Total de visualizações de página

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Com retração da indústria, Brasil exporta mais para o Oriente Médio do que para Argentina

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Dinâmica é um retrato da perda de espaço de produtos manufaturados brasileiros no comércio global; país tem vendido cada vez mais commodities para o mundo.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 23 de janeiro de 2023 às 11h00m

 #.*Post. - N.\ 10.645*.#

Presidente argentino na posse de Lula: país vizinho é o principal destino de produtos industriais do Brasil — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Presidente argentino na posse de Lula: país vizinho é o principal destino de produtos industriais do Brasil — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

No ano 2000, 59% do que o Brasil vendeu para o mundo foram produtos manufaturados pela indústria. Em duas décadas, essa participação caiu a menos da metade - 28% em 2022, conforme os dados compilados pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Soja, milho, petróleo, minério de ferro e carne responderam por cerca de metade de tudo o que o Brasil embarcou para o mundo no ano passado.

A mudança de perfil da pauta de exportações acabou mexendo com a lista dos principais destinos de produtos brasileiros. Hoje, o Brasil vende mais para o Oriente Médio, por exemplo, do que para a vizinha Argentina, destino da primeira visita oficial do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarcou em Buenos Aires neste 22 de janeiro.

A inversão é reflexo do avanço das commodities nas relações comerciais do Brasil com a comunidade internacional. Enquanto a Argentina é o principal destino dos bens manufaturados produzidos pela indústria brasileira, especialmente a automotiva, o Oriente Médio compra principalmente carnes de aves (17%), milho (16%), minério de ferro (14%), soja (11%), açúcares e melaços (10%) e carne bovina (5%).

O dólar e a polêmica da moeda comum

Uma das principais razões para a perda de espaço é a crise longa pela qual passa o país vizinho, avalia José Augusto de Castro, presidente-executivo da AEB.

"A Argentina tem um problema sério de falta de dólares", diz ele, referindo-se ao nível baixo de reservas cambiais, hoje em US$ 42,9 bilhões. Para efeito de comparação, o Brasil, por exemplo, soma US$ 324,7 bilhões em reservas internacionais.

Para evitar a saída de dólares, o governo argentino com frequência impõe restrições às importações, o que afeta diretamente seus principais parceiros comerciais.

Uma saída para tentar aumentar o fluxo de comércio entre Brasil e Argentina seria transacionar em uma moeda que não fosse o dólar - daí a ideia que circulou após a reunião entre o embaixador argentino, Daniel Scioli, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no dia 3 de janeiro em Brasília, e que acabou gerando ruído.

Ao sair do encontro, Scioli falou sobre a possibilidade de criação de uma moeda comum para o Mercosul. Dias depois, Haddad se irritou ao ser questionado por um jornalista sobre a possibilidade de adoção de uma moeda única pelo bloco.

A ideia, de fato, não seria criar uma moeda única (como o euro), mas uma moeda estrutural que pudesse ser usada como mecanismo de compensação no comércio bilateral entre os dois países, diz Welber Barral, especialista em comércio internacional e sócio-fundador da consultoria BMJ.

Ele lembra que o Brasil já conta com um Sistema de Pagamentos em Moeda Local, em que Argentina e Uruguai podem pagar em suas respectivas moedas, mas é preciso fazer uma compensação diária em dólares.

"Na prática, [com esse sistema] persiste o problema das reservas cambiais."

Para ele, a moeda comum poderia ser um mecanismo para contornar o problema, mas "haveria uma questão política a ser tratada com a Argentina sobre os riscos de calote". Castro, por sua vez, acha que a ideia é de difícil implementação.

O presidente argentino, Bolsonaro e Lula

A visita de Lula será a primeira de um presidente brasileiro ao líder argentino Alberto Fernández.

