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domingo, 5 de setembro de 2021

Dia da Amazônia: entenda quanto de madeira a floresta perdeu e outros 7 alertas recentes sobre a urgência da preservação

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Demais alertas apontam para perda de parte dos recursos hídricos do bioma, risco de extinção de algumas de suas espécies e aumento das secas provocadas pelas queimadas, entre outros.
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Por Laís Modelli, G1

Postado em 05 de setembro de 2021 às 10h05m


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Levantamento inédito mostra quanto de madeira a Amazônia perdeu em um ano. — Foto: Vicente Sampaio/Imaflora
Levantamento inédito mostra quanto de madeira a Amazônia perdeu em um ano. — Foto: Vicente Sampaio/Imaflora

A Amazônia perdeu, em 12 meses, 4,64 mil km² de madeira, o equivalente a quase três vezes o tamanho da cidade de São Paulo, a maior capital do Brasil. Os dados publicados, neste domingo (5), são de um levantamento inédito feito pela Rede Simex, formada pelas organizações ambientais Imazon, Idesam, Imaflora e ICV, e se somam a outros alertas feitos no último ano sobre o bioma.

Por meio de imagens de satélites, os pesquisadores monitoraram a exploração madeireira na Amazônia no período entre julho de 2020 a julho de 2021. Eles também pesquisaram a legalidade dessa madeira, mas não conseguiram ter acesso aos dados em 7 dos 9 estados que compõe a Amazônia Legal.

Pesquisas mostram que cresce a extração de madeira em áreas proibidas
Pesquisas mostram que cresce a extração de madeira em áreas proibidas

Apesar disso, eles identificaram que 6% do total explorado ocorreu em unidades de conservação e 5% em terras indígenas, locais onda a atividade é ilegal. (veja mais abaixo)

Além do alerta publicado neste domingo, o G1 reuniu abaixo outros 7 alertas já feitos no último ano sobre a Amazônia:

  1. Exploração madeireira: área é 3 vezes maior que a cidade de São Paulo
  2. Emissões: pela primeira vez na História, floresta passou a emitir mais CO2 do que absorver, acelerando o aquecimento global
  3. Fogo, seca e aumento da temperatura: área maior que a da Inglaterra é queimada por ano na Amazônia
  4. Perda de recursos hídricos e desmatamento: fenômeno dos "rios voadores" começam a perder força
  5. Perda de biodiversidade: pelo menos 95% das espécies da Amazônia foram afetadas pelas queimadas nos últimos 20 anos
  6. Garimpo: 93% de todo o garimpo realizado no Brasil está concentrado na Amazônia
  7. Contaminação do solo, rios e pessoas: mercúrio contaminou 6 em cada 10 indígenas munduruku e todas as espécies de peixes em rios da terra indígena
  8. Mineração: desmatamento pela atividade já bateu recorde em 2021 no bioma
Imagem aérea do Rio Juruá, na Amazônia. Biodiversidade brasileira precisa receber ao menos o dobro de investimentos para manter preservação — Foto: Bruno Kelly/Reuters
Imagem aérea do Rio Juruá, na Amazônia. Biodiversidade brasileira precisa receber ao menos o dobro de investimentos para manter preservação — Foto: Bruno Kelly/Reuters

A Amazônia abriga mais da metade da área de todas as florestas tropicais remanescentes do planeta, além de ser berço de 10% da biodiversidade do mundo. Ela também é importante na regulação do clima global, retirando e armazenando parte do gás carbônico da atmosfera - gás causador do efeito estufa.

É o maior bioma do país e corresponde a 59% do território brasileiro. O termo Amazônia Legal é usado para se referir a área de 8 estados do Norte e parte do Centro-Oeste: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão.

1- Exploração madeireira

Segundo o levantamento da Rede Simex, mais da metade dos 4,64 mil km² de madeira explorados na Amazônia entre julho de 2020 e julho de 2021 ocorreu no Mato Grosso (50,8%), com 2,36 mil km² de madeira explorada. A segunda maior área explorada foi no Amazonas (15,3%), e a terceira, em Rondônia (15%).

Em relação à categoria fundiária, 78% da madeira explorada ocorreu em imóveis rurais cadastrados, onde a exploração madeireira ocorreu em 3,62 mil km².

Nas áreas protegidas, onde a atividade madeireira pode ser autorizada dependendo de sua categoria, a exploração da madeira somou mais de 5,2 mil km², o que corresponde a 11% do total mapeado.

