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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Poupança registra em abril perda de R$ 8,24 bilhões, recorde para o mês

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Entre janeiro e abril, fuga de recursos somou R$ 32,29 bi, também recorde.
Números foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Banco Central.

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Alexandro Martello-Do G1, em Brasília
05/05/2016 15h01 - Atualizado em 05/05/2016 15h59
Postado ás 16h15m
Em meio à recessão e ao aumento do desemprego e da inadimplência, a fuga de recursos da caderneta de poupança continua batendo recordes, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (5).

Poupança - Abril
Em R$ bilhões
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Fonte: Banco Central
As retiradas em abril superaram os depósitos em R$ 8,24 bilhões, maior perda de recursos para o mês desde o início da série histórica, em 1995 (22 anos). De janeiro a abril, a evasão superou os depósitos em US$ 32,29 bilhões e também foi a maior registrada para este período.

Em todo ano passado, R$ 53,36 bilhões deixaram a modalidade de investimentos. Foi a primeira vez em dez anos que mais recursos saíram que entraram da caderneta. Foi também a maior fuga de valores desde o início da série histórica do BC.

Depósitos, saques e saldo da poupança
Em abril, os depósitos em caderneta de poupança somaram R$ 153,25 bilhões, ao mesmo tempo em que os saques de recursos totalizaram R$ 161,49 bilhões. Já os rendimentos creditados nas contas dos poupadores somaram R$ 4,12 bilhões no período.


Com a saída de valores da modalidade de investimentos, o volume total aplicado, ou estoque da caderneta, recuou. No fim do mês passado, ele totalizava R$ 640 bilhões - o menor patamar desde agosto de 2014, quando estava em US$ 638 bilhões.

Ao final de março de 2016, o estoque era de R$ 644 bilhões e, ao final de fevereiro, era de R$ 656 bilhões.

Poupança - Janeiro a Abril
Em R$ bilhões
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Fonte: Banco Central
Economia ruim e baixo rendimento
O baixo nível de atividade e a recessão da economia brasileira, além de outros fatores que vêm impactando a renda das pessoas - alta da inflação, dos juros, do desemprego e de tributos e o elevado endividamento das famílias -, explicam o aumento dos saques da poupança.


Outro fator que tem influenciado esse movimento é a baixa rentabilidade da poupança frente a outras modalidades. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic, o das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, fica limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).

Segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com os juros básicos atualmente em 14,25% ao ano (o maior nível em nove anos), as aplicações em renda fixa, como os fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

No ano passado, a rentabilidade da poupança perdeu para a inflação: foi de 8,15%, enquanto a inflação do período alcaçou 10,67%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Descontada a inflação, portanto, quem manteve recursos na poupança ao longo de 2015 viu a caderneta perder 2,28% do poder aquisitivo, de acordo com a consultoria Economatica. É o pior resultado desde 2002.

Quando a poupança pode ser uma boa opção
Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, mas somente em poucos casos. Por exemplo: para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências. A vantagem da poupança em relação a outros investimento é que não incide Imposto de Renda sobre a aplicação.


Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

Menos recursos para casa própria
O menor interesse na poupança também afeta os financiamentos imobiliários, uma vez que a modalidade é fonte de recursos para a casa própria. Pelas regras, os bancos precisam destinar parte dos saldos da poupança (SBPE) para o crédito imobiliário.


Em março, a Caixa Econômica Federal informou que aumentou os juros para financiar a casa própria com recursos da poupança. Foi a primeira vez no ano que a Caixa subiu os juros para crédito imobiliário. O aumento, informou o banco, foi "decorrente de alinhamento ao atual cenário econômico".
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Nível de otimismo dos brasileiros com o futuro é o pior em 11 anos


Apenas 3% dos entrevistados se dizem entusiasmados com futuro do país.
Nível de brasileiros preocupados voltou ao mesmo patamar de 2005.

