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sábado, 6 de julho de 2024

Bugatti Chiron de R$ 50 milhões circula por São Paulo; conheça o novo carro mais caro do país

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A unidade foi importada pela Paíto Motors, uma importadora independente de veículos de luxo, e foi vista circulando em São Paulo. Motor é um 8.0 W16 quadriturbo de 1.500 cv.
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Por g1

Postado em 06 de julho de 2024 às 06h30m

#.*Post. - N.\ 11.255*.#
Bugatti Chiron Sport — Foto: Paíto Motors
Bugatti Chiron Sport — Foto: Paíto Motors

Um Bugatti Chiron, um dos veículos mais caros e desejados do mundo, foi visto rodando em São Paulo no último final de semana. A unidade foi importada pela Paíto Motors, uma importadora independente de veículos de luxo.

O modelo importado é um intermediário Chiron Sport, uma das tantas versões que a Bugatti já fez do modelo. O esportivo tem motor 8.0 W16 quadriturbo (ou seja, dois motores V8 lado a lado) que entrega 1.500 cv de potência e 163,2 kgfm de torque.

O conjunto mecânico o faz acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2,4 segundos, e atingir a velocidade máxima de 420 km/h.

Um carro tão potente quanto caro: o Bugatti Chiron Sport tem preço estimado de R$ 50 milhões — entre valor do carro e custos de importação. O modelo passa a ser o mais caro do Brasil até o momento.

O líder do ranking até então era uma edição especial La Ferrari, que custou R$ 40 milhões e que foi importada pela mesma empresa. A identidade do dono do Chiron não foi revelada.


Bugatti Chiron de R$ 50 milhões roda por SP | Imagens: João Vilkas

Chiron por quem viu de perto

Um dos influenciadores que acompanhou o passeio do Chiron pelo bairro de Cidade Jardim, em São Paulo, foi João Vilkas, que tem quase 400 mil seguidores nas redes sociais.

"Eu já faço conteúdo deste tipo de carro, os hiper-carros, há sete anos. Mas eu não esperava ver o Chiron no Brasil. Quando vimos, eu e meus amigos, a gente queria se abraçar, foi um êxtase", conta o influenciador de 20 anos.

Vilkas conta que sempre se emociona ao ver carros do tipo. "E a Bugatti é uma empresa que sempre prezou por unir alta potência com elegância. Presencialmente, foi o carro mais potente que eu já vi e ele é muito bonito", diz.

"O ronco dele é bem mais grave que os V10 ou V12 da Lamborghini e Ferrari. Eu ainda não andei no carro, mas pretendo", disse Vilkas.

Apesar da estética exterior e do motor que é considerado por muitos um primor da engenharia automotiva, o Chiron não tem central multimídia. A marca fez essa escolha para que o interior do modelo não envelhecesse conforme a tecnologia dos displays fosse evoluindo.

Veja mais imagens abaixo.

Bugatti Chiron Sport que rodou por São Paulo

Bugatti Chiron Sport
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Bugatti Chiron Sport — Foto: Paíto Motors


Bugatti Chiron Sport
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Bugatti Chiron Sport — Foto: Paíto Motors














Bugatti é uma marca francesa, com sede em Molsheim (França), mas seu fundador foi um italiano, Ettore Bugatti, que criou a empresa em 1909.

A história da Bugatti é recheada de muitos altos e baixos. A marca começou como uma escuderia que projetava belos carros para rua também, assim como a Ferrari. Após a morte de seu fundador em 1941, a fabricante passou por tempos difíceis e teve que fechar as portas na década seguinte.

Na década de 1980, a marca voltou para o mercado sob o controle italiano, mas novamente durou pouco tempo: entrou em falência em 1995. Três anos depois, o Grupo Volkswagen comprou a marca Bugatti e investiu na retomada dos hiper-carros.