Jair Bolsonaro (PL) viajou ao país em 2019, quando o rival de Fernández, Mauricio Macri, ainda estava na Casa Rosada. Desde que a Frente de Todos - a coalizão de partidos de esquerda peronistas e kirchneristas que ganhou as eleições - assumiu o poder, ele não foi mais à região.

O primeiro encontro entre os dois aconteceu em junho de 2022, na Cúpula das Américas em Los Angeles.

Na visão de Barral, o distanciamento na relação bilateral nos anos de Bolsonaro não chegou a afetar de forma significativa a relação comercial entre Brasil e Argentina, que ele considera muito estável.

O especialista aponta, contudo, que algumas das políticas da gestão passada acabaram contribuindo para esfriar o fluxo de comércio entre os dois países, entre eles a interrupção do programa de financiamento às exportações pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em sua avaliação, essa era uma política que deveria ser retomada.

De forma mais ampla, Barral afirma que o Brasil "ficou muito isolado internacionalmente nos últimos anos" e que tem agora a oportunidade de "retomar o protagonismo internacional, principalmente considerando os vizinhos".

"A Argentina vai continuar a ser um vizinho importante e o Brasil tem que melhorar o relacionamento com ela - então essa visita é importante."

Os quadros do peronismo argentino têm proximidade com o Partido dos Trabalhadores (PT). Na noite em que Fernández venceu as eleições, em 27 de outubro de 2019, um grupo grande de petistas participou das comemorações em Buenos Aires. Entre militantes, integrantes da direção do partido, parlamentares e ex-parlamentares estavam o ex-senador e agora deputado Lindbergh Farias e o atual presidente do BNDES Aloizio Mercadante.

O próprio presidente argentino é próximo de Lula. Ainda em campanha, em 2019, chegou a visitá-lo na prisão em Curitiba.

Recorde de exportações para o Oriente Médio

O aumento dos embarques do Brasil para o Oriente Médio, por sua vez, é um retato da primarização da pauta de exportações brasileira.

Nos últimos anos, o país tem vendido cada vez mais produtos básicos, muitos com um nível baixo de diferenciação.

Tamer Mansour, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, dá o exemplo concreto do café: o Brasil vende especialmente o grão in natura para os países árabes, quando poderia oferecer, por exemplo, café em pó, mais caro e com maior valor agregado.

"Nós temos os achocolatados, sucos, óleo de soja, de milho... no caso desses produtos, infelizmente, a gente só exporta para os árabes as commodities", comenta.

Para além da indústria alimentícia, ele diz, o Brasil teria o potencial para vender também produtos farmacêuticos, cosméticos e relacionados à moda à região.

"Acho que o Brasil precisa se destacar um pouco mais, precisa entender que essa cúpula do mundo árabe, especialmente da parte do Golfo, tem como absorver produtos de maior valor agregado de origem brasileira."

Os US$ 17,2 bilhões que o Brasil embarcou para a região em 2022 são o maior valor da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior, que começa em 1997.

O primeiro destino foi o Irã. Milho e soja responderam por 80% dos US$ 4.3 bilhões vendidos ao país persa. Entre os árabes, os principais mercados foram os Emirados Árabes Unidos (US$ 3,3 bilhões), que têm se tornado um hub de distribuição de produtos para a Ásia Central, e a Arábia Saudita (US$ 2,9 bilhões).

Na avaliação de Mansour, parte do aumento das exportações para os países árabes se deve à valorização dos preços de commodities no ano passado e à Copa do Catar, que contribuiu para elevar a demanda por produtos básicos.

A relação da gestão Bolsonaro com os países da região teve um início turbulento com a proposta, em 2019, de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, cidade disputada por israelenses e palestinos. O governo recuou da ideia e, com o tempo, passou a acenar mais aos países da região, especialmente por meio do Ministério da Agricultura.

"Isso nos causou um desconforto inicial. Eu acho que o governo - especialmente, naquela época, a Tereza Cristina (ministra da Agricultura) - conseguiu muito bem contornar a situação, absorver a importância do mundo árabe no agro brasileiro."

