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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

MadeiraMadeira torna-se o 16º 'unicórnio' brasileiro; veja a lista

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Site de venda de artigos para o lar recebeu um aporte de US$ 190 milhões liderado por SoftBank e Dynamo, chegando ao marco de US$ 1 bilhão em valor de mercado. Saiba quais outras empresas brasileiras chegaram lá.  
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Por G1  
07/01/2021 12h46 Atualizado há 2 horas
Postado em 07 de janeiro de 2021 às 14h50m


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Da esquerda para a direita, Marcelo Scandian, Daniel Scandian e Robson Privado, fundadores da MadeiraMadeira. — Foto: Divulgação
Da esquerda para a direita, Marcelo Scandian, Daniel Scandian e Robson Privado, fundadores da MadeiraMadeira. — Foto: Divulgação

O site de venda de artigos para o lar MadeiraMadeira tornou-se nesta quinta-feira (7) o 16º unicórnio brasileiro, nome dado a empresas avaliadas em ao menos US$ 1 bilhão. Para chegar no valor, a startup anunciou hoje um aporte de US$ 190 milhões liderado por SoftBank e Dynamo.

A MadeiraMadeira foi criada há 10 anos e registrou crescimento de 120% no ano passado, favorecida tanto pela maior procura por itens para a casa como pelo avanço do comércio eletrônico. Os dois segmentos saíram beneficiados em meio à pandemia do novo coronavírus.

A startup é o primeiro unicórnio de 2021. O Brasil tem outras 15 empresas que atingiram o mesmo marco. A primeira delas foi a 99, em 2017. O ano que mais registrou o "nascimento" de unicórnios foi 2019. Foram cinco: Gympass, Wildlife, Ebanx, Loggi e QuintoAndar.

Segundo a Associação Brasileira de Startups, o Brasil chegou a 13.380 startups em 2020. Em 2017, quando a 99 atingiu o valor de US$1 bilhão, havia 5.147 empresas do tipo cadastradas na Abstartups.

Abaixo, a lista de todos os unicórnios do país:

  1. 99 (2017)
  2. Nubank (2018)
  3. Stone Pagamentos (2018)
  4. PagSeguro (2018)
  5. Arco Educação (2018)
  6. Movile/iFood (2018)
  7. Gympass (2019)
  8. Wildlife (2019)
  9. Ebanx (2019)
  10. Loggi (2019)
  11. QuintoAndar (2019)
  12. Creditas (2020)
  13. Loft (2020)
  14. Vtex (2020)
  15. C6 Bank (2020)
  16. Madeira Madeira (2021)
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Ações europeias saltam diante de expectativas com vacinas e vitória democrata no Senado dos EUA

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O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,4%, para o seu nível mais alto desde o fim de fevereiro de 2020, enquanto o FTSE 100 do Reino Unido teve alta de 3,5% e o DAX da Alemanha ganhou 1,8%. 
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TOPO
Por Reuters  
06/01/2021 15h14 Atualizado há 4 horas
Postado em 06 de janeiro de 2021 às 19h20m


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As ações europeias avançaram nesta quarta-feira — Foto: Reuters
As ações europeias avançaram nesta quarta-feira — Foto: Reuters

As ações europeias avançaram nesta quarta-feira (6) depois que uma segunda vacina contra a Covid-19 obteve aprovação do órgão regulatório local, enquanto as apostas aumentaram por um maior estímulo fiscal dos Estados Unidos à medida que os democratas se aproximavam da vitória no Senado.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,4%, para o seu nível mais alto desde o fim de fevereiro de 2020, enquanto o FTSE 100 do Reino Unido teve alta de 3,5% e o DAX da Alemanha ganhou 1,8%.

A vacina da Moderna Inc, que obteve aprovação da Autoridade Europeia de Medicamentos e mais tarde da Comissão Europeia, é vista como um grande impulso para as esperanças europeias de conter o coronavírus.

"As ações da zona do euro já estavam em modo de recuperação nesta manhã e, em seguida, a Agência Europeia de Medicamentos aprovou a vacina contra o coronavírus da Moderna para uso na UE, o que melhorou o sentimento otimista", disse David Madden, analista de mercado da CMC Markets em Londres.

Os bancos, economicamente sensíveis, tiveram alta de 5,5%, registrando seu melhor pregão em dois meses, com os papéis do britânico HSBC, do espanhol Santander e o francês BNP Paribas fornecendo os maiores ganhos.

