Total de visualizações de página

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Ônibus de 'Na natureza selvagem' é retirado de parque do Alasca por colocar turistas em perigo

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Entre 2009 e 2017, foram realizadas 15 operações de resgate relacionadas ao ônibus, informou o Departamento de Recursos Naturais.    
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por France Presse  
19/06/2020 16h56  Atualizado há 3 horas
Postado em 19 de junho de 2020 às 20h00m

                     Post.N.\9.349                
    |||.__-_____    _________    ______    ____--_|||
Helicóptero carrega ônibus que ficou famoso no livro e no filme 'Na natureza selvagem' sobre o Parque Nacional de Denali, no Alasca — Foto: Seth Lacount/Guarda Nacional do Exército do Alasca/AFP
Helicóptero carrega ônibus que ficou famoso no livro e no filme 'Na natureza selvagem' sobre o Parque Nacional de Denali, no Alasca — Foto: Seth Lacount/Guarda Nacional do Exército do Alasca/AFP

Um helicóptero militar americano removeu de uma área remota do Alasca um ônibus verde e branco dos anos 1940 que havia se tornado uma atração perigosa para excursionistas.

O chamado Magic Bus, o Fairbanks Bus 142, apareceu no livro "Na natureza selvagem" (1996), de Jon Krakauer, e no filme dirigido por Sean Penn em 2007.

As obras contam a história do jovem aventureiro Chris McCandless, que passou o verão de 1992 no ônibus e morreu de fome após 114 dias.

Abandonado nos confins do Parque Nacional Denali, perto de Healy, o ônibus atraiu aventureiros ao longo dos anos, alguns dos quais tivereram que ser resgatados no meio do nada.
Emile Hirsch em cena de 'Na natureza selvagem' — Foto: Divulgação
Emile Hirsch em cena de 'Na natureza selvagem' — Foto: Divulgação

Um helicóptero CH-47 Chinook da Guarda Nacional do Exército do Alasca içou o ônibus nesta quinta-feira (18), em coordenação com o Departamento de Recursos Naturais do estado, devido à preocupação com a segurança pública, informou a corporação.

"Depois de estudar o assunto, colocar vários fatores na balança e considerar várias alternativas, decidimos que o melhor seria remover o ônibus", disse a comissária do departamento, Corri Feige.

Entre 2009 e 2017, foram realizadas 15 operações de resgate relacionadas ao ônibus, informou o Departamento de Recursos Naturais. Segundo Corri, o veículo ficará em um local seguro, até que autoridades decidam o que fazer com ele. Uma das possibilidades é colocá-lo em exposição.
Helicóptero se aproxima de ônibus que ficou famoso no livro e no filme 'Na natureza selvagem' sobre o Parque Nacional de Denali, no Alasca — Foto: Seth Lacount/Guarda Nacional do Exército do Alasca/AFP
Helicóptero se aproxima de ônibus que ficou famoso no livro e no filme 'Na natureza selvagem' sobre o Parque Nacional de Denali, no Alasca — Foto: Seth Lacount/Guarda Nacional do Exército do Alasca/AFP

Helicóptero levanta ônibus que ficou famoso no livro e no filme 'Na natureza selvagem' sobre o Parque Nacional de Denali, no Alasca — Foto: Seth Lacount/Guarda Nacional do Exército do Alasca/AFP
Helicóptero levanta ônibus que ficou famoso no livro e no filme 'Na natureza selvagem' sobre o Parque Nacional de Denali, no Alasca — Foto: Seth Lacount/Guarda Nacional do Exército do Alasca/AFP

Brasileiro é resgatado no Alasca após tentar fazer aventura inspirada em filme
Brasileiro é resgatado no Alasca após tentar fazer aventura inspirada em filme
Em abril, o turista brasileiro Gabriel Dias da Silva , de 26 anos, fez uma peregrinação ao ônibus abandonado e precisou ser resgatado.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

