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sábado, 15 de maio de 2021

Robô chinês Zhurong pousa em Marte para iniciar investigações no planeta

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Mídia estatal confirmou chegada às 20 horas de Brasília. Sonda Tianwen 1 chegou à órbita do planeta em fevereiro deste ano. Veja outras missões que levaram robôs até o planeta vermelho.
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Por G1

Postado em 15 de maio de 2021 às 07h35m


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Esta é a primeira vez que a China tenta aterrissar robô no planeta vermelho — Foto: Noel Celis / AFP Photo
Esta é a primeira vez que a China tenta aterrissar robô no planeta vermelho — Foto: Noel Celis / AFP Photo

A China anunciou através de sua mídia estatal que seu primeiro robô pousou nesta sexta-feira (14) na superfície de Marte, às 20 horas no horário de Brasília. O Zhurong — deus do fogo, na mitologia chinesa — será controlado remotamente.

  • Sonda Tianwen 1: alcançou a órbita de Marte em fevereiro deste ano e consiste em três elementos. Um deles é o módulo do robô que pousou nesta sexta.
  • Zhurong: o dispositivo está acoplado à sonda e tem 240 kg. O principal objetivo será observar a superfície de Marte.
  • Pouso ousado: os cientistas reduziram a velocidade de entrada, que é de 20 mil km/h, para praticamente a velocidade com que um ser humano caminha na hora de "baixar as rodas".

O pouso durou sete minutos e transformou a China no segundo país a tocar o solo marciano com sucesso, após os EUA, em 1976. A então União Soviética chegou a ter um equipamento que pousou em Marte antes, a Mars 3, em 1971, mas a comunicação foi perdida definitivamente apenas após alguns segundos.

Desde 1960, mais de 40 missões espaciais foram até Marte. Até agora, no entanto, menos da metade delas teve sucesso, e apenas os Estados Unidos conseguiram operar os dispositivos. Ou seja: a China se torna o segundo país a operar um robô no planeta vermelho.

Primeira selfie do robô Perseverance em Marte — Foto: Nasa

Perseverance

Em fevereiro deste ano, a agência espacial americana (Nasa) conseguiu pousar em Marte com o robô Perseverance. Ele é o quinto veículo a ter sucesso na chegada até o planeta.

Perseverance é o maior e mais complexo veículo já enviado a Marte. Pesa uma tonelada e está equipado com um braço que mede mais de dois metros.

No mês passado, durante esta missão, a Nasa voou brevemente um pequeno helicóptero, o Ingenuity, em Marte. Tornou-se o primeiro veículo motorizado a sobrevoar outro planeta.

VÍDEO: Helicóptero da Nasa faz primeiro voo em Marte
VÍDEO: Helicóptero da Nasa faz primeiro voo em Marte

Esperança

A sonda Amal ("Esperança" em português, também conhecida como "Hope") foi a primeira enviada a Marte pelos Emirados Árabes Unidos. O lançamento ocorreu em julho de 2020, dias antes do envio da sonda chinesa Tianwen-1 e da americana Perseverance.

Amal, que está na órbita marciana desde fevereiro, foi projetada para descobrir os segredos do clima do planeta vermelho.

Foto divulgada pelos Emirados Árabes como a primeira de sua missão Esperança do palenta Marte — Foto: Reprodução/Twitter/ Mohammed bin Rashid Al-Maktoum
Foto divulgada pelos Emirados Árabes como a primeira de sua missão Esperança do palenta Marte — Foto: Reprodução/Twitter/ Mohammed bin Rashid Al-Maktoum

Schiaparelli

Em 2016, a sonda europeia Schiaparelli foi batizada em homenagem a um astrônomo italiano do século XXI, e caiu abruptamente em Marte. No entanto, a Europa conseguiu colocar sua sonda de exploração TGO em órbita.

A missão ExoMars russo-europeia, que estava programada para enviar um robô para perfurar o solo marciano no verão de 2020, foi adiada até 2022 por dificuldades técnicas exacerbadas pela atual pandemia de coronavírus.

Curiosity

O robô americano Curiosity pousou em Marte em agosto de 2012. Ele é o único ainda ativo no planeta e demonstrou que Marte foi propício à vida microbiana em um passado distante e potencialmente habitável.

Na época, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a missão foi um "feito histórico" com a chegada à Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", disse em comunicado presidencial.

Em maio de 2008, Phoenix, outro aparelho americano, foi capaz de sondar o permafrost e confirmar a presença de água congelada.

Rover Curiosity, da Nasa, está em missão desde novembro de 2011 no planeta vermelho — Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Rover Curiosity, da Nasa, está em missão desde novembro de 2011 no planeta vermelho — Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS

Spirit e Opportunity

Dois robôs geológicos americanos pousaram em janeiro de 2004 para uma missão que continuou em 2010 com Spirit e, em 2018, com Opportunity.