As principais petrolíferas, como BP, Royal Dutch Shell e Total, tiveram alta de quase 6,5%, já que os preços do petróleo atingiram seus maiores níveis desde fevereiro de 2020 após a promessa da Arábia Saudita de cortar a produção em uma reunião com produtores aliados.

Em LONDRES, o índice Financial Times teve alta de 3,47%, a 6.841 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX ganhou 1,76%, a 13.891 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 valorizou-se 1,19%, a 5.630 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 2,4%, a 22.734 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 3,2%, a 8.350 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 ganhou 3,19%, a 5.168 pontos.

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Mais de 14 milhões de famílias vivem na extrema pobreza, maior número desde 2014

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País tinha mais de 14 milhões de famílias em situação de extrema pobreza inscritas no Cadastro Único em outubro de 2020, com renda per capita de até R$ 89.  
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Por Marta Cavallini, G1  
06/01/2021 12h55 Atualizado há 4 horas
Postado em 06 de janeiro de 2021 às 16h55m


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Aumentou o número de famílias em extrema pobreza no Brasil — Foto: Sergio Amaral/Ministério da Cidadania
Aumentou o número de famílias em extrema pobreza no Brasil — Foto: Sergio Amaral/Ministério da Cidadania

O país tinha mais de 14 milhões de famílias em situação de extrema pobreza inscritas no Cadastro Único em outubro de 2020, segundo último balanço divulgado pelo Ministério da Cidadania. Esse total de famílias equivale a 39,99 milhões de pessoas com renda per capita de até R$ 89 que vivem na miséria no Brasil.

O número de famílias em extrema pobreza no Brasil em outubro de 2020 - 14.058.673 - é o maior desde dezembro de 2014, quando eram 14.095.333. Além disso, houve um salto de 1.308.005 de famílias em condição de miséria desde o início do governo Jair Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e outubro de 2020 – veja no gráfico abaixo:

Famílias em situação de extrema pobreza cadastradas no CadÚnico — Foto: Economia G1
Famílias em situação de extrema pobreza cadastradas no CadÚnico — Foto: Economia G1

Já o número de famílias em situação de pobreza, com renda per capita de R$ 89,01 a R$ 178, ficou em 2.877.099 em outubro - maior número registrado desde agosto de 2019 (3.005.580) - veja no gráfico abaixo:

Famílias em situação de pobreza cadastradas no CadÚnico — Foto: Economia G1
Famílias em situação de pobreza cadastradas no CadÚnico — Foto: Economia G1

Naquele mês, 29.734.614 de famílias estavam inscritas no Cadastro Único. Desse total, 47% estavam em situação de extrema pobreza. Veja abaixo:

  • Renda per capita de R$ 0,00 até R$ 89,00: 14.058.673 (47%)
  • Renda per capita de R$ 89,01 até R$ 178,00: 2.877.099 (10%)
  • Renda per capita de R$ 178,01 até 1/2 salário mínimo (R$ 522,50): 6.265.934 (21%)
  • Renda per capita acima de 1/2 salário mínimo (R$ 522,50): 6.532.908 (22%)

Quando são analisados os números referentes às pessoas inscritas no Cadastro Único, do total de 77.463.767 em outubro, 52% estavam em situação de extrema pobreza. Veja abaixo:

  • Renda per capita de R$ 0,00 até R$ 89,00: 39.990.357 (52%)
  • Renda per capita de R$ 89,01 até R$ 178,00: 8.848.751 (11%)
  • Renda per capita de R$ 178,01 até 1/2 salário mínimo (R$ 522,50): 17.793.063 (23%)
  • Renda per capita acima de 1/2 salário mínimo (R$ 522,50): 10.831.596 (14%)

O Cadastro Único é um conjunto de informações sobre os brasileiros em situação de pobreza e extrema pobreza e abrange as famílias de baixa renda que ganham até meio salário mínimo por pessoa ou até 3 salários mínimos de renda mensal total.

Essas informações são utilizadas pelo governo federal, Estados e municípios para implementação de políticas públicas. Além disso, diversos programas e benefícios sociais do governo utilizam o Cadastro Único como base para seleção das famílias, em especial o Bolsa Família.

Fim do Auxílio Emergencial

De acordo com o Ministério da Cidadania, 95% das famílias do Bolsa Família migraram para o Auxílio Emergencial, pelo fato de o valor ser mais vantajoso para os beneficiários. De acordo com dados de novembro de 2020, 12,4 milhões de famílias, do total de 14,2 milhões cadastradas no Bolsa, estavam recebendo o Auxílio.