Outros 6% da madeira explorada na Amazônia durante o período ocorreram dentro de unidades de conservação, uma área equivalente a 2,8 mil km². A unidade que teve a maior área explorada foi o Parna dos Campos Amazônicos (AM), unidade de conservação de proteção integral, onde a exploração da madeira é proibida.

"A alta ocorrência de exploração madeireira no Parna dos Campos Amazônicos e na TI Tenharim Marmelos chama atenção pela sua localização, na tríplice divisa entre Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Uma região que vem sofrendo grande pressão por desmatamento nos últimos anos e, como esses dados mostram, também por exploração madeireira", afirma Vinicius Silgueiro, coordenador de inteligência territorial do ICV.

VÍDEO: PF apreende toneladas de madeira extraída ilegalmente da Amazônia
VÍDEO: PF apreende toneladas de madeira extraída ilegalmente da Amazônia

Vale destacar que os pesquisadores não puderam diferenciar a exploração madeireira autorizada da não autorizada para toda a região amazônica.

"A falta de acesso aos dados sobre as autorizações para o manejo florestal impede a checagem da legalidade dessa exploração na maioria dos estados — só é possível em Mato Grosso e no Pará", diz em nota a Rede Simex.

A retirada da madeira representa apenas uma das várias formas de desmatamento da Amazônia.

2-Emissões de gases do efeito estufa

Outro alerta publicado este ano mostra que o desmatamento e as mudanças climáticas estão alterando a capacidade da floresta amazônica de absorver carbono.

Segundo uma pesquisa brasileira publicada em julho na revista científica "Nature": desde 2010, apenas 18% das emissões por queimada estão sendo absorvidas pelo bioma. Com isso, Amazônia deixou de retirar da atmosfera 0,19 bilhões de toneladas de CO2 por ano.

Estudo do INPE aponta que áreas da floresta amazonia estão emitindo mais gás carbônico
Estudo do INPE aponta que áreas da floresta amazonia estão emitindo mais gás carbônico

A pesquisa também revelou que as emissões de CO2 foram dez vezes maiores nas áreas da Amazônia nos estados do Pará e Mato Grosso, onde a taxa média de desmatamento é superior a 30%. Com isso, segundo Gatti, a área se tornou uma fonte significativa de carbono.

De acordo com a revista e com os envolvidos no estudo, essa é a primeira vez que um estudo aponta a diminuição no potencial de absorção da floresta.

Apesar dos dados alarmantes, o desmatamento tem crescido na Amazônia nos últimos anos. O primeiro semestre de 2021, por exemplo, teve o maior número de alertas de desmatamento do Inpe em seis anos.

3- Fogo, seca e aumento da temperatura

Um levantamento do MapBiomas publicado em julho mostra que uma área maior que a da Inglaterra é queimada todos os anos no Brasil desde 1985. Isso equivale a quase 151 mil km² consumidos anualmente pelo fogo no período, ou cerca de 16 mil campos de futebol por ano somente na Amazônia.

Um estudo da Nature de julho também mostra que as queimadas estão deixando a deixam a floresta amazônica, que tem característica úmida, mais seca e mais quente. A publicação dá como exemplo os meses da "temporada do fogo", que vai de agosto a outubro: nesse período, a temperatura subiu 2°C e a chuva teve queda de 35% no volume.

Além disso, mais secas, as árvores ficam mais inflamáveis, precisando de menos intervenção para incendiar.

4- Perda de recursos hídricos

A Amazônia é um dos maiores reservatórios de água doce do mundo, essencial para a vida na Terra: o bioma se estende ao longo da Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do mundo, com cerca de 6 milhões de km² e mais de 1 mil afluentes.

Porém, o desmatamento e o fogo estão comprometendo a água na região. O Rio Negro, por exemplo, perdeu 22% da sua superfície desde os anos 90, segundo o MapBiomas.

O desmatamento também já compromete o fenômeno conhecido como "rios voadores", uma massa de ar úmido que viaja da Amazônia para todo o Brasil, responsável pela formação das chuvas em todo o país e por amenizar a sensação de calor. Porém, com a quantidade de floresta devastada nos últimos anos, pesquisadores alertam que este fenômeno vem perdendo força.

