Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Dívidas com cartões de crédito continuam como a principal razão para a inadimplência <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Bruna Miato, g1 Postado em 17 de novembro de 2022 às 12h45m #.*Post. - N.\ 10.558*.#
Inadimplência bate novo recorde em setembro de 2022. — Foto: Pixabay
O número de pessoas com dívidas em atraso no Brasil voltou a bater recorde pelo nono mês consecutivo e, de acordo com dados do Serasa Experian, em setembro o país contava com 68,39 milhões de inadimplentes.
O levantamento diz que o desemprego segue como o principal motivo do endividamento neste ano. De todos os participantes da pesquisa, 29% responderam que o desemprego foi o fator preponderante para a aquisição de dívidas. No ano passado, esse número era de 30%.
Os principais impactados pelo desemprego no grupo de inadimplentes são os jovens com até 30 anos (33%) e as mulheres (31%).
Quais são as principais dívidas?
Segundo a instituição, o cartão de crédito segue sendo o principal motor das dívidas entre os inadimplentes."Em linha com o ano anterior, as dívidas de cartão de crédito impactam 53% dos brasileiros endividados", destaca a pesquisa.
Dentro das dívidas com cartão, a grande maioria delas, 65%, é realizada em supermercados, com compras de alimentos.
Na sequência, 48% das pessoas relatam dívidas com compra de produtos
como roupas, calçados e eletrodomésticos, e outros 41% têm dívidas com
remédios ou tratamentos médicos.
Outras razões para o endividamento no cartão são as compras de
alimentos por delivery e os gastos com transportes e combustíveis, ambos
presentes em 22% das respostas.
Em contrapartida, o estudo revela que as contas básicas - como água,
gás e luz - tiveram uma grande queda entre as principais dívidas no mês
de setembro, em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, as
contas básicas representam 19% das dívidas, enquanto em setembro de 2021
esse número era de 32%.
Matheus Moura, diretor de marketing do Serasa, afirma que essa queda
nas dívidas com contas básicas pode indicar que, com a melhora no
cenário de desemprego e os benefícios sociais (como o Auxílio Brasil) as pessoas passaram a priorizar esses gastos em relação a outros.
Dívidas há pelo menos um ano
De acordo com o levantamento, o número de dívidas com mais de um ano de
atraso cresceu pelo segundo ano consecutivo, saindo de 67% dos
endividados em 2021 para 71% em 2022.
O percentual de inadimplentes há mais de 12 meses neste ano é,
inclusive, maior do que o registrado antes do início da pandemia de
Covid-19: em 2019, eram 68%.
"Dentre
os tipos de dívidas (com pelo menos um ano), as contraídas a partir do
empréstimo do nome para terceiros são as com maior representatividade",
pontua a instituição.
A pesquisa mostra que 85% das dívidas por empréstimo de nome estão
atrasadas, sendo que 64% delas têm um atraso igual ou superior a dois
anos.
Problemas causados pelas dívidas
Matheus Moura afirma que "a dívida tem um lado muito prático, mas
também tem um lado emocional importante", que é responsável por causar
diversos problemas psicológicos ao inadimplente.
Neste contexto, na última edição do levantamento realizado pelo Serasa,
a instituição questionou os participantes, também, sobre pontos
comportamentais que podem ser reflexos do endividamento. Os resultados
revelam que, dentre os 5.225 entrevistados:
83% têm dificuldade para dormir por conta das dívidas;
78% têm surtos de pensamentos negativos devido aos débitos vencidos;
74% afirmam ter dificuldade de concentração para realizar tarefas diárias;
62% sentiram impacto no relacionamento conjugal;
61% viveram ou vivem sensação de “crise e ansiedade” ao pensar na dívida;
53% revelam sentir “muita tristeza” e “medo do futuro”:
51% têm vergonha da condição de endividado;
33% não se sentem mais confiantes em cuidar de suas próprias finanças;
31% sentiram impacto das dívidas no relacionamento com familiares.
O voo de teste é sem tripulação, mas representa a primeira fase do histórico programa de retorno ao nosso satélite natural. Em meados de 2025, agência planeja pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra na Lua. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Roberto Peixoto, g1 16/11/2022 03h57 Atualizado há 4 horas Postado em 16 de novembro de 2022 às 08h00m #.*Post. - N.\ 10.557*.#
Artemis I: depois de vários atrasos, Nasa volta à Lua com seu ‘mais poderoso foguete’
Depois de vários atrasos não planejados nos últimos meses, a Nasa deu início na madrugada desta quarta (16) ao primeiro passo do programa que promete retornar humanos à Lua.