O Bugatti Chiron é um dos três icônicos modelos da marca:

  • O Veyron, seu antecessor, tinha 1.001 cv de potência e acelerava de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos. A versão original alcançava 407 km/h. Já a configuração Super Sport foi reconhecida pelo Guinness como o carro de rua mais rápido do mundo, chegando a 431 km/h. O modelo foi lançado em 2005 e no primeiro ano já foi escolhido como o carro da década pelo programa de TV britânico Top Gear.
  • O sucessor Tourbillon chega aos primeiros compradores em 2026. Ele dispõe de 1.800 cv e faz a prova saindo da inércia até os 100 km/h em 2 segundos. Serão produzidas inicialmente apenas 250 unidades e o preço é de 3,6 milhões de euros, o equivalente a R$ 21 milhões em conversão direta — sem os custos de importação.

De volta ao Chiron: o modelo é uma homenagem ao piloto Louis Alexandre Chiron, um automobilista que participou de corridas de Grandes Prêmios (Grand Prix), antes do surgimento da Fórmula 1.

Chiron participou da primeira corrida da principal categoria do automobilismo mundial e é, até hoje, o piloto mais velho a participar de uma corrida de Fórmula 1: em 1958, aos 58 anos, ele correu pela última vez em seu território, o GP de Mônaco.

A unidade que chegou ao Brasil foi fabricada entre 2018 e 2021, e é da série especial Sport, limitada a 60 unidades das 500 que a marca já fabricou do modelo. No site oficial de imprensa da marca, existem seis versões diferentes: Chiron (tradicional), Profilée, Pur Sport, Sport, Super Sport e Super Sport 300+.

Mas o Chiron não parou por aí. Foram mais 20 unidades da edição comemorativa de 110 anos da Bugatti, a Ans 110. Existe ainda a Chiron Noir (também com apenas 20 unidades no mundo) e a L'Ultime.

A série especial Sport tem alguns componentes a mais que a versão "normal", como as rodas diferentes, de fibra de carbono, e itens mais leves que o deixaram com 18 kg a menos.

Veja a comparação Veyron x Chiron.

— Foto 1: Divulgação | Bugatti — Foto 2: Divulgação | Bugatti

Veja a comparação Chiron x Tourbillon.

— Foto 1: Divulgação | Bugatti — Foto 2: Divulgação | Bugatti


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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Finalmente sabemos por que algumas pessoas desenvolveram a Covid-19 e outras não

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De acordo com pesquisadores da University College London, um estudo recente publicado na revista científica Nature identificou um gene protetor em pessoas que não contraíram a doença.
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TOPO
Por Marko Nikolic*, Kaylee Worlock*

Postado em 05 de julho de 2024 às 06h00m

#.*Post. - N.\ 11.254*.#


Covid-19: Por que algumas pessoas desenvolveram a doença e outras não

Durante a pandemia, uma das principais questões era por que algumas pessoas escapavam da COVID-19, enquanto outras contraíam o vírus várias vezes.

Por meio de uma colaboração entre o University College London, o Wellcome Sanger Institute e o Imperial College London, no Reino Unido, nos propusemos a responder a essa pergunta usando o primeiro “ensaio de desafio” controlado para COVID-19 no mundo, no qual os voluntários foram deliberadamente expostos ao SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, para que este processo pudesse ser estudado em detalhes.

Voluntários saudáveis não vacinados, sem histórico prévio de COVID-19, foram expostos - por meio de um spray nasal - a uma dose extremamente baixa da cepa original do SARS-CoV-2.

Os voluntários foram então monitorados de perto em uma unidade de quarentena, com testes regulares e amostras coletadas para estudar sua resposta ao vírus em um ambiente altamente controlado e seguro.

Para nosso estudo mais recente, publicado na revista Nature, coletamos amostras de tecido localizado no meio do caminho entre o nariz e a garganta, bem como amostras de sangue de 16 voluntários. Essas amostras foram coletadas antes de os participantes serem expostos ao vírus, para nos fornecer uma medição de linha de base, e depois em intervalos regulares.

Em seguida, as amostras foram processadas e analisadas com a tecnologia de sequenciamento de célula única (single-cell sequencing), que nos permitiu extrair e sequenciar o material genético de células individuais. Com essa tecnologia de ponta, pudemos acompanhar a evolução da doença em detalhes sem precedentes, desde antes da infecção até a recuperação.