Os "rios voadores" estão acelerando devido ao aquecimento global e causando chuvas mais intensas — Foto: Gerard Moss
Os "rios voadores" estão acelerando devido ao aquecimento global e causando chuvas mais intensas — Foto: Gerard Moss

“Os rios voadores começam a perder quantidade de água e, consequentemente, afetam as chuvas. Como parte das mudanças climáticas envolvem o desmatamento, é um efeito cascata. Sem árvore para ajudar na transpiração, menos água na atmosfera. Menos chuva, mais seca”, explicou o meteorologista e mestre em Clima e Ambiente pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Bruno Takeshi Tanaka Portela, em uma reportagem do G1 em 2020.

5- Perda de biodiversidade

Foto mostra tamanduá morto depois de incêndio na Amazônia perto de Mirante do Norte, Rondônia, no dia 20 de agosto. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Foto mostra tamanduá morto depois de incêndio na Amazônia perto de Mirante do Norte, Rondônia, no dia 20 de agosto. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Um estudo internacional com a participação de cientistas brasileiros publicado em 1º de setembro na revista científica "Nature" revela que os incêndios que atingiram a Amazônia desde 2001 podem ter afetado 95,5% das espécies de plantas e animais vertebrados conhecidas em todo o bioma. Além disso, a cada novos 10 mil km² de área queimada, até 40 espécies a mais podem ser prejudicadas.

A publicação destacou que o fogo neste período afetou 53 das 55 espécies de mamíferos ameaçadas de extinção; 5 das 9 espécies de répteis ameaçadas de extinção; 95 das 107 espécies de anfíbios ameaçadas de extinção; e 236 das 264 espécies de plantas ameaçadas de extinção.

"A biodiversidade funciona como um cinto de segurança da Amazônia. Ou seja, quanto mais biodiversa, maior a capacidade da floresta de se adaptar a crises e resistir aos distúrbios climáticos. Porém, conforme vamos retirando diversidade das suas espécies, vamos enfraquecendo a resiliência da Amazônia", explica um dos autores do estudo, Paulo Brando, pesquisador do Ipam. 
6- Garimpo

A Amazônia concentra 93,7% dos garimpos no Brasil, segundo o MapBiomas, que monitora as transformações na cobertura e no uso da terra no país. A expansão da atividade ilegal na região tem se dado principalmente em território indígena e em unidades de conservação.

De acordo com o órgão, entre 2010 e 2020, a área ocupada pelo garimpo dentro de terras destinadas aos índios cresceu 495%. Os territórios mais afetados são as terras indígenas Kayapó (7.602 ha) e Munduruku (1.592 ha), no Pará, e os Yanomami (414 ha), no Amazonas e Roraima.

No que diz respeito às unidades de conservação, quase metade da área garimpada no Brasil em 2020 está nessas unidades de preservação (40,7%). As mais afetadas são: a Área de Proteção Ambiental do Tapajós (34.740 ha), a Flona do Amaná (4.150 ha) e o Parna do Rio Novo (1.752 ha).

O garimpo é a extração de minérios predatória e ilegal, geralmente relacionada ao ouro e não à indústria.

7- Contaminação por metais pesados

Por falar nas terras indígenas do Pará, uma pesquisa da Fiocruz e a organização ambiental WWF-Brasi de 2020 mostrou que 6 em cada 10 indígenas das aldeias da Terra Indígena Sawré Muybu, do povo Munduruku, estão contaminados com níveis acima do limite considerado seguro por agências internacionais.

Entre as crianças menores de cinco anos, a contaminação por mercúrio já deixou sequelas em 16% delas, que apresentaram problemas de coordenação motora e na fala. Um bebê de 11 meses apresentou níveis de mercúrio três vezes acima do tolerável.

A pesquisa constatou a presença de mercúrio em todos os 88 peixes coletados, de cinco espécies. Por isso, os cientistas estimaram que os indígenas estão ingerindo uma quantidade de mercúrio até 18 vezes maior que o limite seguro. E que também coloca em risco pessoas que ficam a quilômetros de distância.

Estudo da Fiocruz em aldeias indígenas no Pará mostra contaminação alarmante por mercúrio
Estudo da Fiocruz em aldeias indígenas no Pará mostra contaminação alarmante por mercúrio

O coordenador da equipe de zona costeira e mineração da MapBiomar, César Diniz, também explicou ao G1 em agosto que a contaminação por metais pesados gerado pelo garimpo vai além da Amazônia e pode chegar em quem nem mesmo vive perto da região.