O lançamento foi adiado novamente depois que técnicos da Nasa
encontraram vazamentos de hidrogênio. A contagem regressiva ficou
suspensa até que os ajustes fossem feitos.
Por enquanto, a Artemis I é uma missão não tripulada: nenhum ser-humano está a bordo do “mais poderoso foguete” construído pela agência espacial, o Space Launch System - SLS(em português, Sistema de Lançamento Espacial).
Mas se tudo ocorrer como planejado desta vez, a expectativa é que em
2025, esse mesmo megafoguete leve astronautas de volta ao solo lunar,
incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra.
Abaixo, você vai ver em detalhes como será esta primeira missão da Nasa e quais são os próximos passos da agência espacial. Antes, veja um resumo desta reportagem em 6 tópicos:
Embora a missão não tenha tripulação, o SLS é o primeiro foguete da agência, preparado para tripulantes, lançado à Lua em quase 50 anos;
A Artemis I deve durar cerca de um mês e está levando três manequins dentro de uma cápsula tripulável com mais de 1.000sensores chamada Orion;
Um dos principais objetivos da Nasa durante essa viagem é medir fatores como a vibraçãodentro dessa cápsula, a aceleraçãoe a radiação;
Fora isso, os cientistas também querem saber se a cápsula sobreviverá asaltíssimas temperaturas de reentrada na Terra;
Se tudo der certo, a agência planeja uma viagem tripulada com a Artemis 2 ao redor da Lua em 2024 e, finalmente, uma missão de pouso com a Artemis 3 em meados de 2025 ou 2026;
A longo prazo, com o sucesso dessas missões, a Nasa planeja“estabelecer a presença humana na Lua” para facilitar viagens espaciais a destinos mais distantes da Terra, incluindo Marte.
O que é o programa Artemis?
É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.
Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que
deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960.
À esquerda na montagem está o foguete Saturno V, com a espaçonave
Apollo 12 a bordo, na plataforma de lançamento do Centro Espacial
Kennedy, em 1969. À direita está o novo foguete lunar da Nasa para o
programa Artemis, com a espaçonave Orion no topo, no Centro Espacial
Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida, em 18 de março de 2022. — Foto: AP
O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua"em meados desta década. Antes disso, a Nasa planeja duas missões de ensaio ao redor da Lua.
A primeira acontece agora e não é tripulada. A segunda deve acontecer em 2024 e aí sim será tripulada, embora não pousará no satélite natural.
No futuro mais distante, a Nasa planeja ainda não apenas explorar a
superfície da Lua, mas também estabelecer a presença humana em sono
lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway.
O que são o foguete SLS e a cápsula Orion?
O SLS é um megafoguete que enviará ao espaço a cápsula Orion, veículo
que servirá de transporte para a nossa próxima geração de astronautas.
Com 98 metros, o SLS é mais alto que a Estátua da Liberdade e
classificado pela Nasa como seu “mais poderoso foguete”. Embora um pouco
menor que o Saturno V, que enviou os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong à Lua em 1969, o novo foguete produz 4 milhões de kg de empuxo, o equivalente a 14 aviões Boeing 747.
Ilustração artística mostra a cápsula Orion orbitando a Lua — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO
Já a cápsula Orion, acoplada no topo do SLS, tem cerca de 20 metros e
foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço. Seu componente
principal, o ambiente pressurizado onde os astronautas viajarão em
futuras missões, tem apenas 7 metros de altura.
“Com
seu poder e capacidades sem precedentes, o SLS é o único foguete que
pode enviar a Orion, astronautas e cargas de transporte diretamente para
a Lua em uma única missão”, afirma a Nasa.
A Artemis I vai pousar na lua? Como vai ser essa missão?
Não veremos um pouso lunar desta vez.
Se tudo ocorrer como planejado, essa viagem ao redor da Lua levará cerca de 25 dias.
Primeiro, a cápsula viajará os384.000 km
que separam a Terra da Lua durante vários dias. Assim que entrar na
órbita da Lua, a cápsula permanecerá lá por aproximadamente seis dias
enquanto coleta diversos tipos de dados (veja infográfico abaixo).