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Do G1, em São Paulo
05/05/2016 14h37 - Atualizado em 05/05/2016 14h37
Postado ás 16h15m
Levantamento da empresa de pesquisa Ipsos mostra que apenas 14% dos brasileiros se declaram otimistas com o futuro do país, o menor nível desde 2005, início da série histórica.
A pesquisa Pulso Brasil, realizada com 1.200 pessoas em 72 municípios entre 1º e 14 de abril, mostra ainda que apenas 3% dos entrevistados se mostram entusiasmados com o futuro do país, também pior índice desde 2005.

Ainda segundo o levantamento, o nível de brasileiros preocupados voltou ao mesmo patamar de 11 anos atrás, quando 48% dos entrevistados afirmavam estar preocupados com o futuro do país. Já a sensação de revolta é a maior da série histórica: 28% dos brasileiros se dizem revoltados.

Confiança do consumidor
O Índice Nacional de Confiança do consumidor está no menor nível desde 2005,  segundo  pesquisa realizada em conjunto pela Associação Comercial de São Paulo e pela Ipsos, o pior resultado de toda a série.

De acordo com o levantamento, o pessimismo é maior no Sudeste e no Sul. Quando analisado o índice de confiança por classe, o sentimento nas A e B é o de maior pessimismo (49 pontos).


Entre a classe C, o indicador está em 63 pontos e, entre as D e E, o cenário é um pouco melhor, mas ainda pessimista (81 pontos).

 Post.N.\6.997 
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Alta procura 'salva' mercado de alimentos saudáveis da crise

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Setor de supermercados aposta que a categoria é a 'bola da vez'.
Mesmo em meio à crise, itens com apelo saudável ganham público.

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Karina Trevizan-Do G1, em São Paulo
05/05/2016 07h00 - Atualizado em 05/05/2016 07h05
Postado ás 09h35m
Banana Brasil Cauí lançou biscoitos sem glúten de sabores como beterraba e couve. 'A gente sentiu uma lacuna no mercado', diz Maria Alice Narloch (Foto: Karina Trevizan/G1)Banana Brasil Cauí lançou biscoitos sem glúten de sabores como beterraba e couve. 'A gente sentiu uma lacuna no mercado', diz Maria Alice Narloch (Foto: Karina Trevizan/G1)

Com o desemprego subindo e a inflação em alta corroendo o poder de compra das famílias, os supermercados fecharam 2015 com queda real no faturamento e não esperam um cenário diferente para 2016. Porém, mesmo em meio à crise, uma categoria se destaca na ponta positiva: os alimentos com apelo mais saudável.


Alimentação saudável é 'a bola da vez'
79% dos consumidores disseram em 2015 ter trocado sua alimentação por comidas mais saudáveis
Entre os que compram produtos light, a maioria (62%) quer ter alimentação mais saudável, contra 55% que querem perder peso
Em 2015, a venda de açúcar caiu 6,4%, enquanto a de demerara aumentou 27%. Os pães industrializados caíram 3,5%, enquanto os integrais subiram 7%. O leite UHT teve queda de 2%, e o de baixa lactose, alta de 78%
Fonte: Kantar Worldpanel

Segundo pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), realizada em parceria com as empresas Nielsen e Kantar Worldpanel, a preocupação dos consumidores brasileiros com a saúde vem crescendo, motivando uma queda nas vendas de produtos como refrigerantes e margarinas, ao mesmo tempo que itens como água de coco e cream cheese cresceram (veja exemplos no quadro ao lado).

Nesse cenário, muitas marcas têm investido forte em itens voltados para alimentação saudável, como alimentos com menos gordura, açúcar, sódio, com ingredientes orgânicos ou integrais. A aposta do setor é que a demanda mais alta por esse tipo de produtos não seja passageira.

“É um mercado crescente, não é moda. As pessoas estão buscando cada vez mais esse tipo de produto porque sentem a diferença que faz na saúde, qualidade de vida”, diz Samuel Ma, diretor de marketing da NHD Foods.


A empresa, dona de duas marcas de produtos alimentícios voltadas a alimentação saudável, existe desde 2003. Ma conta que o mercado vem crescendo, mas a concorrência também. “Lançamos por exemplo novas embalagens, para nos reinventarmos por causa do surgimento de mais competidores”.

