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segunda-feira, 9 de março de 2020

Considerada ave rara, choca-do-acre só pode ser vista no Parque da Serra do Divisor

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Pesquisador diz que mudança na unidade de conservação pode colocar animal em risco de extinção. Novo registro da ave foi feito durante expedição no fim do ano passado.
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 Por Tácita Muniz, G1 AC — Rio Branco  

 Postado em 09 de março de 2020 às 10h30m  
Gipope-Marketing

      Post.N.\9.168  
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Choca-do-acre só pode ser vista, em todo o mundo, no Parque da Serra do Divisor  — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal Choca-do-acre só pode ser vista, em todo o mundo, no Parque da Serra do Divisor — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal
A choca-do-acre, tida ainda como uma espécie nova para a ciência, é uma ave rara que só pode ser encontrada no Parque Nacional da Serra do Divisor (PNSD), no interior do estado. De cores escuras, mede entre 15 e 16 centímetros de comprimento e pesa entre 21 e 23 gramas. O novo registro da ave foi feito durante uma expedição no parque no final do ano passado.

De 25 de novembro até 8 de dezembro, pesquisadores de várias áreas fizeram mais uma expedição para estudar a área que fica na divisa entre Acre e Peru e quem tem chamado atenção de políticos, que estão propondo um projeto de lei que muda a unidade de conservação da área de proteção integral para uma área de uso sustentável.

A medida, para os pesquisadores, ameaça gravemente a fauna e flora da unidade de conservação, que reúne uma das maiores diversidades já registradas na Amazônia. O exemplo disso é a choca-do-acre. Registrada em 2004, ela é uma espécie que, em todo o mundo, só pode ser vista na Serra do Divisor.

“[Ela] tem tanto do lado brasileiro, como do lado peruano e é uma espécie que vive na montanha da serra, não está na parte baixa da serra, só está nas montanhas acima de 400 metros de altitude. Ela foi descoberta há alguns anos, mas, ela não tem mais em nenhum lugar do mundo. Tem várias espécies de aves que são muito raras em alguns locais da Amazônia, mas que na área do parque são relativamente comuns e isso é um potencial incrível para observação de aves, o chamado bird watching”, explica o biólogo Tomaz de Melo, que é doutorando do programa de pós-graduação em Zoologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e que participou da expedição.

Ele explica que todo o material coletado na expedição científica foi levado para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde vai ser estudado e, pela primeira, uma lista oficial das aves do parque deve ser publicada em uma revista científica.
A saracura-lisa foi registrada pela primeira vez no Acre no final de 2019 — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal  A saracura-lisa foi registrada pela primeira vez no Acre no final de 2019 — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal

Novas espécies
A novidade é que no ano passado, com esse novo estudo, foram registradas na Serra do Divisor cinco novas espécies dentro da unidade. São elas:
  • Gavião-urubu (Buteo albonotatus)
  • Quero-quero (Vanellus chilensis)
  • Mãe-de-taoca-avermelhada
  • Barbudo-de-pescoço-ferrugem (Malacoptila rufa)
  • Saracura-lisa (Amaurolimnas concolor)
Esta última espécie foi a primeira vez que foi registrada no estado, segundo o pesquisador. “No tempo que ficamos lá, registramos 326 espécies de aves, mas na área do parque tem mais de 500 aves documentadas. Foram ao menos 5 espécies novas para o Parque Nacional da Serra do Divisor”, explica.

Agora, Melo, reunido com outros pesquisadores que também possuem estudos das aves na unidade, quer produzir um artigo científico e tentar publicá-lo em uma revista da área. O pesquisador pontua também a diferença entre as aves documentadas da Serra do Divisor e do Parque Estadual Chandless, conhecido também por ser um dos pontos preferidos no estado para o observatório de aves.
Rapazinho-carijó é uma das espécies que pode ser vista também na Serra do Divisor  — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal  
Rapazinho-carijó é uma das espécies que pode ser vista também na Serra do Divisor — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal

“No Chandless não tem nenhuma espécie de ave que seja endêmica daquela região, diferente da Serra do Divisor, que já tem. E por que acontece isso? Porque a Serra do Divisor tem montanha e quando você tem montanha na Amazônia, você vai encontrar espécies de animais que só ocorrem lá, sendo uma área de evolução”, salienta.

