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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Não há necessidade 'neste momento' de aumentar impostos, diz Meirelles

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Declaração foi feita após divulgação de queda na arrecadação do governo.
Ministro da Fazenda vê aumento de receita com privatizações.

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Karina Trevizan-Do G1, em São Paulo
29/09/2016 12h22 - Atualizado em 29/09/2016 13h35
Postado às 13h50m
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala a jornalistas em São Paulo (Foto: Karina Trevisan/G1)Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala a jornalistas em São Paulo (Foto: Karina Trevizan/G1)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (29) que não há necessidade de aumento de impostos neste ano, ainda que a arrecadação do governo siga em queda.
“Neste ano, não se configura necessidade de aumento de impostos. Todas as projeções que estamos fazendo no relatório bimestral da evolução das contas públicas mostram que não se configura a necessidade de aumento de impostos, e essa queda de arrecadação estava prevista nas nossas projeções", afirmou o ministro.

Para 2017, Meirelles também apontou que não há previsão de aumento de impostos, acrescentando que há expectativa de alta na arrecadação do governo pela retomada da atividade econômica e por receita vinda de privatizações e concessões.
“A princípio, no Orçamento de 2017 não contemplamos neste momento a necessidade de aumento de impostos. Existe sim uma necessidade de aumento da arrecadação total e acreditamos que uma parte dela virá do crescimento do PIB, e também existe receita de privatizações, concessões."

Números divulgados pela Secretaria da Receita Federal nesta quinta mostram que a arrecadação de impostos e contribuições federais não só continuou a cair em agosto, mas que o recuo dos valores arrecadados se intensificou.

A arrecadação caiu 10% e registrou o pior agosto em 7 anos. A arrecadação federal somou R$ 91,8 bilhões, queda real (descontada a inflação) de 10,12% em relação ao mesmo mês de 2015.

Meirelles afirmou que que a queda na arrecadação já era esperada, e acrescentou que o resultado “mostra a necessidade de fazer o ajuste” proposto pelo governo.

“É uma tendência histórica já comprovada de que quando o PIB está aumentando, a arrecadação cresce mais ainda. Quando o PIB está caindo, a arrecadação cai mais. O que nós estamos vendo agora é o resultado dessa recessão profunda em que o Brasil entrou já no final de 2014. Isso mostra a necessidade de fazer o ajuste que nós estamos propondo”, afirmou.


A PEC [dos gastos] é muito simples e muito objetiva. Não há muito o que ceder"
Autor
Despesas públicas
Meirelles disse que há boas perspectivas de aprovação pelo Congresso de medidas de ajuste econômico propostas pelo governo, especialmente a limitação da evolução dos gastos públicos pela inflação.

“É uma proposta que estamos hoje bastante confiantes de que será aprovada. Tivemos a reunião nesta semana e estavam lá grande parte dos líderes partidários no Palácio da Alvorada. O resultado foi bastante positivo”, afirmou.

O ministro afirmou que a expectativa é que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o crescimento dos gastos seja aprovada ainda neste ano pelo Congresso. Perguntado sobre o quanto o governo estaria disposto a "ceder" para que a proposta seja aprovada, Meirelles respondeu que "não há muito o que ceder". "A PEC é muito simples e muito objetiva. Ela não há muito o que ceder", disse.
Teto dos gastos (Foto: g1)
Previdência
Meirelles também voltou a defender a necessidade de uma reforma na Previdência, afirmando que a carga tributária “teria que aumentar 10% nos próximos anos só para bancar o aumento do déficit da Previdência”.


O ministro relatou uma viagem que fez à Alemanha para ilustrar a defesa da reforma do sistema brasileiro. “Era a época em que a Grécia estava tendo problemas. Eu provoquei o taxista e perguntei: ‘você não acha que a Alemanha deveria ajudar a Grécia?’. Ele respondeu: ‘se eu acho que eu vou ter que trabalhar até os 67 anos de idade para pagar a aposentadoria do grego que se aposenta com 60? Não. Eles vão ter que trabalhar um pouco mais também'".
A proposta de reforma, segundo Meirelles, "ainda não está definida". "A ideia é enviar a reforma da Previdência [ao Congresso] nas próximas semanas e esperamos que ela seja aprovada no correr do ano que vem, idealmente no primeiro semestre."