Este último, campeão da distância extraterrestre percorrida (45 km), enviou mais de 200 mil imagens à Terra e descobriu vestígios de ambientes úmidos.

Ilustração mostra o jipe Opportunity em Marte — Foto: Nasa
Ilustração mostra o jipe Opportunity em Marte — Foto: Nasa

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Estudo feito com 'supercentenários' liga longevidade à regeneração do DNA

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Pesquisadores coletaram amostras de sangue de 81 pessoas com ao menos 105 anos de idade.
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Por G1

Postado em 14 de maio de 2021 às 19h30m


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Estudo foi feito na Itália, segunda maior população idosa no mundo — Foto: Divulgação
Estudo foi feito na Itália, segunda maior população idosa no mundo — Foto: Divulgação

A longevidade pode estar relacionada à capacidade do DNA de se regenerar, apontam pesquisadores. De acordo com o estudo publicado na revista científica eLife, os achados podem ajudar os cientistas a descobrirem como evitar as doenças relacionadas ao envelhecimento.

A pesquisa foi feita por universidades e institutos de pesquisas da Itália, Suécia e Suíça. Atualmente, a Itália é o segundo país com o maior percentual de população idosa, ficando atrás apenas do Japão, segundo o levantamento do Population Reference Bureau (PRB) de 2020.

"Nossos resultados sugerem que os mecanismos de reparo do DNA e uma baixa carga de mutações em genes específicos são dois dos mecanismos centrais que protegem as pessoas que atingiram a longevidade extrema de doenças relacionadas à idade", disse Claudio Franceschi, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade de Bolonha, à "eLife".

Decodificando a longevidade

Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram amostras de sangue de 81 centenários com pelo menos 105 anos de idade, decodificaram todo o genoma e compararam com o material genético de 36 adultos saudáveis com cerca de 68 anos.

Em um segundo momento, os resultados foram comparados com os dados de uma pesquisa anterior, que analisou 333 italianos com mais de 100 anos e 358 pessoas com cerca de 60 anos.

Pesquisas e estudos sobre o DNA estão sendo desenvolvidos utilizando a tecnologia  — Foto: Reprodução/ NSC TV
Pesquisas e estudos sobre o DNA estão sendo desenvolvidos utilizando a tecnologia — Foto: Reprodução/ NSC TV

Para manter o grupo o mais coeso possível, os pesquisadores utilizaram amostras apenas de indivíduos da península italiana para evitar heterogeneidade em termos de ancestralidade genética e étnica.

Após a análise dos dados, os pesquisadores identificaram cinco alterações genéticas comuns na faixa etária acima de 105 e 110 anos de idade nos genes chamados de COA1 e STK17A.

Segundo o estudo, o gene COA1 apresentou um sinal mais significativo entre os centenários, tal fator está associado à longevidade extrema.

Por outro lado, observou-se redução nas atividades do gene STK17A, que é responsável por processos importantes da saúde das células, como a coordenação de respostas ao dano de DNA , morte celular e a quantidade de espécies reativas ao oxigênio dentro da célula. Esse processo está associado ao desenvolvimento de doenças, entre elas, o câncer.

Além disso, os pesquisadores também mediram o número de mutações de ocorrência natural que cada grupo acumulou ao longo dos anos. “Os indivíduos 105 + / 110 + são caracterizados por uma menor prevalência de mutações somáticas em seis dos sete genes considerados estatisticamente significativos”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Os resultados, contudo, devem ser interpretados com cautela. Em suas considerações finais, os pesquisadores apontam alguns fatores limitantes à análise, como por exemplo, o número de participantes do grupo de controle, que corresponde a cerca de metade dos participantes do grupo de centenários.

Ademais, os pesquisadores não excluem a possibilidade das alterações observadas serem características da população italiana.

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Retomada do faturamento de 54% dos pequenos negócios ficará para 1º de setembro – e só se a vacinação acelerar, diz estudo

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Análise do Sebrae posterga por duas semanas a previsão inicial da retomada, que considerava a aceleração do programa de vacinação do governo contra a Covid-19.
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Por G1

Postado em 14 de maio de 2021 às 15h25m


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Estudo do Sebrae projeta retomada do faturamento dos pequenos negócios — Foto: Reprodução/RPC
Estudo do Sebrae projeta retomada do faturamento dos pequenos negócios — Foto: Reprodução/RPC

Até 9,5 milhões de pequenos negócios podem retomar o nível de atividade equivalente ao registrado antes da pandemia do coronavírus até 1º de setembro deste ano, segundo estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A projeção, feita a partir de dados da Fiocruz e do cronograma de vacinação do Ministério da Saúde, considera que metade da população brasileira estaria vacinada até esta data.

