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domingo, 9 de dezembro de 2018

Brasil tem 5,2 milhões de crianças na extrema pobreza e 18,2 milhões na pobreza

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Crianças e jovens são os mais afetados pela pobreza no Brasil, segundo o IBGE.
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Por Daniel Silveira e Luiz Guilherme Gerbelli, G1 

Postado em 09 de dezembro de 2018 às 15h00m 
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Pesquisa do IBGE mostrou que todas as faixas de pobreza tiveram aumento no Brasil na passagem de 2016 para 2017 — Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilPesquisa do IBGE mostrou que todas as faixas de pobreza tiveram aumento no Brasil na passagem de 2016 para 2017 — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Os indicadores sociais revelam uma realidade perversa para crianças e jovens no Brasil. No ano passado, 12,5% da população brasileira de 0 a 14 anos vivia na extrema pobreza e 43,4% na pobreza, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta semana.

Em números absolutos, são 5,2 milhões de brasileiros de 0 a 14 anos na extrema pobreza – o equivalente a quase toda a população da Dinamarca – e 18,2 milhões na pobreza – pouco mais do que o número de habitantes do Chile.
A pesquisa mostrou um outro dado alarmante: entre todos os grupos etários, o porcentual de pobreza por contingente populacional tem maior concentração nas crianças e jovens.

Segundo o IBGE, é considerado em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.
Futuro ameaçado — Foto: Arte/G1Futuro ameaçado — Foto: Arte/G1

"A criança pobre tem obviamente menos oportunidade do que a criança não pobre, tem muito menos acesso ao investimento em capital humano", afirma o economista e professor da PUC do Rio de Janeiro José Marcio Camargo.
Em relação a 2016, houve uma ligeira piora. Há dois anos, 11,4% dos brasileiros entre 0 e 14 anos estavam na extrema pobreza e 42,9% na pobreza.

Historicamente, o Brasil sempre foi um país com pobreza concentrada em crianças e jovens. E, apesar do retrocesso recente, as condições destes grupos até melhoraram nas últimas décadas com a implementação de programas sociais, como o Bolsa Escola, nos anos 90, depois incorporado ao Bolsa Família.

A dificuldade de uma mudança estrutural, segundo analistas, se dá pela escolha do Brasil de priorizar o gasto público nos mais velhos, sobretudo com o modelo atual do sistema previdenciário.

O sistema de aposentadoria do Brasil é considerado um ponto fora da curva quando comparado com o de outros países. O Brasil tem 8,5% da população com mais de 65 anos e gasta 13% do Produto Interno Bruto (PIB) com Previdência. No Japão, um terço da população é composta por idosos, mas a despesa previdenciária é de 10%.

"Os números da fotografia da pobreza mostram que o tratamento dado para os vários grupos é diferente. E isso fica evidente porque, de alguma forma, crianças e jovens estão em condições de menor igualdade em relação às gerações mais velhas", diz o diretor da FGV Social, Marcelo Neri.

Um levantamento conduzido pelo pesquisador também ajuda a revelar como a estrutura atual do país deixa os mais jovens desprotegidos. No biênio de 2016 e 2017, a probabilidade de uma criança entrar no campo da pobreza era de 8,9%. Entre os idosos, ficou em 1,6%.

E, de fato, os próprios números do IBGE reforçam que os indicadores sociais são muito melhores para os que têm 60 anos ou mais. Em 2017, 1,7% eram extremamente pobres e 8,1% eram pobres.

Programas ajudaram no combate à pobreza
Os programas sociais criados nas últimas décadas ajudaram a mitigar a pobreza entre os mais jovens porque passaram a fazer uma espécie de concorrência com o mercado de trabalho ao exigirem a matrícula de crianças em escola para o pagamento de benefícios.

Nos anos 90, por exemplo, uma criança de uma família que estava entre as 20% mais pobres da população, podia contribuir com até 30% da renda per capita familiar, por meio do trabalho.

"Isso significava que, se essa criança saísse do mercado de trabalho e fosse para a escola para estudar, a família perderia 30% da renda per capita", afirma Marcio Camargo. "Para uma família pobre, é muito dinheiro."
Bolsa Família  — Foto: Assessoria/Prefeitura de Porto VelhoBolsa Família — Foto: Assessoria/Prefeitura de Porto Velho

Uma análise detalha do impacto do Bolsa Família por faixa etária também mostra como o programa é eficiente para reduzir a pobreza entre os mais jovens. Em 2017, de acordo com Neri, entre as famílias contempladas pelo programa, as crianças de 0 a 4 anos eram beneficiadas com uma valor do benefícios oito vezes superior ao dos idosos.