O levantamento agora oficial deve ser divulgado, inclusive, com documentos em vídeos, fotos e até material genético, indicando onde a ave pode ser encontrada. A ideia é que a primeira lista oficial de aves da Serra do Divisor fique pronta até março deste ano.
Barbudo-de-pescoço-ferrugem também está entre as espécies descobertas  — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal Barbudo-de-pescoço-ferrugem também está entre as espécies descobertas — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal

Perigo de extinção
O pesquisador alerta ainda para as consequências ambientais desastrosas que podem ocorrer, caso o projeto de lei 6.024 seja aprovado. Apresentando pela deputada federal Mara Rocha (PSDB), a medida quer modificar a categoria da unidade de conservação Parque Nacional da Serra do Divisor, localizada no Vale do Juruá, no interior do Acre, e alterar os limites da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex).

Com a aprovação do projeto, o Parque Nacional da Serra do Divisor, criado há mais de 30 anos, passaria a ser classificado e denominado como Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Divisor, tirando a proteção integral da região.
Projeto de lei quer mudar unidade de proteção de integral para de uso sustentável  — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal Projeto de lei quer mudar unidade de proteção de integral para de uso sustentável — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal

No total, no plano de manejo do parque, que deve passar por atualização futuramente, registraram-se a presença de 1.233 espécies de animais.

Destas, 90 foram considerados de valor especial para conservação – 76 vertebrados e 14 invertebrados. Foram registradas ainda a presença de 485 espécies de aves, 101 de anfíbios, 102 espécies de grandes mamíferos e 55 morcegos.

Abrir a área para intervenções e explorações é um caminho para colocar em risco aves como a choca-do-acre.

“Caso o projeto de lei seja aprovado mesmo e o parque passe a ser uma área de proteção ambiental e uma estrada passe a ser construída dentro do parque, essa choca-do-acre pode se tornar criticamente ameaçada de extinção, porque você vai estar não só tirando a proteção, você abre brecha para desmatamento. Por enquanto, ela está ocorrendo em uma área de proteção integral, mas se você tira esse status, ela pode, em um futuro próximo, estar completamente ameaçada de extinção”, finaliza.

Uma petição online tenta barrar a aprovação do projeto e já reúne mais de 83 mil assinaturas.
Parque Nacional da Serra do Divisor tem uma das faunas e floras com mais diversidade de espécies — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal Parque Nacional da Serra do Divisor tem uma das faunas e floras com mais diversidade de espécies — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal

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domingo, 8 de março de 2020

BMW X6 com grade iluminada chega ao Brasil por R$ 515 mil

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SUV grande também tem assistente pessoal virtual que aprende os gostos do motorista. Motor de 6 cilindros tem 340 cv e faz veículo alcançar os 250 km/h.
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 Por G1  

 Postado em 08 de março de 2020 às 15h45m  
Gipope-Marketing
      Post.N.\9.167  
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BMW X6 com grade iluminada — Foto: Divulgação
BMW X6 com grade iluminada — Foto: Divulgação
A nova geração do BMW X6 acaba de chegar ao Brasil. Vendido, por enquanto, em versão única, xDriv40i M Sport, o SUV grande custa R$ 514.950.

Um dos principais atrativos, no entanto, além do visual atualizado, é a grande grade iluminada - como o G1 mostrou no último Salão de Frankfurt. A pintura em preto fosco, no entanto, não está disponível em nenhum mercado.
BMW X6 — Foto: Divulgação
BMW X6 — Foto: Divulgação

O novo X6 tem motor de 6 cilindros em linha, que entrega 340 cavalos e 45,9 kgfm, e câmbio automático de 8 marchas. De acordo com a BMW, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos, e alcança os 250 km/h. Ele chega ao Brasil importado dos Estados Unidos.