Este número representa cerca de 54% do universo de microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas no país.

Apesar de parecer otimista, o prazo foi postergado em relação à previsão da 1ª edição do estudo, realizado em abril, que apontava a mesma meta para 18 de agosto. O motivo é o lento avanço da vacinação.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a vacina é o único meio capaz de devolver a economia ao eixo da normalidade.

“Nossas projeções foram atualizadas e, como nesse curto prazo o programa de vacinação não acelerou o tanto que gostaríamos, as micro e pequenas empresas terão de buscar fôlego por pelo menos mais duas semanas. Fazemos um alerta às autoridades e à sociedade, pois quanto mais rápido imunizarmos os brasileiros, mais rápida será a retomada dos pequenos negócios”, afirma Melles. 
Retomada por setores

Os negócios que devem se recuperar mais rápido atuam, principalmente, em setores menos atingidos pela crise, como comércio de alimentos, logística, negócios pet, oficinas, construção, indústria de base tecnológica, educação, saúde e bem-estar e serviços empresariais.

Outros setores da economia, pelas suas particularidades, retornariam mais lentamente ao estágio de antes da pandemia, de acordo com o estudo. É o caso de segmentos como o de bares e restaurantes, e artesanato e moda, que só retomariam esse nível de atividade por volta do dia 5 de outubro, quando 100% das pessoas com mais de 25 anos estariam imunizadas.

Já o setor de beleza só alcançaria o estágio pré-pandemia em 15 de outubro. Os setores de turismo e economia criativa devem demorar ainda mais, se recuperando apenas em 2022, mesmo que 100% da população já tenha sido vacinada até dezembro deste ano.

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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Conflito entre Israel e Palestina: Como funciona o Domo de Ferro, poderoso escudo antimíssil israelense

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Especialistas questionam a utilidade do sistema no longo prazo do conflito palestino-israelense.
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TOPO
Por BBC

Postado em 13 de maio de 2021 às 19h35m


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Domo de Ferro: o que é e como funciona o escudo antimíssil de Israel
Domo de Ferro: o que é e como funciona o escudo antimíssil de Israel

O fogo cruzado entre forças israelenses e palestinas continua a se intensificar e as Nações Unidas temem uma "guerra em grande escala".

Desde segunda-feira (10), membros palestinos do Hamas lançaram mais de 1.000 mísseis contra Israel, a maioria contra a cidade de Tel Aviv e seus arredores. Em resposta, as forças israelenses realizaram bombardeios letais em Gaza, deixando dezenas de mortos.

Mas Israel conta com um escudo poderoso para se proteger dos foguetes lançados por militantes do Hamas a partir da Faixa de Gaza: o chamado Domo de Ferro.

Conforme o exército israelense, dos cerca de 1.050 mísseis e morteiros disparados, 850 foram interceptados por este sistema antimísseis.

Diversas imagens e vídeos comprovam a capacidade do sistema, mostrando como ele destrói diversos mísseis no ar simultaneamente e impede que caiam em áreas civis.
Os ataques balísticos das últimas horas revelaram mais uma vez o poder da Cúpula de Ferro de Israel — Foto: Getty Images/BBC
Os ataques balísticos das últimas horas revelaram mais uma vez o poder da Cúpula de Ferro de Israel — Foto: Getty Images/BBC

No entanto, como qualquer outro sistema de defesa, o Domo de Ferro não é infalível, e especialistas alertam que outras organizações com maior poder de fogo podem botar à prova sua eficácia.

Como funciona o Domo de Ferro

Também conhecido como Cúpula de Ferro, o escudo é parte de um amplo sistema de defesa aérea que opera em Israel.

Nos últimos anos, o poderosa Domo de Ferro protegeu os centros urbanos israelenses de mísseis lançados pelo Hamas — Foto: Getty Images/BBC
Nos últimos anos, o poderosa Domo de Ferro protegeu os centros urbanos israelenses de mísseis lançados pelo Hamas — Foto: Getty Images/BBC

Seu objetivo é proteger o país de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, foguetes e outras ameaças aéreas.

O sistema foi projetado pela companhia Rafael Advanced Defense System LTD, uma empresa privada com laços estreitos com as forças armadas israelenses, que constrói sistemas de defesa aérea, marítima e terrestre.

O projeto também contou com financiamento superior a US$ 200 milhões (R$ 1,06 bilhão) dos Estados Unidos.

O fabricante afirma que trata-se do sistema antimíssil mais amplamente utilizado no mundo e que é eficaz em mais de 90% dos casos.

