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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Brasil cria 644 mil empregos formais em 2019, melhor resultado em 6 anos

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Dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério da Economia. Em dezembro de 2019, foram registradas 307.311 demissões.
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 Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

 Postado em 24 de janeiro de 2020 às  13h00m  
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Brasil cria 644 mil empregos com carteira assinada em 2019
Brasil cria 644 mil empregos com carteira assinada em 2019

O Brasil criou 644.079 empregos com carteira assinada em 2019, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (24).

O número resulta da diferença entre as contratações, que totalizaram 16.197.094 no último ano, e as demissões – que totalizaram 15.553.015 pessoas.

Esse foi o segundo ano seguido de geração de vagas formais e, também, o melhor resultado desde 2013 – quando foram criados 1,117 milhão de empregos com carteira assinada. Deste modo, é o maior número de vagas formais abertas em seis anos.

GERAÇÃO DE EMPREGO FORMAL NO BRASIL - EM MILHÕES
2019 foi o segundo ano seguido com geração de vagas formais
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2012
1,301
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

De acordo com o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, o aumento na criação de empregos formais, em 2019, é "mais um sintoma de retomada da economia brasileira e da confiança do empresariado na política econômica do governo".

"A indústria, depois de anos registrando dados negativos, voltou a reagir, puxada também pela construção civil", acrescentou. Segundo ele, a indústria fechou vagas entre 2014 e 2017 e, no ano de 2018, abriu 2.610 vagas, com desempenho "praticamente estável". Em 2019, criou 18 mil empregos formais.

Expectativa para 2020
Para 2020, a expectativa do secretário de Trabalho do Ministério da Economia é de que a geração de empregos "encoste" em 1 milhão de vagas formais, se a economia crescer 3%. Ele não soube dizer quantos empregos seriam criados se o PIB avançar 2,4%, a previsão oficial do governo para este ano.

"A construção civil parece estar de volta. A gente tem visto um número de lançamentos, tem crescido bastante. E tem uma cadeia produtiva importante para geração de empregos, principalmente para as classes mais vulneráveis da população", declarou.

Avaliou, ainda, que os setores de comércio e serviços historicamente empregam muito com a retomada da demanda interna, porque aumenta a disponibilidade para consumo e a confiança das pessoas. "No momento em que as expectativas melhoram, o empresariado começa a contratar mais pessoas, é um ciclo positivo", concluiu.

Empregos formais
Com a abertura de vagas em 2019, o Brasil fechou o ano com um estoque de 39,05 milhões de empregos formais existentes. No fim de 2018, o saldo de empregos formais estava em 38,43 milhões de vagas.

O resultado de 2019 representa o estoque mais alto, registrado no fim do ano, desde 2015 – quando 39,23 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada.

Em dezembro de 2019, porém, houve fechamento de vagas. Esse é um mês que tradicionalmente há demissões de trabalhadores com carteira assinada.

Em dezembro do ano passado, foram fechadas 307.311 vagas formais. No mesmo mês de 2018, por exemplo, as demissões superaram as contratações em 334.462 vagas.

Ano de 2019 por setores
De acordo com os números do governo, os oito setores da economia abriram vagas no ano passado. O setor de serviços foi o que mais criou empregos, e a administração pública foi o setor que contratou menos trabalhadores.

Veja abaixo os resultados:
  • Construção civil: 71.115 postos
  • Indústria de transformação: 18.341 empregos
  • Indústria extrativa mineral: 5.005 postos formais
  • Serviços industriais de utilidade pública: 6.430 vagas
  • Administração pública: 822 empregos
  • Comércio: 145.475 vagas formais
  • Agropecuária: 14.366 vagas
  • Serviços: 382.525 empregos
Regiões do país
De acordo com o Ministério da Economia, todas as cinco regiões do país registraram mais contratações do que demissões no ano passado.
  • Região Sudeste: 318.219 vagas abertas
  • Região Nordeste: 76.561 vagas criadas
  • Região Norte: 32.576 vagas abertas
  • Região Centro-Oeste: 73.450 vagas criadas
  • Região Sul: 143.273 vagas abertas
O governo informou ainda que as 27 unidades da federação criaram empregos formais no ano passado.

A abertura de vagas no ano foi liderada por São Paulo (+184.133), seguido por Minas Gerais (+97.720) e Santa Catarina (+71.406 vagas). Os estados que menos criaram vagas no ano passado foram Amapá (352), Acre (353) e Alagoas (731).

Trabalho intermitente
Segundo o Ministério da Economia, foram realizadas 85.716 contratações por meio do trabalho intermitente no ano passado. Nessa modalidade, o trabalho ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período.
No último ano foram registrados ainda 20.360 empregos formais nas novas modalidades de trabalho parcial. Essas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra.

Salário médio de admissão
O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.595,53 em dezembro do ano passado, o que representa uma queda real, com os valores sendo corrigidos pelo INPC, de R$ 2,41 em relação ao patamar do mesmo mês de 2018 (R$ 1.597,94).

Em novembro de 2019, ainda de acordo com informações oficiais, o salário médio de admissão estava em R$ 1.611,14.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

O objeto giratório mais rápido do mundo, que pode revelar segredos da física quântica

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Um pequeno dispositivo, que gira a 300 bilhões de rotações por minuto, promete ajudar nos avanços da física e da mecânica quântica.
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 Por BBC  

 Postado em 23 de janeiro de 2020 às 17h35m  
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O rotor nanométrico gira a uma velocidade de 300 bilhões de rotações por minuto — Foto: Jaehoon Bang/Universidade PurdueO rotor nanométrico gira a uma velocidade de 300 bilhões de rotações por minuto — Foto: Jaehoon Bang/Universidade Purdue

Qual é o objeto que gira mais rápido? Um liquidificador, o pneu de um carro de corrida, a turbina de um avião?