Estudo com voluntários infectados deliberadamente com o vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, identificou três grupos distintos de desenvolvimento da doença e ligou isso a suas repostas imunes e terem um gene específico. — Foto: Prefeitura de Botucatu/Divulgação
Estudo com voluntários infectados deliberadamente com o vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, identificou três grupos distintos de desenvolvimento da doença e ligou isso a suas repostas imunes e terem um gene específico. — Foto: Prefeitura de Botucatu/Divulgação

Para nossa surpresa, descobrimos que, apesar de todos os voluntários terem sido cuidadosamente expostos à mesma dose exata do vírus da mesma maneira, nem todos acabaram testando positivo para a COVID-19.

De fato, conseguimos dividir os voluntários em três grupos distintos de infecção. Seis dos 16 voluntários desenvolveram COVID-19 leve típica, testando positivo por vários dias com sintomas semelhantes aos de um resfriado. Nós nos referimos a esse grupo como o “grupo de infecção sustentada”.

Dos dez voluntários que não desenvolveram uma infecção contínua, o que sugere que eles conseguiram combater o vírus logo no início, três desenvolveram uma infecção “intermediária”, com testes virais únicos positivos intermitentes e sintomas limitados. Nós os chamamos de “grupo de infecção transitória”.

Os últimos sete voluntários permaneceram negativos nos testes e não desenvolveram nenhum sintoma. Esse foi o “grupo de infecção abortada”. Essa é a primeira confirmação de infecções abortadas, que antes não eram comprovadas.

Apesar das diferenças nos resultados da infecção, os participantes de todos os grupos compartilharam algumas respostas imunes específicas, inclusive naqueles cujos sistemas imunes impediram a infecção.

Quando comparamos os tempos da resposta celular entre os três grupos de infecção, observamos padrões distintos. Por exemplo, nos voluntários transitoriamente infectados, nos quais o vírus foi detectado apenas brevemente, observamos um acúmulo forte e imediato de células imunes no nariz um dia após a infecção.

Isso contrastou com o grupo de infecção sustentada, no qual foi observada uma resposta mais tardia, começando cinco dias após a infecção e, possivelmente, permitindo que o vírus se instalasse nesses voluntários.

Nas pessoas no grupo de infecção transitória, conseguimos identificar células estimuladas por uma importante resposta de defesa antiviral tanto no nariz quanto no sangue. Essa resposta, chamada de “resposta de interferon”, é uma das maneiras pelas quais nosso corpo sinaliza ao sistema imune para que ajude a combater um vírus e outras infecções.

Ficamos surpresos em descobrir que essa resposta foi detectada no sangue antes de ser detectada no nariz, o que sugere que a resposta imune se espalha muito rapidamente a partir do nariz.

Gene protetor

Por fim, identificamos um gene específico, chamado HLA-DQA2, que foi expresso (ativado para produzir uma proteína) em um nível muito mais alto nos voluntários que não desenvolveram uma infecção sustentada e, portanto, poderia ser usado como um marcador de proteção.

Portanto, talvez possamos usar essas informações e identificar aqueles que provavelmente estarão protegidos contra a COVID-19 grave.

Essas descobertas nos ajudam a preencher algumas lacunas em nosso conhecimento, apresentando um quadro muito mais detalhado sobre como nossos corpos reagem a um novo vírus, especialmente nos primeiros dias de uma infecção, o que é crucial.

Podemos usar essas informações para comparar nossos dados com outros dados que estamos gerando atualmente, especificamente quando “desafiamos” os voluntários a outros vírus e cepas mais recentes da COVID-19.

Diferentemente deste nosso último estudo, esses estudos incluirão principalmente voluntários que foram vacinados ou infectados naturalmente, ou seja, pessoas que já têm alguma imunidade.

Nosso estudo tem implicações significativas para futuros tratamentos e desenvolvimento de vacinas. Ao comparar nossos dados com voluntários que nunca foram expostos ao vírus com aqueles que já têm imunidade, poderemos identificar novas formas de induzir a proteção e, ao mesmo tempo, ajudar no desenvolvimento de vacinas mais eficazes para futuras pandemias. Em essência, nossa pesquisa é um passo em direção a uma melhor preparação para a próxima pandemia.

