscos associados à falta de água.

ONU diz que é urgente agir agora para garantir 'futuro habitável' na Terra
ONU diz que é urgente agir agora para garantir 'futuro habitável' na Terra

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domingo, 19 de novembro de 2023

Uísque mais caro do mundo é arrematado por R$ 13 milhões; saiba o que ele tem de especial

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O lance de 2,18 milhões de libras foi feito durante um leilão, neste sábado (18), no Reino Unido.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 19 de novembro de 2023 às 07h00m

#.*Post. - N.\ 11.011*.#

Uísque mais caro do mundo é leiloado por R$ 13 milhões — Foto: Mathilde BELLENGER / AFP
Uísque mais caro do mundo é leiloado por R$ 13 milhões — Foto: Mathilde BELLENGER / AFP

A garrafa de uísque mais cara do mundo foi arrematada por 2,18 milhões de libras - valor equivalente a R$ 13,2 milhões - na Inglaterra. Feito neste sábado (18), o lance bateu o recorde de 2019, quando a bebida foi avaliada em 1,5 milhão de libras (R$ 9,2 milhões).

Com o preço atual, o uísque Single Malt da destilaria The Macallan estabeleceu um novo recorde para uma garrafa de vinho e destilados, de acordo com a casa de leilões Sotheby's.

Mas, afinal, o que o Single Malt tem de especial?

O uísque escocês foi destilado em 1926, a safra mais antiga da Macallan, e envelhecido em tonéis de xerez durante seis décadas até ser engarrafado, em 1986.

Por ter sido amadurecida em barris de carvalho, a bebida ganhou cor escura e sabor final de "nozes", "especiarias" e "madeira", segundo Jonny Foyle, responsável pelos leilões deste destilado na Sotheby's.

A garrafa vendida neste sábado é a última de uma série de 12 que possuem rótulo desenhado, em 1993, pelo pintor italiano Valerio Adami.

Apenas 40 garrafas foram produzidas a partir do barril originário deste uísque. Uma delas, de 70 cl, foi vendida em 2019 por quase 1,5 milhão de libras (5,9 milhões de reais na cotação da época), o recorde anterior.

Um mililitro foi extraído do item vendido neste sábado para a realização de testes e comparação com outra garrafa da safra de 1926 e ,a partir de agora, servirá como referência para futuras provas.

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sábado, 18 de novembro de 2023

SpaceX lança Starship, mas perde propulsor em explosão; empresa perdeu contato com a nave

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Empresa do bilionário Elon Musk quer usar nave em futuras missões para a Lua e Marte.
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Por g1

Postado em 18 de novembro de 2023 às 10h25m

#.*Post. - N.\ 11.010*.#

SpaceX lança Starship, nave mais poderosa do mundoSpaceX lança Starship, nave mais poderosa do mundo

A SpaceX, do bilionário Elon Musk, lançou neste sábado (18) a Starship, apontada como a nave mais poderosa do mundo. Após a decolagem, o propulsor do veículo espacial explodiu, e a empresa perdeu contato com a cápsula. Não havia nenhum tripulante.

A explosão do propulsor Super Heavy (parte inferior da nave) aconteceu cerca de três minutos após o lançamento, após ele se separar da cápsula Starship (parte superior). A SpaceX admitiu que isso não era programado, mas disse que sabia da possibilidade de um incidente.

"O propulsor sofreu uma rápida desmontagem não programada logo após a separação do estágio, enquanto os motores da nave funcionaram por vários minutos em seu caminho para o espaço", afirmou a empresa.

"Com um teste como este, o sucesso vem do que aprendemos, e o teste de hoje nos ajudará a melhorar a confiabilidade da Starship enquanto a SpaceX busca tornar a vida multiplanetária".

Logo após a explosão, a gerente de engenharia de qualidade da SpaceX Katy Tice citou o hot-staging, técnica que a empresa usou pela primeira vez.

A técnica prevê o ligamento dos motores da cápsula enquanto ela ainda está acoplada ao propulsor. O acionamento dos motores foi realizado com sucesso, mas pode ter relação com a explosão, segundo sugeriu a empresa.