Início de um sonho, deu tudo certo: Malala se forma em Oxford

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Malala Yousafzai, de 22 anos, estudou filosofia, política e economia em Oxford. Aos 14, ela foi baleada na cabeça pelo Talibã porque queria estudar. 
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por G1  
19/06/2020 08h25  Atualizado há 3 horas
Postado em 19 de junho de 2020 às 11h30m 

                     Post.N.\9.348                
    |||.__-_____    _________    ______    ____--_|||
Malala Yousafzai e sua família comemoram formatura em Oxford, em 19 de junho de 2020 — Foto: Reprodução/Twitter
Malala Yousafzai e sua família comemoram formatura em Oxford, em 19 de junho de 2020 — Foto: Reprodução/Twitter

Prêmio Nobel da Paz, a paquistanesa Malala Yousafzai, de 22 anos, se formou pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, segundo anúncio que ela mesma fez em redes sociais nesta sexta-feira (19).

Malala e sua família no hospital, depois de ela ter sido baleada — Foto: Reuters
Malala e sua família no hospital, depois de ela ter sido baleada — Foto: Reuters

Malala ficou conhecida por ser uma ativista do direito a estudar. Ela mesma anunciou sua formatura em uma rede social.

"É difícil expressar minha gratidão agora que eu consegui meu diploma de filosofia, política e economia em Oxford. Não sei o que virá adiante."

Por ora, disse, ela pretende ver filmes, ler e dormir.
Malala Yousafzai comemora graduação em Oxford, em 19 de junho de 2020 — Foto: Reprodução/Twitter
Malala Yousafzai comemora graduação em Oxford, em 19 de junho de 2020 — Foto: Reprodução/Twitter

Aos 11, Malala queria ser uma doutora. A escola onde ela estudava no noroeste do Paquistão foi fechada por militantes do Talibã. Garota, ela virou um símbolo na luta contra o grupo.

Em outubro de 2012, quando ela tinha 14, homens mascarados do Talibã entraram em um ônibus cheio de crianças e dispararam tiros na sua cabeça. Duas outras garotas também foram feridas pelos disparos.
As três sobreviveram.
Nobel da Paz, Malala Iuzafissai voltou hoje à sua cidade natal, no Paquistão
Nobel da Paz, Malala Iuzafissai voltou hoje à sua cidade natal, no Paquistão

O Talibã afirmou que ela representava valores do Ocidente e que ainda tentaria matá-la. Malala e a família se refugiaram na Inglaterra.

Em outubro de 2014, o comitê do Nobel anunciou a entrega do prêmio da Paz à Malala "pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação".

Ela foi aprovada para estudar em Oxford em 2017.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Estudo diz que tipo sanguíneo A pode ser mais suscetível à forma grave de Covid-19

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Cientistas de vários países observaram que pacientes com o tipo sanguíneo O eram menos propensos a desenvolver formas graves da doença provocada pelo novo coronavírus.  
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por G1  
18/06/2020 07h11  Atualizado há 3 horas
Postado em 18 de junho de 2020 às 10h20m 


                     Post.N.\9.347                
    |||.__-_____    _________    ______    ____--_|||
Enfermeira coleta material para teste de anticorpos para o novo coronavírus, também chamado de teste sorológico, na terça-feira (16) — Foto: Vitória McNamee / Getty Images / AFP
Enfermeira coleta material para teste de anticorpos para o novo coronavírus, também chamado de teste sorológico, na terça-feira (16) — Foto: Vitória McNamee / Getty Images / AFP

Uma análise genética de pacientes com Covid-19 sugere que o tipo sanguíneo pode influenciar se alguém desenvolve a forma grave da doença provocada pelo novo coronavírus, o Sars-Cov-2.

Os cientistas que compararam os genes de milhares de pacientes na Europa descobriram que aqueles que tinham sangue tipo A eram mais propensos a ter a forma grave da doença, enquanto aqueles com tipo O eram menos propensos.

O relatório divulgado no “New England Journal of Medicine”, na quarta-feira (17), não prova uma conexão do tipo sanguíneo, mas confirma um estudo anterior chinês sobre essa relação.

