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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Vendas do comércio caem 0,6% e setor tem pior resultado para abril desde 2015

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Varejo perde força após 2 meses de relativa estabilidade, o que reforça a leitura de estagnação da economia brasileira. Hipermercados e vestuário puxam recuo.
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  

 Postado em 12 de junho de 2019 às 14h 00m 

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Vendas do comércio registram queda de 0,6% em abril; pior resultado para o mês desde 2015
Vendas do comércio registram queda de 0,6% em abril; pior resultado para o mês desde 2015

As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em abril, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do pior resultado para meses de abril desde 2015 (-1%) e também a primeira contração para o mês em quatro anos.

A queda acontece após uma alta de 0,1% em março e queda de 0,1% em fevereiro, na comparação com o mês imediatamente anterior, reforçando a leitura de perda de ritmo do setor e de estagnação da economia brasileira em 2019.

Vendas do comércio mês a mês
Em %
Created with Highcharts 5.0.91,91,9-1,5-1,5-0,3-0,3-0,3-0,31,81,8-1-1-0,9-0,93,23,2-2,5-2,50,60,6-0,1-0,10,10,1-0,6-0,6Abr/18Mai/18Jun/18Jul/18Ago/18Set/18Out/18Nov/18Dez/18Jan/19Fev/19Mar/19Abr/19-3-2-101234
Fonte: IBGE

Na comparação com abril de 2018, houve alta de 1,7%. Dessa forma, o setor acumulou avanço de 0,6% no ano e de 1,4% nos últimos 12 meses.

O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado. A mediana das estimativas de 27 analistas de consultorias e instituições financeiras ouvidos pelo Valor Data era de queda de 0,2% do indicador frente a março, quando houve ligeira alta de 0,1% (dado revisado).

Perda de ritmo
O IBGE revisou os resultados dos últimos meses. Em março, ao invés de uma alta de 0,3% como inicialmente divulgado, as vendas do setor avançaram apenas 0,1%. Em fevereiro, houve queda de -0,1% ante leitura anterior de estabilidade. Já em janeiro, a alta foi maior que a inicialmente divulgada, de 0,6%, e não de 0,5%.

A gerente da pesquisa, Isabella Nunes, destacou que a queda em abril ocorre após dois meses consecutivos de relativa estabilidade. "Só essa observação já nos mostra uma perda de ritmo no ano de 2019", disse.
Estagnação do mercado de trabalho freia avanço do comércio, aponta IBGE
Estagnação do mercado de trabalho freia avanço do comércio, aponta IBGE
Em 12 meses, as vendas do varejo ficaram praticamente estáveis, acumulando alta de 1,4%, ante 1,3% em março.
Com o resultado de abril, setor está 7,3% abaixo do recorde alcançado em outubro de 2014. Segundo a gerente da pesquisa, isso equivale a um patamar semelhante ao que o setor operava em setembro de 2015.
Ela lembrou que no ano passado, no mesmo mês, o setor acumulava avanço de 3,4%.

"Ainda tem um longo caminho a ser percorrido para que o comércio varejista volte a registrar taxas semelhantes às de 2014 [quando o setor bateu seu recorde de vendas]", afirmou.

Vendas do comércio no acumulado em 12 meses
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Fonte: IBGE

Hipermercados e vestuário puxam queda
Das 8 atividades pesquisadas, 5 registraram queda no volume de vendas em abril, na comparação com março. Segundo o IBGE, a retração no varejo foi puxada pelo segmento de hipermercados (-1,8%), que caiu pela terceira vez seguida, e vestuário (-5,5%), que teve o segundo mês negativo.

Os números do IBGE também mostram que houve queda nas vendas em 20 das 27 unidades da Federação, com destaque para: Paraíba (-3,5%) e Rio de Janeiro (-2,8%) e Pará (-2,6%).
Segundo Nunes, desde a greve dos caminhoneiros no ano passado "os alimentos mostram uma evolução de preços". Ela destacou que, em abril do ano passado, a inflação acumulada em 12 meses para os alimentos estava em -4,78%. Já em abril deste ano, o indicador registrou alta de 9,10%.

Conjunturalmente, enfatizou, o país tem um grande contingente de desempregados e um mercado de trabalho que segue estagnado. "Essa situação dificulta o crescimento da massa de rendimentos, que é o que impulsiona o consumo", afirmou a pesquisadora do IBGE.
Supermercado em Fortaleza; vendas do segmento puxaram a queda do varejo em abril, segundo o IBGE — Foto: Walter Craveiro
Supermercado em Fortaleza; vendas do segmento puxaram a queda do varejo em abril, segundo o IBGE — Foto: Walter Craveiro

O indicador de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, ficou estável em abril, na comparação com o mês anterior.
Por sua vez, a receita nominal do varejo caiu 0,3% na passagem de março para abril. No confronto a março de 2018, a receita do setor teve alta de 7,1%.