"O garimpo amazônico gera uma grande quantidade de sedimento, que é enviado aos rio. E, em geral, a forma de fazer a recuperação do ouro é pelo uso de metilmercúrio, que é um absolutamente nocivo para os garimpeiros e também para a fauna, que está associada ao curso hídrico. Ou seja, o garimpo causa um problema para quem garimpa, para quem vive dos rios e até para quem nem próximo do garimpo esteve, porque a contaminação do mercúrio pode afetar os peixes vendido em mercados", explicou Diniz.

A intoxicação por mercúrio pode provocar problemas respiratórios, renais e atacar principalmente o sistema nervoso.

8- Mineração

Um estudo do MapBiomaas divulgado em agosto revelou que três de cada quatro hectares minerados no Brasil estão na Amazônia, o equivalente a 72,5% da área minerada em 2020.

Já um levantamento do G1 com dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostrou que o desmatamento por mineração na Amazônia entre janeiro e 13 de agosto de 2021 foi de 102,42 km² de floresta, o equivalente a mais de 10,2 mil campos de futebol. O número é o recorde registrado pelo Inpe para o período e a área já supera o registrado nos 12 meses de 2020.

A mineração está relacionada à atividade industrial e a produção de ferro e alumínio, podendo ser legal (quando tem autorização da Agencia Nacional de Mineração) ou ilegal.

G1 no YouTube

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sábado, 4 de setembro de 2021

Quase 30% das espécies conhecidas no planeta correm risco de extinção, diz órgão internacional

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Dentre os destaques, documento alerta que 37% dos tubarões e raias estão ameaçados, assim como os dragões de Komodo. Publicação chamada de "Lista Vermelha", da IUCN, foi atualizada neste sábado (4).
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Por Laís Modelli, G1

Postado em 04 de setembro de 2021 às 13h10m


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Andrey-Gudkov registrou briga de dragões-de-komodo no Parque Nacional de Komodo, na Indonésia.  — Foto: Andrey-Gudkov/ Wild Photographer of the Year
Andrey-Gudkov registrou briga de dragões-de-komodo no Parque Nacional de Komodo, na Indonésia. — Foto: Andrey-Gudkov/ Wild Photographer of the Year

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) alertou neste sábado (4), em sua Lista Vermelha, que 28% das 138.374 espécies já classificadas no mundo estão ameaçadas de extinção, o equivalente a 38.543 espécies.

Em resumo, segundo a publicação, estão ameaçadas de extinção:

  • 41% de espécies de anfíbios;
  • 33% dos corais de recifes;
  • 34% das coníferas, espécies em sua maioria de árvores;
  • 26% das espécies de mamíferos;
  • 37% das espécies de tubarões e de raias
  • 14% das espécies de aves
Organização alerta para proteção da vida marinha
Organização alerta para proteção da vida marinha

Um dos destaques é para os dragões de Komodo, o maior lagarto vivo do mundo e considerado Patrimônio Mundial. A classificação do lagarto passou de "vulnerável" a "ameaçado". A espécie é endêmica da Indonésia e ocorre apenas no Parque Nacional de Komodo. Por causa das mudanças climáticas, o aumento do nível do mar deverá reduzir o habitat adequado do dragão de Komodo em pelo menos 30% nos próximos 45 anos.

A Lista Vermelha também destaca as espécies marinhas, alertando que 37% dos tubarões e raias catalogados no mundo estão ameaçados de extinção. Além disso, a pesca excessiva ameaça quase dois em cada cinco tubarões de extinção. As mudanças climáticas também são apontadas como um agravo para a perda e degradação do habitat marinho.

Por outro lado, o documento reavaliou as sete espécies de atum mais pescadas comercialmente e concluiu que quatro delas mostraram sinais de recuperação graças aos países que aplicam cotas de pesca mais sustentáveis e combatem com sucesso a pesca ilegal. Uma delas é o atum albacora, que passou de "ameaçado" para "menos preocupante".

“A atualização da Lista Vermelha da IUCN de hoje é um poderoso sinal de que, apesar das crescentes pressões sobre nossos oceanos, as espécies podem se recuperar se os países realmente se comprometerem com práticas sustentáveis”, disse Bruno Oberle, Diretor Geral da IUCN.