Nas medidas, o X6 está 2,6 cm mais comprido, chegando a 4,94 m. No entre-eixos, são 2,98 m, 4,2 cm a mais do que na geração anterior. Por outro lado, o SUV ficou 0,6 cm mais baixo. Ainda assim, são 1,70 m de altura.
BMW X6 — Foto: Divulgação
BMW X6 — Foto: Divulgação

Também há novos equipamentos, como o assistente pessoal, que explica o funcionamento de equipamentos, e é acionado quando algum passageiro diz a frase “olá BMW”. O sistema também pode aprender os hábitos do motorista, e adaptar suas funções.

Até a chave do X6 é inteligente. A peça possui uma tela colorida e sensível ao toque, que traz informações do veículo, como localização, autonomia e reparos necessários. O motorista também pode travar e destravar as portas, acionar a iluminação interna e abaixar os vidros, por exemplo.

G1 CONHECEU X6 PRETO 'ULTRAFOSCO' NO SALÃO DE FRANKFURT
Salão de Frankfurt: conheça o BMW com pintura que não reflete a luz
Salão de Frankfurt: conheça o BMW com pintura que não reflete a luz

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sábado, 7 de março de 2020

'Pastas Protegidas' do Windows: conheça recurso que pode proteger arquivos contra vírus de resgate

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Pastas podem ser configuradas para bloquear alterações feitas por programas desconhecidos. 
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 Por Altieres Rohr  

 Postado em 07 de março de 2020 às 17h05m  
Gipope-Marketing
      Post.N.\9.166  
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Recurso do Windows tenta deixar arquivos pessoais fora do alcance dos vírus de resgate. — Foto: ReproduçãoRecurso do Windows tenta deixar arquivos pessoais fora do alcance dos vírusde resgate. — Foto: Reprodução

A prevenção é de longe a melhor receita para evitar problemas com vírus de resgate.

Depois que uma dessas pragas contamina o computador e criptografa os arquivos, a recuperação dos dados vai quase sempre depender de um pouco de sorte. Se você não tinha uma cópia de segurança (um "backup") dos arquivos, a situação pode ser bastante complicada.

Se você não puder enviar seus arquivos para um serviço em nuvem, nem fazer uma cópia deles para outro disco rígido – ou ainda queira algum tipo de proteção adicional –, o Windows 10 tem um recurso chamado de Pastas Protegidas ou Pastas Controladas, que "trava" determinadas pastas e impede que programas não autorizados façam modificações.

Em uma contaminação por vírus de resgate, o recurso pode impedir que o vírus criptografe os arquivos da pasta, protegendo os seus arquivos.
Além disso, como você recebe uma notificação sobre o bloqueio, o recurso também pode acabar alertando você da presença do vírus resgate.
Para garantir a eficácia do Pastas Protegidas, o Windows 10 deve estar com todas as atualizações instaladas. O recurso foi adicionado ao sistema na atualização dos criadores de outono (1709), de 2017.

Recurso exige alguns cuidados
A função Pastas Protegidas bloqueia modificações em todas as pastas de "Biblioteca" do Windows. Pastas como Imagens, Documentos e Música, portanto, ficam restritas, e não é possível excluí-las da proteção. Ela não é ativada "de fábrica" pela Microsoft – e há um bom motivo para isso.

O problema é que vários programas gravam arquivos nessas pastas, principalmente em "Documentos". O bloqueio pode gerar alertas e até perda de dados — se algo não puder ser salvo nessa pasta por um dos programas que você usa, pode ser que o programa não repita a tentativa e falhe de forma silenciosa. Isso acontece porque o software não espera ser incapaz de armazenar arquivos na pasta "Documentos".

Certas pastas ficam livres, como a "Downloads". Se você baixar um arquivo nessa pasta, você pode movê-lo mais tarde para qualquer outro lugar usando o Explorador de Arquivos e o Copiar e Colar (CTRL+C / CTRL+V), sem qualquer dificuldade.

Em outras palavras, até os programas que não podem alterar os arquivos na pasta Documentos ainda poderão modificar os arquivos na pasta Downloads e em outras que não estiverem na lista da proteção.