Esqueça todos eles. Um novo dispositivo criado por cientistas da Universidade Purdue, nos EUA, deixa para trás qualquer um dos concorrentes em um teste de velocidade de rotação.

Trata-se de uma pequena partícula que gira a 300 bilhões de rotações por minuto. Para efeito de comparação, é 500 mil vezes mais rápida que a broca usada pelos dentistas.
Além disso, é movida pela força da luz.

Afinal, em que consiste este pequeno, porém potente dispositivo, e por que é importante para a ciência?
O novo rotor desenvolvido por Li e Ahn é cinco vezes mais rápido do que o criado pela dupla em 2018 — Foto: Universidade PurdueO novo rotor desenvolvido por Li e Ahn é cinco vezes mais rápido do que o criado pela dupla em 2018 — Foto: Universidade Purdue

Um catavento rápido
Esse minúsculo rotor em forma de haltere é uma nanopartícula de sílica, um mineral formado por silício e oxigênio.

Para colocá-lo em funcionamento, os pesquisadores usaram um laser para sustentá-lo no vácuo e, na sequência, utilizaram outro laser para fazê-lo girar.

É como se fosse um catavento de papel que se move com um sopro de luz.
Dessa maneira, eles foram capazes de medir e detectar o torque, ou seja, o tipo de força que o faria girar.

E foi assim que os criadores deste dispositivo, os físicos Tongcang Li e Jonghoon Ahn, quebraram seu próprio recorde.
Em 2018, a dupla havia criado o rotor mais rápido do mundo, mas este que eles desenvolveram agora é cinco vezes mais rápido. 

A força da luz
Você pode não perceber, mas a luz exerce uma pressão constante sobre nós. É o que os especialistas chamam de "pressão de radiação".
A luz das lâmpadas do seu escritório, por exemplo, faz uma pressão sobre você, embora essa força seja praticamente imperceptível.

Ela é milhões de vezes mais fraca que a gravidade, mas no vácuo é possível sentir a pressão de radiação.
O rotor gira impulsionado pela força da luz — Foto: Universidade PurdueO rotor gira impulsionado pela força da luz — Foto: Universidade Purdue

Li e Ahn usaram lasers concentrados para fazer o dispositivo levitar e girar mediante a pressão de radiação.

Além de ter velocidade recorde, o rotor também é entre 600 e 700 vezes mais sensível a uma força de torque do que qualquer outro dispositivo existente.
A criação de Li e Ahn pode ser útil para inves
tigar efeitos em escalas quânticas, como o atrito a vácuo.

E para que serve?
É comum acreditar que não há nada no vácuo, mas, na realidade, existe um grande número de partículas que aparecem e desaparecem constantemente — e podem influenciar o comportamento dos objetos.

Também pode servir para entender melhor o magnetismo em escalas nanométricas, um fenômeno que mais tarde poderia servir para desenvolver e controlar dispositivos nanoeletrônicos, uma das grandes apostas da mecânica quântica.

Compreender melhor a pressão de radiação pode ser bastante útil ainda para o desenvolvimento de satélites que se deslocam e definem sua direção a partir da força da luz, como veleiros cósmicos que navegam no espaço movidos por ventos de luz.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Brasileiros de baixa renda levariam nove gerações para chegar à renda média, aponta estudo

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Brasil ocupa 60ª posição em ranking de países com maior mobilidade social. 
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 Por G1  

 Postado em 22 de janeiro de 2019 22h00m  

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Brasileiros nascidos em famílias de baixa renda levariam, em média, nove gerações para atingir a renda média do país, segundo um relatório divulgado esta semana pelo Fórum Econômico Mundial. O dado ilustra a baixa mobilidade social do país, isto é, a baixa probabilidade de um indivíduo melhorar de vida financeiramente em relação aos seus pais.

"Em termos absolutos, é a habilidade de uma criança de ter uma vida melhor que a dos seus pais", explica o documento.

Na Dinamarca, país apontado como o de maior mobilidade social no ranking, a estimativa é de que seriam necessárias duas gerações para que uma pessoa nascida na classe mais baixa alcance a renda média.
"Olhando para todas as economias e níveis de renda médios, as crianças nascidas em famílias menos ricas tipicamente enfrentam maiores barreiras ao sucesso que as nascidas em famílias com mais recursos. Além disso, as desigualdades estão crescendo mesmo em países que tiveram crescimento rápido", alerta o estudo.
Mobilidade social — Foto: Economia G1 
Mobilidade social — Foto: Economia G1

"Na maioria dos países, indivíduos de determinados grupos se tornaram historicamente desfavorecidos e a baixa mobilidade social perpetua e exacerba essas desigualdades".

O Brasil ocupa a 60ª colocação entre as nações com maior mobilidade social, atrás de países como Sri Lanka, Equador, Arábia Saudita e Vietnã. O relatório elenca 82 países.

Os países nórdicos ocupam todas as primeiras posições do ranking. Logo atrás da Dinamarca, em segundo lugar, aparece a Noruega, seguida por Finlândia, Suécia e Islândia. Veja os dez melhores colocados no ranking:
Ranking de mobilidade social — Foto: Economia G1Ranking de mobilidade social — Foto: Economia G1

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