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sexta-feira, 6 de março de 2020

Produção de veículos cai 20,8% em fevereiro, diz Anfavea

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Afetado pelo carnaval, setor produziu o total de 204.197 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mês de 2020. Entidade diz que coronavírus pode afetar a produção nos próximos meses. 
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 Por Luciana de Oliveira e Rafael Miotto, G1  

 Postado em 06 de março de 2020 às 14h10m  
Gipope-Marketing
      Post.N.\9.165  
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Produção de veículos — Foto: Divulgação/HyundaiProdução de veículos — Foto: Divulgação/Hyundai

A produção de veículo no Brasil teve queda de 20,8% em fevereiro, informou a associação das montadoras, a Anfavea, nesta sexta-feira (6). E o surto de coronavírus, que tem interferido no ritmo de importações de peças da China, principal fornecedor, traz o risco de que a produção em algumas fábricas tenha de ser interrompida ou reduzida.
“Todas as montadoras estão monitorando. Tem risco de parada na produção (de algumas empresas) no fim de março, em abril? Sim”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. "Existe o risco, mas estamos administrando esse risco."
Moraes afirmou que, além da fabricação de autopeças na China, país onde se originou o surto do novo coronavírus, pode haver problemas com o embarque desses itens nos portos. Segundo ele, as montadoras estudam alternativas como o transporte aéreo das peças importadas. O país asiático é o maior fornecedor do Brasil.

Mas o problema seria pontual, na visão do executivo. "Supondo que alguma montadora possa parar, a gente recupera no mês seguinte. A gente consegue reajustar, diferente do setor de serviço que, se perdeu uma viagem, não tem como. Podemos produzir mais no outro mês, (na outra) semana", afirmou Moraes.

Carnaval
Em fevereiro, foram produzidos 204.197 automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus. O volume ficou abaixo das 257.939 unidades do mesmo período de 2019 — naquele ano, o carnaval aconteceu em março, o que prejudica essa comparação já que no ano passado fevereiro teve mais dias úteis do que neste.

Porém, em relação ao mesmo período de 2018, quando a festa também ocorreu em fevereiro, a produção deste ano ficou 4,3% abaixo.
Com 395.928 unidades produzidas no ano, a indústria automotiva registra queda de 13,4%, na comparação com o mesmo período de 2019. Naquela época, o setor tinha produzido 457.084 unidades em janeiro e fevereiro.
"Esperamos um 2º semestre melhor, como aconteceu nos últimos anos", afirmou Moraes. 
Vendas sobem; exportações caem
Os emplacamentos de veículos subiram 1,2% no mês, conforme já tinha informado a federação dos concessionários, a Fenabrave.
As exportações seguem em queda no ano, o que também afeta a produção.
Em fevereiro, quantidade de veículos enviados ao exterior caiu 7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram 37.677 unidades em fevereiro de 2020, contra 40.510 no mesmo mês de 2019.

No acumulado, o volume está 11,2% menor. "As dificuldades são as mesmas: Argentina, México, Colômbia e Chile estão em queda. Exportação continua sendo um desafio para o setor", disse Moraes.

Dólar e juros
O presidente da Anfavea vê volatilidade acima do normal no dólar e diz que "alguma coisa precisa ser feita”, pedindo "menos barulho em Brasília".

A associação das montadoras calcula que, se o dólar se mantiver no patamar atual, acarretará um gasto de US$ 8 bilhões a mais para as fabricantes (no custo de importações). “Seria um custo de R$ 2,6 mil por carro”, afirmou Moraes. Ele disse que o repasse desse valor ao consumidor dependeria de cada empresa.

O executivo também questionou a situação atual dos juros para o consumidor final (CDC), que voltou a subir neste ano. “Não entendo. A Selic está caindo, a inadimplência está sob controle...”, avaliou.

No mesmo evento em que divulgou os números do setor, a Anfavea anunciou o adiamento do Salão do Automóvel de São Paulo, marcado para novembro, para o ano que vem. O motivo, segundo Moraes, é a necessidade de reduzir custos e repensar o formato.

O evento bienal, que tem atraído cerca de 700 mil visitantes nas últimas edições, completaria 60 anos neste ano.
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    quinta-feira, 5 de março de 2020

    GM lança bateria para carros elétricos com autonomia de 645 km

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    Empresa espera reduzir os custos dos veículos a bateria e aumentar vendas nos próximos anos. Aposta é na versatilidade, com aplicações em carros de passeio, caminhões e esportivos.
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     Por G1  

     Postado em 05 de março de 2020 às 20h00m  
    Gipope-Marketing
        Post.N.\9.164  
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    Novas baterias da General Motors  — Foto: DivulgaçãoNovas baterias da General Motors — Foto: Divulgação

    A General Motors lançou uma nova geração de baterias para seus carros elétricos, em mais um movimento para concorrer com a Tesla.