Uma das marcas da NHD Foods é a Good Soy, com a proposta de oferecer guloseimas saudáveis. Entre os produtos sem glúten nem lactose estão snacks de bacon, queijo e outros sabores com sal light e sem gordura trans, além de cookies e brownies de chocolate feito com soja não transgênica. 


A outra marca da empresa é a Believe, com as mesmas características, porém mais voltada ao público celíaco (pessoas com intolerância ao glúten).
'É um mercado crescente, não é moda. As pessoas estão buscando cada vez mais esse tipo de produto', diz Samuel Ma, diretor de marketing da NHD Foods (Foto: Karina Trevizan/G1)
'É um mercado crescente, não é moda. As pessoas estão buscando cada vez mais esse tipo de produto', diz Samuel Ma, diretor de marketing da NHD Foods (Foto: Karina Trevizan/G1)

Maria Alice Narloch, da área de desenvolvimento de produtos da Banana Brasil Cauí, também afirma que a procura por alimentos saudáveis “não é uma onda passageira”. “Deixou de ser uma questão estética, as pessoas estão procurando uma dieta mais saudável mesmo”, afirma. 

Entre os lançamentos da marca voltados para essa demanda crescente estão biscoitos sem glúten de sabores como beterraba e couve. “A gente sentiu uma lacuna no mercado”, diz Maria Alice.

A Mãe Terra também tem percebido demanda maior por esse tipo de produto nos últimos meses. A marca lançou por exemplo uma linha de cereais infantis com grãos integrais, orgânicos e com 30% menos açúcar que os concorrentes mais conhecidos, mirando no aumento desse tipo de preocupação entre os pais.

Mãe Terra lançou linha de produtos naturais em parceria com a apresentadora Bela Gil (Foto: Karina Trevizan/G1)
Mãe Terra lançou linha de produtos naturais em parceria com a apresentadora Bela Gil (Foto: Karina Trevizan/G1)

Na Feira e Congresso de Gestão Internacional APAS 2016, em São Paulo, a marca apresentou ainda uma linha de produtos lançada em parceria com a apresentadora Bela Gil, com produtos como tapioca sem glúten e mistura pronta para fazer pão de mandioquinha sem lactose, sugerida como alternativa mais saudável ao pão de queijo.

Batata doce semi-pronta e chocolate sem açúcar, mas com whey
Outras marcas especializadas nesse segmento vêm lançando mais produtos de olho na demanda crescente. “A gente vem analisando o comportamento desse mercado, que está em ascensão. Lançamos a linha orgânica no ano passado, por exemplo. 


Nosso principal ponto é o produto natural e pronto para consumo”, diz Enrico Milani, diretor executivo da Vapza. A marca já tinha uma linha de refeições semi-prontas sem glúten, e lançou na feira da Apas uma batata doce em cubos.
De olho no aumento do consumo de batata doce, Vapza lançou versão semi-pronta do alimento (Foto: Karina Trevizan/G1)
De olho no aumento do consumo de batata doce, Vapza lançou versão semi-pronta do alimento (Foto: Karina Trevizan/G1)

Outra empresa que lançou produtos de olho no público que pratica exercícios físicos foi a Flormel, que tem creme de avelã e paçoca de amendoim sem adição de açúcar, mas com de whey (produto consumido frequentemente por quem faz atividades esportivas). A marca tem ainda guloseimas sem açúcar, corante e aromatizantes, como brigadeiro e doce de leite.

“A ideia é poder ser feliz, mas abrindo mão do açúcar. A gente usa um adoçante natural, a taumatina”, diz Tânia Veronez, gerente de marketing. “O [mercado de produto] saudável não pode reclamar da crise, as pessoas estão tomando consciência da importância disso. Tem demanda, o consumidor está muito ávido.”
Flormel tem ´guloseimas saudáveis´, como brigadeiro e bombom sem açúcar, corante ou aromatizante, adoçado com taumatina. (Foto: Karina Trevizan/G1)Flormel tem ´guloseimas saudáveis´, como brigadeiro e bombom sem açúcar, corante ou aromatizante, adoçado com taumatina. (Foto: Karina Trevizan/G1)

Marcas maiores
Além das empresas com foco exclusivo nos produtos com apelo saudável, as grandes marcas também estão percebendo os novos hábitos entre os consumidores. 