Sobre o terceiro mandato de Lula, Mansour diz acreditar que a relação com a região deve se estreitar e cita a visita do presidente ao Egito antes de sua posse, em novembro, para participar da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 27).

"Foi o presidente Lula que desenvolveu a Cúpula Aspa [Cúpula América do Sul - Países Árabes, inaugurada em 2005], então isso mostra como esse governo deve olhar com profundidade para os países árabes", acrescenta.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

domingo, 22 de janeiro de 2023

Ferrari F40 do chefão da Mercedes na F1 está à venda e preço pode superar os R$ 10 milhões

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Superesportivo traz sob o capô um V8 de 477 cv e foi a primeira da marca a passar de 320 km/h
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Thais Villaça

Postado em 22 de janeiro de 2023 às 11h45m

 #.*Post. - N.\ 10.644*.#

Ferrari F40 de Toto WolffFerrari F40 de Toto Wolff Tom Hartley Jr

O chefão da Mercedes-Benz na Fórmula 1 está vendendo sua… Ferrari! Rivalidades (e brincadeiras) à parte entre as equipes, Toto Wolff, o big boss que comanda a Mercedes, tem uma invejável coleção de carros.

F40 é a terceira Ferrari de Toto Wolff à venda nos últimos dois anos — Foto: Tom Hartley Jr
F40 é a terceira Ferrari de Toto Wolff à venda nos últimos dois anos — Foto: Tom Hartley Jr

A Ferrari F40 do diretor executivo que está à venda não é a única da marca italiana em sua garagem milionária (e há outros tantos da alemã também, é claro).

O superesportivo está listado na concessionária britânica Tom Hartley Jr., a mesma que negociou outros carros de Wolff em 2021, como as Ferrari LaFerrari Aperta e Enzo e o Mercedes-AMG SL 65 Black Series.

Ferrari F40 foi produzida entre 1987 e 1992 — Foto: Tom Hartley Jr
Ferrari F40 foi produzida entre 1987 e 1992 — Foto: Tom Hartley Jr

Na época, ele disse que estava vendendo esses modelos simplesmente porque não tinha tempo de dirigi-los. Levando em consideração as 23 etapas do calendário da Fórmula 1, esse é provavelmente o mesmo motivo para Wolff se desfazer de mais um xodó de sua coleção.

Toto Wolff comanda a equipe da Mercedes na Fórmula 1 desde 2013 — Foto: Divulgação
Toto Wolff comanda a equipe da Mercedes na Fórmula 1 desde 2013 — Foto: Divulgação

A F40 passou recentemente por uma restauração completa pelas mãos da Autofficina Bonino Carlo e tem apenas 5.536 km marcados no hodômetro. O carro é uma das 27 unidades originalmente vendidas na Espanha durante sua produção, entre 1987 e 1992.

Ferrari F40 de Toto Wolff foi totalmente restaurada e está impecável — Foto: Tom Hartley Jr
Ferrari F40 de Toto Wolff foi totalmente restaurada e está impecável — Foto: Tom Hartley Jr

Toda a documentação do superesportivo está em dia, incluindo um certificado do departamento de clássicos da Ferrari confirmando a originalidade de chassi, carroceria, motor e transmissão.

Hodômetro marca somente 5.536 km — Foto: Tom Hartley Jr
Hodômetro marca somente 5.536 km — Foto: Tom Hartley Jr

No auge de seu lançamento, a F40 era o modelo mais rápido, potente e caro no portfólio da marca italiana. Seu motor 2.9 V8 biturbo, uma derivação do usado na 288 GTO Evoluzione, é capaz de render 477 cv de potência.

Motor da F40 é derivado da 288 GTO Evoluzione  — Foto: Tom Hartley Jr
Motor da F40 é derivado da 288 GTO Evoluzione — Foto: Tom Hartley Jr

Ela foi ainda a primeira Ferrari a ultrapassar a barreira dos 320 km/h de velocidade máxima. Não há preço listado para o veículo na loja, mas nas condições que a F40 de Wolff se encontra, é provável que o valor seja superior a US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões na atual cotação).

Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

sábado, 21 de janeiro de 2023

Cientistas descobrem uma nova estrutura no cérebro humano

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Pesquisadores dos Estados Unidos e da Dinamarca descreveram uma nova região que, segundo eles, pode atuar como uma barreira para proteger os neurônios e as demais células nervosas.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 21 de janeiro de 2023 às 13h30m

 #.*Post. - N.\ 10.643*.#

Com uma intrincada rede de neurônios e outras estruturas biológicas, o cérebro continua a se mostrar uma máquina difícil de decifrar. — Foto: BBC
Com uma intrincada rede de neurônios e outras estruturas biológicas, o cérebro continua a se mostrar uma máquina difícil de decifrar. — Foto: BBC

Com uma intrincada rede de neurônios e outras estruturas biológicas, o cérebro continua a se mostrar uma máquina difícil de decifrar.

Agora, graças aos avanços nas técnicas de neuroimagem e biologia molecular, cientistas dos Estados Unidos e da Dinamarca descobriram uma nova estrutura no cérebro.

Eles a chamaram de SLYM, sigla em inglês para Subarachnoid Membrane Lymph Type (ou Membrana Subaracnoide do Tipo Linfático, em tradução livre).

O grupo de especialistas descreveu a estrutura como um componente desconhecido da anatomia do cérebro que atua como uma barreira protetora e uma plataforma para monitorar infecções e inflamações.

A descoberta, publicada no periódico especializado Science, foi feita por cientistas do Centro de Neuromedicina Translacional da Universidade de Rochester (EUA) e da Universidade de Copenhague (Dinamarca).

'Quarta meninge'

O cérebro é coberto por três membranas, chamadas de meninges: a pia-máter, a aracnóide e dura-máter. Esses tecidos criam uma barreira entre o sistema nervoso central e o resto do corpo.

Entre a pia-máter e a aracnoide, existe uma abertura conhecida como espaço subaracnoideo, que é preenchida com líquido cefalorraquidiano. Esse material flui dentro e ao redor do cérebro para ajudar a amortecê-lo e como uma fonte de nutrientes.

A nova estrutura recém-descoberta seria uma quarta membrana localizada dentro do espaço subaracnoideo, acima da pia-máter, que é a membrana mais interna.

Como explicam os pesquisadores, além de revestir o órgão, a SLYM parece ajudar a controlar o fluxo de líquido cefalorraquidiano para dentro e para fora do cérebro.

"Nossa hipótese é que a SLYM atue como uma barreira entre o líquido cefalorraquidiano 'limpo', que entra no cérebro, e o 'sujo', que sai do órgão, arrastando resíduos de proteínas com ele", explica a neurocientista Virginia Plá Requena, do Centro de Neuromedicina Translacional da Universidade de Copenhague e uma das autoras do estudo.

"Consequentemente, a deterioração dessa membrana dificultaria a limpeza do cérebro o que, por sua vez, afetaria a função neuronal", acrescenta.

— Foto: BBC
— Foto: BBC

De fato, os pesquisadores acreditam que a descoberta da SLYM representa um novo nível de organização na circulação do líquido cefalorraquidiano.

Segundo eles, a presença da nova membrana parece confirmar o papel sofisticado que esse fluido desempenha na manutenção das defesas imunológicas do cérebro e no transporte e na eliminação de resíduos tóxicos.

Grande parte desse "lixo tóxico" tem sido associado a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e outras enfermidades que afetam o sistema nervoso central.

'Mesotélio do cérebro'

Os cientistas explicaram que a SLYM é uma espécie de mesotélio, um tipo de membrana que recobre outras partes do corpo, como os pulmões e o coração.

Esses tecidos protegem os órgãos vitais e armazenam células imunológicas.