Os beneficiários do Bolsa Família receberam a última parcela do Auxílio Emergencial em 23 de dezembro. A partir de janeiro, esse público voltou a receber o Bolsa.

Essas famílias receberam no ano passado cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil e quatro de R$ 300 ou R$ 600. O valor médio pago pelo Bolsa Família gira em torno de R$ 190. Ou seja, milhares de beneficiários receberam por nove meses em 2020 valores acima do que pagaria o Bolsa Família. Com isso, a tendência é que aumente ainda mais o número de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza no país.

Segundo balanço da Caixa até o dia 28 de dezembro, o Auxílio Emergencial pagou R$ 291,8 bilhões a 67,9 milhões de beneficiários, incluindo os inscritos no CadÚnico e Bolsa Família e trabalhadores autônomos e desempregados.

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Juliano Moreira: o psiquiatra negro que revolucionou o tratamento de transtornos mentais no Brasil

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Cientista e professor baiano humanizou o tratamento de pacientes psiquiátricos no século 20 e lutou contra teses racistas que relacionavam miscigenação a doenças mentais no Brasil. 
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TOPO
Por BBC  
06/01/2021 12h14 Atualizado há 2 horas
Postado em 06 de janeiro de 2021 às 14h20m


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Homenagem feita pelo Google a Juliano Moreira no dia em que ele completaria 149 anos — Foto: Google via BBC
Homenagem feita pelo Google a Juliano Moreira no dia em que ele completaria 149 anos — Foto: Google via BBC

No início do século 20, ele "revolucionou o tratamento de pessoas com transtornos mentais no Brasil e lutou incansavelmente para combater o racismo científico e a falsa ligação de doença mental à cor da pele".

É assim que o Google apresenta o trabalho do psiquiatra brasileiro Juliano Moreira, ao homenagear o trabalho do cientista e professor baiano neste dia 6 de janeiro, quando o nascimento dele completa 149 anos.

Moreira nasceu em Salvador, em 1872, filho de uma mulher negra que trabalhava em uma casa de aristocratas na Bahia — algumas biografias apontam que ela mesma era escrava e outros relatos mencionam que ela era descendente de escravos. Só em 1888 o Brasil aprovaria a Lei Áurea, que determinava o fim da escravidão.

Os relatos sobre a vida de Moreira destacam a condição de pobreza na origem dele e o fato de que teve que vencer fortes obstáculos para entrar na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos. Com apenas 18 anos, ele estava formado e era um dos primeiros médicos negros do país, segundo a Academia Brasileira de Ciências.

Ali começava a carreira de Moreira, que viria a ser considerado o fundador da disciplina psiquiátrica no Brasil, como aponta artigo do Brazilian Journal of Psychiatry.

Moreira é um dos grandes nomes de estudiosos negros relevantes na história do Brasil e que muitas vezes são apagados de currículos escolares, em um exemplo de como a educação brasileira acentua desigualdade racial e dá menos atenção a heróis negros em diversas áreas.

Moreira entrou na faculdade de Medicina aos 13 anos e, aos 18 anos, já era médico — Foto: Domínio público via BBC
Moreira entrou na faculdade de Medicina aos 13 anos e, aos 18 anos, já era médico — Foto: Domínio público via BBC

Tratamento humanizado

Cinco anos depois de formado, Moreira se tornou professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina da Bahia, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Além da luta contra teses racistas que relacionavam a miscigenação a doenças mentais no Brasil, Moreira também é reconhecido por humanizar o tratamento de pacientes psiquiátricos.

Em 1903, assumiu a direção do Hospício Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro. Lá, ele aboliu o uso de camisas de força, retirou grades de todas as janelas e separou pacientes adultos de crianças.

Moreira aboliu o uso de camisas de força, retirou grades de todas as janelas e separou adultos de crianças no Hospício Nacional de Alienados — Foto: Domínio público via BBC
Moreira aboliu o uso de camisas de força, retirou grades de todas as janelas e separou adultos de crianças no Hospício Nacional de Alienados — Foto: Domínio público via BBC

A Academia Brasileira de Ciências aponta que, graças aos esforços de Moreira, foi aprovada uma lei federal para garantir assistência médica e legal a doentes psiquiátricos. Ele também foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Neurologia e Medicina legal e da Academia Brasileira de Ciências, da qual foi presidente.