Na feira da Apas, A Coca-Cola FEMSA, por exemplo, apresentou a nova versão do refrigerante, com stevia (um tipo de adoçante de origem natural) e 50% menos açúcares. A bebida, de rótulo verde, já está presente em 25 países, e chega aos supermercados brasileiros nesta semana.
Coca-Cola lançou versão do refrigerante com stevia (um tipo de adoçante de origem natural) e 50% menos açúcares (Foto: Karina Trevizan/G1)Coca-Cola lançou versão do refrigerante com stevia (um tipo de adoçante de origem natural) e 50% menos açúcares (Foto: Karina Trevizan/G1)

Já a Nestlé apresentou uma nova bebida da linha Nesfit, lançada em 2012. As novidades são dois sabores de um smoothie de arroz: uva com beterraba e gengibre e amora com maracujá, sem glúten nem lactose. Outro lançamento da empresa é o Nescau sem lactose.


Em pesquisas de consumo, percebe-se a mudança de comportamento nos últimos anos"
Érica Migales, gerente de marca da Sadia
Já a Sadia, da BRF, apostou em presunto cozido com 30% menos sódio e sem capa de gordura, além do peito de frango com indicação de baixo teor de gordura no rótulo.

“A Sadia já vem buscando melhorar o perfil dos produtos de uma maneira geral, e sempre tem esse trabalho para deixar as tabelas mais adequadas às demandas do consumidor”, diz Érica Migales, gerente de marca da Sadia.

“Em pesquisas de consumo, percebe-se a mudança de comportamento nos últimos anos”, explica. Ela explica que outra ação da marca nesse sentido é “desmistificar os pratos prontos com relação ao mito sobre os conservantes”. “Nossa linha não tem conservantes, o que conserva é o congelamento. Os ingredientes são naturais.”

Nestlé lançou smoothie de arroz de uva, beterraba e gengibre, além do sabor amora e maracujá. Empresa também apresentou o Nescau sem lactose (Foto: Karina Trevizan/G1)Nestlé lançou smoothie de arroz de uva, beterraba e gengibre, além do sabor amora e maracujá. Empresa também apresentou o Nescau sem lactose (Foto: Karina Trevizan/G1)

'Em pesquisas de consumo, percebe-se a mudança de comportamento nos últimos anos', diz gerente de marca da Sadia, que lançou presunto com menos sódio e gordura  (Foto: Karina Trevizan/G1)
'Em pesquisas de consumo, percebe-se a mudança de comportamento nos últimos anos', diz gerente de marca da Sadia, que lançou presunto com menos sódio e gordura (Foto: Karina Trevizan/G1)

Mirando em pais mais preocupados com a alimentação dos filhos, Mãe Terra lançou cereais infantis com grãos integrais, orgânicos e com 30% menos açúcar.  (Foto: Karina Trevizan/G1)Mirando em pais mais preocupados com a alimentação dos filhos, Mãe Terra lançou cereais infantis com grãos integrais, orgânicos e com 30% menos açúcar. (Foto: Karina Trevizan/G1)

Marca Believe, da NHD Foods, tem linha de salgadinhos sem lactose nem gluten (Foto: Karina Trevizan/G1)Marca Belive, da NHD Foods, tem linha de salgadinhos sem lactose nem gluten (Foto: Karina Trevizan/G1)

Entre os produtos voltados ao público que pratica atividade física está o reme de avelã e paçoca de amendoim sem adição de açúcar, mas com de whey, da Flormel (Foto: Karina Trevizan/G1)Entre os produtos voltados ao público que pratica atividade física está o reme de avelã e paçoca de amendoim sem adição de açúcar, mas com de whey, da Flormel (Foto: Karina Trevizan/G1)

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