Os programas que necessitam de acesso às pastas protegidas precisam ser liberados. Felizmente, vários programas recebem autorização prévia pelo Windows. Mesmo assim, você deve prestar muita atenção nas notificações de bloqueio e autorizar os programas em que você confia para evitar que dados sejam jogados fora.
O Pastas Protegidas é um bom recurso de conveniência, principalmente para garantir que arquivos mais recentes não sejam perdidos em um possível ataque.
Ele não dispensa a realização de backups, porque não é capaz de proteger os dados contra falhas no dispositivo de armazenamento ou outros acidentes.

Como ativar o 'Pastas Protegidas'
Para garantir a eficácia do Pastas Protegidas, você deve colocar o Controle de Conta de Usuário em nível máximo. No menu iniciar, digite "Controle de Conta de Usuário" (ou simplesmente UAC) e aperte a tecla Enter. Na janela que aparece, coloque a barra deslizante no seu ponto mais alto ("Sempre notificar") e clique em OK.
Configure o Controle de Conta de Usuário. — Foto: ReproduçãoConfigure o Controle de Conta de Usuário. — Foto: Reprodução

Depois, abra o menu Iniciar e digite "Pastas Protegidas". O "Pastas Protegidas" vai aparecer e você poderá acessá-lo. Quando a janela abrir, você verá o "Acesso a pastas controladas" ("Pastas controladas" e "Pastas protegidas" são termos diferentes para a mesma função). É só ativar o recurso.

Método alternativo: você também pode clicar no "escudo" do Windows Defender próximo ao relógio do Windows (pode ser necessário clicar na seta para cima para abrir o grupo de ícones ocultos). Clique em "Proteção contra vírus e ameaças" e depois role até o final da janela, onde consta a "Proteção contra ransomware". Clique em "Gerenciar proteção contra ransomware" para abrir a janela principal do Pastas Protegidas.

Permitindo um programa bloqueado
Se um programa for impedido de realizar alterações em uma das pastas controladas, uma notificação vai aparecer. Clique no aviso e você poderá liberar o acesso do programa às pastas controladas.

Caso você já tenha dispensado a notificação, é possível acessar a janela principal do Pastas Protegidas usando uma das formas explicadas acima (menu iniciar ou ícone do escudo perto do relógio) e depois clicar em "Histórico de bloqueio" para ter acesso a todas as atividades que sofreram restrição.
Notificação do Pastas Controladas quando uma alteração de arquivos é bloqueada. — Foto: ReproduçãoNotificação do Pastas Controladas quando uma alteração de arquivos é bloqueada. — Foto: Reprodução

Na tela em que consta o histórico de bloqueio, clique na ação que você deseja autorizar. Confira se o programa mencionado está correto, clique no botão "Ações" e, em seguida, "Permitir no dispositivo".
Liberando um programa para realizar alterações no Pastas Controladas. — Foto: Reprodução

Antes de liberar um programa, avalie se você não pode realizar as atividades desse programa em outras pastas, fora daquelas que estão restritas. Quanto mais programas você liberar, mais brechas podem existir para que um vírus de resgate burle o bloqueio.

Protegendo outras pastas
Se você quiser proteger outras pastas, você pode clicar em "Pastas protegidas" e em "Adicionar uma pasta protegida". Selecione a pasta e confirme.

Isso é especialmente útil para proteger unidades externas que você deixa conectado ao computador, como discos rígidos e pen drives.

O que acontece se um vírus de resgate atacar?
O Pastas Protegidas não vai impedir o vírus de resgate de funcionar, caso alguma praga desse tipo contamine o seu computador. O vírus ainda vai exibir a mensagem de ameaça e pedir dinheiro para liberar seus arquivos. Em alguns casos, o vírus pode travar completamente o computador e impedir o uso do sistema.
A única diferença é que os arquivos nas pastas protegidas não devem ser modificados. Eles vão ficar fora do alcance do vírus e poderão ser recuperados.
Após eliminar o vírus, você deve fazer uma cópia dos arquivos e reinstalar o sistema para garantir que seu computador possa ser usado com segurança novamente.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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