Veja o desempenho de cada segmento em abril:
  • Combustíveis e lubrificantes: 0,3%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,8%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -5,5%
  • Móveis e eletrodomésticos: 1,7%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,7%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 4,3%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -8%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -0,4%
  • Veículos, motos, partes e peças: 0,2%
  • Material de construção: 1,4%
“Todas as atividades estão em trajetória descendente [em 12 meses], à exceção de outros artigos pessoal e de uso doméstico, a única que mostra crescimento, mas que tem pouca participação na receita total do setor”, destacou a gerente da pesquisa, explicando que grande deste último segmento é representada pelas lojas de departamento, virtuais e físicas, que vendem uma gama variada de produtos.

Histórico do desempenho do varejo para meses de abril
Variação do volume de vendas, na comparação com meses de março, em %,
Created with Highcharts 5.0.9-0,1-0,10,10,10,90,90,60,6-0,3-0,3-1-10,20,2221,91,9-0,6-0,6abr/2010abr/2011abr/2012abr/2013abr/2014abr/2015abr/2016abr/2017abr/2018abr/2019-1,5-1-0,500,511,522,5
Fonte: IBGE

Incertezas e perspectivas
Os primeiros indicadores de maio mostram que a atividade econômica segue em ritmo lento, com um nível de consumo ainda bem abaixo do período pré-recessão, em meio à incertezas sobre o ritmo de tramitação de reformas no Congresso e elevado desemprego.

A produção industrial cresceu 0,3%, em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior, mas o avanço foi insuficiente para recuperar a perda de 1,4% de março. Nos 4 primeiros meses de 2019, o setor industrial passou a acumular uma queda de 2,7% frente ao mesmo período de 2018.

O 1º trimestre foi marcado por uma perda de força da economia, reforçando a leitura de uma atividade econômica estagnada. O PIB (Produto Interno Bruto) recuou 0,2% nos 3 primeiros meses do ano, na comparação com o 4º trimestre, a primeira retração da economia desde 2016.

O índice que mede a confiança do comércio voltou a cair em maio, retornando ao mesmo nível de setembro de 2018, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, o mercado reduziu a projeção de alta do PIB em 2019 para 1%. Foi a 15ª queda consecutiva do indicador. E parte dos analistas já fala em PIB abaixo de 1%, abaixo do resultado registro em 2017 e 2018, quando a economia cresceu 1,1% em cada um dos anos.

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    terça-feira, 11 de junho de 2019

    Percentual de famílias endividadas sobe pelo 5º mês seguido e chega a 63,4%, diz CNC

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    Trata-se do maior nível desde setembro de 2015. Já a proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso subiu para 24,1% em maio.
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     Por G1  

     Postado em 11 de junho de 2019 às 18h10m  
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    O endividamento das famílias registrou a quinta alta consecutiva em maio, de acordo com um levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta terça-feira (11).

    No mês passado, o percentual de famílias brasileiras endividadas alcançou 63,4%, um aumento de 0,7 ponto percentual (p.p.) em relação a abril (62,7%). Trata-se do maior percentual desde setembro de 2015 (63,5%).

    Na comparação com maio do ano passado, o crescimento apurado foi de 4,4 pontos percentuais.

    O indicador considera dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

    Endividamento das famílias
    Em % de famílias
    Created with Highcharts 5.0.9jan/18fev/18mar/18abr/18mai/18jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/1958596061626364
    Fonte: CNC

    Já a proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso, ou seja, inadimplentes, passou de 23,9% em abril para 24,1% maio, o maior percentual desde maio de 2018.

    Já o número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes, ficou estável em 9,5% na comparação com o mês anterior, e teve uma baixa de 0, 4 p.p. na comparação com maio de 2018 (9,9%).

    Entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas ficou estável em maio de 2019, mantendo-se em 29,3%. Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 62,9 dias em maio de 2019 – inferior aos 64,4 dias de maio de 2018. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de sete meses, sendo que 25,3% delas estão comprometidas com dívidas de até três meses e 31,3%, por mais de um ano.
    Principais tipos de dívidas das famílias em maio — Foto: Divulgação/CNC Principais tipos de dívidas das famílias em maio — Foto: Divulgação/CNC
    Principais tipos de dívidas das famílias em maio — Foto: Divulgação/CNC 

    O cartão de crédito foi mais uma vez apontado como o principal tipo de dívida por 78,6% das famílias endividadas, seguido por carnês (15,8%) e financiamento de carro (10,5%).

    A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

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