Parameswar Hari, especialista em sangue da Faculdade de Medicina de Wisconsin, afirmou que a maioria dos especialistas desconsiderou esse primeiro estudo feito na China, mas que com esse novo levantamento ele passou a acreditar.

“Pode ser muito importante [a relação entre o tipo sanguíneo e a evolução da doença]”, afirmou, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

No entanto, outros especialistas pedem cautela. Eric Topol, que chefe do Instituto Translacional de Pesquisa Scripps, em San Diego (EUA), afirmou que o estudo ainda não é suficiente para ter certeza do papel do tipo sanguíneo.

Cientistas na Itália, Espanha, Dinamarca, Alemanha, entre outros países, compararam cerca de 2 mil pacientes em estado grave de Covid-19 com milhares de outras pessoas saudáveis ou que apresentavam apenas sintomas leves ou inexistentes.

Os pesquisadores vincularam variações em seis genes à probabilidade do paciente desenvolver a forma grave da doença, incluindo alguns que poderiam ter um papel na vulnerabilidade das pessoas ao novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Eles também vincularam grupos sanguíneos a possíveis riscos.

A maioria dos estudos genéticos como esse é muito mais amplo, por isso, na avaliação de Eric Topol era preciso outros cientistas tenham a oportunidade de avaliar novos grupos de pacientes para constatar se existem as mesmas relações entre sangue e gravidade da Covid-19.

Existem quatro tipos principais de sangue: A, B, AB e O. Mary Horowitz, chefe científica do Centro Internacional de Pesquisa em Transplante de Sangue e Medula, explicou que as pessoas com o tipo O são mais capazes de reconhecer certas proteínas como estranhas.

Parameswar Hari explica que essa propriedade pode se estender às proteínas da superfície do novo coronavírus. O especialista lembra que, durante o surto de SARS, causado por um tipo de coronavírus, observou-se que pessoas com tipo sanguíneo O eram menos propensas a contrair formas grave da doença.

CORONAVÍRUS

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Copom faz novo corte, e juro básico cai para 2,25% ao ano

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Taxa estava em 3% ao ano desde o dia 6 de maio. Próxima reunião do comitê está marcada para os dias 4 e 5 de agosto. 
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Laís Lis, G1 — Brasília  
17/06/2020 18h06  Atualizado há 3 horas
Postado em 17 de junho de 2020 às 

                     Post.N.\9.346                
    |||.__-_____    _________    ______    ____--_|||
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu nesta quarta-feira (17) a taxa básica de juros da economia brasileira de 3% para 2,25% ao ano. Esta foi a oitava redução consecutiva. A decisão foi unânime.

O corte renovou o menor patamar histórico para a taxa Selic desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação.
A decisão do Copom foi tomada em um momento de forte redução do nível de atividade da economia mundial em razão da pandemia do coronavírus, o que tem impactado os índices de inflação.

A evolução da Taxa Selic
Desde 2017, em % ao ano
Fonte: Banco Central

Em comunicado, o comitê afirmou que o momento exige estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconheceu também que "o espaço remanescente para utilização da política monetária é incerto e deve ser pequeno”.

O Copom também informou que que os cortes na Selic já implementados parecem compatíveis com os impactos da pandemia da Covid-19, e que “um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”.

Na última reunião, os membros do comitê já haviam afirmado que consideravam um último corte para esta reunião.

O governo brasileiro já admite um tombo de 4,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, enquanto os economistas do mercado financeiro estimam um recuo de 6,5% em 2020.
No comunicado, o Copom destaca que a divulgação do PIB do primeiro trimestre confirmou a maior queda desde 2015, refletindo os efeitos iniciais da pandemia. E, que indicadores sugerem que a contração no segundo trimestre será ainda maior.

Com a forte queda da atividade econômica, os preços têm caído. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,38%. Foi o segundo mês consecutivo de queda nos preços e o menor índice desde agosto de 1998.

