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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Pinças em nanoescala podem realizar 'biópsias' de moléculas individuais em células, aponta novo estudo

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Usando impulsos elétricos, as 'pinças' podem extrair DNA, proteínas e organelas individuais das células vivas sem destruí-las. Técnica pode ajudar pesquisadores a desenvolver novos tratamentos.
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Por G1 

Postado em 04 de dezembro de 2018 às 18h00m 
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Ilustração mostra as nano-pinças extraindo uma mitocôndria de uma célula. — Foto: Imperial College London 
Uma nova técnica permite aos pesquisadores extrair moléculas únicas de células vivas, sem destruí-las. A pesquisa, publicada na segunda-feira (3) na revista "Nature Nanotechnology", pode ajudar os cientistas a construir um "atlas de células humanas", fornecendo novas informações sobre o funcionamento das células saudáveis ​​e o que acontece de errado nas células doentes.

Usando impulsos elétricos, as 'pinças' podem extrair DNA, proteínas e organelas individuais das células vivas sem destruí-las.

A técnica foi desenvolvida por uma equipe liderada pelo professor Joshua Edel e pelo Dr. Alex Ivanov, no Imperial College London, em Londres.

A catalogação da diversidade de células aparentemente idênticas, mas que têm composições muito diferentes ao nível da molécula única (como as células do cérebro, músculo ou células adiposas), pode ajudar os pesquisadores a entender melhor os processos celulares fundamentais e projetar modelos aprimorados de doenças, e até mesmo novas terapias específicas para cada paciente.

No entanto, os métodos tradicionais para estudar essas diferenças normalmente envolvem o estouro da célula, resultando na mistura de todo o seu conteúdo. Isso resulta não apenas na perda de informações espaciais - como os conteúdos foram dispostos em relação uns aos outros, mas também em informações dinâmicas, como mudanças moleculares na célula ao longo do tempo.

O Professor Joshua Edel, do Departamento de Química da Imperial, disse: "Com nossas pinças, podemos extrair o número mínimo de moléculas que precisamos de uma célula em tempo real, sem danificá-la.

"Nós demonstramos que podemos manipular e extrair várias partes diferentes de diferentes regiões da célula - incluindo as mitocôndrias do corpo celular, RNA de diferentes locais no citoplasma e até DNA do núcleo", disse Edel.

As pinças
As pinças são formadas a partir de uma haste de vidro afiada que termina com um par de eletrodos feitos de um material à base de carbono muito parecido com grafite. A ponta tem menos de 50 nanômetros de diâmetro (um nanômetro é um milionésimo de milímetro) e é dividida em dois eletrodos, com uma lacuna de 10 a 20 nanômetros entre eles.

Ao aplicar uma voltagem de corrente alternada, esse pequeno espaço cria um poderoso campo elétrico altamente localizado que pode reter e extrair pequenos conteúdos de células, como DNA e fatores de transcrição - moléculas que podem alterar a atividade dos genes.

O método é baseado em um fenômeno chamado dieletroforese. As pinças geram um campo elétrico suficientemente alto, permitindo a captura de certos objetos, como moléculas e partículas únicas. A capacidade de identificar moléculas individuais que formam uma célula a diferencia das tecnologias alternativas.

A técnica poderia potencialmente ser usada para realizar experimentos não possíveis no momento. Por exemplo, as células nervosas requerem muita energia para disparar mensagens pelo corpo, então elas contêm muitas mitocôndrias para ajudá-las a funcionar. No entanto, ao adicionar ou remover mitocôndrias de células nervosas individuais, os pesquisadores poderiam entender melhor seu papel, particularmente em doenças neurodegenerativas. 

O Dr. Alex Ivanov, do Departamento de Química da Imperial, disse: "Essas pinças em nanoescala poderiam ser uma adição vital à caixa de ferramentas para manipular células individuais e suas partes".

"Estudando células vivas em nível molecular, podemos extrair moléculas individuais do mesmo local com resolução espacial sem precedentes e em vários pontos no tempo. Isso pode fornecer uma compreensão mais profunda dos processos celulares e estabelecer por que as células do mesmo tipo podem ser muito diferentes umas das outras", disse Alex Ivanov, do Departamento de Química da Imperial. 
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Nasa chega ao asteroide Bennu em busca da maior amostra já retirada de um objeto espacial do tipo

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Esta será a primeira vez que a agência irá recolher amostras de um asteroide e trazer para a Terra. A previsão é que o material volte para a análise em 2023.
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Por G1 

Postado em 03 de dezembro de 2018 às 18h30m 
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Esse é o início da coleta de amostras da superfície, que será feita até 2020 com a ajuda dos equipamentos enviados pelos astrônomos. O material deverá chegar à Terra em 2023, quando os cientistas analisarão a composição e o comportamento do objeto espacial.

