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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Dilma diz que ficou 'estarrecida' com trecho de relatório do FMI

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Fundo monetário piorou previsão de queda na economia do país.
Presidente participou de evento do PDT nesta sexta em Brasília. 

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Laís Alegretti e Filipe MatosoDo G1, em Brasília
22/01/2016 13h40 - Atualizado em 22/01/2016 14h27
Postado às 14h45m

Dilma discursou em evento do PDT em Brasília (Foto: Laís Alegretti/G1)Dilma discursou em evento do PDT em Brasília (Foto: Laís Alegretti/G1)

A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (22), que ficou "estarrecida" com trecho do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia do país.

A presidente criticou a parte em que o órgão previu a "continuidade da situação crítica no Brasil". Ela deu a declaração em evento do PDT, em Brasília.

Nesta semana, o FMI piorou a perspectiva de queda da economia brasileira em 2016 e informou que não vê mais retomada do crescimento em 2017 – como era previsto pela entidade em outubro. A piora na economia brasileira vai pesar sobre a economia mundial como um todo, segundo o fundo.

"Eu fiquei recentemente estarrecida com uma frase que li no relatório do FMI. Nós sabemos que o FMI fala muita coisa. 

No último relatório dele, avaliando a economia internacional, ele diz que três fatores são muito relevantes no atual cenário e explica as dificuldades que o mundo enfrenta: a diminuição do crescimento da China, instabilidade no Oriente Médio, e o terceiro era a continuidade da situação crítica no Brasil", afirmou a presidente.
Em seguida, Dilma comentou o trecho em que o relatório atribui a situação crítica do país não à economia, mas à instabilidade política e às investigações da Operação Lava Jato.
"Ao que ele [FMI] atribuía a situação crítica do Brasil? Não era da economia, eram duas coisas. 

Instabilidade política e o fato de as investigações quanto à Petrobras terem prazo de duração maior e mais profundo do que eles esperavam, e que isso seriam os dois principais fatores responsáveis pelo fato de eles terem de rever posição do FMI em relação ao crescimento da economia no Brasil", continuou Dilma.

Nesse ponto do discurso, a presidente afirmou que tem certeza que o Brasil vai alcançar a estabilidade política e terá tranquilidade para retomar o crescimento econômico.

"Na democracia, é absolutamente normal que a oposição critique, que qualquer um critique, se manifeste, divirja do que está acontecendo. Isso é normal, mas nós não podemos aceitar que as questões essenciais para o país não sejam objeto de ação conjunta para voltarmos a gerar emprego e renda. Faremos nossa parte", disse.

A presidente afirmou que "tem gente que acaba com programa social porque tem de acabar" e disse que o governo dela não faz isso. "Nós assegurarmos, reformamos para melhorá-los e preservá-los. Vamos voltar a investir no Brasil e vai voltar a crescer. Temos fundamentos sólidos mesmo diante de uma crise.

[...] Nós não vamos parar com a inclusão social e não vamos parar de dizer que a educação é uma questão central", afirmou.

Banco Central
Na terça-feira (19), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, divulgou uma nota na qual comentava o relatório do FMI. No texto, Tombini dizia que as revisões no crescimento do país realizadas pelo fundo monetário foram "significativas".


Segundo o presidente do BC admitiu a alguns interlocutores, ele estava consciente de que a nota causaria controvérsia, mas avaliava que, se a surpresa ficasse para quarta-feira, dia do anúncio da decisão do Copom, anunciada na quarta-feira, os danos seriam ainda maiores.

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Emprego na indústria cai pelo 11º mês consecutivo

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O setor acumula queda de 6% no ano e de 5,9% em 12 meses, diz IBGE.
Em novembro de 2015, o recuo foi de 0,4% na comparação com outubro.