"Os programas como Bolsa Escola e Bolsa Família tiveram as crianças como grandes beneficiárias. Não foram suficientes para reverter a tendência como um todo, mas ajudaram a nivelar o campo de jogo", diz Neri. 

País deve enfrentar encruzilhada
O Brasil deve enfrentar uma encruzilhada para definir o rumo do gasto público no futuro diante de uma provável combinação de milhões de crianças e jovens na pobreza em uma sociedade que será cada vez mais velha e que deve demandar mais gastos do governo - não apenas em Previdência, mas em saúde.

"Os dois extremos vão precisar do Estado, mas o país não pode abrir mão de políticas públicas ativas para a infância e juventude", afirma o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. "Será preciso reorganizar a política e ela não poder ser punitiva para os mais pobres."

Neste mês, o IBGE divulgou que a expectativa de vida ao nascer no Brasil era de 76 anos em 2017, um aumento de três meses e onze dias em relação ao ano anterior. A expectativa da FGV é que a proporção de idosos entre a população total do país cresça 488% nos próximos 50 anos.

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer (1940 - 2017)
Brasileiro nascido em 2017 vive em média dois meses a mais que os que nasceram há dois anos
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Fonte: IBGE

"Um gasto público com educação costuma favorecer mais a criança, o gasto com saúde beneficia mais o idoso", diz Neri. "O país vai ter de enfrentar uma série de ajustes nas políticas públicas, com faixas mais e menos impactadas pelas tomadas de decisão."

Por ora, segundo o pesquisador da FGV, as pesquisas indicam que o retorno do investimento social nos mais jovens tem sido melhor do que em faixas etárias superiores porque as crianças têm mais anos para se beneficiar dos investimentos e, portanto, a possibilidade de transformação social deste grupo é maior.

"A política social brasileira deixa a pessoa viver uma vida miserável e, no fim da vida, ela ganha um bilhete premiado e passa a ter uma renda maior", diz Neri. "Não que essa renda seja suficiente. Mas é algo que não faz sentido para o ciclo de vida de uma pessoa."
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Emissões globais de CO2 crescem e atingem maior alta da história, diz estudo

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Aumento projetado de mais de 2% nas emissões de gases se deve ao aumento no uso de carvão e no crescimento do uso de petróleo e gás.
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Por G1 

Postado em 07 de dezembro de 2018 às 19h45m 
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Emissões globais de CO2 voltam a subir em 2018 — Foto: Pixabay 
As emissões globais de carbono devem atingir a maior alta de todos os tempos em 2018 - de acordo com pesquisadores da Universidade de East Anglia (UEA) e do Global Carbon Project.
Um aumento projetado de mais de 2% foi impulsionado por um crescimento no uso de carvão pelo segundo ano consecutivo, e pelo crescimento sustentado no uso de petróleo e gás.
Os novos dados para 2018, publicados nesta quinta-feira (6) simultaneamente nos periódicos "Nature", "Earth System Science Data" e "Environmental Research Letters", revelam que as emissões globais da queima de combustíveis fósseis devem atingir 37,1 bilhões de toneladas de CO2 em 2018.
As emissões de CO2 aumentaram agora pelo segundo ano consecutivo, após três anos de pouco ou nenhum crescimento de 2014 a 2016. A alta este ano é projetada em 2,7%. Em 2017, foi de 1,6%.
A notícia serve como mais um apelo à ação dos governos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), em Katowice,na Polôniaesta semana.
Em 2018, a principal tarefa da COP 24 será estabelecer o “livro de regras” do Acordo de Paris, ratificado em 2015 e no qual 195 países se comprometeram a limitar o aquecimento da Terra a até 2ºC até o fim do século. 

Os maiores emissores de gases do ano
Os dez maiores emissores em 2018 são a China, os EUA, a Índia, a Rússia, o Japão, a Alemanha, o Irã, a Arábia Saudita, a Coréia do Sul e o Canadá. A UE como um todo região de países ocupa o terceiro lugar.

A principal pesquisadora do estudo, Corinne Le Quéré, diretora do Centro Tyndall de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e professora de Política e Ciência de Mudanças Climáticas da UEA, disse: "Estamos vendo um forte crescimento das emissões globais de CO2 novamente. As emissões precisam atingir um pico e diminuir rapidamente para lidar com as mudanças climáticas. Com o crescimento das emissões deste ano, parece que o pico ainda não está à vista".

"Para limitar o aquecimento global à meta do Acordo de Paris de 1,5°C, as emissões de CO2 precisariam diminuir em 50% até 2030 e chegar em torno de zero por volta de 2050. Estamos muito longe disso e muito mais precisa ser feito porque se os países se ativerem aos compromissos que já assumiram, estamos a caminho de ver 3°C de aquecimento global", disse.