Dezenas de raias ameaçadas de extinção são encontradas mortas em praia de Santos
Dezenas de raias ameaçadas de extinção são encontradas mortas em praia de Santos

Entre as espécies de atum que não conseguiram se recuperar, contudo, está o atum-rabilho do Sul, que passou de "criticamente em perigo" para "ameaçado".
Raia-viola, espécie ameaçada de extinção, foi encontrada no porão de uma embarcação brasileira este ano.  — Foto: Divulgação/ Polícia Ambiental
Raia-viola, espécie ameaçada de extinção, foi encontrada no porão de uma embarcação brasileira este ano. — Foto: Divulgação/ Polícia Ambiental

30% das árvores estão ameaçadas

O relatório Estado das Árvores do Mundo, publicado em agosto, descobriu que pelo menos 30% das 60 mil espécies de árvores conhecidas estão em risco de extinção. O alerta diz respeito a um total de 17,5 mil espécies de árvores, o dobro do número somado de mamíferos, pássaros, anfíbios e répteis sob ameaça, e também se baseia em dados da IUCN.

O Brasil é citado no documento como o país "que possui algumas das florestas de maior biodiversidade do mundo, possui o maior número de espécies de árvores (8.847) e também as espécies de árvores mais ameaçadas (1.788)".

Jequitibá é árvore ameaçada de extinção, clicada no Parque Estadual Vassununga — Foto: Tiago Lima/Olhos da Mata Atlântica
Jequitibá é árvore ameaçada de extinção, clicada no Parque Estadual Vassununga — Foto: Tiago Lima/Olhos da Mata Atlântica

O levantamento também alertou que cerca de 142 espécies já desapareceram da natureza e 442 estão perto da extinção — nestes casos, há menos de 50 árvores individuais de cada espécie restantes.

As espécies de árvores ameaçadas são variadas, segundo o estudo, e vão desde carvalhos e magnólias bem conhecidos, a árvores de madeira tropical, encontradas em nossa floresta amazônica.

Amazônia: fogo já afetou 95% das espécies

Foto mostra tamanduá morto depois de incêndio na Amazônia perto de Mirante do Norte, Rondônia, no dia 20 de agosto. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Foto mostra tamanduá morto depois de incêndio na Amazônia perto de Mirante do Norte, Rondônia, no dia 20 de agosto. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Um estudo publicado em 1º de setembro na revista científica "Nature", com a participação de cientistas brasileiros, revelou que os incêndios que atingiram a Amazônia desde 2001 podem ter afetado 95,5% das espécies de plantas e animais vertebrados já catalogados em todo o bioma. Os cientistas utilizaram dados da IUCN.

De acordo com a publicação da Nature, o fogo na Amazônia causado pela ação humana nos últimos 20 anos já afetou o habitat de 85,2% das espécies de plantas e animais ameaçados de extinção, sendo 53 das 55 espécies de mamíferos ameaçadas de extinção; 5 das 9 espécies de répteis ameaçadas de extinção; 95 das 107 espécies de anfíbios ameaçadas de extinção; e 236 das 264 espécies de plantas ameaçadas de extinção.

Entre os mamíferos ameaçados de extinção e que foram afetados diretamente pelo fogo na Amazônia, o estudo dá como exemplo algumas espécies de sagui e e de macacos-aranha, além de alguns exemplos de aves, como o murici.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Veja finalistas de concurso que premia fotos mais engraçadas de animais selvagens

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Candidatas flagraram pássaros mal-humorados, macacos que se exibem e peixe que pula. Campeã será anunciada em 22 de outubro; público pode escolher a vencedora do voto popular.
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Por G1

Postado em 03 de setembro de 2021 às 09h00m


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Veja fotos finalistas de concurso que premia cliques mais engraçadas de animais selvagens
Veja fotos finalistas de concurso que premia cliques mais engraçadas de animais selvagens

O concurso Comedy Wildlife Photo, que premia anualmente as fotos mais engraçadas da vida selvagem, divulgou na quarta-feira (1º) as imagens finalistas da edição deste ano.

Ao todo, são 42 registros. A fotografia escolhida como campeã pelo júri popular em votação pela internet será anunciada em 22 de outubro.

Veja algumas das finalistas abaixo:

'Humor de segunda-feira de manhã'

'Segunda-feira de manhã': foto de um estorninho Pied feita por Andrew Mayes em Rietvlei, na África do Sul. — Foto: © Andrew Mayes/Comedywildlifephoto.com
'Segunda-feira de manhã': foto de um estorninho Pied feita por Andrew Mayes em Rietvlei, na África do Sul. — Foto: © Andrew Mayes/Comedywildlifephoto.com

Se a foto do estorninho Pied acima te lembrar o seu humor na segunda-feira de manhã, não se surpreenda: esse é o título dado a ela por seu autor, o fotógrafo Andrew Mayes.