O mercado financeiro prevê que o IPCA ficará em 1,60% neste ano, isto é, abaixo do piso de 2,5% previsto pelo sistema de metas.
Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Banco Mundial projeta queda de 8% no PIB do Brasil em 2020
Banco Mundial projeta queda de 8% no PIB do Brasil em 2020

Aplicações renderão menos
A redução da Selic também afeta aplicações financeiras como a caderneta de poupança e os investimentos em renda fixa.

No caso da poupança, a regra atual de remuneração prevê que os rendimentos estão atrelados aos juros básicos sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano.

Nesse cenário, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo Banco Central. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

Com o juro da economia em 2,25% ao ano, a correção da poupança será de 70% desse valor – o equivalente a 1,575% ao ano, mais a Taxa Referencial.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

Com pandemia, setor de serviços tem queda recorde de 11,7% em abril

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Setor passa a acumular perda de 18,7% em 3 meses seguidos de retração, mostra IBGE. Serviços prestados às famílias registram tombo de 44,1% no mês. 
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  
17/06/2020 09h00  Atualizado há 2 horas
Postado em 17 de 17 de junho de 2020 às 11h10m  

                     Post.N.\9.345                
    |||.__-_____    _________    ______    ____--_|||
Vista do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em maio, em meio à pandemia do coronavírus (COVID-19) — Foto: Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo
Vista do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em maio, em meio à pandemia do coronavírus (COVID-19) — Foto: Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo

O volume de serviços prestados no Brasil teve queda recorde de 11,7% em abril, na comparação com março, com perdas generalizadas em todas as as atividades, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Esse é o terceiro recuo consecutivo e o mais intenso da série histórica, iniciada em janeiro de 2011", destacou o IBGE.
Na comparação com abril do ano passado, a queda foi ainda maior, de 17,2% – a segunda taxa negativa nesta base de comparação.

Esta foi a primeira vez que a pesquisa refletiu um mês inteiro sob o quadro de isolamento social e de restrições impostas pela pandemia de coronavírus, que começaram a ser implementadas no país na segunda quinzena de março.
Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1
Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1

Com o tombo recorde em abril, o setor, que possui o maior peso na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, passou a acumular perda de 18,7% em 3 meses.
Com os resultados de abril, o setor de serviços atingiu o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa. Ele ficou 27% abaixo do pico mais alto, registrado em novembro de 2014, e bem abaixo do piso até então alcançado, em maio de 2018, quando ficou 15,7% abaixo do pico.
Os números de abril vieram piores do que as expectativas do mercado. Pesquisa da Reuters com analistas apontava contração de 10,5% no mês e de 15,8% no ano.

Setor passa para o vermelho no acumulado em 12 meses
No acumulado do ano, a queda é de 4,5% frente a igual período do ano anterior. Em 12 meses, passou de uma alta de 0,7% em março para retração de 0,6% em abril, evidenciando quão expressiva foi a queda do setor em 2020 diante da pandemia.

“O acumulado em 12 meses é um indicador mais demorado, de trajetória de longo prazo. Até mesmo por isso, perder 1,3 ponto percentual de um mês para o outro é muito expressivo”, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
“A recuperação, quando ocorrer, vai ser de forma bastante devagar e paulatina, não rápida como vimos com a greve dos caminhoneiros, que foi imediata”, avalia Lobo.
Setor de serviços cai 11,7% em abril
Setor de serviços cai 11,7% em abril

Quedas recordes em todas as 5 atividades
Este foi o segundo mês seguido em que os cinco grandes ramos de atividade do setor tiveram queda, com forte impacto da pandemia nos setores de transportes e nas operações de hotéis e restaurantes.

O tombo em abril foi recorde em todas as atividades, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-17,8%) e serviços prestados às famílias (-44,1%). Em 2 meses, esses dois setores acumulam quedas de 24,9% e 61,6%, respectivamente.

Os demais resultados negativos vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (-8,6%), de informação e comunicação (-3,6%) e de outros serviços (-7,4%).

Considerando todos os subgrupos, os tombos mais expressivos foram registrados no transporte aéreo (-73,8%), nos serviços de alojamento e alimentação (-46,5%) e nos outros serviços prestados às famílias, incluindo salões de beleza, academias e reparos (-33,3%).