    Segundo a GM, suas baterias Ultium terão alcance de 645 km por carga, e foram desenvolvidas para recarregamento rápido e versatilidade na utilização.
    A empresa afirma que elas poderão ser empregadas em carros de passeio, veículos de trabalho, caminhões e até esportivos. As baterias terão de 50 a 200 kWH, de acordo com a utilização.

    Elas poderão ser carregadas em sistemas de 400 volts, e, no caso de caminhões, de 800 volts. Essa última é ultrarrápida, semelhante ao sistema usado pelo Porsche Taycan, já avaliado pelo G1.

    "Nossa equipe aceitou o desafio de transformar o desenvolvimento dos produtos na GM e posicionar nossa companhia em um futuro totalmente elétrico", destacou a presidente executiva do grupo, Mary Barra.

    A GM informou que está aumentando seu portfólio de veículos elétricos com vários novos modelos este ano, incluindo uma nova versão do Bolt EV, que será lançado no final de 2020.

    A estratégia da GM é baseada em um "sistema de propulsão modular" e na flexibilidade das novas baterias, que podem ser instaladas de maneira vertical ou horizontal, dependendo do modelo do veículo.

    "Milhares de cientistas, engenheiros e projetistas da GM estão trabalhando para executar uma reformulação histórica da companhia", disse o presidente da GM, Mark Reuss.
    GMC Hummer 2021 — Foto: DivulgaçãoGMC Hummer 2021 — Foto: Divulgação

    A GM planeja lançar carros elétricos sob suas marcas Cadillac e GMC Hummer, e também produz os veículos elétricos autônomos Cruise, na Califórnia. Em janeiro, a empresa mostrou os primeiros detalhes do novo Hummer.

    Para produzir os novos veículos elétricos, a GM está investindo R$ 2,2 bilhões em uma fábrica em Detroit. Os primeiros veículos começam a sair das linhas no final do ano que vem.

    No ano passado, a GM vendeu apenas 16.400 unidades do elétrico Chevrolet Bolt nos EUA e 60 mil modelos Baojun E-Series na China com a joint venture SAIC Motor. Enquanto isso, a Tesla vendeu 367.500 veículos elétricos, sendo 223 mil nos Estados Unidos.
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    PIB do Brasil cresce 1,1% em 2019, menor avanço em 3 anos

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    IBGE mostra que houve desaceleração no 4º trimestre. Apesar do 3º ano de resultados positivos, economia ainda não anulou perdas da recessão e está no patamar de 2013.
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     Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  

     Postado em 05 de março de 2020 às 11h00m  
    Gipope-Marketing
        Post.N.\9.163  
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    PIB cresce 1,1% em 2019 e frustra expectativas de analistas
    PIB cresce 1,1% em 2019 e frustra expectativas de analistas
    O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% em 2019, segundo divulgou nesta quarta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o desempenho mais fraco em 3 anos, com o resultado afetado principalmente pela perda de ritmo do consumo das famílias e dos investimentos privados. Em valores correntes, o PIB do ano passado totalizou R$ 7,3 trilhões em 2019.

    Foi a 3ª alta anual consecutiva após 2 anos de retração, mas a recuperação lenta ainda mantém a economia do país abaixo do patamar pré-recessão.

    Já o PIB per capita (por habitante) teve alta de apenas 0,3% em termos reais em 2019, alcançando R$ 34.533 em 2019.
    “São três anos de resultados positivos, mas o PIB ainda não anulou a queda de 2015 e 2016 e está no mesmo patamar do primeiro trimestre de 2013”, destacou Rebeca Palis, coordenadora das Contas Nacionais do IBGE.
    Segundo ela, em valores correntes, o PIB brasileiro ainda segue 3,1% abaixo do pico (ponto mais alto da economia brasileira), registrado no primeiro trimestre de 2014. "Por outro lado, estamos a 5,4% do vale, o ponto mais baixo que foi alcançado no 4º trimestre de 2016", explicou.

    Em 2017 e 2018 o crescimento foi de 1,3% em ambos os anos, após retrações de 3,5% em 2015 e de 3,3% em 2016. Veja gráfico abaixo:
    Evolução do PIB anual — Foto: Arte G1
    Evolução do PIB anual — Foto: Arte G1

    Apesar de mais um ano de crescimento decepcionante, o resultado veio dentro do esperado pelo mercado que, após resultados fracos da atividade econômica em novembro e dezembro, passou a projetar mais um ano de taxa bem próxima de 1%. No começo de 2019, a estimativa era de um avanço de mais de 2% no ano. A estimativa do Ministério da Economia era de uma alta de 1,12%.

