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sábado, 15 de junho de 2019

Chefe da ONU pede que UE aumente para 55% o corte de emissões até 2030 Taxa é bem acima do atual alvo do bloco, de redução de 40%.

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Taxa é bem acima do atual alvo do bloco, de redução de 40%. 
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 Por Reuters  

 Postado em 15 de junho de 2019 às 16h10m  
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Emissões dos gases de efeito estufa têm efeitos no aquecimento global — Foto: Frank Augstein/APEmissões dos gases de efeito estufa têm efeitos no aquecimento global — Foto: Frank Augstein/AP

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo à União Europeia para que adote como meta um corte de 55% nas emissões de gases do efeito estufa até 2030, taxa bem acima do atual alvo do bloco, de redução de 40%.

Em carta antes de um encontro de cúpula da UE, endereçada ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tursk, à qual a Reuters teve acesso, Guterres diz que o maior bloco econômico do mundo deve liderar pelo exemplo para evitar os piores efeitos do aquecimento global e limitar o aumento de temperatura a 1,5 grau Celsius.
A reunião da próxima semana entre os 28 chefes de Estado da UE é a última antes de negociações do clima, em setembro.

"Conto com vocês, mais uma vez, para demonstrarem a liderança da União Europeia", disse Guterres na carta para Tusk.

Um anúncio "na direção de uma meta de 55% de redução nas emissões enviaria uma poderosa mensagem", disse ele, pedindo aos líderes que abandonem paulatinamente o uso de carvão e não aprovem a construção de novas termelétricas para além de 2020.

Apesar do impulso de oito países, liderados pelos franceses, por atitudes mais ambiciosas em relação ao clima, sobretudo o esforço por neutralizar as emissões de carbono até 2050, uma minuta vazada do documento final do encontro não menciona um incremento nos compromissos do bloco sob o acordo climático de Paris, assinado em 2015.

Com Índia e China em busca de assumir o protagonismo nas negociações da ONU, após o presidente Donald Trump retirar os Estados Unidos do acordo de Paris, alguns diplomatas da UE temem que o bloco fique cada vez mais desprestigiado no pacto global.

Países europeus como a Polônia, que depende fortemente de termelétricas a carvão, e a Alemanha, com seu poderoso setor automotivo, têm barrado cortes mais profundos nas emissões, ao mesmo tempo que os "coletes amarelos" causaram estragos ao ímpeto da França sobre o assunto.

O crescimento das preocupações com o clima, porém, expresso em protestos por todo o continente, tem ajudado a robustecer os Verdes, que tiveram seu melhor desempenho histórico nas últimas eleições para o Parlamento Europeu.

O Parlamento Europeu e o comissário europeu para o clima, Miguel Arias Cañete, querem que o bloco almeje a neutralização das emissões de carbono até 2050, alegando que a legislação aprovada desde o acordo de Paris já coloca o bloco no caminho para superar as atuais metas.

Mas ativistas dizem que as ações tomadas pela UE até agora ainda estão longe de serem consistentes com as mudanças que os cientistas dizem ser necessárias para evitar os piores cenários.
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    sexta-feira, 14 de junho de 2019

    Nasa estima que próxima missão tripulada na Lua custará US$ 30 bi

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    Agência espacial planeja enviar ao satélite um homem e uma mulher em 2024.
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     Por Agência EFE  

     Postado em 14 junho de 2019 20h35m  
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    Marca de um dos primeiros passos na Lua, deixada por Buzz Aldrin — Foto: NasaMarca de um dos primeiros passos na Lua, deixada por Buzz Aldrin — Foto: Nasa

    O retorno de seres humanos à Lua, planejado pelos Estados Unidos para 2024, poderia custar cerca de US$ 30 bilhões (R$ 117 bilhões), informou nesta sexta-feira (14) a Nasa, agência aeroespacial americana. O valor está perto do custo - ajustado pela inflação - da missão Apolo 11, de 50 anos atrás.

    "Para todo o programa e para conseguir uma presença humana sustentável na Lua, estamos falando de algo entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões", disse o diretor da Nasa, Jim Bridenstine, em entrevista à rede de televisão CNN.

    Os recursos para o programa Artemis, explicou o diretor, fazem parte do orçamento regular da agência. Bridenstine prometeu no Congresso americano que o esforço para mandar seres humanos outra vez à Lua não reduzirá os fundos de outras atividades da agência aeroespacial.
    O novo programa lunar foi batizado como Artemis, em homenagem à deusa da caça, das florestas e irmã de Apolo.