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Marta CavalliniDo G1, em São Paulo
22/01/2016 09h05 - Atualizado em 22/01/2016 09h51
Postado às 10h35m

Emprego industrial
(Em %, no acumulado de 11 meses de cada ano)
Created with @product.name@ @product.version@2,1-53,41-1,4-1,1-3,2-6Ano 2008Ano 2009Ano 2010Ano 2011Ano 2012Ano 2013Ano 2014Ano 20150-7,5-5-2,52,55Ano 2015● em %: -6
Fonte: IBGE
O emprego na indústria caiu pelo 11º mês seguido. Em novembro de 2015, o recuo foi de 0,4% na comparação com outubro. Na comparação com igual mês de 2014, o emprego industrial mostrou queda de 7,2%. Com esse resultado, o setor acumula queda de 6% no ano de 2015 até novembro e de 5,9% em 12 meses. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda de 7,2% na comparação com mesmo mês de 2014 é o 50º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto.

O recuo de 5,9% na taxa acumulada nos últimos 12 meses foi o maior desde o início da série histórica, em dezembro de 2000, e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%), segundo o IBGE.
Setores
Na comparação com novembro de 2014, o emprego caiu em 17 dos 18 ramos pesquisados pelo IBGE, com destaque para meios de transporte (-14,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,8%), máquinas e equipamentos (-10,0%), borracha e plástico (-12,5%), produtos de metal (-11,7%), vestuário (-9%), minerais não-metálicos (-9,4%), outros produtos da indústria de transformação (-11%), produtos têxteis (-9,2%), metalurgia básica (-9,1%), calçados e couro (-5,1%), papel e gráfica (-3,6%), indústrias extrativas (-5,1%) e madeira (-5,6%). O único resultado positivo foi no refino de petróleo e produção de álcool (0,7%).


No acumulado dos 11 meses do ano, a taxa também ficou negativa nos 18 setores, com destaque para meios de transporte (-11,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,7%), produtos de metal (-10,7%), máquinas e equipamentos (-8%).

Horas pagas
Seguindo os outros indicadores, o de número de horas pagas aos trabalhadores da indústria também recuou. A baixa foi de 0,2% na comparação com outubro, a 9ª queda seguida. Já na comparação com novembro de 2014, o número de horas pagas diminuiu 7,7%, a 30ª taxa negativa consecutiva no tipo de comparação.
 

Emprego X produção industrial
(Em %, no acumulado de 11 meses de cada ano)
Created with @product.name@ @product.version@2,1-53,41-1,4-1,1-3,2-63,1-7,110,20,4-2,32,1-3,1-8,1Ano 2008Ano 2009Ano 2010Ano 2011Ano 2012Ano 2013Ano 2014Ano 2015-10-5051015
Fonte: IBGE
No ano, as horas pagas registraram queda de 6,6% e, em 12 meses, de 6,5% - resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

No início do mês, o IBGE disse que a produção da indústria nacional havia caído pelo 6º mês seguido. Em novembro na comparação com outubro, o recuo foi de 2,4%. A queda do penúltimo mês do ano foi a mais forte desde dezembro de 2013, quando a retração chegou a 2,8%. Já em relação a novembro do ano passado, a retração foi ainda maior, de 12,4%, a maior da série histórica do IBGE, que tem início em 2003.

Folha de pagamento
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria recuou 2,2% na comparação com outubro, quinto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período redução de 7,4%.

"No índice desse mês, verifica-se a influência negativa tanto da indústria de transformação (-1,6%), que permaneceu com taxas negativas pelo 11º mês seguido, como do setor extrativo (-0,4%)", informa o IBGE.


Na comparação com novembro de 2014, o valor da folha de pagamento real mostrou queda de 10,6%, 18ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais intensa desde o inicio da série histórica, com resultados negativos nos 18 ramos investigados.

No índice acumulado nos 11 meses de 2015, o valor da folha de pagamento real assinalou redução de 7,5%, também com taxas negativas nas 18 atividades pesquisadas.

No índice acumulado dos últimos 12 meses, a redução foi de 7,1%, resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica para o período analisado e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).


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