Veja o momento em que o propulsor da Starship explode
Veja o momento em que o propulsor da Starship explode

Perda de contato com nave

Cerca de 10 minutos após o lançamento, a empresa informou que perdeu contato com a cápsula. "Perdemos os dados do segundo estágio. Achamos que podemos ter perdido o segundo estágio, disse o engenheiro de integração da SpaceX, John Insprucker.

A transmissão foi encerrada em seguida e, desde então, a SpaceX não deu mais detalhes sobre o voo. A expectativa da empresa era de que a Starship fizesse um trajeto de cerca de 1h30 de duração, com pouso no Oceano Pacífico.

O objetivo da empresa de Musk é que o teste contribua para futuras missões para a Lua e Marte. "Esta é mais uma oportunidade de colocar a Starship em um ambiente real de voo, maximizando o quanto aprendemos", disse a companhia, antes da missão.

Veja imagens do lançamento e, em seguida, mais detalhes sobre a missão.

Lançamento Starship — Foto: Reprodução
Lançamento Starship — Foto: Reprodução


Nave espacial decola nos EUA — Foto: Reprodução
Nave espacial decola nos EUA — Foto: Reprodução


Lançamento Starship — Foto: Reprodução
Lançamento Starship — Foto: Reprodução


Lançamento da Starship — Foto: Reprodução
Lançamento da Starship — Foto: Reprodução


Momento em que há separação dos módulos da Starship — Foto: Reprodução
Momento em que há separação dos módulos da Starship — Foto: Reprodução

O que deu errado na primeira tentativa?

O primeiro lançamento da Starship, realizado em abril, acabou com a explosão da nave três minutos após a decolagem. A SpaceX explicou que alguns motores se desligaram durante o voo e que, por isso, foi preciso ligar um sistema de destruição do foguete.

"O veículo teve vários motores desligados durante o teste de voo, perdeu altitude e começou a tombar. O sistema de encerramento de voo foi acionado tanto no propulsor quanto na nave", disse a empresa, na ocasião.

A SpaceX não tinha planos de reutilizar a Starship e comemorou ter alcançado o objetivo principal de tirar a espaçonave do solo.

Foguete Starship explode após lançamentoFoguete Starship explode após lançamento

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) concluiu em setembro a investigação sobre o acidente. O órgão chegou a 63 ações corretivas, incluindo mudanças na nave para evitar vazamentos e incêndios, além de ajustes na plataforma de lançamento.

Na quarta-feira (15), a FAA informou que autorizou a nova missão da Starship. A agência disse que "a SpaceX atendeu a todos os requisitos de segurança, ambientais, políticos e de responsabilidade financeira" para realizar a nova missão.

Por que o voo é importante?

A Starship é "projetada para transportar tripulação e carga para a órbita da Terra, da Lua, de Marte e além", diz a SpaceX.

A empresa tem contrato para realizar voos de carga no programa Artemis, uma série de missões que a Nasa planeja para levar humanos de volta à Lua.

Os planos para a Starship também incluem dois voos que levarão artistas ao redor da Lua em voos com cerca de uma semana de duração cada um.

Um deles levará o bilionário japonês Yusaku Maezawa e artistas convidados por ele, e o outro tem como primeiros passageiros o empresário americano Dennis Tito e sua esposa Akiko Tito.

Como é a nave Starship?

A Starship é descrita pela SpaceX como "o veículo de lançamento mais poderoso do mundo". Veja mais sobre a espaçonave:

  • Tem 120 metros de altura (somando nave Starship e propulsor Super Heavy) e 9 metros de diâmetro
  • Poderá transportar até 100 pessoas
  • É projetada para ser reutilizável, assim como outras naves da SpaceX
  • Tem capacidade para transportar até 250 toneladas, se puder ser descartada após uma missão, e 150 toneladas, quando precisar ser reutilizada
  • Está sendo testada desde 2019 (sem o propulsor Super Heavy), mas o primeiro pouso bem-sucedido só aconteceu em 2021
  • Será usada na missão Artemis 3, da Nasa, que levará astronautas de volta à superfície da Lua, em 2025
  • Suas três primeiras missões serão feitas com turistas espaciais, sendo que duas delas darão uma volta na Lua
  • No futuro, poderá ser usada para transportar pessoas e cargas até Marte, segundo a SpaceX

Starship — Foto: Arte/ g1
Starship — Foto: Arte/ g1
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