"Este ano, vimos como as mudanças climáticas já podem ampliar os impactos das ondas de calor em todo o mundo. Os incêndios florestais na Califórnia são apenas um instantâneo dos impactos crescentes que enfrentamos se não reduzirmos as emissões rapidamente", completou Le Quéré.

O que está impulsionando a ascensão?
Os números crescentes de emissões deste ano são em grande parte devido ao sólido crescimento no uso de carvão, mas o carvão ainda permanece abaixo de sua alta histórica em 2013. O uso de carvão poderá em breve ultrapassar este pico de 2013 se o crescimento atual continuar.

O uso de petróleo está crescendo fortemente na maioria das regiões, com um aumento nas emissões de carros e caminhões, incluindo nos EUA e na Europa. Os voos também contribuíram para o aumento do petróleo. O uso de gás cresceu quase inabalável nos últimos anos.

Le Quéré disse: "A crescente demanda global por energia está superando a descarbonização por enquanto. Isso precisa mudar e mudar rapidamente para enfrentar a mudança climática. Precisamos de forte apoio político e econômico para a rápida implantação de tecnologias de baixo carbono para reduzir as emissões nos setores de energia e transporte, de edifícios e da indústria".

"As tendências de energia estão mudando rapidamente, com o uso de carvão diminuindo em muitas partes do mundo e ainda abaixo de seu nível em 2013, e uma explosão de energia eólica e solar. Mas enquanto as energias renováveis ​​estão crescendo rapidamente, ainda não é suficiente para reverter as tendências de emissões globais"- Corinne Le Quéré, diretora do Centro Tyndall de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e professora de Política e Ciência de Mudanças Climáticas da UEA.

Glen Peters, diretor de pesquisa do Centro CICERO de Pesquisas Climáticas Internacionais em Oslo, que liderou a análise de emissões, disse: "Os compromissos globais assumidos em Paris em 2015 para reduzir as emissões ainda não estão sendo acompanhados por ações proporcionadas". 

As emissões de CO2 por causa do desmatamento e de outras atividades humanas contribuíram com mais 5 bilhões de toneladas de CO2 este ano, elevando as emissões totais de CO2 para 41,5 bilhões de toneladas de CO2. As tendências globais nessas emissões não são claras devido às grandes incertezas nos dados. 

As concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera deverão aumentar em cerca de 2,3 partes por milhão em média em 2018, em resposta às contínuas emissões de CO2, e atingirão cerca de 407 partes por milhão ao longo do ano. Isso é 45% acima dos níveis pré-industriais. O aumento do CO2 na atmosfera é a principal causa das mudanças climáticas. 

As boas notícias
Contra as emissões globais crescentes estão 19 países onde as emissões reduziram e sua economia cresceu. Aruba, Barbados, República Tcheca, Dinamarca, França, Groenlândia, Islândia, Irlanda, Malta, Holanda, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Suécia, Suíça, Trinidad e Tobago, Reino Unido, EUA e Uzbequistão reduziram suas emissões na última década (2008-2017). 

A implantação de energia renovável em todo o mundo está acelerando exponencialmente, com a geração de eletricidade crescendo a uma média de 15% ao ano na última década. Mas isso não tem sido suficiente para compensar o crescimento da energia fóssil porque as energias renováveis ​​estão crescendo a partir de uma base baixa. Porém, isso está mudando rapidamente. 

Christiana Figueres, líder do grupo de campanha Mission 2020 e principal autora do "Nature Commentary", disse: "As emissões globais de CO2 devem começar a cair a partir de 2020 se quisermos atingir as metas de temperatura do acordo de Paris, mas isso está ao nosso alcance. Já conseguimos coisas que pareciam inimagináveis ​​há apenas uma década".

"O progresso exponencial nas principais soluções está acontecendo e no caminho para substituir os combustíveis fósseis. Os custos com tecnologia de energia renovável caíram 80% em uma década e hoje, mais da metade de toda a nova capacidade de geração de energia é renovável. Antes de 2015, muitas pessoas acreditavam que o Acordo de Paris era impossível, mas milhares de pessoas e instituições fizeram a transição do impossível para o imparável. O mesmo se aplica à descarbonização da economia. 

Impulsionados pela busca de um ar limpo, empregos e independência energética entre outros benefícios, os intrépidos esforços coletivos dos jovens, da sociedade civil, das empresas, dos investidores, das cidades e dos estados estão traçando o caminho para as emissões líquidas zero até 2050", disse. 

Usina de energia eólica na Alemanha — Foto: Wikimedia Commons

Como diferentes países comparam
Quase todos os países contribuíram para o aumento das emissões globais, quer através do crescimento das emissões, quer através de reduções mais lentas do que o esperado.