* Marko Nikolic é pesquisador principal e consultor honorário em medicina respiratória na University College London.

* Kaylee Worlock é pesquisadora de pós-doutorado em biologia molecular e celular na University College London.

** Este texto foi publicado originalmente no site da The Conversation Brasil.

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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Em Campinas, Lula lança superlaboratório orçado em R$ 1 bilhão: 'O melhor do mundo'

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Estrutura de biossegurança máxima permitirá pesquisas com patógenos capazes de causar doenças graves e com alto grau de transmissibilidade, possibilitando o desenvolvimento de vacinas e tratamentos.
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Por João Gabriel Alvarenga, g1 Campinas e Região

Postado em 04 de julho de 2024 às 17h40m

#.*Post. - N.\ 11.253*.#


Lula discursa no CNPEM em Campinas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em agenda em Campinas (SP) na tarde desta quinta-feira (4), lançou a pedra fundamental do complexo laboratorial Orion, estrutura científica de biossegurança máxima que vai funcionar dentro do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

A união dos dois laboratórios, inédita no mundo, vai permitir que pesquisadores brasileiros estudem patógenos de forma segura e avançada. Com isso, será possível desenvolver, dentro de território brasileiro e sem dependência de estruturas científicas estrangeiras, vacinas e medicamentos para novas doenças.

"E é isso que me faz ficar orgulhoso de vir aqui participar de um lançamento de pedra fundamental de um centro de pesquisa extraordinário como esse. De um laboratório em que não tem similar no mundo. Eu tenho orgulho de falar, somente o Brasil tem", disse Lula, em discurso.

Presidente Lula e Antônio José Roque, diretor-geral do CNPEM, durante agenda em Campinas — Foto: Pedro Santana/EPTV
Presidente Lula e Antônio José Roque, diretor-geral do CNPEM, durante agenda em Campinas — Foto: Pedro Santana/EPTV

Lula conheceu a estrutura do projeto Sirius, que também vai receber recursos do novo PAC para expansão, e foi presenteado pelo diretor-geral do CNPEM, Antônio José Roque, com uma maquete do complexo laboratorial.

"Eu vou andar com essa maquete dizendo, vocês conhecem isso aqui? Vocês conhecem isso aqui? Vocês conhecem o que que eu vou fazer? Vocês conhecem? Aqui, olha. É uma coisa extraordinária que coloca o Brasil na vanguarda", afirmou o presidente.

Lula lança pedra fundamental do laboratório Orion em Campinas

Agenda em Campinas

A primeira agenda do presidente em Campinas foi no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde lançou a pedra fundamental do Orion, complexo laboratorial de biossegurança máxima orçado em R$ 1 bilhão. A estrutura científica é inédita no mundo.

Ainda no CNPEM, Lula anunciou a liberação de recursos para a ampliação do projeto Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas.

Veja detalhes do laboratório de biossegurança máxima que será construído em Campinas

O que é o Orion

Projetado para ser uma estrutura única no mundo, o Orion, laboratório de biossegurança máxima (NB4) de R$ 1 bilhão, cuja obra integra o Novo PAC, promete alavancar a ciência brasileira. O complexo será construído no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Além de ser o primeiro laboratório dessa classificação em toda a América Latina, o Orion terá uma característica que nenhum outro NB4 em atividade possui: é a primeira vez que a estrutura desse tipo estará conectada a uma fonte de luz síncrotron, o Sirius, acelerador de partículas brasileiro.

Perspectiva artística do Orion, complexo laboratorial de máxima contenção biológica que será construído no CNPEM, em Campinas (SP), como parte do novo PAC do governo federal — Foto: Reprodução/CNPEM
Perspectiva artística do Orion, complexo laboratorial de máxima contenção biológica que será construído no CNPEM, em Campinas (SP), como parte do novo PAC do governo federal — Foto: Reprodução/CNPEM