Como será a trajetória da missão — Foto: Arte/g1
Depois de deixar a órbita, a Orion viajará por milhares de quilômetros
além do lado oculto da Lua (o lado que não conseguimos avistar aqui da
Terra) antes de dar a meia volta para retornar ao nosso planeta.
No total, a Orion viajará mais de 3 milhões de quilômetrosdurante sua missão e entrará na atmosfera da Terra a cerca de 40.000 km/h.
“O
ponto-chave da missão não acontece até os seus últimos minutos, quando
voltamos a mergulhar na atmosfera da Terra depois de retornar da Lua a
algo como 39 mil km/h, com um escudo de calor a 2.750ºC”, disse à
agência Reuters o cientista planetário e astronauta da NASA Stanley
Love.
Por que a Nasa ainda não tinha lançado o foguete?
Em outubro, a agência espacial americana informou que teve que adiar a
primeira tentativa de lançamento devido a um problema de esfriamento de
um dos motores do seu megafoguete SLS.
Contudo,
em uma entrevista coletiva no mesmo mês, a Nasa informou que tudo
estava okay com o motor 3, e que uma análise dos seus engenheiros
verificou que, na verdade, era o sensor de temperatura do equipamento
que estava indicando um dado errado.
Depois desse problema, a missão não tripulada Artemis 1 foi adiada pelo
furacão Ian, que castigou a Flórida, local de decolagem do foguete.
A agência remarcou então tinha remarcado um lançamento para 14 de
novembro, mas agora por causa da tempestade tropical Nicole essa data
também foi descartada e os técnicos da Nasa decidiram segurar mais um
pouco.
O que a Artemis está levando nessa primeira missão?
10 pequenos satélites experimentais de baixo custo chamados de CubeSats estão sendo lançados nessa
primeira etapa da Artemis. Esses satélites, que não são muito maiores
que uma caixa de sapatos, pesam cerca de 11 quilos cada e serão lançados
ao espaço assim que Orion se separar do estágio superior do SLS.
Alguns desses satélites irão focar em projetos diversos, mas a maioria
deles fornecerão à NASA e a empresas privadas dados que podem
eventualmente ser usados para o auxílio de futuras missões à Lua. Como é a estrutura do SLS — Foto: Arte/g1
Dentro da cabine da Orion há ainda quatro assentos ajustáveis, mas
desta vez eles não estão sendo ocupados por seres-humanos nem outros
animais.
Esta primeira missão da Artemis está levando na verdade três manequins, chamados de Helga, Zohare Comandante Moonikin Campos, que serão usados pela agência americana para coletar dados cruciais da missão. São
esses dados que ajudarão a Nasa entender o que os futuros astronautas
de carne e osso experimentarão durante uma possível missão tripulável.
A ‘tripulação’ da Artemis I. — Foto: NASA/Lockheed Martin/DLR
Os manequins gêmeos Helga e Zohar, por exemplo, estão dentro da Orion
para detectar, entre outras coisas, os níveis de radiação, vibração e
aceleração durante a Artemis I.
Além disso, a Nasa está enviando ao espaço uma série de itens. O‘kit de voo oficial’
inclui bandeiras de países, microchips com nomes dos funcionários que
trabalharam na Artemis I, pen-drives, insígnias de escoteiros, mascotes
como o Snoopy (famoso personagem do cartunista Charles Schulz) e até uma
réplica impressa em 3D da deusa Artemis.
Manequim da Nasa que está a bordo da missão da agência à Lua, a Artemis I. — Foto: Reprodução/Nasa
E os outros lançamentos?
Por ora, haverá pelo menos mais duas missões do programa: a Artemis II e III; ambas enviarão astronautas de volta à Lua.
A
Artemis II será bem semelhante à Artemis I, mas com a diferença que
levará uma tripulação humana, que ainda não foi escolhida.
Já a Artemis III será a primeira missão tripulada da agência espacial americana que pousará na Lua desde 1972.
A agência pretende fazer história com o programa e pousar a primeira
mulher e a primeira pessoa não-branca na superfície lunar em meados de
2025.
lustração da Nasa mostra possível base para exploração de Marte. — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO
Enquanto as missões Artemis visam principalmente explorar o nosso
satélite natural, os objetivos de longo prazo da Nasa são ainda mais
ambiciosos. No futuro, a agência espera que o programa ajude no
desenvolvimento da ciência astronômica que permitirá a exploração humana
de Marte.
