Total de visualizações de página

terça-feira, 9 de julho de 2019

Pesquisador da UFRGS descobre em fósseis dentição semelhante a dos mamíferos herbívoros

=.=.=.= =---____---------   ---------____------------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =


Estudo foi publicado na última sexta-feira (28), na revista científica Nature Communications. Fóssil mais antigo com esse tipo de dente era de um mamífero que viveu pelo menos 70 milhões de anos depois do cinodonte estudado pelos pesquisadores.
=.=.=.= =---____---------   ---------____------------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =
 Por Lilian Lima, G1 RS  

 Postado em 09 de julho de 2019 às 14h35m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013



Fóssil mais antigo com dentes hipsodontes conhecido era de um mamífero que viveu pelo menos 70 milhões de anos depois do Menadon. — Foto: UFRGS/DivulgaçãoFóssil mais antigo com dentes hipsodontes conhecido era de um mamífero que viveu pelo menos 70 milhões de anos depois do Menadon. — Foto: UFRGS/Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul encontraram a dentição denominada hipsodonte, caracterizada pelo crescimento mais prolongado, semelhante a dos mamíferos herbívoros. O cinodonte da espécie Menadon besairei foi alvo de um estudo coordenado pelo doutorando em Geociências da UFRGS Tomaz Melo com pesquisadores do Brasil e da Argentina. O trabalho foi publicado na última sexta-feira (28), na revista científica Nature Communications.

Os fósseis foram coletados em Santa Cruz do Sul e guardados nas coleções científicas da UFRGS, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Os cinodontes são espécies primitivas que povoaram a Terra durante o período Triássico, entre 200 e 250 milhões de anos atrás, antes dos dinossauros. Nessa época, todos os continentes estavam unidos em um só, chamado Pangeia.

O pesquisador encontrou o dente ao comparar espécies fósseis e atuais. Foram analisados 15 fósseis incompletos com crânio ou mandíbula e mais de 20 dentes isolados, reunidos entre 1995 e 2008 pelas três instituições de pesquisa.
“Nosso trabalho mostra que a hipsodontia já ocorria antes mesmo do surgimento dos mamíferos. É o registro mais antigo e o único até o momento fora dos mamíferos”, diz.
Foram analisados 15 fósseis incompletos com crânio ou mandíbula e mais de 20 dentes isolados, reunidos entre 1995 e 2008 por três instituições de pesquisa. — Foto: UFRGS/DivulgaçãoForam analisados 15 fósseis incompletos com crânio ou mandíbula e mais de 20 dentes isolados, reunidos entre 1995 e 2008 por três instituições de pesquisa. — Foto: UFRGS/Divulgação

Antes da descoberta, o fóssil mais antigo com dentes hipsodontes conhecido era de um mamífero que viveu pelo menos 70 milhões de anos depois do Menadon.

"O dente crescia e ia sendo desgastado, até o animal estar mastigando com o que originalmente era a raiz dentária, mas que a essa altura já estava fora da gengiva. Esse tipo raro de especialização, combinando hipsodontia e perda de esmalte, ocorre somente em poucos grupos de mamíferos extintos e atuais, por exemplo, os xenartros, que incluem os bichos-preguiça, tamanduás e tatus."

O fóssil dessa espécie foi achado primeiro na costa leste da África, mas também estava presente em uma área correspondente ao interior do Rio Grande do Sul atual, em Santa Cruz do Sul.
“Os cinodontes herbívoros que eu estudo são bem distantes da linhagem que deu origem aos mamíferos e, quando surgiram os primeiros mamíferos herbívoros, esses cinodontes herbívoros já estavam extintos há milhões de anos.”
De acordo com o pesquisador, a evolução desse tipo de dentição está ligada ao ambiente árido em que vivia no Triássico, muitas vezes caracterizado pela presença de poeira ou areia recobrindo a vegetação.