"Eu tirei esta foto enquanto fotografava um grupo de estorninhos Pied empoleirados em uma árvore na Reserva Natural Rietvlei, na África do Sul. Resume perfeitamente o meu humor na maioria das manhãs de segunda-feira :)", disse Mayes na descrição da foto para o concurso.
'Não se preocupe. Seja feliz!': libélula que parece estar sorrindo foi fotografada por Axel Bocker em Hemer, na Alemanha. — Foto: © Axel Becker /Comedywildlifephoto.com
'Não se preocupe. Seja feliz!': libélula que parece estar sorrindo foi fotografada por Axel Bocker em Hemer, na Alemanha. — Foto: © Axel Becker /Comedywildlifephoto.com

A foto da libélula azul-clara que parece estar sorrindo foi batizada de "não se preocupe. Seja feliz!" pelo seu autor, Axel Bocker, da Alemanha.

"O ano de 2020/2021 foi muito difícil para todos por causa do corona. Mas quando você sai e observa cuidadosamente a beleza de nossa natureza, os problemas parecem diminuir para mim. Então, se eu tiver um dia ruim, essa imagem me faz dar um sorriso de volta", disse Bocker sobre a foto.

Aula de natação: mamãe lontra carrega filhote com a boca para ensiná-lo a nadar em foto feita em Singapura por Chee Kee Teo. — Foto: © Chee Kee Teo /Comedywildlifephoto.com
Aula de natação: mamãe lontra carrega filhote com a boca para ensiná-lo a nadar em foto feita em Singapura por Chee Kee Teo. — Foto: © Chee Kee Teo /Comedywildlifephoto.com

Na foto, feita por Chee Kee Teo, em Singapura, a mamãe lontra carrega seu filhote com a boca para ensiná-lo a nadar (e ele parece um pouco desesperado por isso).

'Quem disse que você pode tirar uma foto minha?'

'Quem disse que você pode tirar uma foto minha?': a foto do passarinho kinglet com coroa de rubi ('Corthylio calendula') foi feita na Califórnia, nos EUA. Ele não parece satisfeito de estar sendo fotografado. — Foto: © Patrick Dirlam /Comedywildlifephoto.com
'Quem disse que você pode tirar uma foto minha?': a foto do passarinho kinglet com coroa de rubi ('Corthylio calendula') foi feita na Califórnia, nos EUA. Ele não parece satisfeito de estar sendo fotografado. — Foto: © Patrick Dirlam /Comedywildlifephoto.com

O passarinho (da espécie Corthylio calendula) não parece estar satisfeito de estar sendo fotografado nesta imagem feita por Patrick Dirlam na Califórnia, Estados Unidos.

"Eu segui este Kinglet com coroa de rubi por cerca de 15 minutos enquanto ele pulava de um galho para outro em rápida sucessão. Acho que ele sabia que eu o estava seguindo, porque, de repente, ele simplesmente parou e me encarou por cerca de 3 segundos!", descreveu Dirlam para o concurso. 
Pequena intromissão
Pequena intromissão: mãe e filhote de urso polar (à frente) foram fotografados enquanto brincavam nas águas geladas do Ártico. Em segundo plano, à esquerda, um terceiro urso polar parece acenar para a foto, se 'intrometendo' na cena. — Foto: © Cheryl Strahl /Comedywildlifephoto.com
Pequena intromissão: mãe e filhote de urso polar (à frente) foram fotografados enquanto brincavam nas águas geladas do Ártico. Em segundo plano, à esquerda, um terceiro urso polar parece acenar para a foto, se 'intrometendo' na cena. — Foto: © Cheryl Strahl /Comedywildlifephoto.com

Na imagem, feita no Ártico pela fotógrafa Cheryl Strahl, há uma pequena intromissão: uma mãe urso polar e seu filhote (à frente) foram fotografados enquanto brincavam nas águas geladas. Em segundo plano, à esquerda, um terceiro urso polar parece acenar para a foto, se "intrometendo" na cena.

'Quem consegue pular mais alto?'

Na foto, feita por Chu han lin, Taiwan, 3 peixes de olhos saltados parecem disputar quem consegue pular mais alto. Não há mais detalhes sobre a imagem, e qualquer semelhança com a sua expressão quando a fatura do cartão chega é mera coincidência. — Foto: © Chu han lin/Comedywildlifephoto.com
Na foto, feita por Chu han lin, Taiwan, 3 peixes de olhos saltados parecem disputar quem consegue pular mais alto. Não há mais detalhes sobre a imagem, e qualquer semelhança com a sua expressão quando a fatura do cartão chega é mera coincidência. — Foto: © Chu han lin/Comedywildlifephoto.com

Na foto, feita por Chu han lin, de Taiwan, um peixe de olhos saltados parece se exibir para outros dois, disputando quem consegue pular mais alto (segundo a legenda do arquivo da foto).