    O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
    Veja os principais destaques do PIB em 2019:
    • Serviços: 1,3%
    • Indústria: 0,5%
    • Agropecuária: 1,3%
    • Consumo das famílias: 1,8%
    • Consumo do governo: -0,4%
    • Investimentos: 2,2%
    • Construção civil: 1,6% (1ª alta após cinco anos consecutivos de queda).
    • Exportação: -2,5% (1ª queda em 5 anos)
    • Importação: 1,1%
    Casal de bailarinos viu 2019 como um ano de estabilidade; veja relato
    Casal de bailarinos viu 2019 como um ano de estabilidade; veja relato
    Consumo das famílias tem resultado mais fraco desde 2016
    Informalidade atrapalha crescimento do consumo das famílias
    Informalidade atrapalha crescimento do consumo das famílias

    O crescimento da economia em 2019 foi mais uma vez sustentado pelo consumo das famílias, mas o ritmo de recuperação do consumo desacelerou 1,8%, após avanços de 2% em 2017 e 2,1% em 2018. Foi o resultado mais fraco desde 2016, diante da baixa confiança e do mercado de trabalho ainda frágil.

    "O crescimento do PIB continua ancorado no consumo das famílias", enfatizou a pesquisadora, destacando que trata-se do componente com maior peso no cálculo do PIB, representando 65% de toda a atividade econômica.

    O consumo das famílias em 2019 foi beneficiado, entre outros fatores, pela melhora da ocupação no mercado de trabalho, pela redução da taxa básica de juros e pela liberação de recursos extras do FGTS.
    Questionada sobre o motivo pelo qual estes fatores não permitiram um crescimento maior que no ano anterior, Rebeca ponderou que "o crescimento do emprego foi muito ancorado na informalidade, que tem salários menores, e sabemos que o efeito da liberação do FGTS não é direto no consumo, já que as famílias estavam endividadas".
    Segundo a pesquisadora, a contribuição da demanda interna no resultado do PIB de 20198 foi de 1,7%, sendo 1,2 ponto percentual (p.p). do consumo das famílias, 0,6 p.p. de investimento e estoque e -0,1% do consumo do governo. Já a demanda externa contribuiu negativamente com 0,5%.

    Investimentos desaceleram
    Os investimentos tiveram uma desaceleração mais forte, registrando uma alta de 2,2% no ano passado, após um salto de 3,9% em 2018 e queda de 2,6% em 2017. Já a despesa de consumo do governo caiu 0,4%, em meio ao rombo das contas públicas e dificuldades orçamentárias.

    A taxa de investimento em 2019 foi de 15,4% do PIB, acima do observado em 2018 (15,2%), mas ainda bem abaixo do patamar acima de 21% registrado em 2013. Já a taxa de poupança caiu para 12,2%, ante 12,4% em 2018.

    No setor de serviços, as atividades que registraram maior avanço no ano foram: informação e comunicação (4,1%) – maior taxa de crescimento entre todos os componentes do PIB –, atividades imobiliárias (2,3%) e comércio (1,8%).

    Na agropecuária, o crescimento foi puxado pelo cultivo de milho (23,6%), algodão (39,8%), laranja (5,6%) e feijão (2,2%).
    PIB 2019 setores  — Foto: Arte/G1
    PIB 2019 setores — Foto: Arte/G1

    Construção tem 1ª alta após 5 anos de quedas
    Pela ótica da produção, tanto os serviços como a agropecuária tiveram um crescimento menor em 2019, enquanto que a indústria manteve o resultado de 0,5%, com destaque para construção civil que cresceu 1,6% – (1ª alta após 5 anos consecutivos de quedas).

    Apesar do crescimento, o setor se encontra 30% abaixo do pico, que foi alcançado no primeiro trimestre de 2014. E no 4º trimestre houve retração de 2,5%, ante o 3º trimestre. O IBGE destacou também que a alta em 2019 foi puxado pela atividade imobiliária, e não pelo setor de infraestrutura.
    Já a indústria extrativa teve queda de 1,1% em 2019, enquanto que a de transformação registraram avanço de apenas 0,1%.

    No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 2,5% – a 1ª queda em 5 anos –, enquanto as importações de bens e serviços avançaram 1,1%.