  • 🧪 O complexo laboratorial de máxima contenção biológica representa um avanço para o Brasil, que permitirá pesquisas com patógenos capazes de causar doenças graves e com alto grau de transmissibilidade (das chamadas classes 3 e 4) - estrutura essa que não existe até hoje em toda a América Latina.
  • 💉 Possuir um laboratório de biossegurança máxima (NB4) oferece condições ao país de monitorar, isolar e pesquisar os agentes biológicos para desenvolver métodos de diagnóstico, vacinas e tratamentos.
  • 🧫 No caso do Brasil, mais do que armazenar e manipular essas amostras biológicas, o laboratório de biossegurança máxima terá acesso exclusivo a três linhas de luz (estações de pesquisa) do Sirius, o que não existe em nenhum outro lugar do mundo.
  • 🌟 É por conta dessa conexão com o Sirius que vem o nome do projeto, Orion, em homenagem à constelação que possui três estrelas apontadas para a estrela que batizou o acelerador de partículas brasileiro.
  • 👩‍🔬 O projeto prevê a capacitação de cientistas brasileiros para lidar com agentes infecciosos desses tipos. Essa formação já integra o custo previsto de R$ 1 bilhão.
  • 🏗 O complexo laboratorial terá cerca de 20 mil metros quadrados, e sua construção está prevista para ficar pronta até 2026. Após essa etapa, o Orion passará pelo chamado comissionamento técnico e científico, e também por certificações internacionais de segurança, para que possa entrar em operação regular.
BRT e obras antienchente

Ainda em Campinas, o presidente deve inaugurar em seguida uma etapa das obras do BRT Campinas, incluindo um viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348). No mesmo evento, Lula deve formalizar a liberação de recursos federais para obras antienchente em Campinas.

O projeto de macrodrenagem da metrópole saiu do papel nesta semana, com o início das obras de um piscinão e de galerias subterrâneas no Jardim Proença, região com problema crônico de alagamentos. As obras serão financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Avenida Princesa d'Oeste, em Campinas (SP), fica completamente alagada durante temporal deste sábado (26) — Foto: Reprodução/EPTV
Avenida Princesa d'Oeste, em Campinas (SP), fica completamente alagada durante temporal deste sábado (26) — Foto: Reprodução/EPTV

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terça-feira, 2 de julho de 2024

Brasil ultrapassa EUA e se torna maior exportador de algodão do mundo

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Apesar do marco, tendência é que os dois países alternem liderança ao longo das safras. Ultrapassar os norte-americanos era uma meta apenas para 2030. 
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Por g1

Postado em 02 de julho de 2024 às 10h15m

#.*Post. - N.\ 11.252*.#

É tempo de colher algodão no Sudoeste de SP — Foto: Reprodução/TV TEM
É tempo de colher algodão no Sudoeste de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior exportador mundial de algodão com a safra 2023/2024.

O anúncio foi feito durante a 75ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seus Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada durante o 21° Anea Cotton Dinner, conferência promovida pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), em Comandatuba, na Bahia.

No evento, as entidades do setor destacaram que o posto pode não se manter na próxima safra, mas que os dois países devem seguir se alternando no topo do ranking futuramente.

Miguel Faus, presidente da Anea, alertou que a posição brasileira depende da safra americana, que tende a ser maior do que a do ano passado.

Ultrapassar os Estados Unidos em volume de exportação era uma meta do setor com previsão para ser batida apenas em 2030, mas acabou sendo alcançada antes do encerramento do ano comercial de 2023/2024, disse a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Segundo a entidade, o Brasil deve colher em torno de 3,7 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma) nesta safra e as exportações devem alcançar 2,6 milhões de toneladas. Cerca de 60% da produção já foi comercializada.

Os maiores produtores de algodão são a China e a Índia, seguidos pelos Estados Unidos, deixando o Brasil em quarto lugar no raking mundial, aponta a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Fao.

Brasil na liderança

Veja a seguir o faturamento em 2023 de outros produtos em que o Brasil é o principal exportador mundial:

  • Soja - R$ 67,25 bilhões;
  • Carne bovina - US$ 10,55 bilhões;
  • Açúcar - U$$ 18,27 milhões;
  • Carne de Frango - US$ 9,61 bilhões;
  • Café - US$ 8 bilhões;
  • Celulose - US$ 7,9 bilhões;
  • Suco de laranja - US$ 2,04 bilhões (safra 2022/2023)
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