Os espectadores parecem impressionados.

Não há mais detalhes sobre a imagem, mas qualquer semelhança com a sua expressão facial quando a fatura do cartão chega é mera coincidência...

'Só dando uma checadinha'

'Só dando uma checadinha': a foto do macaco com testículos azuis foi feita no Parque Nacional de Luangwa Sul, na Zâmbia, sul da África.  — Foto: © Larry Petterborg /Comedywildlifephoto.com
'Só dando uma checadinha': a foto do macaco com testículos azuis foi feita no Parque Nacional de Luangwa Sul, na Zâmbia, sul da África. — Foto: © Larry Petterborg /Comedywildlifephoto.com

A foto do macaco olhando para seus testículos azuis foi feita no Parque Nacional de Luangwa Sul, na Zâmbia, sul da África. O autor, Larry Petterborg, intitulou a imagem como "só dando uma checadinha".

"Um macaco Vervet macho estava rondando uma ponte sobre o rio Luangwa no Parque Nacional de Luangwa Sul procurando alguma ação (presentes de transeuntes)", descreveu Petterborg para o concurso.

'Teste da confiança' e 'o flautista'

'Teste da confiança' e 'o flautista', da esquerda para direita: fotos feitas na Hungria por Roland Kranitz mostram um esquilo que parece estar se jogando para ser segurado por outro, em um 'teste de confiança', e, à direita, um esquilo com um pedaço de grama que parece uma flauta. — Foto: © Roland Kranitz /Comedywildlifephoto.com
'Teste da confiança' e 'o flautista', da esquerda para direita: fotos feitas na Hungria por Roland Kranitz mostram um esquilo que parece estar se jogando para ser segurado por outro, em um 'teste de confiança', e, à direita, um esquilo com um pedaço de grama que parece uma flauta. — Foto: © Roland Kranitz /Comedywildlifephoto.com

As fotos feitas pelo fotógrafo Roland Kranitz, na Hungria, mostram um esquilo que parece estar se jogando para ser segurado por outro, em um "teste de confiança", e, à direita, um esquilo segurando um pedaço de grama que parece uma flauta.

'Como é que abre essa janela?'
'Como é que abre essa janela?': a foto mostra um guaxinim tentando entrar em uma casa na França pela janela (que está fechada). — Foto: © Nicolas de Vaulx  /Comedywildlifephoto.com
'Como é que abre essa janela?': a foto mostra um guaxinim tentando entrar em uma casa na França pela janela (que está fechada). — Foto: © Nicolas de Vaulx /Comedywildlifephoto.com

A foto mostra um guaxinim tentando entrar em uma casa na França pela janela – que está fechada. Foi intitulada "como é que abre essa porcaria de janela?" pelo fotógrafo, Nicolas de Vaulx.

"Este guaxinim passa o tempo tentando entrar em casas por curiosidade – e talvez também para roubar comida", descreveu de Vaulx para o concurso.

Esconde-esconde

'Esconde-esconde': foto mostra um urso marrom descendo de uma árvore nas montanhas Hargita, na Romênia, que parece estar brincando de se esconder. — Foto: © Pal Marchhart  /Comedywildlifephoto.com
'Esconde-esconde': foto mostra um urso marrom descendo de uma árvore nas montanhas Hargita, na Romênia, que parece estar brincando de se esconder. — Foto: © Pal Marchhart /Comedywildlifephoto.com

A foto feita por Pal Marchhart nas montanhas Hargita, na Romênia, mostra um urso marrom descendo de uma árvore. A certa altura, ele parece estar brincando de se esconder.