Em agosto deste ano, a Osiris-Rex se aproximou do Bennu e fez as primeiras imagens. Ela foi lançada em setembro de 2016 e, desde então, está viajando até o asteroide – foram 2 bilhões de km. A sonda observará a superfície até 2020 com a ajuda de cinco instrumentos e escolherá um bom local para colher as amostras.

Poucos minutos antes das 15h desta segunda-feira (horário de Brasília), a Nasa iniciou uma transmissão ao vivo para mostrar a chegada da missão ao asteroide. Às 15h08, a equipe anunciou: "nós chegamos" e comemoraram o feito.
Veja o vídeo abaixo: 



















Achievement unlocked: "We have arrived!" Our @OSIRISREx mission reached asteroid Bennu, where it will spend almost a year mapping and studying to find a safe location to collect a sample. Watch: https://www.pscp.tv/NASA/1kvJpEwOQgOxE …















Nasa lança a sonda Osiris-Rex atrás do asteroide Bennu — Foto: Divulgação/Nasa 

O Bennu
O antigo asteroide é conhecido pelos cientistas desde 1999. Ele foi escolhido como objeto de pesquisa por diferentes motivos, mas, o mais instigante deles, é a pequena chance de se chocar com a Terra no próximo século.

Há uma possibilidade – 1 chance em 2,7 mil, de acordo com a Nasa – de o Bennu atingir a Terra em 2135. O nome escolhido, inclusive, é uma homenagem a uma ave mitológica egípcia que tem parte do seu significado ligado à morte.

Para monitorar e chegar a conclusões mais precisas sobre a possível colisão, a Nasa criou a missão. O Bennu viaja ao redor do Sol a uma velocidade de 101.389 km/h e pode ser observado a cada seis anos a partir da Terra.

Ele foi escolhido entre os cerca de 500 mil asteroides do Sistema Solar, tem o tamanho adequado para o estudo científico e é um dos asteroides mais antigos conhecidos pelos astrônomos.

Bennu também é rico em carbono, o tipo de corpo cósmico que forneceu à Terra materiais que propiciaram a vida há bilhões de anos.
Simulação do momento em que a sonda OSIRIS-REx contacta o asteroide Bennu — Foto: Nasa

A missão
A missão OSIRIS-REx não é a primeira a visitar um asteroide e tentar recolher uma amostra. O Japão e a Europa são os pioneiros no assunto e já conseguiram aterrissar em um cometa.

Mas essa é a primeira missão de retorno de amostras de asteroides feita pela Nasa, e seu objetivo é trazer à Terra a maior amostra da história, na ordem de 60 gramas.

Os homens americanos que caminharam na Lua durante a era Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, coletaram e transportaram para a Terra 382 kg de rochas lunares.


Nasa lança sonda em direção a asteroide Bennu

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Mercado prevê menos inflação e alta menor do PIB neste ano

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Na sexta queda consecutiva, estimativa de inflação para 2018 passa de 3,94% para 3,89%. Previsão de alta do PIB neste ano recua de 1,39% para 1,32%.
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 

Postado em 03 de dezembro de 2018 às 11h00m 
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Os analistas das instituições financeiras baixaram a estimativa de inflação para 2018 e também reduziram a previsão de crescimento da economia para este ano.
As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o mercado financeiro reduziu a previsão de 3,94% para 3,89% para este ano. Foi a sexta queda seguida deste indicador.
A expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). 
Para 2019, os economistas das instituições financeiras diminuíram sua expectativa de inflação de 4,12% para 4,11%, na quarta queda seguida do indicador. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.  

ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS

PREVISÃO 2018 2019
Produto Interno Bruto (PIB) 1,32% 2,53%
Inflação 3,89% 4,11%
Taxa básica de juros (Selic) 6,50% 7,75%
Dólar R$ 3,75 R$ 3,80
Balança comercial (saldo) US$ 58 bilhões US$ 52,2 bilhões
Investimento Estrangeiro Direto US$ 70 bilhões US$ 76 bilhões

Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 1,39% para 1,32% na semana passada. 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A queda na previsão de alta do PIB para este ano aconteceu após a divulgação do resultado do terceiro trimestre – que apontou crescimento de 0,8% contra os três meses anteriores.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado financeiro para expansão da economia subiu de 2,50% para 2,53%.

Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5%.

Outras estimativas
  1. Taxa de juros - O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro permaneceu em 7,75% ao ano. Com isso, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.
  2. Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,78 para R$ 3,80 por dólar.
  3. Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 ficou estável em US$ 58 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu em US$ 52,2 bilhões.
  4. Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, continuou em US$ 70 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou inalterada em US$ 76 bilhões.
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