As emissões da China representam 27% do total global, tendo crescido cerca de 4,7 % em 2018 e atingindo um novo máximo histórico. O crescimento das emissões está ligado à atividade de construção e ao crescimento econômico, parte do qual pode ser devido ao crescimento temporário do crédito impulsionado por estímulo. A energia proveniente de fontes renováveis ​​está crescendo 25% ao ano, mas a partir de uma base baixa.

Países precisam triplicar esforços para alcançar objetivo do Acordo de Paris até 2030

As emissões nos EUA são responsáveis ​​por 15% do total global e parecem ter crescido cerca de 2,5% em 2018, após vários anos em declínio.

O novo aumento é devido ao crescimento robusto no uso do petróleo de cerca de 1,4%, associado a um aumento nas viagens de carro, e ao gás de cerca de 7,6%. As emissões do uso de carvão parecem ter diminuído cerca de -2,1% em 2018, continuando uma mudança de carvão principalmente para gás, e mais recentemente também para energias renováveis. 

As emissões da União Europeia representam 10% das emissões globais e um pequeno declínio de cerca de -0,7 por cento é projetado, bem abaixo dos declínios de 2% ao ano na década até 2014. Quedas estimadas no uso de carvão e gás devido ao crescimento em energia renovável foi parcialmente compensado por um crescimento no uso de petróleo. A quantidade de combustível utilizado no transporte rodoviário e nos voos aumentou cerca de 4% na UE. Em geral, as emissões da UE ainda estão próximas ou acima dos níveis de 2014. 

As emissões da Índia, responsáveis ​​por 7% do total global, continuaram a crescer em cerca de 6,3%, à medida que sua economia cresce. O vento e a energia solar estão crescendo rapidamente, embora a partir de uma base baixa. 

As emissões no resto do mundo, os 42% restantes das emissões globais, deverão crescer cerca de 1,8% este ano. Os cinco países que mais contribuem para o crescimento do restante nas emissões globais na última década são Arábia Saudita, Irã, Turquia, Iraque e Coréia do Sul. 
 
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Missão da Nasa em Marte capta áudio do vento no planeta pela primeira vez

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Sonda InSight está no planeta desde o dia 26 de novembro. Além do som, já captou também imagens.
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Por G1 

Postado em 07 de dezembro  de 2018 às !8h05m 
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A Nasa captou pela primeira vez o áudio do do vento em Marte. O feito foi anunciado nesta sexta-feira (7) e só foi possível graças à sonda espacial Insight, um robô que investiga o interior do planeta em uma incursão inédita.

Ouça abaixo:
Missão da Nasa em Marte capta áudio do vento no planeta pela primeira vez
Missão da Nasa em Marte capta áudio do vento no planeta pela primeira vez

Segundo a Nasa, dois sensores muito sensíveis na espaçonave detectaram essas vibrações de vento: um sensor de pressão de ar dentro do módulo de aterrissagem e um sismógrafo localizado no convés da Insight, aguardando a implantação pelo braço robótico da InSight.
Os dois instrumentos gravaram o ruído do vento de diferentes maneiras. O sensor de pressão de ar, parte do Subsistema Auxiliar de Sensor de Carga Útil (APSS), que irá coletar dados meteorológicos, registrou essas vibrações de ar diretamente. O sismógrafo registrou as vibrações causadas pelo vento que se movia sobre os painéis solares da espaçonave, que têm 2,2 metros de diâmetro e se destacam dos lados da sonda como um par de orelhas gigantes.

O pouso em Marte
A sonda Mars InSight, da Nasa, pousou em Marte no dia 26 de novembro após sete meses de viagem. A sonda é a primeira capaz de captar terremotos e estudar o funcionamento interno do planeta. Esta é a oitava vez que a Nasa consegue fazer um pouso em Marte.

A nave espacial não tripulada foi lançada há quase sete meses e percorreu 482 milhões de km. Parte de sua missão é informar dos esforços para enviar algum dia exploradores humanos ao planeta vermelho — algo que a Nasa espera concretizar na década de 2030.

A InSight não tem capacidade de detectar vida no planeta — isso será deixado para os futuros robôs. A missão da agência em 2020, por exemplo, irá coletar rochas que possam conter evidências da vida antiga.

Este pouso em Marte é o primeiro desde 2012, quando o explorador Curiosity da Nasa pousou na superfície e analisou as rochas em busca de sinais de vida que possa ter habitado o planeta vizinho da Terra, agora gélido e seco.
Imagem de Marte feita pela sonda Insight — Foto: NasaImagem de Marte feita pela sonda Insight — Foto: Nasa

Imagem feita pela sonda Insight em Marte — Foto: NasaImagem feita pela sonda Insight em Marte — Foto: Nasa

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