"O achado da hipsodontia em Menadon não tem precedentes e destaca a importância do registro fóssil da América do Sul, extremamente rico em fósseis de cinodontes, que testemunha de forma detalhada a história evolutiva que antecede a origem dos mamíferos", explica Melo.
Composição de várias fotos em microscopia óptica de um corte do dente fóssil, numa escala de um milímetro. — Foto: UFRGS/DivulgaçãoComposição de várias fotos em microscopia óptica de um corte do dente fóssil, numa escala de um milímetro. — Foto: UFRGS/Divulgação

Trabalho foi coordenado pelo doutorando em Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Tomaz Melo. — Foto: Arquivo pessoalTrabalho foi coordenado pelo doutorando em Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Tomaz Melo. — Foto: Arquivo pessoal


      Post.N.\8.865  
                      <.-.-.-  Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches. Logística & Solutions with Intelligence for 2.019

 Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98215 - 9520
.__-__________________________ ______________ __ _________________________ ___________________-_

O que é a temida falha de San Andreas e por que ela preocupa tanto a Califórnia

=.=.=.= =---____---------   ---------____------------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =


Resultado da movimentação de duas placas tectônicas, San Andreas é uma das mais famosas falhas do planeta e traz instabilidade sísmica à Califórnia, que nos últimos dez dias registrou mais de 100 tremores na região sul - entre eles um terremoto de magnitude 7,1, o maior em 20 anos na área.
=.=.=.= =---____---------   ---------____------------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =

 Por BBC  

 Postado em 09 de julho de 2019 às 13h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

A falha de San Andreas tem 1,3 mil quilômetros de extensão e delimita as duas maiores placas tectônicas do planeta — Foto: Dsearls/Visual Hunt A falha de San Andreas tem 1,3 mil quilômetros de extensão e delimita as duas maiores placas tectônicas do planeta — Foto: Dsearls/Visual Hunt
Cada vez que a Califórnia registra um terremoto, uma pergunta volta a ser feita: será que estamos mais perto do The Big One (O Grande)?

Trata-se do esperado megaterremoto potencialmente devastador que, em algum momento, pode atingir o oeste americano a partir de uma gigantesca e famosa rachadura chamada falha de San Andreas - resultado da movimentação de duas placas tectônicas que trazem instabilidade sísmica à região.

Esta semana, terremotos voltaram a assustar a Califórnia. Mais de 100 tremores atingiram o sul do Estado dos EUA nos últimos dez dias.

Depois de um abalo de magnitude de 6,4 ter atingido a região na quinta-feira (4), um novo tremor, dessa vez de magnitude 7,1, sacudiu o sul da Califórnia na noite de sexta-feira (5). Foi o maior tremor registrado na região em 20 anos.
Terremoto a partir da área sul da falha de San Andreas teria um impacto direto em Los Angeles, a segunda mais populosa cidade dos EUA — Foto: Skeeze/Visual HuntTerremoto a partir da área sul da falha de San Andreas teria um impacto direto em Los Angeles, a segunda mais populosa cidade dos EUA — Foto: Skeeze/Visual Hunt

Até onde se sabe, o epicentro desse último e potente tremor foi a 200 quilômetros de Los Angeles e, apesar de ter provocado deslizamentos, danos em imóveis e incêndios, o terremoto não deixou feridos graves.

Especialistas, contudo, dizem que os dois fortes tremores se produziram "na mesma falha sísmica" que é diferente e distante da falha de San Andreas, a suscetível de causar "Big One". Afirmam ainda que é improvável que esses dois tremores recentes provoquem terremotos em San Andreas.
A Califórnia é uma região propensa a terremotos, uma vez que está sobre uma série de rachaduras da crosta terrestre, onde placas tectônicas se encontram e se movimentam.
Essa movimentação das placas fez surgir uma das mais famosas falhas do planeta, a de San Andreas. O atrito entre essas duas placas tectônicas é responsável por frequentes tremores na Califórnia, classificada como uma das áreas de maior instabilidade tectônica do planeta.

San Andreas é a maior dessas rachaduras e, potencialmente, a mais perigosa por marcar o limite entre as duas maiores placas tectônicas do planeta.