A agência explica que as missões lunares oferecem uma oportunidade
perfeita para a testagem de ferramentas, equipamentos e tecnologias que
podem ser úteis numa viagem tripulada ao planeta vermelho.
Mas isso é algo que deve ocorrer somente no final da próxima década, na melhor das expectativas.
População mundial atinge novo marco apenas 11 anos depois de ultrapassar marca de sete bilhões. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 15/11/2022 09h13 Atualizado há 01 hora Postado em 15 de novembro de 2022 às 10h15m #.*Post. - N.\ 10.556*.#
Sadia Sultana Oishee e Adnan Mevic, o 7º e 6º bilionésimo bebê do mundo
respectivamente, podem viver para ver a população global atingir seu
pico — Foto: BBC
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a população mundial atingiu oito bilhões de habitantes, apenas 11 anos depois de ultrapassar a marca de sete bilhões.
Após um grande aumento em meados do século 20, o crescimento populacional já está desacelerando.
Pode levar 15 anos para chegar a nove bilhões de habitantes, e a ONU não tem expectativa de alcançar 10 bilhões até 2080.
É difícil calcular o número de pessoas no mundo com precisão, e a ONU admite que suas contas podem ter uma margem de erro de um ou dois anos.
Mas 15 de novembro é a melhor estimativa da organização para que a marca de oito bilhões seja batida.
Nos anos anteriores, aONU selecionou bebês para representar o nascimento da 5ª, 6ª e 7ª
bilionésima criança do mundo — será que suas histórias podem nos dizer
algo sobre o crescimento da população mundial?
Poucos minutos depois de nascer, em julho de 1987, Matej Gaspar tinha
uma câmera disparando flashes em seu pequeno rosto, enquanto um bando de
políticos engravatados rodeava sua mãe exausta.
Preso na parte de trás de uma comitiva do lado de fora, o oficial britânico da ONU,
Alex Marshall, se sentia parcialmente responsável pelo caos momentâneo
que havia causado nesta pequena maternidade nos subúrbios de Zagreb,
capital da Croácia.
"Basicamente olhamos para as projeções e tivemos essa ideia de que a
população mundial passaria dos cinco bilhões em 1987", diz ele.
"E a data proveniente da estatística era 11 de julho." Foi assim que eles decidiram chamá-lo de 5º bilionésimo bebê do mundo.
Quando ele procurou os demógrafos da ONU para contar a ideia, eles ficaram indignados.
"Eles explicaram para nós, pessoas ignorantes, que não sabíamos o que
estávamos fazendo. E que não deveríamos escolher um indivíduo entre
tantos."
Mesmo assim, eles decidiram ir adiante com o plano.
"Tratava-se de dar um rosto aos números", explica.
"Descobrimos onde o secretário-geral estaria naquele dia e partimos dali."
Trinta e cinco anos depois, o 5º bilionésimo bebê do mundo está
tentando esquecer sua chegada espetacular ao mundo. Sua página no
Facebook sugere que ele está morando em Zagreb, casado e trabalhando
como engenheiro químico. Mas evita dar entrevistas e se recusou a falar
com a BBC.
"Não o culpo", diz Alex, lembrando do circo midiático no primeiro dia de vida de Matej.
Desde então, mais três bilhões de pessoas foram adicionadas à nossa
comunidade global. Mas nos próximos 35 anos, pode haver um crescimento
de apenas dois bilhões — e então a população global provavelmente se
estabilizará.
7º bilionésimo bebê
Nos arredores de Dhaka, em Bangladesh, Sadia Sultana Oishee está
ajudando a mãe, descascando batatas para o jantar. Ela tem 11 anos e
preferia estar na rua jogando futebol, mas seus pais são bastante
rígidos.
A família teve que se mudar para cá quando seu negócio de venda de
tecidos e sáris foi prejudicado pela pandemia de covid-19. A vida é mais
barata no vilarejo, então eles ainda conseguem pagar a mensalidade
escolar das três filhas.
Oishee é a caçula e o amuleto da sorte da família. Nascida em 2011, ela foi nomeada um dos 7º bilionésimos bebês do mundo.
Sua mãe não tinha ideia do que estava prestes a acontecer. Ela nem
sequer esperava dar à luz naquele dia. Após a visita de um médico, ela
foi levada para uma cesariana de emergência.