Os pesquisadores americanos e dinamarqueses sugerem que a SLYM é o mesotélio do sistema nervoso central, e reveste os vasos sanguíneos na cavidade que existe entre o cérebro e o crânio.

O tecido recém-descoberto também poderia atuar como um lubrificante nessa cavidade.

"Pulsações fisiológicas induzidas pelo sistema cardiovascular, pela respiração e por mudanças na posição da cabeça movem constantemente o cérebro dentro da cavidade craniana", explicam os pesquisadores.

"Como outros mesotélios, a SLYM pode reduzir o atrito entre o cérebro e o crânio durante esses movimentos", complementam.

A membrana foi descrita pela primeira vez em camundongos, mas os pesquisadores dizem que mais tarde foram capazes de detectá-la também em cérebros humanos doados para pesquisa.

Eles explicam que não foi possível observá-la antes porque o material se desintegra quando o cérebro é extraído do crânio durante as autópsias.

Além disso, dizem eles, trata-se de uma membrana muita fina — com apenas algumas células de espessura — que não pode ser vista em pessoas vivas por meio de exames de imagem convencionais.

Os resíduos das células cerebrais incluem a chamada proteína beta-amilóide, que pode estar envolvida com a doença de Alzheimer — Foto: BBC
Os resíduos das células cerebrais incluem a chamada proteína beta-amilóide, que pode estar envolvida com a doença de Alzheimer — Foto: BBC

Sistema glinfático

Há dez anos, a mesma equipe de neurocientistas das universidades de Rochester e de Copenhague transformou a compreensão dos processos e da mecânica do cérebro ao publicar a descoberta do chamado sistema glinfático.

Eles descreveram a descoberta como um mecanismo cuja função é eliminar ou limpar os resíduos que se acumulam no cérebro.

Esse material inclui as proteínas beta-amilóide e TAU, que parecem estar envolvidas na doença de Alzheimer e se acumulam no cérebro dos pacientes acometidos por esse tipo de demência.

Desde então, várias equipes de especialistas vêm realizando estudos para desvendar exatamente como funciona o sistema glinfático, por que ele falha algumas vezes e o que acontece no cérebro desses indivíduos acometidos pelo problema.

Os acadêmicos acreditam que a descoberta da membrana SLYM pode ter implicações importantes para a compreensão das funções exatas do sistema glinfático.

E isso, por sua vez, abriria as portas para novas pesquisas, que podem monitorar essa estrutura e observar sinais de infecção ou de inflamação por trás das doenças do sistema nervoso central.

Os pesquisadores sugerem, por exemplo, que a deterioração da membrana pode dificultar a remoção de resíduos tóxicos que contribuem para as placas que levam ao Alzheimer.

Essa estrutura também desempenharia um papel na defesa do cérebro, impedindo que células imunes estranhas entrem em contato com a população nativa de células cerebrais, o que contribuiria para a inflamação e a progressão do declínio cognitivo.

Nos próximos anos, pesquisas serão feitas para determinar as implicações da existência da SLYM.

Mas, como garante a neurocientista Virginia Plá, entender como essa membrana funciona pode ser a chave para a criação de novos tratamentos, como remédios que possam atravessar a barreira hematoencefálica e agir diretamente no cérebro.

Além disso, devido à sua localização, a estrutura recém-descoberta poderia ser "um elemento-chave em processos inflamatórios, como os que ocorrem em traumatismos cranianos, meningites e esclerose múltipla".

"Finalmente, saber como essa membrana muda em resposta à neurodegeneração ou ao envelhecimento pode ser essencial para as intervenções que tentam preservar a função cognitiva", completa a pesquisadora.

O professor Jordi Vilaplana, do Departamento de Bioquímica e Fisiologia da Universidade de Barcelona, na Espanha, considera que a possível presença dessa membrana "é muito interessante".