Lagarto com 'atitude'

Lagarto de atitude: foto feita na Índia por Aditya Kshirsagar. — Foto: © Aditya Kshirsagar/Comedywildlifephoto.com
Lagarto de atitude: foto feita na Índia por Aditya Kshirsagar. — Foto: © Aditya Kshirsagar/Comedywildlifephoto.com

A foto mostra um lagarto com uma espécie de "gola" colorida no pescoço, em uma "pose com atitude" na Índia. Feita pelo fotógrafo Aditya Kshirsagar, ele descreveu a imagem da seguinte forma:

"Os machos dessas espécies de lagartos escolhem altitudes mais elevadas para monitorar seu território e se exibir. Capturei este macho em particular empoleirado na ponta de um arbusto durante o alto calor do verão", disse. 
'Vida na quarentena'
'Vida na quarentena': foto feita por Kevin Biskaborn em Ontário, no Canadá, mostra quatro guaxinins apertados dentro de um buraco em uma árvore. A foto foi intitulada 'vida na quarentena'. — Foto: © Kevin Biskaborn /Comedywildlifephoto.com
'Vida na quarentena': foto feita por Kevin Biskaborn em Ontário, no Canadá, mostra quatro guaxinins apertados dentro de um buraco em uma árvore. A foto foi intitulada 'vida na quarentena'. — Foto: © Kevin Biskaborn /Comedywildlifephoto.com

A foto mostra quatro guaxinins apertados dentro de um buraco em uma árvore.

"Isolado dentro de casa, com sua família ansiosa para sair e explorar o mundo? Esses guaxinins orientais também. Quando você pensa que não há mais espaço no oco da árvore, a mãe guaxinim aparece e mostra como o espaço é compacto", escreveu o autor da foto, Kevin Biskaborn, para o concurso.

Ele intitulou a foto, feita na província de Ontário, no Canadá, de "vida na quarentena".

"Quando a câmera e o tripé ficaram prontos, os bebês guaxinins ficaram extremamente curiosos (e cooperativos), pondo a cabeça para fora para olhar mais de perto! Os bebês subiram em cima da mãe e uns dos outros, lutando para dar uma olhada ao mesmo tempo", disse. 
'Sr. Risadinhas'
'Sr. Risadinhas': a foto mostra um filhote de foca cinza que parece estar rindo em Ravenscar, na Inglaterra. — Foto: © Martina Novotna /Comedywildlifephoto.com
'Sr. Risadinhas': a foto mostra um filhote de foca cinza que parece estar rindo em Ravenscar, na Inglaterra. — Foto: © Martina Novotna /Comedywildlifephoto.com

"Sr. Risadinhas": a foto feita por Martina Novotna em Ravenscar, na Inglaterra, mostra um filhote de foca cinza que parece estar rindo.

"Eu amei a expressão capturada. Parece tão humana", descreveu a fotógrafa para o concurso.
'Dançando para a glória'
'Dançando para a glória': na foto, o langur move o corpo e dá a impressão de que está dançando na reserva de tigres Tadoba Andhari, na Índia. — Foto: © Sarosh Lodhi /Comedywildlifephoto.com
'Dançando para a glória': na foto, o langur move o corpo e dá a impressão de que está dançando na reserva de tigres Tadoba Andhari, na Índia. — Foto: © Sarosh Lodhi /Comedywildlifephoto.com

"Dançando para a glória": na foto, feita pelo fotógrafo Sarosh Lodhi, na reserva de tigres Tadoba Andhari, na Índia, o langur move o corpo e dá a impressão de que está dançando.

'Me desenhe como um de seus ursos franceses'

'Me desenhe como um de seus ursos franceses': o urso marrom parece estar posando, deitado, para a foto feita pela fotógrafa Wenona Suydam no Alasca, Estados Unidos.  — Foto: © Wenona Suydam  /Comedywildlifephoto.com
'Me desenhe como um de seus ursos franceses': o urso marrom parece estar posando, deitado, para a foto feita pela fotógrafa Wenona Suydam no Alasca, Estados Unidos. — Foto: © Wenona Suydam /Comedywildlifephoto.com

Aqui, o urso marrom parece estar posando, deitado, para a foto, feita pela fotógrafa Wenona Suydam no Alasca, Estados Unidos.

O título dado à fotografia, "me desenhe como um de seus ursos franceses", é um trocadilho com a fala da personagem Rose, no filme "Titanic" (1997), que diz ao personagem Jack para desenhá-la "como uma de suas garotas francesas".

O prêmio

O Comedy Wildlife Photography Awards foi fundado em 2015 pelos fotógrafos profissionais Paul Joynson-Hicks e Tom Sullam. Eles queriam criar uma competição que se concentrasse no lado mais leve da fotografia da vida selvagem – e ajudasse a promover a conservação dela por meio do humor.

Neste ano, a competição está apoiando a Save Wild Orangutans, doando 10% de sua receita líquida total para a instituição. A iniciativa protege orangotangos selvagens dentro e ao redor do Parque Nacional Gunung Palung, na Indonésia.

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