Oishee chegou ao mundo um minuto depois da meia-noite, cercada por
equipes de TV e autoridades locais que se amontoavam para vê-la. A
família ficou surpresa, mas encantada.
Gráfico da população mundial — Foto: BBC
Embora seu pai esperasse um menino, ele agora está feliz com as três
filhas inteligentes e trabalhadoras. A mais velha já está na
universidade, e Oishee está determinada a ser médica.
"Não estamos tão bem de vida, a covid tornou as coisas mais difíceis",
diz ele. "Mas farei de tudo para que o sonho dela se torne realidade."
Desde que Oishee nasceu, mais 17 milhões de pessoas foram adicionadas à crescente população de Bangladesh.
Esse crescimento se deve a uma grande história de sucesso médico, mas a
taxa de expansão de Bangladesh diminuiu bastante. Em 1980, uma mulher
tinha, em média, mais de seis filhos, agora tem menos de dois. E isso
graças ao foco que o país colocou na educação. À medida que as mulheres
se tornam mais instruídas, elas optam por ter famílias menores.
Isso é crucial para entender para onde a população mundial
provavelmente caminha. Os três principais órgãos que fazem projeções
sobre a população global — a ONU,
o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em
inglês), da Universidade de Washington, e o IIASA-Wittgenstein Center,
em Viena — variam em relação aos ganhos que esperam na educação.
A ONU
diz que a população global atingirá seu pico na década de 2080 com 10,4
bilhões de habitantes, mas o IHME e Wittgenstein acreditam que isso
acontecerá mais cedo — entre 2060 e 2070, com menos de 10 bilhões.
Mas são apenas projeções. Desde que Oishee nasceu, em 2011, muita coisa
mudou no mundo, e os demógrafos são constantemente surpreendidos.
"Não esperávamos que a mortalidade por Aids caísse tanto, que o
tratamento salvaria tanta gente", diz Samir KC, demógrafo do IIASA.
Ele teve que alterar seu modelo porque uma melhora na mortalidade
infantil tem um impacto de longo prazo, já que as crianças sobreviventes
passam a ter filhos.
E depois há ainda as quedas impressionantes na fertilidade.
Adnan Mevic, o 6º bilionésimo bebê do mundo, vive em um país cuja população pode cair pela metade em 50 anos — Foto: BBC
Os demógrafos ficaram chocados quando o número de filhos nascidos por
mulher na Coreia do Sul caiu para uma média de 0,81, conta Samir KC.
"E quão baixo pode chegar? Esta é a grande questão para nós."
É uma realidade com a qual cada vez mais países terão de lidar.
Enquanto metade do próximo bilhão de habitantes virá de apenas oito
países — a maioria deles na África —, na maioria dos países a taxa de
fertilidade será inferior a 2,1 filhos por mulher, o número necessário
para sustentar uma população.
6º bilionésimo
Na Bósnia-Herzegovina, uma das populações em declínio mais rápido do mundo, Adnan Mevic, de 23 anos, pensa muito sobre isso.
"Não vai sobrar ninguém para pagar as pensões dos aposentados", diz ele.
"Todos os jovens terão ido embora."
Ele tem mestrado em economia e está procurando emprego. Se não conseguir encontrar um, se mudará para a União Europeia.
Como muitas partes do leste europeu, seu país foi atingido pelo duplo golpe da baixa fertilidade e alta emigração.
Adnan mora nos arredores de Sarajevo com a mãe, Fatima, que tem lembranças surreais do nascimento do filho.
"Percebi que havia algo incomum porque médicos e enfermeiras estavam se
reunindo, mas eu não sabia o que estava acontecendo", recorda.
Quando Adnan chegou ao mundo, o então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, estava lá para nomeá-lo como o 6º bilionésimo bebê do planeta.
"Eu estava tão cansada que não sei como me sentia", lembra Fatima, rindo.
Adnan e a mãe folheiam álbuns de fotografias. Em uma das fotos, um
garotinho está sentado em frente a um bolo gigante, rodeado por homens
de terno.
"Enquanto outras crianças tinham festas de aniversário, eu recebia a visita de políticos", diz Adnan.
Mas também havia vantagens. Ser o 6º bilionésimo bebê do mundo levou a
um convite para conhecer seu herói, Cristiano Ronaldo, no Real Madrid,
quando ele tinha 11 anos.
Adnan acha impressionante que em 23 anos a população mundial tenha aumentado em dois bilhões de habitantes.