"Trata-se de mais um elemento na compreensão do funcionamento do sistema glinfático, sobre o qual ainda permanecem algumas dúvidas sobre a estrutura e o funcionamento dele", afirma o pesquisador, que não esteve envolvido diretamente no estudo.

"No entanto, do meu ponto de vista, a principal revolução é a descoberta do próprio sistema glinfático e seu possível envolvimento com as doenças neurodegenerativas", conclui o especialista.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

De onde vem o que eu como: queijo nasceu em estômago de animais e hoje tem concurso mundial, g1 foi conferir

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Brasil tem queijo tombado pelo patrimônio histórico, que tem que ser feito igual na época da colônia. Produção do laticínio envolve repouso de até mais de um ano em cavernas subterrâneas.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Vivian Souza e Celso Tavares, g1

Postado em 20 de janeiro de 2023 às 15h00m

 #.*Post. - N.\ 10.642*.#

De onde vem o que eu como: queijo
De onde vem o que eu como: queijo

O queijo é um daqueles alimentos que ficam bons com quase qualquer coisa e existem vários tipos diferentes do laticínio. O Brasil é o quinto maior produtor do mundo e realiza até concurso internacional. O g1 foi acompanhar a competição em São Paulo e mostra para você o que faz um queijo vencedor.

O queijo tem um início curioso. Ele teria surgido a partir do armazenamento do leite em estômagos de animais, quando o ser humano fazia longas viagens e atravessava desertos. A fermentação no sistema digestivo desses bichos ajudou a massa a se separar do soro, surgindo o queijo.

Desde então, o produto foi se desenvolvendo cada vez mais. Hoje, existem os queijos industrializados, feitos com leite pasteurizado, como a muçarela vendida em supermercados.

Há também os artesanais, que são aqueles que podem ser feitos com leite cru, não usam maquinários e têm maior presença do mestre queijeiro. Eles podem ficar maturando por meses e até ultrapassar um ano em cavernas. O g1 foi ver de perto a produção deles e mostra o que acontece até mesmo antes da ordenha.

Quer saber mais sobre o queijo e como os artesanais são produzidos? Assista ao vídeo no topo da reportagem!

Queijo Minas Artesanal no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1
Queijo Minas Artesanal no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1

  • Coordenação editorial: Luciana de Oliveira 
  • Edição e finalização: Marih Oliveira
  • Narração: Giaccomo Voccio
  • Reportagem: Vivian Souza
  • Roteiro: Vivian Souza, Tatiana Caldas e Marih Oliveira
  • Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli
  • Coordenação de arte: Guilherme Gomes
  • Direção de arte e ilustrações: Luisa Blanco, Wagner Magalhães, Gabs e Vitoria Coelho
  • Fotografia: Celso Tavares, Marcos Serra Lima e Gustavo Wanderley
  • Motion: Vitória Coelho
  • Motorista: Ricardo Américo
  • Agradecimento: Talho Café
Queijo no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1
Queijo no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1


Queijos para avaliação de jurados no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1
Queijos para avaliação de jurados no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1


Queijo para avaliação dos jurados no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1
Queijo para avaliação dos jurados no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1


Jurados avaliam queijos no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1
Jurados avaliam queijos no II Concurso Mundial do Queijo no Brasil — Foto: Celso Tavares / g1


Queijos sendo virados nas cavernas de maturação do Queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1
Queijos sendo virados nas cavernas de maturação do Queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1


Queijo Mandala, de casca lavada, do Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1
Queijo Mandala, de casca lavada, do Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1


Mofo crescendo no queijo no queijo Cuestinha, no Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1
Mofo crescendo no queijo no queijo Cuestinha, no Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1


Sala de queijaria do Queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1
Sala de queijaria do Queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1


Ordenha com bezerro ao pé, da produção do queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1
Ordenha com bezerro ao pé, da produção do queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1


Ordenha de vacas para produção do queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1
Ordenha de vacas para produção do queijo Pardinho Artesanal — Foto: Celso Tavares / g1
------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----