"É o que nós temos dito, mais importante do que a idade com que a pessoa vai se aposentar, se é mais alguns anos pra lá ou mais alguns anos pra cá, é a garantia de que todos vão receber a aposentadoria", repetiu o ministro. "Em alguns estados [brasileiros] já tem preocupação com a solvência das previdências estaduais. Em muitos países, a Previdência quebrou."

'Momento de ajuste'
O ministro disse que melhora dos índices de confiança e perspectivas para a economia não deve ser entendida como solução para a atual crise brasileira. “Temos passado a mensagem de que esta retomada da confiança e melhora gradativa das perspectivas não devem fazer com que se passe a se achar que o problema está resolvido. 


Existe uma antecipação das mudanças, mas essas mudanças precisam ser concretizadas”, afirmou. “É o momento do ajuste, e essa é a boa notícia”, disse Meirelles, que particiou de evento com empresários em São Paulo.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

58,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em setembro, diz CNC

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Resultado é maior do que em agosto, mas 5,3 p.p menor do que há um ano.
Do total, 9,6% disseram não ter como pagar as dívidas adquiridas.

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Do G1, no Rio
28/09/2016 10h37 - Atualizado em 28/09/2016 11h07
Postado às 23h45m
BDBR - Contas atrasadas (Foto: Rede Globo)58,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em setembro, mostra CNC (Foto: Rede Globo)

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostrou que, em setembro, 58,2% das famílias brasileiras estavam endividadas. Este resultado é maior do que o observado em agosto (58%), mas é menor do que há um ano, quando havia sido 63,5%. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

“A retração do consumo, em virtude da persistência da inflação e da contração da renda, além do elevado custo do crédito, explica essa redução na comparação anual”, analisou o economista da CNC Bruno Fernandes, em nota.

A entidade ressaltou que a manutenção de altas taxas de juros e a instabilidade do mercado de trabalho ampliaram o percentual das famílias com contas ou dívidas em atraso, tanto na comparação mensal como na anual. "Em setembro de 2015, este percentual era de 23,1% e agora é de 24,6%. No mês passado, esse total foi de 24,4%".

Segundo a CNC, o cartão de crédito segue no topo da lista do tipo de dívida, com 76,3%, seguido do carnê, com 14,8%, e do financiamento de carro, 10,9%.

Contas em atraso e inadimplência
O levantamento mostrou ainda que do total das famílias, 9,6% disseram "não ter como pagar as dívidas adquiridas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro". Esse resultado é maior do que agosto, 9,4%, e superior ao observado em setembro de 2015, quando havia sido 8,6%.


O percentual de brasileiros que relataram estar "muito endividados", no entanto, caiu de agosto para setembro, de 14,6% para 14,4%. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 0,5 ponto percentual, informou a CNC.

O tempo médio das contas atrasadas foi de 63,2 dias, e o tempo médio de comprometimento com dívidas foi de 7,1 meses. Do total das famílias brasileiras, 21% estão com mais da metade da sua renda comprometida com este tipo de pagamento.
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Setor de máquinas e equipamentos tem queda de 17,4% no faturamento

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Queda de agosto é pressionada pelo cenário recessivo da economia.
Nos 8 primeiros meses do ano, recuo foi de 27,3% sobre um ano antes.

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Da Reuters
28/09/2016 13h30 - Atualizado em 28/09/2016 13h44
Postado às 18h15m
A indústria de máquinas e equipamentos do Brasil teve queda de 17,4% no faturamento de agosto ante o mesmo mês do ano passado, pressionada pelo cenário recessivo da economia, que voltou a pesar sobre a carteira de encomendas.

Segundo a associação que representa o setor, Abimaq, os fabricantes de máquinas e equipamentos do país faturaram R$ 5,7 bilhões em agosto, acumulando nos oito primeiros meses do ano um recuo de 27,3% sobre um ano antes, a R$ 45 bilhões.

A carteira de pedidos encerrou o mês passado com encomendas suficientes para 2,6 meses, uma queda de 7,4% em relação ao mesmo período de 2015, informou a entidade.

O uso da capacidade instalada do setor encerrou agosto em 66,5%, ante 68,6% ao final de agosto de 2015.
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