San Andreas tem, aproximadamente, 1,3 mil quilômetros de extensão e delimita placa tectônica norte-americana e a placa do Pacífico. O deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o estado da Califórnia, e foi a principal causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.

E sobre essas placas estão enormes centros urbanos, entre eles Los Angeles, a segunda cidade mais populosa dos EUA, e San Diego, com 38 milhões de habitantes.

Questão de tempo
Em 1906, a Califórnia viu um terremoto de magnitude de 7,8 devastar grande parte da cidade de São Francisco, deixando mais de 3 mil mortos, quando a parte central da falha se rompeu.

Mas o que mais preocupa pesquisadores é a parte sul da falha, onde não se produz abalos sismos há cerca de 300 anos. Registros geológicos indicam que abalos de maior volume tendem acontecer a cada 150 anos na região e, por isso, acredita-se que essa área da falha de San Andreas esteja acumulando tensão.
O último grande terremoto nessa zona data de 1700, mas não há detalhes registrados de quão potente e quais estragos foram provocados pelo tremor.
Na Conferência Nacional de Terremotos, que aconteceu na Califórnia em 2016, cientistas fizeram um alerta dizendo que a área sul da falha de San Andreas estava "carregada e pronta" para provocar um grande temor.

Simulações dos efeitos de um grande terremoto foram feitas e indicaram que um tremor de 7,8 seria capaz de iniciar uma ruptura no sul da Califórnia, se alastrado rumo ao norte até atingir Los Angeles.

Cálculos mais conservadores indicam que um tremor dessa magnitude nessa área específica de San Andreas poderia provocar a morte de 2 mil pessoas e deixar mais de 50 mil feridos.

As simulações indicaram ainda que 1% dos imóveis em uma área de 10 milhões de pessoas seriam jogados ao chão e mais da metade das construções teriam que ser desocupadas. Os danos materiais seriam superiores a 200 bilhões de dólares, o equivalente a mais de R$ 700 bi.

Sistema de alerta
Após o grande terremoto de São Francisco, no norte da Califórnia, novas regulamentações foram introduzidas, forçando o reforço de estruturas construídas em concreto, muitas das quais abrigam escolas e hospitais. Em 2014, a prefeitura de Los Angeles propôs regulamentações semelhantes.

No início deste ano, entrou em operação um sistema de alerta antecipado de terremotos semelhante ao que existe em países com alta atividade sísmica, como Japão ou México.

É aplicativo móvel que alerta os residentes de Los Angeles até 40 segundos antes que ocorra um terremoto de magnitude 5 ou superior. Isso não só ajuda a alertar a população, mas também as autoridades.

Para os especialistas, a questão não é se a falha de San Andreas vai quebrar no sul da Califórnia, mas quando acontecerá.

      Post.N.\8.864  
                      <.-.-.-  Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches. Logística & Solutions with Intelligence for 2.019

 Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98215 - 9520
.__-__________________________ ______________ __ _________________________ ___________________-_

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Brasileiros encontram evidências de que ancestral do homem saiu da África 500 mil anos antes

=.=.=.= =---____---------   ---------____------------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =


A descoberta traz mais uma peça ao grande quebra-cabeça temporal e espacial que é a reconstituição dos primeiros passos dos hominídeos pelo mundo. 
=.=.=.= =---____---------   ---------____------------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =
 Por Elida Oliveira, G1  

 Postado em 08 de julho de 2019 às 11h20m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Pedra lascada encontrada na Jordânia por pesquisadores brasileiros — Foto: Cecília Bastos/IEA/USP/DivulgaçãoPedra lascada encontrada na Jordânia por pesquisadores brasileiros — Foto: Cecília Bastos/IEA/USP/Divulgação

Em uma montanha da Jordânia, no Vale do Zarqa, um grupo de pesquisadores brasileiros e italianos encontraram evidências que podem trazer um novo entendimento sobre a dispersão dos primeiros hominídeos pelo mundo: lascas de pedras, provavelmente vindas da fabricação de instrumentos, indicam que o gênero homo saiu da África 500 mil anos antes do que era conhecido, há 2,4 milhões de anos. E não foi o homo erectus que levantou e saiu andando por aí – nesta época, ele nem havia surgido. A hipótese apresentada pelos pesquisadores (que ainda precisa de complementação já que não foram encontrados fósseis) é que o primeiro homo a explorar o planeta foi o habilis.