Quando era vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências, Moreira recebeu Albert Einstein em sua primeira visita ao Brasil.

Durante sua carreira, também participou de muitos congressos médicos e representou o Brasil no exterior, na Europa e no Japão.

Ele morreu em 1933, em Petrópolis, depois de ser internado para tratamento de tuberculose. Após o falecimento dele, um hospital psiquiátrico na Bahia foi batizado como Hospital Juliano Moreira.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Animal pré-histórico descoberto em São João do Polêsine é capa da revista 'Nature'

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Fósseis de um lagerpetídeo, espécie ainda pouco conhecida que possui características semelhantes aos pássaros, foram encontrados em sítio arqueológico em 2010.  
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Por Janaína Lopes, G1 RS  
05/01/2021 05h30 Atualizado há 09 horas
Postado em 05 de janeiro de 2021 às 14h35m


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Ixalerpeton viveu há mais de 230 milhões de anos e foi encontrado em sítio arqueológico do RS — Foto: Arte/Rodolfo Nogueira
Ixalerpeton viveu há mais de 230 milhões de anos e foi encontrado em sítio arqueológico do RS — Foto: Arte/Rodolfo Nogueira

Um animal pré-histórico encontrado em São João do Polêsine, na Região Central do RS, estampou a capa da revista científica Nature, em dezembro. O ixalerpeton polesinensis, como foi batizado o fóssil, viveu há cerca de 230 milhões de anos, e é tema do artigo "Enigmáticos precursores de dinossauros preenchem lacuna até a origem dos Pterosauros".

O animal é objeto de estudo de um grupo internacional de pesquisadores há cerca de dez anos, desde que foi encontrado no sítio Buriol, na cidade gaúcha. O professor e paleontólogo Sérgio Cabreira, da Associação Sul Brasileira de Paleontologia, é um dos autores da descoberta e assina o artigo, junto com especialistas de vários países, como Argentina e Estados Unidos.

Foi a primeira vez que um lagerpetídeo foi encontrado no Brasil, um tipo ainda raro de animal pré-histórico. Esses pequenos animais são os antepassados dos pterossauros, espécie de dinossauros que voavam. E também possuem semelhanças com os antepassados das aves.

Segundo Sérgio Cabreira, o ixalerpeton encontrado tem mais ou menos o mesmo tamanho de um quero-quero. Estava na mesma rocha em que os fósseis do buriolestes schutlzi, um dos precursores dos dinossauros, foram localizados.

Animal possui características evolutivas semelhantes às dos pterossauros, dinossauros voadores, e das aves — Foto: Reprodução/Nature
Animal possui características evolutivas semelhantes às dos pterossauros, dinossauros voadores, e das aves — Foto: Reprodução/Nature

Embora estivesse desarticulado, o fóssil do ixalerpeton estavam completos, diz o professor. "Partes do crânio, as mandíbulas, esqueleto da coluna, dos membros, muitas peças foram encontradas. Isso trouxe novas informações".

Com o material completo, o bom estado dos ossos e tecnologias de estudo, como uma ferramenta que possibilita a realização de imagens internas dos fósseis, foi possível aprofundar os conhecimentos no até então pouco conhecido grupo de animais.

O lagerpetídeo, por exemplo, possui o labirinto ósseo, que fica no ouvido, bastante desenvolvido, o que está ligado à capacidade de voar. O animal encontrado no RS não voava, mas fornece elementos para desvendar as origens dos pássaros.

"[o animal] Tinha um sistema de equilíbrio extremamente complexo, parecido com o sistema de equilíbrio dos pterossauros, que eram animais voadores. E muito parecido com o labirinto das aves", diz o professor.

Também foi possível observar que o lagerpetídeo tinha um metabolismo acelerado, o que é pré-requisito para a atividade do voo, que exige muita energia.

"Essas pré-adaptações são necessárias. Não tem como o animal se lançar ao espaço pra voar sem que previamente ele tenha adquirido condições", afirma.

Fósseis foram encontrados no sítio arqueológico Buriol, junto com os ossos do buriolestes, um dos dinossauros mais antigos  — Foto: Divulgação
Fósseis foram encontrados no sítio arqueológico Buriol, junto com os ossos do buriolestes, um dos dinossauros mais antigos — Foto: Divulgação

Uma palavra em um livro

O ixalerpeton e buriolestes já foram citados em 113 artigos internacionais sobre paleontologia nos últimos anos, de acordo com o professor Sergio Cabreira. Isso mostra a importância da descoberta.