As baterias são feitas de mísseis interceptores, radares e sistemas de comando que analisam onde os foguetes inimigos podem pousar.

A tecnologia de radar diferencia entre mísseis que podem atingir áreas urbanas e aqueles que devem errar o alvo. O sistema então decide quais devem ser interceptados.

Os interceptores são lançados verticalmente a partir de unidades móveis ou estacionárias. Eles então detonam os mísseis no ar.
Na terça à noite, os mísseis interceptados pela Cúpula de Ferro puderam ser vistos no céu israelense — Foto: Getty Images/BBC
Na terça à noite, os mísseis interceptados pela Cúpula de Ferro puderam ser vistos no céu israelense — Foto: Getty Images/BBC

Com que finalidade o sistema foi instalado?

O Domo de Ferro tem sua origem no conflito de 2006 entre Israel e o Hezbollah, grupo islâmico libanês.

À época, o Hezbollah lançou milhares de foguetes contra Israel, matando dezenas de pessoas e causando grandes estragos.

No entanto, os esforços israelenses para desenvolver um escudo antimísseis têm mais de três décadas e são parte relevante da colaboração militar entre Israel e os Estados Unidos.

Em 1986, Israel assinou um contrato com os EUA para pesquisar sistemas antibalísticos, como parte de um projeto da Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI, na sigla em inglês) do governo Ronald Reagan.

Cinco anos depois deste acordo, os líderes israelenses aceleraram os esforços para desenvolver o sistema, quando o então presidente iraquiano Saddam Hussein ordenou o lançamento de mísseis Scud contra Israel durante a Primeira Guerra do Golfo.

No início de 2010, o Domo de Ferro já havia passado com sucesso pelos testes realizados pelo exército israelense.

Em abril de 2011, o sistema foi testado em combate pela primeira vez, quando derrubou um míssil lançado contra a cidade de Beer Sheva, no sul do país.
Unidades móveis e estáticas identificam mísseis que podem cair em áreas urbanas e derrubá-los no ar — Foto: Getty Images/BBC
Unidades móveis e estáticas identificam mísseis que podem cair em áreas urbanas e derrubá-los no ar — Foto: Getty Images/BBC

Deficiências

Desde segunda-feira, em várias cidades israelenses - como Tel Aviv, Ashkelon, Modi'in e Beer Sheva — soam os alarmes que alertam sobre mísseis lançados a partir de Gaza

Militantes palestinos têm tentado saturar o poderoso sistema de defesa israelense, avaliam especialistas.

Anna Ahronheim, correspondente de defesa e segurança do jornal israelense "The Jerusalem Post", disse à BBC que foi "assustador ouvir centenas de interceptações e mísseis" caindo nas proximidades.

Israel afirma que tem como alvos locais de lançamento de foguetes, edifícios, residências e escritórios usados ​​pelo Hamas, que por sua vez diz estar indignado com o "ataque do inimigo a torres residenciais".

O Domo de Ferro teria derrubado entre 85% e 90% dos mísseis lançados pelo Hamas.

No entanto, de acordo com Yonah Jeremy Bob, analista de inteligência do "Jerusalem Post", o sistema pode ser eficiente contra ataques do Hamas, mas poderia ter mais dificuldades com organizações como o Hezbollah, capaz de lançar mais mísseis em menos tempo.

Críticas

Não há nenhuma dúvida de que o sistema tem protegido os israelenses de diversos ataques letais na última década. No entanto, há críticas quanto à sua utilidade a longo prazo.
Alguns especialistas questionam a utilidade da Cúpula de Ferro a longo prazo no conflito palestino-israelense — Foto: Getty Images/BBC
Alguns especialistas questionam a utilidade da Cúpula de Ferro a longo prazo no conflito palestino-israelense — Foto: Getty Images/BBC

Especialistas como Yoav Fromer, cientista político da Universidade de Tel Aviv, argumentam que o escudo tecnológico é um recurso de curto prazo, dentro de um conflito muito mais profundo.

"Muitos anos depois, ainda estamos presos no mesmo ciclo de violência sem fim. O notável sucesso do Domo de Ferro contribuiu, irônica e inadvertidamente, para o fracasso das políticas externas que criaram essa escalada de violência", disse Fromer à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"O fato de o governo israelense ter fracassado em desenvolver uma estratégia consistente para neutralizar a ameaça do Hamas pode ser considerado, ao menos indiretamente, como um resultado de o Domo de Ferro nos prover uma proteção considerada 'suficiente'", acrescenta o especialista.

Fromer acredita que a defesa oferecida pelo sistema contribuiu para que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu nunca sofresse pressão suficiente da opinião pública para criar políticas que resolvessem efetivamente a ameaça a partir da Faixa de Gaza.

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