As evidências estão em um artigo científico publicado neste sábado (6) no periódico Quaternary Science Reviews. Os pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade de São Paulo (USP), com o Instituto Italiano de Paleontologia Humana, a Universidade Estadual do Oregon (EUA) e do Goethe-University, Frankfurt Isotope & Element Research Center (Fierce) assinam a publicação. O trabalho foi financiado majoritariamente pela Fapesp e pela Wenner-Gren Foundation for Anthropological Research, de Nova York.

A descoberta traz mais uma peça ao grande quebra-cabeça temporal e espacial que é a reconstituição dos primeiros passos dos hominídeos pelo mundo, ancestrais do homem moderno.

Os primeiros hominídeos
Walter Neves durante apresentação da pesquisa na USP. — Foto: Cecília Bastos/IEA/USP/DivulgaçãoWalter Neves durante apresentação da pesquisa na USP. — Foto: Cecília Bastos/IEA/USP/Divulgação

Os detalhes da descoberta foram apresentados pelos pesquisadores brasileiros em São Paulo nesta quinta-feira (4), em uma sala de conferência da USP. Com uma vareta na mão e um mapa repleto setas, o professor sênior do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP Walter Neves explicou o avanço do gênero homo durante a evolução.

Sabe-se que os primeiros hominídeos surgiram há 7 milhões de anos e, 5 milhões de anos depois, surgiu o gênero homo. O homo habilis teria aparecido na África há 2,5 milhões de anos e fabricava ferramentas de pedra lascada, chamada Olduvaiense (foram vestígios deste tipo de ferramenta que foram encontrados na Jordânia).

Em um corte temporal, Neves coloca outras peças do quebra-cabeça, com evidências da presença de homos pelo mundo: cinco crânios de tamanhos variados achados na jazida paleoantropológica de Dmanisi, na República da Geórgia (alguns parecidos com o homo habilis, outros com o homo erectus, mas todos supostamente vivendo na mesma época devido às características em que foram achados e à datação dos materiais, que remete à 1,8 milhão de anos); e o fóssil de um homo muito pequeno, que ganhou o nome de floresiensis e o apelido de ‘Hobit’, encontrado na Ilha das Flores, na Indonésia, com datação de 90 mil a 20 mil anos atrás. A ciência entendia que o homo floresiensis havia sido uma adaptação do erectus devido à baixa oferta de comida na ilha -- mas esta adaptação era um pouco forçada, já que o tamanho do crânio deste fóssil era de 350 cm³, menor que o de um chimpanzé, que tem 450 cm³.
Crânios de tipos de homos mostram a diferença de tamanho entre eles. Da esquerda para a direita: dois crânios de homo habilis, seguido por dois crânios de homo erectus. Ao fim, um exemplar de homo florenziensis. — Foto: IEA/USP/DivulgaçãoCrânios de tipos de homos mostram a diferença de tamanho entre eles. Da esquerda para a direita: dois crânios de homo habilis, seguido por dois crânios de homo erectus. Ao fim, um exemplar de homo florenziensis. — Foto: IEA/USP/Divulgação

Avanço do gênero homo pelo mundo
Com a nova descoberta das lascas de pedra, a história pode ser recontada. A hipótese apresentada pelo grupo de pesquisadores brasileiros e italianos é de que o homo habilis saiu da África há 1,9 milhão de anos, chegou ao Cáucaso (região da Jordânia) há 1,8 milhão de anos e se espalhou. Isso explicaria os tamanhos variados de homos convivendo juntos na jazida paleoantropológica de Dmanisi e explicaria o tamanho do 'Hobit', que seria a evolução do habilis, menor que o erectus.