"Nós brasileiros também estamos participando dessa aventura que é a descoberta da origem desses grupos", afirma.

"Uma das coisas mais difíceis da paleontologia é nós encontrarmos os fósseis que deram origem aos grandes grupos de animais. Por exemplo, o ancestral dos mamíferos, das aves, dos dinossauros", diz.

"Quando surge um grupo novo na natureza, ele surge num momento único. Tu tem uma transformação total, o grupo surge pronto, e diferente do ancestral. O que acontece que os pterossauros é que a origem e o tempo em que eles surgiram era um ponto obscuro dentro da paleontologia de vertebrados", diz.

E mesmo importante, a descoberta não esgota o conhecimento dos animais e do período histórico, e levanta ainda muitas outras dúvidas.

"É uma parte muito pequena que existiu na face na terra. É uma palavra dentro de um livro", ressalta.

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Vendas de veículos novos caem 26% em 2020 e setor tem pior resultado desde 2016

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Foram emplacados 2,05 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Pandemia do coronavírus interrompeu sequência de crescimento, mas Fenabrave prevê alta de 16% em 2021.  
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Por Guilherme Fontana, G1  
05/01/2021 10h04 Atualizado há 1 horas
Postado em 05 de janeiro de 2021 às 11h10m


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Venda de carros novos em concessionária de São Paulo — Foto: Fábio Tito/G1
Venda de carros novos em concessionária de São Paulo — Foto: Fábio Tito/G1

As vendas de veículos novos caíram 26,16% em 2020, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (5) pela Fenabrave, a associação dos concessionários. Foi a primeira queda nas vendas em 4 anos e o maior tombo anual desde 2015 (26,55%), reflexo da pandemia do coronavírus.

Foram emplacados 2.058.315 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no ano passado, o menor número dos últimos 4 anos. Como comparação, em 2019 foram 2.787.618. Em 2016, foram 2.050.240 unidades.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a queda em 2020 foi menor que a esperada e o resultado só não foi melhor pelos problemas com falta de peças e componentes enfrentado pelas fabricantes.

“Os principais fatores que influenciaram nessa melhora, principalmente a partir do segundo semestre, foram a manutenção da taxa de juros, em um patamar baixo e o Auxílio Emergencial, oferecido pelo governo federal, que colaboraram para o aquecimento do comércio e para a baixa inadimplência", disse Alarico.

Vendas de veículos novos no Brasil — Foto: Economia G1
Vendas de veículos novos no Brasil — Foto: Economia G1

Setor tem melhor mês do ano em dezembro

Com o retorno pleno do funcionamento das atividades econômicas, dezembro registrou as maiores vendas do ano, com 194.679 veículos vendidos e crescimento de 8,43%. O melhor resultado anterior havia sido o de novembro, com 177.561 unidades.

O presidente da associação também aponta para a falta de disponibilidade de veículos no mercado, como reflexo da pandemia. Para ele, por isso, a recuperação "não foi suficiente para superar os resultados do último trimestre de 2019".

Ônibus puxaram queda no ano

Entre os segmentos, os ônibus foram os mais afetados pela queda nas vendas, com retração de 33% em 2020. "As empresas de transporte de passageiros, os fretamentos, entre outros, sofreram muito com a queda em seu faturamento", disse o presidente da associação.

Depois deles, os automóveis tiveram a maior variação negativa. Foram 1,16 milhão em 2020, contra 2,26 milhões em 2019, redução de 28,57%.

Por outro lado, com mercado aquecido, os caminhões registraram a menor redução nas vendas, com 12,31%.

Chevrolet na liderança, seguida por Volkswagen

A Chevrolet fechou 2020 na liderança, com 17,35% do mercado de automóveis e comerciais leves. A posição é puxada pelo Onix, modelo mais vendido do Brasil pelo 6º ano seguido.

Em segundo lugar está a Volkswagen, com 16,8%, seguida da Fiat, com 16,5%.

Projeções para 2021

A entidade espera um crescimento gradual das vendas para este ano, projetando uma alta de 16% para automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, sobre os resultados de 2020. As previsões se baseiam na expectativa de crescimento do PIB e na retomada da economia.

“Esperamos poder recuperar, aos poucos, o mercado, mas ainda há incertezas e fatos que podem repercutir nas nossas projeções”, aponta Alarico Assumpção Júnior.

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