    50 anos atrás
    O programa Apolo, que os EUA iniciaram em 1961 e concluíram em 1972 com 11 voos tripulados, teve um custo total de US$ 25 bilhões. Levando em conta a inflação, equivaleriam atualmente a cerca de US$ 152,8 bilhões (R$ 616,4 bilhões).

    Aquele programa atingiu seu ápice há quase 50 anos, quando dois astronautas pisaram na Lua na missão Apolo 11, que custou US$ 6 bilhões na época, equivalentes a cerca de US$ 30 bilhões hoje em dia, levando em conta a inflação.
    Bridestine lembrou que a grande diferença entre o programa Apolo e o programa Artemis é que o primeiro terminou com breves permanências de humanos na Lua, enquanto o segundo quer o estabelecimento de uma presença permanente.
    Buzz Aldrin na Lua em 1969 — Foto: Nasa/Divulgação 
    Buzz Aldrin na Lua em 1969 — Foto: Nasa/Divulgação

    O plano inclui a participação de companhias privadas e parceiros internacionais, a construção de uma estação espacial lunar, a aterrissagem de humanos no polo sul da Lua dentro de cinco anos e a formatação do projeto como um teste para uma futura missão a Marte.

    O programa inclui uma missão não tripulada em 2020 com uma cápsula que orbitará a Lua e em 2022 será enviada uma missão tripulada que fará o mesmo. Em 2024, novamente um homem e, pela primeira vez, uma mulher, podem pisar no solo lunar.

    As três missões serão levadas ao espaço impulsionadas pelo maior foguete construído até agora, o "Space Launch System", cuja produção é liderada pela Boeing. Na ponta desse foguete será instalada a cápsula Orion.

    Além destas missões, que serão tarefas exclusivas da Nasa, haverá outros cinco lançamentos para colocar em órbita lunar os componentes para a construção da miniestação espacial Gateway, que servirá de plataforma para os pousos na Lua. Essas cinco missões, entre 2022 e 2024, serão entregues a empresas privadas, segundo os planos da Nasa.

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    'Prévia' do PIB do Banco Central indica queda de 0,47% em abril

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    Após tombo do PIB nos primeiros três meses do ano, nível de atividade inicia 2º trimestre ainda em queda. Abril foi o quarto mês seguido de retração do IBC-Br.
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     Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

     Postado em 14 de junho de 2019 às 12h40m  
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    Prévia do PIB recua 0,47% em abril, diz Banco Central
    Prévia do PIB recua 0,47% em abril, diz Banco Central

    O nível de atividade da economia brasileira registrou queda em abril, segundo informações divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (14).

    O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, apresentou um recuo de 0,47% em abril, na comparação com março de 2019. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

    Os números do Banco Central mostram que esse foi o quarto mês seguido de retração do nível de atividade. A última vez que o IBC-Br registrou aumento, contra o mês anterior, foi em dezembro do ano passado. Veja abaixo

    Evolução do IBC-Br
    EM % NA COMPARAÇÃO COM O MÊS ANTERIOR (APÓS AJUSTE SAZONAL)
    Created with Highcharts 5.0.9-0,2-0,2-0,09-0,090,270,270,220,22-0,22-0,22-1,04-1,04-0,3-0,3-0,47-0,47SET/18OUT/18NOV/18DEZ/18JAN/19FEV/19MAR/19ABR/19-1,25-1-0,75-0,5-0,2500,250,5
    Fonte: BANCO CENTRAL

    Na comparação com abril de 2018, houve um recuo de 0,62% na atividade econômica. Na parcial do ano, foi registrada uma alta marginal de 0,06% e, em 12 meses até abril, um crescimento de 0,72%. Esses valores foram calculados sem ajuste sazonal, pois consideram períodos iguais.

    Produto Interno Bruto
    O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

    O indicador do BC é divulgado após o tombo de 0,2% no resultado oficial do PIB no 1º trimestre, na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados do IBGE. Essa foi a primeira queda do PIB trimestral desde o final de 2016. Dois trimestres seguidos de queda no PIB representam recessão técnica.

    "O IBC-Br é visto como 'proxy' [uma aproximação] do PIB e o resultado de abril estreou o segundo trimestre do ano indicando recessão", avaliou o Banco Fator, em relatório.

    Para este ano, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de 1% para a economia, segundo pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada. O índice registra queda há 15 semanas consecutivas.

    PIB X IBC-Br
    O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

    O cálculo dos dois é um pouco diferente – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

    O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

    Definição dos juros básicos da economia
    O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que permaneça neste patamar até o fim do ano.

    Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

    Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida.


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