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, antes da pandemia a última vez que se observou queda disseminada entre todos os cinco ramos foi em maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros.

Veja a variação do volume de serviços em abril, por atividade e subgrupos:
  • Serviços prestados às famílias: -44,1%
  • Serviços de alojamento e alimentação: -46,5%
  • Outros serviços prestados às famílias (salões de beleza, academias, reparos, etc): -33,3%
  • Serviços de informação e comunicação: -3,6%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -1,1%
  • Telecomunicações: 0,1%
  • Serviços de tecnologia da informação: -2,4%
  • Serviços audiovisuais: -22,7%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -8,6%
  • Serviços técnico-profissionais: -3,5%
  • Serviços administrativos e complementares: -9,9%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -17,8%
  • Transporte terrestre: -20,6%
  • Transporte aquaviário: -0,1%
  • Transporte aéreo: -73,8%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -5,8%
  • Outros serviços: -7,4%
Índice de atividades turísticas tem queda recorde de 54,5%
O índice de atividades turísticas também teve forte recorde, com um tombo de 54,5% em abril, após queda de 30% em março.

Regionalmente, todas as 12 unidades da federação acompanharam este movimento de retração observado no Brasil, com destaque para São Paulo (-52,0%), seguido por Rio de Janeiro (-52,7%), Minas Gerais (-49,4%) e Bahia (-63,1%).

Na comparação com abril de 2019, houve retração de 67,3%. No acumulado no ano, a queda ficou em 20,9% frente a igual período do ano passado, pressionada, sobretudo, pelos ramos de restaurantes; hotéis; transporte aéreo e rodoviário coletivo (ambos de passageiros); e catering, bufê e outros serviços de comida preparada.
Com a crise, as atividades turísticas perderam participação no setor de serviços. Antes da pandemia, representava 13% de todo o setor. Em março, essa participação passou para 9,5%, caindo quase pela metade em abril, quando ficou em 4,86%

Serviços caíram em 26 das 27 Unidades da Federação
Regionalmente, 26 das 27 unidades da federação tiveram recuos entre marco e abril, com destaque para São Paulo (-11,6%) e Rio de Janeiro (-12,7%), que sofreram pressão negativa, principalmente, dos segmentos de alojamento e alimentação.

A única alta foi registrada em Mato Grosso (9%), cuja expansão é explicada não só pela baixa base de comparação, já que em março os serviços haviam recuado 12,6%, mas também pelo bom desempenho do transporte de cargas.

Cenário de recessão e perspectivas
A atividade de serviços sofreu contração de 1,56% no 1º trimestre, o que teve forte influência na queda de 1,5% do PIB nos três primeiros meses do ano, já que exerce forte peso sobre a atividade.

Na véspera, o IBGE mostrou que as vendas do comércio varejista registraram tombo recorde de 16,8% em abril. Na produção industrial, a queda também foi recorde em abril, com recuo de 18,8% na comparação com março.

Apesar do afrouxamento das medidas de isolamento no país e da reabertura de boa parte das atividades, os economistas do mercado financeiro continuam piorando as estimativas para o PIB do Brasil em 2020 em meio a incertezas sobre a recuperação da economia, tensões políticas e aumento do desemprego.
IBGE mostra que um milhão de brasileiros ficaram desempregados em maio
IBGE mostra que um milhão de brasileiros ficaram desempregados em maio

A projeção do mercado passou de queda de 6,48% para um tombo de 6,51% do PIB em 2020, conforme boletim "Focus" do Banco Central divulgado na segunda-feira (15). Caso a expectativa se confirme, será o pior desempenho anual desde 1901, pelo menos.

Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que a retração do PIB do Brasil poderá chegar a 9,1% em caso de segunda onda da pandemia e necessidade de regresso aos confinamentos.
OCDE afirma que economia mundial vai ter a maior queda da história em tempos de paz
OCDE afirma que economia mundial vai ter a maior queda da história em tempos de paz

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------