    A necessidade de financiamento da economia brasileira cresceu de R$ 168 bilhões em 2018 para R$ 212,2 bilhões em 2019. "O principal fator para esse crescimento foi a transformação do superávit de R$ 26,3 bilhões do saldo externo de bens e serviços no ano de 2018 para o déficit de menos R$ 24,1 bilhões em 2019", destacou Rebeca.
    PIB 2019 ótica da demanda — Foto: Arte G1
    PIB 2019 ótica da demanda — Foto: Arte G1

    Economia desacelerou no final do ano
    No 4º trimestre, o PIB cresceu 0,5% na comparação com o trimestre anterior, o que representa uma desaceleração frente ao avanço de 0,6% registrado no 3º trimestre. Na comparação com o 4º trimestre de 2018, houve alta de 1,7%, o 12º resultado positivo consecutivo.

    A indústria e os serviços apresentaram variação positiva de 0,2% e 0,6%, respectivamente, na comparação com o 3º trimestre, enquanto a agropecuária caiu 0,4%.

    Do lado da demanda, o consumo das famílias desacelerou para um avanço de 0,5% (ante 0,7% no 3º trimestre), enquanto que os investimentos caíram 3,3%, interrompendo 2 trimestres seguidos de altas. Já a despesa do governo cresceu 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

    No setor externo, as exportações cresceram 2,6%, enquanto as importações caíram 3,2%.
    PIB variação trimestral  — Foto: Arte/G1
    PIB variação trimestral — Foto: Arte/G1

    Perspectivas para 2020
    Após um início de ano de maior otimismo sobre as perspectivas para a economia brasileira, preocupações em torno dos impactos do coronavírus na economia global e incertezas sobre o ritmo de aprovação de reformas no Congresso têm derrubado as projeções para o PIB do Brasil em 2020.

    Embora não faça projeções, o IBGE considera que a economia brasileira será afetada negativamente pelo coronavírus. "Quando a gente divulgar o primeiro trimestre do ano provavelmente a gente vai ver o impacto do coronavírus sobre a economia", disse a gerente das Contas Nacionais, Rebeca Palis.

    "Vai ser um impacto no todo, provavelmente vai afetar o comercio exterior e, também, a produção nacional", acrescentou ao ser questionada sobre quais setores devem ser impactados.

    O mercado brasileiro reduziu para 2,17% a previsão a alta do PIB neste ano, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, mas diversos bancos e consultorias já estimam um crescimento abaixo de 2% e mais cortes na taxa básica de juros.
    Até o final de janeiro deste ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se dizia confiante em uma taxa de crescimento de 2,5% em 2020. Nesta quarta, em comunicado, o ministério da Economia afirmou que o coronavírus tornou o crescimento este ano 'desafiador', ao reduzir a expectativas de crescimento mundial e "adicionar incertezas" sobre a evolução do comércio internacional.

    A estimativa atual do governo para o crescimento da economia em 2020 segue em 2,4%, mas o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, já adiantou que, até o início da próxima semana, a projeção oficial deverá ser revisada.
    O que o PIB tem a ver com o nosso dia a dia?
    O que o PIB tem a ver com o nosso dia a dia?

    Fatores de impacto em 2019
    Entre os principais fatores que impediram um ritmo de recuperação mais forte da economia em 2019, estão:
    • a retração da indústria extrativa, impactada pela tragédia de Brumadinho (MG), que levou a Vale, maior produtora de minério do país, a suspender a produção em diversas instalações;
    • incertezas no ambiente externo, como a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a recessão na Argentina, que impactaram negativamente a produção industrial e o resultado da balança comercial. Pela 1ª vez em 40 anos, Brasil exportou mais produtos básicos do que industrializados;
    • a recuperação lenta do mercado de trabalho e o desemprego resistente. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desocupação ficou em 11%, atingindo 11,6 milhões de pessoas. Mesmo com a redução do desemprego, a informalidade atingiu patamar recorde em 2019, superando 50% em 19 estados e no Distrito Federal;
    • dependência cada vez maior da recuperação dos investimentos privados, em meio ao rombo das contas públicas. As contas do governo federal apresentaram em 2019 um déficit primário de R$ 95,065 bilhões, com bloqueio de verbas atingindo diversas atividades do setor público. Foi o sexto ano seguido em que as contas ficaram no vermelho.
    Do lado dos fatores positivos para a economia e para a confiança dos investidores no ano passado, destaque para a aprovação da reforma da Previdência, com previsão de economia de R$ 855 bilhões em 10 anos, e a queda da taxa básica de juros para mínimas históricas, que reduziu o custo de empréstimos e permitiu um avanço do crédito bancário.

    Para tentar aquecer a economia, o governo Bolsonaro também anunciou, no ano passado, a liberação de saques das contas inativas, e ativas, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), injetando mais de R$ 27 bilhões na economia.

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