“Na pré-historia, quando não se tem osso, tem pedra. Artefatos profundamente angulares são provas de um lascamento intencional. A ocorrência de formas nestes objetos é evidência de intencionalidade”, diz Fabio Parenti, do departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Escavação
Trabalho feito no Vale do Zarqa, na Jordânia, com a prospecção vertical em afloramento, em busca de fosseis e artefatos líticos — Foto: Fabio Parenti/DivulgaçãoTrabalho feito no Vale do Zarqa, na Jordânia, com a prospecção vertical em afloramento, em busca de fosseis e artefatos líticos — Foto: Fabio Parenti/Divulgação

As primeiras peças foram encontradas em 1996. Na época, o trabalho não prosseguiu. Em 2013, o trabalho foi retomado e durou até 2015.

O pesquisador Astolfo Araújo, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, explica que a montanha foi ‘cortada’ por tratores para que agricultores pudessem trabalhar a terra, o que permitiu que uma camada mais antiga de solo ficasse mais fácil de ser escavada.

“Só temos acesso à estratigrafia por causa dos terraços construídos no começo dos anos 1970. Usamos um maquinário pesado para limpar o cascalho que continua caindo e ter acesso aos artefatos. Raspando centenas de metros, com martelinhos, colher de pedreiro, encontramos as peças. Cada peça foi encontrada individualmente, o que foi imprescindível para entender qual o posicionamento das peças e a interpretação que daríamos a elas”, explica Araújo.
Trincheira escavada em 1999, na Jordânia — Foto: Fabio Parenti/IEA/USP/DivulgaçãoTrincheira escavada em 1999, na Jordânia — Foto: Fabio Parenti/IEA/USP/Divulgação

Mas, como pedaços de pedra aparentemente sem importância paleontológica se transformam em peças capazes de recontar a história da humanidade?

Araújo diz que são as características da pedra: as lascas se unem, mostrando que saíram de uma mesma peça original. Elas são angulares, o que não apareceria em uma pedra que não foi alterada e geralmente se deteriora em formas mais arredondadas.

“As lascas se unem, mostrando um evento de ‘lascamento’: enquanto um hominídio fazia uma ferramenta, saiu uma lasca, depois outra. Elas estavam a 20 cm de distância. Isso não poderia acontecer se o material tivesse apenas caído da vertente [montanha]”, diz.

“Com as nossas descobertas na Jordânia e com essa precisão de datação, demonstramos que, na verdade, o homem não deixou a África por volta de 1,9 milhão de anos, mas sim há 2,4 milhões de anos. Retrocedemos em 500 mil anos a saída da África. E isso impõe uma pergunta muito simples: se saiu há 2,4 milhões de anos, e não há 1,9 milhão, quem foi esse primeiro hominídeo a deixar a África? No modelo tradicional seria o homo erectus. Agora, não.

Fica claro que o primeiro hominídeo que deixou a África foi o homo habilis, porque há 2,4 milhões, 2,5 milhões de anos o único hominídeo que tinha na África era o homo habilis”, diz Neves.

Ou, ao menos, assim as evidências apontam – até que novas escavações tragam mais peças para a história da humanidade.
Esquema mostra os artefatos encontrados na Jordânia — Foto: Fabio Parenti/IEA/USP/DivulgaçãoEsquema mostra os artefatos encontrados na Jordânia — Foto: Fabio Parenti/IEA/USP/Divulgação

Esquema mostra os artefatos encontrados na Jordânia — Foto: Fabio PArenti/IEA/USP/DivulgaçãoEsquema mostra os artefatos encontrados na Jordânia — Foto: Fabio PArenti/IEA/USP/Divulgação
        Post.N.\8.863  
                        <.-.-.-  Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
    Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches. Logística & Solutions with Intelligence for 2.019

     Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98215 - 9520
    .__-__________________________ ______________ __ _________________________ ___________________-_